quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

São Bernardo adia o início das aulas para impulsionar campanha de vacinação

Da Redação

Com objetivo de atingir a meta de aplicação de 707 mil doses da vacina contra a Febre Amarela disponíveis no município, a Prefeitura de São Bernardo anunciou ontem (30) que designará mais de 100 escolas municipais na campanha de vacinação, entre a próxima segunda-feira (5) e o dia 9, das 9h às 16h. A ação será reforçada por meio do engajamento de funcionários da Prefeitura, que atuarão na campanha de conscientização sobre a importância da vacina.

A formalização do plano foi exposta pelo prefeito Orlando Morando em coletiva de imprensa, depois que os três primeiros dias de vacinação registraram baixa adesão – apenas 65% da meta foi atingida. Foram vacinadas neste período 79.831 pessoas, enquanto o público inicialmente estipulado foi de 105 mil. Desde o dia 25, o município tem atuado de forma incisiva na divulgação da importância da imunização contra a Febre Amarela, ampliando a oferta do procedimento para todas as suas 34 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 7h às 17h. 

Medida foi anunciada ontem (30) durante entrevista coletiva | Foto: Gabriel Inamine

“O empenho da Prefeitura é pelo maior alcance de imunização. Desde o início, estamos trabalhando para uma grande campanha de proteção ao vírus. Assim, vamos inserir as escolas, aumento a capilaridade e o alcance da campanha à população de todos os bairros da cidade”, detalha o prefeito Orlando Morando. Com o plano, o início das aulas na rede municipal será prorrogado do dia 05/02 para o 17/02. 

Entretanto, a secretária de Educação, Suzana Dechechi, explicou que essa pausa não irá afetar o ano letivo dos alunos. “O ano letivo de 200 dias será respeitado, conforte exige a lei, sem qualquer prejuízo para os alunos.”, esclarece. 

Já o secretário de Saúde, aproveitou a oportunidade para expor a preocupação da Prefeitura em não desabastecer o hemocentro do município. “As pessoas que são vacinadas têm que ficar 30 dias sem doar sangue. Por isso, a Prefeitura montou um centro de vacinação dentro da Colsan. As pessoas que efetuarem a vacinação serão imunizadas logo em seguida”, explica Reple.

“O que precisamos colocar em prática é um plano de emergência e de atuação imediata. No entanto, não vamos deixar desamparado o lado da Educação, extremamente importante em nossa linha de trabalho. Apenas estamos priorizando uma situação de gravidade pelo nosso Estado e País”, finaliza Morando.



Dilma visita o ABC

Por Rafael Monico

Na tarde de sexta-feira, dia 26 de janeiro, a ex-presidenta da República, Dilma Rousseff, visitou as obras dos condomínios Novo Pinheirinho e Santo Dias que em breve serão entregues para 910 famílias. Os empreendimentos são frutos de uma luta que vem desde 2012, quando começou a ocupação no Jardim Santo André, ao lado da avenida Adriático. Mas só em 2013, durante gestão do ex-prefeito Carlos Grana (PT), as negociações avançaram, a começar pela suspensão da reintegração de posse do terreno ocupado por famílias do MTST e o aporte financeiro no valor de R$ 4.584.654,00 pela Administração para complemento da compra do terreno. Além da verba municipal, o governo do Estado, através do programa Casa Paulista, investiu R$ 18.200.000,00, e o governo Federal, por intermédio do Minha Casa, Minha Vida, R$ 69.160.000,00.

Dilma visitou as dependências do conjunto acompanhado dos moradores. 
Além da ex-presidenta Dilma Rousseff, participaram da visita o líder do MTST, Guilherme Boulos, representantes da construtora e da ex-administração municipal do município, o deputado estadual Luiz Turco (PT) e o vereador de Santo André Willians Bezerra (PT). Ao todo serão 910 apartamentos, parte deles destinados às famílias indicadas pelo MTST, e parte famílias do aluguel social da Prefeitura, também indicadas pela administração passada.

