sexta-feira, 17 de março de 2017

Leilão do Moinho São Jorge é suspenso

Da redação

No início de fevereiro, publicamos aqui no blog do Ponto Final, e na edição impressa (nº 918), matéria sobre o Moinho São Jorge, tradicional empresa localizada em Santo André, cujo imóvel seria leiloado por meio da instituição leiloeira Sato Leilões. Porém, o leilão foi suspenso e, atualmente, a empresa busca na Justiça “reparação dos danos causados por essa equivocada ação”.



De acordo com o comunicado oficial enviado ao Ponto Final, o Moinho São Jorge sofreu com um imbróglio processual. Mas a empresa garante que as atividades no local seguem normalmente. Confira a seguir o comunicado na íntegra: 

"Através do direito de resposta e buscando esclarecer fatos relativos à publicação de 07/02/17 deste Jornal, muito nos orgulha a publicação do texto disponibilizado pelo Blog GGN, em 21/06/14 descrevendo a verdadeira história do grupo, que muito nos honra e nos engrandece, assim como a todos diretores e funcionários. 

Quanto ao leilão anunciado na Sato Leilões, devemos esclarecer que a empresa Moinho São Jorge S.A. foi arrolada numa verdadeira confusão processual, sendo responsabilizada por um processo referente a um débito de outra empresa, no valor inicial de R$ 56.888,67, ajuizada por R$ 455.077,59, um processo como outros tantos em que o contribuinte tem direito de defender-se contestando valores, multas , etc. dentro do amparo legal. 

Ocorre que, estranhamente, a partir de determinado momento processual, antes mesmo de sua conclusão, a advogada da empresa deixou de ser intimados em vários despachos de S. Excia. responsável pelo processo, juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André, impossibilitando a advogada à apresentação das devidas defesas nos referidos despachos e prazos.. 

Fomos colhidos de surpresa com a publicação do site Sato Leilões com o anúncio do leilão de 2.820 m² pertencentes ao conjunto industrial, constituído por mais de 89.897,00 m² em sua totalidade, tendo sido a área anunciada avaliada pela justiça em R$ 78 milhões. Portanto, o valor integral da propriedade foi avaliado em aproximadamente R$ 2,5 bilhões. 

É de se estranhar que um complexo industrial com esse histórico, que está em funcionamento normal, ao contrário do que foi anunciado, tivesse uma de suas áreas avaliada em R$ 78 milhões levada a leilão, consequente de um processo de valor inicial de R$ 56.888,67 e ajuizado por R$ R$ 455.077,59. Ainda que o grupo tivesse oferecido inúmeras garantias no decorrer do processo, recusado por esse juízo, fora decretado o praceamento equivocado em referência.  

Já regularizada a situação junto à Secretária da Fazenda, o juiz cuidadosa e prontamente suspendeu o leilão, deferindo petitório dos advogados da empresa que o informaram de fato. 

A empresa estará adotando, através do seu corpo jurídico, todas as providências cabíveis para reparação dos danos causados por essa equivocada ação. E inclusive, se for o caso, contra o site do leiloeiro, após apuração da responsabilidade de todos os que contribuíram para essa desastrosa ação"

Moinho São Jorge 
Diretores e Funcionários 





4 comentários:

  1. Na realidade o prédio do moinho são jorge irá a leilão para o pagamento de dividas fiscais com a fazenda nacional e principalmente , para o pagamento de duas dívidas trabalhistas milionárias a ex-funcionários. O moinho tenta de todas as formas protelar os pagamentos , más , perdeu em todas as instâncias os recursos interpostos e agora ou paga ou o predio vai a leilão.

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  2. É isto aí meu caro, ou o Moinho São Jorge paga as dívidas trabalhistas ou o imóvel vai à Leilão. Quem tem interesse na arrematação fique atento. Informações no Juízo Auxiliar de Execução da 2ª Região, no Forum Ruy Barbosa, Barra Funda, São Paulo.

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    1. E'Triste mas e'o que o nosso codigo de processo fala portanto e' extremamente unilateral os nossos tribunais tem que olhar o lado social que uma decisao como essa pode acarretar aos trabalhadores por outro lado os empregados dententores de sentencas transitadas em julgado devem serem ouvidos em uma audiencia de conciliacao, onde poderam ter alguns valores a levantar de imediato e que podera amenizar o seu sofrimento e tambem oferecer o seu emprego de volta que e'o que mais interessa ao trabalhador!

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  3. Infelizmente os donos do Moinho São Jorge não sabem cumprir acordos assumidos , pobre de quem acreditar nisso (não pagam nem os advogados que os defendem )Protelam até pagamentos de uso de estacionamento e depois pleiteiam justiça gratuita alegando não terem faturamento. Agora para promover jantar com autoridades de Brasilia , isso tem . Então a venda do prédio do Moinho servirá para saldar grande parte das dividas contraídas irresponsavelmente (acreditaram que esse dia nunca chegaria... chegou )

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