Na visita, Dilma pôde conversar com algumas das famílias que receberão suas casas e ressaltou a importante parceria entre MTST e os governos municipal, estadual e federal. E ainda frisou: "Esses apartamentos que eu vi agora são de qualidade. Onde uma pessoa pode ficar feliz de morar. Porque além do apartamento o que a gente quer numa casa é a felicidade."


O julgamento que mobilizou o país e parou uma cidade.

Por Rafael Monico

Muitos aspectos fizeram do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um grande acontecimento, principalmente a questão de que a decisão tirada pelos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em confirmar e ampliar a pena de Lula para 12 anos e um mês, deu um novo direcionamento para as eleições 2018, mesmo com a possibilidade do postulante ao cargo de presidente pelo PT (Partido dos Trabalhadores) não ter seus direitos políticos cassados.

No entanto, para Porto Alegre, cidade onde fica o Tribunal Regional Federal 4 (TRF4), foi um acontecimento histórico. Diferente do que muitos cogitavam, os dias 23 e 24 de janeiro foram intensos, mas sem violência ou quebra-quebra. Comerciantes formais e informais, hotéis e restaurantes comemoraram uma alta que ficou perto dos 30% nos faturamentos. “O Hotel está lotado, e isso não é normal, mesmo neste período de férias, no meio da semana” , comentou Augusto Silva, recepcionista de um hotel no centro da cidade.

Outro fato que ficou marcado pelo julgamento, foi a apropriação dos moradores sobre o tema que seria debatido no TRF4. Em qualquer bar, fila, carro de taxi ou Uber, o assunto era o mais comentado. As opiniões divergentes eram muito debatidas, e independente da visão política, o fato de uma possível condenação ser legal ou não e o quanto isso influenciaria nas eleições 2018 virou pauta.

Os contrários a pena apareciam em maioria, demonstrando o crescimento do entendimento de falta de provas para uma condenação. No entanto, as criticas aos políticos de forma geral se davam sempre em tom conclusivo e amistoso.

Pelas ruas da cidade, apoiadores do ex-presidente eram mais presentes, causando certo constrangimento a qualquer manifestação contrária, porém essa maioria não se dava apenas pelos visitantes de Porto Alegre, mas se confirmava entre funcionários do comercio, garçons e inclusive “Brigadianos”, como são chamados os policiais na região, pelo fato da falta de aumento salarial no serviço público nos últimos anos, que se chocou com a realidade vivida em tempos de governo do Partido dos Trabalhadores em dobrada estadual e federal.

A mídia local enfatizou muito o tema e trazia análises para cada possibilidade do processo, no entanto, os programas de debates de uma emissora local, a TV Pampa, eram direcionados, apoiando a condenação em analises abertas e embasadas nas declarações da condenação em primeira instância e apresentando como argumento o “conjunto da obra”. Apresentadores e debatedores liam participações e entoavam declarações fortes pedindo a afirmação da pena em segunda instância. Quando confirmada, levaram bandeiras e realizaram um programa festivo.

No dia 25, a cidade se esforçou a voltar para a rotina, com sucesso.

Atos contra e atos á favor
No dia 23, um ato realizado no centro da cidade reuniu, segundo a Polícia Militar Gaúcha, cerca de 60 mil pessoas em apoio ao ex-presidente, que junto aos correligionários, artistas e intelectuais, fez um discurso que causou muita emoção aos presentes, afirmando que a não candidatura dele é uma resposta dos setores conservadores do país a continuidade da perda de direitos, mas que isso não significaria ele estar fora de combate. “Estou tranquilo com a decisão que será tirada amanhã, pois eles podem tentar me tirar da eleição, mas não me tirarão da luta por cada cidadão pobre do Brasil”, concluiu Lula.

Contra o ex-presidente, cerca de 1000 pessoas, se reuniram no Parque Moinho dos Ventos, (Parcão), com faixas e cartazes pedindo que o TRF4 mantivesse a sentença do Juiz Sergio Moro. Os manifestantes ficaram concentrados por cerca de uma hora no local.

Mais tarde, por volta das 23hs, manifestantes contra Lula fizeram um ato silencioso, projetando frases pedindo a prisão do ex-presidente em dois prédios da cidade, um na faixada de um hotel 5 estrelas da cidade, na região central, e outro no bairro de Classe Média, Moinho dos Ventos.

No dia 24, após vigília por toda a noite, os que apoiam Lula ficaram concentrados no Anfiteatro do Pôr do Sol, às margens do Rio Guaíba, entre palavras de ordem e discursos de lideranças. As cerca de 30 mil pessoas que estavam no local, ao inicio do julgamento, iniciaram suas voltas para casa logo após o almoço. Quando foi dada a sentença eram pouco mais de 5 mil no local.

Do outro lado da cidade, cerca de 600 pessoas se reuniram, munidas de um Pixuleco do ex-presidente, no Parque Moinho dos Ventos, a partir da hora do almoço. Após a sentença, o numero que tendia a crescer, sofreu revés por conta de uma forte chuva que chegou na cidade minutos depois do voto de terceiro desembargador. Por conta disso, nem comemorações ou atos de revelia foram realizados na cidade.

Obs.: Este texto já havia sido publicado, mas, inexplicavelmente, desapareceu do blog.



Campus Party debate a educação do futuro

Por Vitor Abdala – Agência Brasil

A 11ª edição da Campus Party – evento de tecnologia, inovação e empreendedorismo do país que começa hoje (30) na capital paulista – tem como um dos temas de destaque a evolução da educação. No espaço Educação do Futuro, alunos e educadores podem participar, gratuitamente, de oficinas de robótica e linguagem de programação, promovidas pelo Centro Paula Souza e MIT Media Lab (do Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

12 mil  compuseiros devem usar das acomodações disponíveis.

O setor Educação e Futuro é dedicado a crianças de 4 a 17 anos. “A gente está investindo muito, através da parceria com MIT. A ideia é que possa dar atividades para o jovem que ainda não tem idade para estar na arena. Ele verá robótica e fazedores, que vão formar e aperfeiçoar os educadores”, disse Tonico Novaes, diretor geral da Campus Party.

Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, disse que realizou uma pesquisa com 7 mil estudantes de escolas públicas da periferia de São Paulo convidadas a conhecer a Campus Party. O levantamento revelou que 83% dos entrevistados gostaram do passeio, mas disseram que este não era "um mundo para eles”. “A primeira coisa que precisamos convencê-los é de que eles podem”, disse Farruggia.

Além da educação, a Campus Party também tem um espaço para impulsionar jovens empresas. Para este ano, foram selecionadas 120 startups, em fases desde embrionária até a mais avançada.

Para a edição paulista deste ano, são esperados mais de 100 mil visitantes e 12 mil campuseiros. Este ano o evento também será feito em abril em Natal, maio na Bahia, junho em Brasília e setembro em Belo Horizonte.

O evento terá 24 horas de atividades no Pavilhão de Exposições do Anhembi, até o próximo domingo (4). O espaço tem 77,7 mil metros quadrados, dividido em três pavilhões, e conta com nove palcos. Até sábado (3), a área gratuita da Campus Party estará aberta ao público das 10h às 20h.


Procon-SP encontra irregularidades em 140 empresas

Da redação

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, encontrou irregularidades em 140 empresas (clique aqui para ver a relação) durante a Operação Volta às Aulas realizada, entre os dias 22 e 29 de janeiro, na capital, litoral e interior do estado. 

Entre as principais irregularidades encontradas estão: a inadequação da informação do prazo de validade e validade vencida, a falta de informação de preço à vista e a inadequação da informação de preço – que vão desde produtos sem preços, produtos com código referencial, mas sem respectiva tabela de preços, precificação por meio de código ou unicamente por meio de código de barras, e até dois preços para o mesmo produto.

 Fiscais do Procon-SP visitaram 361 estabelecimentos em 24 cidades, além da capital, que comercializam material escolar para verificar eventuais violações ao código de defesa do consumidor (CDC), que possam causar prejuízos ao consumidor.



Percentual de famílias inadimplentes cai em janeiro

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

O percentual de famílias endividadas no país recuou de 62,2% em dezembro de 2017 para 61,3% em janeiro deste ano. Já as famílias inadimplentes, ou seja, que têm dívidas ou contas em atraso, caiu de 25,7% em dezembro para 25% em janeiro, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor divulgados hoje (30) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar da queda entre dezembro e janeiro, as parcelas de endividados e de inadimplentes continuam acima dos patamares registrados em janeiro de 2017, quando foram registrados os percentuais de 58,7% (endividados) e de 23,9% (inadimplentes).

O percentual de famílias inadimplentes que não terão condições de pagar suas contas ficou em 9,5% em janeiro deste ano, abaixo dos 9,7% de dezembro e dos 10,2% de janeiro de 2017.

O percentual de famílias que se consideram muito endividadas recuou de 14,4% em janeiro do ano passado para 14,1% em dezembro e para 13,6% em janeiro deste ano.

O tempo com pagamento em atraso chega a 65 dias e o tempo de comprometimento com dívidas chega a sete meses.


MPF quer tirar nomes de ex-presidentes militares de ruas

Por Léo Rodrigues - Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF)  ajuizou ação civil pública para obrigar a União a alterar o nome da Rua Presidente Médici, da Avenida Presidente Castelo Branco e da Avenida Presidente Costa e Silva, situadas em área militar administrada pela Aeronáutica no município de Lagoa Santa (MG). As três vias homenageiam presidentes da República durante a ditadura militar no Brasil, que durou de 1964 a 1985.

O pedido foi apresentado à Justiça com base na Recomendação 28 do relatório final da Comissão Nacional da Verdade. De acordo com a recomendação, a União deveria alterar a denominação de todos os logradouros, vias de transporte, edifícios e instituições públicas que contenham nomes de agentes que notoriamente tenham participado ou praticado graves violações a direitos humanos durante o período em que o país foi governado pelos militares.

De acordo com o MPF, os ambientes de formação e de socialização profissional das Forças Armadas devem valorizar símbolos democráticos que sinalizem repúdio ao autoritarismo. “A alteração é medida de reparação de natureza satisfativa, de forte carga simbólica, às vítimas do regime militar, apta a demonstrar o reconhecimento e a reprovação, pelo Estado brasileiro, das violações perpetradas durante o período autoritário”, registra a petição inicial.Criada por meio da Lei 12.528/2011, a Comissão Nacional da Verdade fez uma série de audiências pelo Brasil e levantou documentos que comprovam a morte de mais de 430 pessoas durante o regime e milhares de violações de direitos humanos cometidas pelo Estado. O relatório final foi entregue em 2015.

Liminar
O MPF pede que a Justiça proíba, em caráter liminar, a utilização das denominações das três vias. Solicita também que o presidente do Congresso Nacional seja informado, para que possa avaliar a conveniência de iniciar processos legislativos para conferir novos nomes a todos logradouros que façam alusão a pessoas que tiveram participação comprovada em violações a direitos humanos.

Na ação, o MPF defende ainda que as homenagens nas três vias estão na contramão das medidas necessárias ao fortalecimento da democracia no país e é “incompatível com a Constituição da República de 1988, devendo ser suprimidas tais denominações de qualquer registro oficial”. O texto aponta também que a atribuição de nomes de pessoas a bens públicos deve observar os limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico.