sexta-feira, 15 de março de 2019

Motorista pode indicar pela internet condutor infrator em Santo André

Da Redação

Os motoristas que receberam multas de trânsito lavradas em Santo André e que precisem indicar o nome do condutor que dirigia no momento da infração poderão, a partir de agora, realizar este procedimento de maneira online. Para enviar a indicação de novo condutor ao Departamento de Engenharia de Tráfego (DET), basta acessar o portal da Prefeitura, clicar na aba "multas de trânsito" do lado direito e depois em "indicação de condutor", no lado esquerdo da página. O acesso pode ser feito diretamente aqui.

Com a novidade, não será mais necessário entregar documentos de forma presencial ou enviar pelos Correios | Foto: Helber Aggio/PSA
Depois de fazer um breve cadastro para criar login e senha de uso pessoal, basta o motorista informar os dados do condutor indicado no momento da infração e imprimir o formulário disponibilizado no site. Após imprimir o formulário, o proprietário do veículo deverá assinar no local indicado e coletar a assinatura do motorista infrator. Posteriormente, digitalizar o documento, a CNH do condutor, o documento de identificação do proprietário que comprove as informações contidas no formulário de indicação e fazer o upload no portal.

A indicação de condutor deve ser feita pelo proprietário sempre que o veículo for conduzido por outra pessoa. Isso permite que a pontuação seja atribuída na habilitação correta. Do contrário, o dono do veículo será considerado o responsável pela infração e receberá os pontos.

 O DET destaca ainda que o antigo sistema, que permite a entrega presencial ou envio pelos Correios do formulário de indicação de condutor, continua válido. O setor de recursos de multas da Prefeitura fica localizado na Avenida Artur de Queirós, 387, no bairro Casa Branca, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Governo anuncia medidas para mitigar os efeitos do temporal no ABC

Da Redação

O Governador João Doria reuniu-se na manhã desta quinta-feira (14), no Palácio dos Bandeirantes, com o Ministro de Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto, Secretários de Governo, o Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e os Prefeitos que formam o Consórcio Intermunicipal Grande ABC para discutir medidas preventivas e de atendimento as vítimas das chuvas e inundações, que ocorreram de domingo (10) para segunda-feira (11) e afetaram moradores do ABC e São Paulo.

Reunião ocorreu no Palácio dos Bandeirantes | Foto: Letícia Teixeira/PMSCS
Entre as ações, a retomada de obras do Piscinão Jaboticabal, a manutenção da tarifa dos últimos seis meses da conta d'água, financiamento subsidiado para comerciantes afetados e liberação do FGTS para as vítimas das chuvas.

"Essa é uma tarefa coletiva, dos prefeitos, do Governo do Estado e também do Governo Federal. O Ministro Gustavo Canuto esteve conosco para discutir e deliberar medidas para mitigar os efeitos das chuvas que ocorreram em nosso Estado", explica Doria.

Ações de infraestrutura
Entre as principais medidas, está a retomada da construção do Piscinão Jaboticabal, com capacidade para armazenar 900 mil metros cúbicos (m³) de águas pluviais, na divisa entre os municípios de São Paulo, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo. O Governo do Estado providenciará a Declaração de Utilidade Pública para a desapropriação do terreno, que receberá o reservatório.

 A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Regional buscará recursos junto à Caixa Econômica Federal para dar início à licitação da obra, que tem custo previsto de R$ 400 milhões.

 "Essa é uma obra cara e será feita junto com o Governo Federal", afirma Doria.
Também serão liberados R$ 20 milhões em recursos do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi) para a construção da galeria do Córrego da Mooca, além de muros de arrimo e desassoreamento imediato de córregos da Capital e dos sete municípios da Região Metropolitana atingidos pelas chuvas.

Desconto na conta
A Sabesp concederá desconto na conta de água dos moradores comprovadamente afetados pelas enchentes. Para ter acesso ao benefício, o cliente deve procurar uma agência da Sabesp ou Poupatempo com o atestado fornecido pela Defesa Civil do município e uma conta de água.

 Com isso, a próxima fatura, que compreende o período da enchente, será cobrada pela média dos seis meses anteriores, ou seja, a água utilizada a mais para limpeza dos imóveis nesse período não será tarifada. As agências da Sabesp já estarão aptas a receber os pedidos a partir desta sexta-feira (15).

 Liberação do FGTS e crédito para microempreendedores 
Doria também anunciou que o Governo do Estado, por meio do Banco do Povo Paulista, concederá linhas de microcrédito de até R$ 20 mil para empreendedores de pequenos negócios que tiveram prejuízos com as chuvas.

 "Nos sensibilizou bastante a quantidade de pessoas do pequeno comércio que perderam seus produtos, alguns tiveram até dificuldade de recuperar fisicamente seus estabelecimentos. Vamos disponibilizar um programa emergencial de crédito e apoio aos microempreendedores na região do ABC para que possam retomar seus trabalhos o mais rápido possível", destaca o governador.

Por meio do Banco do Povo, serão liberadas linhas de créditos de R$ 200 até R$ 20 mil, com taxa de juros de 0,35% ao mês, sem avalista. Haverá carência de até 90 dias para realizar o primeiro pagamento e prazo de até 36 meses para quitação.

 Os empréstimos poderão ser feitos somente por pessoas jurídicas de micros e pequenos negócios formais (MEI, ME, LTDA, EIRELI), localizadas nos bairros afetados pelas chuvas nos municípios de São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Embu das Artes e Rio Grande da Serra.

Durante a reunião também foi acordado junto ao Ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a liberação do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviços às vítimas das enchentes, que foi possível com a edição da portaria 722 de 13 de março de 2019 pelo Governo Federal reconhecendo a situação de emergências nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Para obter o benefício, a Defesa Civil de cada município afetado deve preencher o cadastro federal S2ID junto ao ministério de Desenvolvimento Regional com os endereços afetados, que o encaminhará à Caixa Econômica Federal. Após a liberação do recurso e mediante a apresentação de um comprovante de residência, o morador pode sacar o benefício na data determinada pelo banco.

O governo federal também se comprometeu a dar prioridade aos moradores de áreas de risco no programa Minha Casa, Minha Vida, e priorizar a análise da lista de demandas dos municípios do Consórcio Intermunicipal Grande ABC  no PAC Encostas.

Feirão da Serasa é oportunidade para quitar dívidas

Da Redação

Os consumidores com dívidas atrasadas, ou negativadas, podem renegociar os débitos de maneira online com condições especiais, por meio da 23ª edição do Feirão Limpa Nome do Serasa Consumidor, que ocorre até 31 de março.

Feirão Limpa Nome da Serasa ocorre até 31 de março | Foto: reprodução 
Na versão online anterior, realizada em novembro de 2018, mais de 7 milhões de pessoas visitaram o site, o que resultou em mais de R$ 460 milhões em descontos concedidos.       

Segundo o gerente do Serasa Limpa Nome, Lucas Lopes, essa é a oportunidade para as pessoas negociarem suas dívidas com facilidade e segurança: “O feirão é um momento muito especial para nós e bastante esperado pelos consumidores. Durante quase todo o mês de março, os parceiros integrados em nossa plataforma ofertarão condições especiais para quem quiser pagar suas dívidas!”, afirma.

Instituições como Santander, Itaú, Tribanco, Credsystem, Recovery, Ativos e Renner estão na plataforma com oportunidades de negociações exclusivas.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desejo da saúde suplementar para 2019: uma população mais consciente e participativa

*Por Cadri Massuda

O ano de 2019 começou com expectativas e incertezas para o setor da saúde. Ao mesmo tempo que comemoramos grandes conquistas na medicina, preocupamo-nos com o que esses avanços vão impactar o bolso da população.

Um exemplo é o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Há 30 anos, era de 65 anos; hoje, comemoramos que a população vive em média 75 anos. O ganho de 10 anos nas últimas décadas, ao mesmo tempo, representa um grande impacto no custo da saúde.

Se antes havia predominância de doenças cardiológicas e neurológicas, hoje houve uma queda significativa nessas condições, graças ao controle, novas medicações e acesso à informação. Em contrapartida, há um aumento substancial nos casos oncológicos e de doenças degenerativas; bem como no desenvolvimento e pesquisa de novos tratamentos para esses casos.

A medicina, porém, é uma das poucas áreas do conhecimento em que o avanço tecnológico produz o encarecimento do custo. Então, se conclui que o aumento da expectativa provoca, invariavelmente, o crescimento dos gastos da saúde. Hoje e ainda no futuro próximo, estamos gastando cada vez mais do nosso salário para ganhar alguns anos de vida.

Como resposta a esse cenário, buscam-se novos modelos de assistência médica. Está em processo de evolução uma nova abordagem, em que um médico generalista – especialista em Medicina de Família – cuida do indivíduo como um todo: sua família, onde mora, suas atividades, seu compromisso com a medicação, alimentação etc.

Esse tipo de atendimento faz com que o paciente deixe de procurar aleatoriamente médicos especialistas sem necessidade. É um modo de contra-atacar a cultura do “Dr. Google”, em que, geralmente, acontece uma supervalorização dos sintomas e leva à conclusão de uma gravidade excessiva do caso. O paciente convencido de que tem uma doença séria que viu na internet procura profissionais dispostos a desvendar o “mistério”, preferencialmente médicos que solicitem uma bateria de exames.

Estamos diante de um problema grave no cenário da saúde atual: o avanço da medicina tecnológica sobre a medicina humanística. Criou-se um conceito de que “médicos bons são aqueles que pedem exames”. A lógica está sendo invertida, pois o exame deveria ser para complementar um diagnóstico feito pelo profissional. Algo pontual.

O paciente precisa entender que a quantidade de exames não significa medicina de melhor qualidade. O tempo despendido em uma anamnese adequada e uma consulta detalhada vale mais do que 100 exames pedidos aleatoriamente.

Quando você avalia os resultados, o índice de exames normais beira os 90%. São procedimentos caros e quem paga somos todos nós: as operadoras, o governo, a sociedade através dos impostos, o usuário do plano de saúde que precisa arcar com reajustes etc.

A mudança só virá com uma transformação cultural de toda a sociedade. A conscientização do usuário do plano de saúde, do empresário, do médico e de toda a cadeia do setor de saúde é urgente e necessária.

Uma das maneiras de promover essa consciência é tornar o cliente participante dos custos para torná-lo responsável e comprometido em evitar o desperdício. Quando o paciente coparticipa, ele utiliza os recursos de maneira mais consciente.

Devemos buscar exemplos em outros países e copiar o que está dando certo. Um modelo é o da Inglaterra, onde a medicina é socializada. O paciente tem direito a praticamente tudo, mas há um limite de gastos. Quando esse limite é ultrapassado, o indivíduo precisa complementar com os próprios recursos.

Isso permite um controle sobre os recursos despendidos nos tratamentos, pois, como foi dito anteriormente, a tecnologia tem ultrapassado as condições de absorção dos seus custos. Se não colocarmos um freio, em pouco tempo os serviços de saúde serão inviáveis, tanto para o setor público quanto para o privado. Estaremos caminhando para um retrocesso no atendimento por conta da má gestão de recursos.

*Cadri Massuda é presidente da regional PR/SC da  Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE).

segunda-feira, 11 de março de 2019

Temporal deixa 13 mortos na Grande São Paulo

Da Redação

O temporal que atingiu a Grande São Paulo, desde a noite de ontem (10) até a madrugada desta segunda-feira (11), causou 13 mortes. O balanço foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros que atendeu 76 chamados relacionados a desmoronamentos, 698 sobre enchentes e 78 de quedas de árvores.

Entre os mortos, quatro foram na queda de uma residência em Ribeirão Pires. O desabamento levou ao soterramento de seis pessoas, sendo que duas foram resgatadas com vida.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da capital paulista, às 9h30 a cidade tinha 48 pontos de alagamento, com 27 locais em que as inundações impediam o trânsito de pessoas ou veículos. Transbordaram durante a noite pelo menos cinco rios e córrego, como o Rio Tamanduateí na região central e o Aricanduva, na zona leste.

A Linha Turquesa - 10 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que liga a região central de São Paulo ao ABC também não está funcionando nesta manhã devido aos alagamentos. Mais cedo, a Linha - 9 Esmeralda enfrentou problemas semelhantes. Entretanto, o fluxo já foi normalizado nessa parte do sistema.

No Ipiranga, zona sul paulistana, a enchente arrastou carros e pessoas tiveram de ser socorridas dos veículos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos na capital paulista devido aos transtornos.

Obs.: Texto atualizado em 13 de março, às 11h.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Saques da poupança superam depósitos em fevereiro

Da Redação

Os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em fevereiro. A retirada líquida (descontados os depósitos) ficou em R$ 4,020 bilhões, segundo divulgou nesta quinta-feira (8) o Banco Central (BC). Foi o segundo mês seguido de retirada líquida – em janeiro chegou a R$ 11,232 bilhões.

Saques somaram cerca de R$ 4,02 bilhões em fevereiro | Foto: reprodução 
Em fevereiro do ano passado, também houve retirada líquida, no total de R$ 708,116 milhões. O resultado negativo do mês passado foi o maior para o mês desde de 2016, quando houve retirada líquida de R$ 6,638 bilhões.

No mês passado, foram depositados na caderneta de poupança R$ 181,996 bilhões. Os saques durante o segundo mês do ano somaram R$ 186,017 bilhões.

Em fevereiro deste ano, os rendimentos da aplicação mais popular do país chegaram a R$ 2,965 bilhões. O saldo atualmente depositado na poupança está em R$ 787,933 bilhões.
Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre que a taxa básica de juros (Selic) estiver acima de 8,5% ao ano.

Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Hoje, a taxa Selic está em 6,5% ao ano.

quinta-feira, 7 de março de 2019

CPTM amplia número de viagens do Expresso Paranapiacaba

Da Redação

Principal destino do Expresso Turístico da CPTM, a Vila de Paranapiacaba terá o número de viagens ampliadas aos fins de semana, a partir deste mês. Além dos passeios aos domingos, a CPTM também disponibilizará viagens extras aos sábados nos dias 9/3 e 13/4. Nos meses de junho e julho, quando acontece o Festival de Inverno de Paranapiacaba, as viagens também aumentarão. No total serão 6 viagens a mais: três em junho e três em julho.

Durante o Festival de Inverno também também ocorrerão mais viagens | Foto: Arquivo 
“A medida experimental está baseada no número de passageiros transportados em cada um dos roteiros”, explica o gerente de Relacionamento Sergio de Carvalho Junior. Há anos, Paranapiacaba lidera como o destino mais procurado. Só em 2018, 8.673 pessoas embarcaram rumo à Vila aos domingos. Já a cidade de Jundiaí recebeu praticamente a metade: 4.044 turistas aos sábados, enquanto que Mogi, com uma viagem mensal, computou 458 viajantes.

“Diante da procura intensa, que chega a dois meses de espera, a CPTM decidiu experimentar esse novo modelo operacional, com foco na grande demanda de Paranapiacaba. Inclusive, com mais viagens programadas para os meses de junho e julho para o tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba”, ressalta o gerente.

10 anos de Operação

Em abril, o serviço Expresso Turístico completará 10 anos de operação. Neste período, 142.712 turistas já viveram a experiência de embarcar em uma locomotiva a diesel, modelo Alco RS-3 de 1952, que conduz dois carros de passageiros, de aço inoxidável, fabricados no Brasil pela Budd – Mafersa nos anos 60 e que foram cedidos pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária).

Criado em 2009 pela CPTM e pela STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos), o serviço já contabilizou 955 viagens aos finais de semana, proporcionando o resgate da memória regional de cada destino e da história ferroviária durante os trajetos, que têm duração aproximada de 1h30.

O preço unitário da passagem para qualquer um dos três roteiros é de R$ 50,00 (ida e volta), exceto para o embarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André, com destino a Paranapiacaba, que sai por R$ 44,00.  No entanto, os descontos podem chegar até 25% na compra de quatro passagens. O valor para transporte de bicicletas é de R$ 7,00, lembrando que o serviço é exclusivo do roteiro para Mogi.

O bilhete é vendido das 9h às 18h, todos os dias, nas bilheterias das estações da Luz e Prefeito Celso Daniel-Santo André. Cabe ressaltar que o bilhete da CPTM contempla somente a viagem de trem até um dos destinos escolhidos. Roteiros complementares, podem ser consultados nos sites dos municípios visitados.

O embarque para qualquer um dos três roteiros ocorre às 8h30 da plataforma 4 da Estação da Luz e o retorno das cidades visitadas, às 16h30. No caso de Paranapiacaba, o trem faz uma pausa para embarque na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André.

São 174 poltronas para acomodar confortavelmente os turistas, além de espaço reservado para cadeira de rodas (com cinto de segurança e ancoragem da cadeira). Os interessados podem obter mais informações e conferir a abertura de novas datas para viagens no site: http://cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Vagas-e-Calendario.aspx.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Central Sindical propõe desobediência civil contra MP de Bolsonaro

Da Redação

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) emitiu nota sobre a Medida Provisória 873/2019. Para a entidade a MP possui "inúmeras inconstitucionalidades e inconvencionalidades" e, por isso, "conclama seus sindicatos filiados e os membros do judiciário a defender a Constituição brasileira e a promover a desobediência civil".

 Publicada no Diário Oficial da União em edição extra no dia 1º de março, a Medida Provisória 873/2019, impões que as contribuições dos trabalhadores para os sindicatos não poderão mais ser descontadas diretamente do salário, com isso, o chamado imposto sindical deve ser pago exclusivamente por boleto bancário. A MP é assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O conceito de desobediência civil foi criado no Estados Unidos pelo filósofo Henry David Thoreau, em 1849, e tem como objetivo não respeitar uma lei que tem em sua essência a ilegalidade e a injustiça.

Em sua nota, a CSB cita o artigo 8 da Constituição Federal e afirma que o objetivo principal de Jair Bolsonaro "foi a desconstrução dos direitos sociais, a desarticulação do coletivo sólido em detrimento só do indivíduo frágil, com verdadeiros atos de conduta antissindical".

 Leia a íntegra da nota:

Contra a ditatorial e inconstitucional MP de Bolsonaro, a desobediência civil e judiciária

Diante das inúmeras inconstitucionalidades e inconvencionalidades largamente esmiuçadas em pouco tempo da publicação da MP 873/2019, medida que visa o aniquilamento dos sindicatos e a aprovação da reforma da Previdência, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) conclama seus sindicatos filiados e os membros do judiciário a defender a Constituição brasileira e a promover a desobediência civil.

Não há como respeitar ou levar em consideração uma medida provisória tão rudimentar e amadora, que ataca frontalmente a Constituição Pátria, a democracia, a sociedade e o Congresso Nacional.

O artigo 8 da Constituição Federal classifica a liberdade sindical como um direito humano fundamental, indissociável às relações de trabalho, tanto no aspecto individual quanto coletivo. 
 "Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: 

 I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
 II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;
 III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
IV - a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;
 V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
 VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;"

Óbvio o que pretendeu o Governo Federal foi a desconstrução dos direitos sociais, a desarticulação do coletivo sólido em detrimento só do indivíduo frágil, com verdadeiros atos de conduta antissindical.

 Mas, como aconteceu com a Edição da Reforma Trabalhista, novamente as entidades sindicais deverão resistir e lutar pela sua manutenção e sobrevivência. 

Reafirmamos que, na hierarquia das leis, temos que nenhuma legislação, nenhuma, pode se sobrepor à Constituição Federal.

Além disso, no julgamento da ADI 5794, que deliberou sobre a contribuição sindical compulsória, as palavras de ordem no STF foram: Liberdade, Autonomia Financeira, Não Intervenção do Estado, dispondo os sindicatos de formas de custeio, instituídas pela assembleia da categoria ou por meio de negociação coletiva. Podemos perceber que a Medida Provisória flagrantemente ilegal do Governo Federal - que não possui o preenchimento dos requisitos básicos, que é a relevância e urgência -, possui conteúdo completamente diferente do recente julgamento da ADI 5794.

A interferência na organização sindical pretendeu delimitar o poder da assembleia, podendo promover inclusive retrocesso social para instauração de dissídios econômicos e de greve, assim como todo o arcabouço constante na legislação e nos Estatutos, intervindo na organização sindical para proibir a atuação coletiva quanto ao custeio sindical e à sobrevivência dos sindicatos.

Pois bem, o excesso traz às entidades sindicais a possibilidade de discutir de forma difusa, em primeira instância, a validade da assembleia sindical realizada licitamente e baseada no estatuto social da entidade sindical, quando da cobrança das contribuições não pagas. Isto porque uma MP não se sobrepõe à Constituição Federal quando fazemos a interpretação conforme a hierarquia das leis.

 Vamos manter a atuação sindical, lutar pelo cumprimento dos acordos, das convenções coletivas e deliberações das assembleias sindicais, buscar na Justiça o reparo hierárquico da Lei brasileira e ampliar ainda mais a articulação parlamentar, não apenas para derrubar essa medida ditatorial como também para enterrar o crime que querem perpetrar contra a Previdência.

 Por isso, sigamos em frente, todos à luta.

 Antonio Neto – Presidente CSB


sexta-feira, 1 de março de 2019

Prefeito cobra Aneel e Enel pela má qualidade no fornecimento de energia elétrica em Santo André

Da Redação

A Prefeitura de Santo André acionou, nesta quinta-feira (28), por meio de ofício, a Enel Brasil - Distribuição São Paulo, em razão da precariedade dos serviços prestados ao município no fornecimento de energia elétrica. O documento também foi encaminhado à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os moradores de diversos bairros da cidade estão sofrendo com as falhas do sistema, que provocam apagões constantes, além da demora no restabelecimento da energia.

“Estamos acionando a Enel e a Aneel em razão do atendimento precário que a distribuidora de energia vem prestando à administração municipal e aos moradores da nossa cidade neste período de fortes chuvas. Os sucessivos apagões e a demora no restabelecimento do fornecimento de energia prejudica a todos”, enfatizou o prefeito Paulo Serra.

A Prefeitura potencializou ações preventivas para o período de chuvas, a partir da intensificação de podas de árvores e também dos serviços de manutenção, com o intuito de reduzir os impactos causados pelas tempestades registradas nos últimos dias.

Contudo, a distribuidora de energia tem deixado muitos consumidores insatisfeitos com o serviço e com o atendimento prestado. As reclamações registradas estão aumentando e a resposta por parte da companhia não ocorre com a mesma intensidade e rapidez. “Não podemos permitir que a nossa população tenha prejuízos por conta da má qualidade do serviço prestado”, destacou Paulo Serra.

Governo de São Paulo lança programa de ensino técnico profissionalizante

Da Redação

O governador João Doria lançou nesta sexta-feira (1º) o Novotec, programa que dará oportunidade aos alunos do ensino médio de cursarem ao mesmo tempo ensino técnico profissionalizante e saírem com dois diplomas. Até 2022, o objetivo é triplicar as vagas oferecidas atualmente chegando a 180 mil. A iniciativa será realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Centro Paula Souza – instituição referência em excelência educacional no Brasil.



Segundo o Governo, serão mais de 30 mil vagas nas quatro modalidades (Integrada, Expresso, Móvel e Virtual), em 2019 | Foto: Freepik
"O objetivo é levar esta educação de excelência do Centro Paula Souza para a rede estadual de ensino em larga escala, através da oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio da rede regular", explica Doria.

 No Novotec, os cursos são oferecidos de acordo com a alta demanda dos jovens por profissionalização mais rápida e do mercado de trabalho, por mão de obra qualificada para as necessidades atuais. A grade de seis aulas por dia possibilitará aos alunos um período disponível para trabalhar ou estagiar.

O programa prevê ainda o compartilhamento da infraestrutura e talentos já existentes, utilizando escolas e professores da rede estadual e do Centro Paula Souza para trabalharem conteúdos de forma integrada.

Neste ano, já estão sendo oferecidas 5,4 mil vagas do ensino médio integrado com o técnico em seis aulas diárias – 400 delas em 10 escolas da rede estadual de educação e o restante em  Escolas Técnicas Estadual (ETECs). Ao todo, 36 municípios estão recebendo turmas do Novotec na modalidade integrada. Entre os oito cursos oferecidos estão desenvolvimento de sistemas, comunicação visual e cozinha.

 Além da modalidade integrada, o programa prevê outras três de curta-duração: Novotec Expresso, Novotec Móvel e o Novotec Virtual. Segundo o Governo, serão mais de 30 mil vagas nas quatro modalidades, em 2019.

Novotec Expresso
 Cursos de curta duração (200 horas) para qualificação profissional em escolas estaduais e laboratórios das ETECs. Em 2019 serão oferecidas 23 mil vagas, em cerca de 600 turmas, espalhadas por 44 municípios. Início previsto para agosto. Exemplos de cursos: Técnicas em vendas, Gestão de pequenos negócios, Programação, Marketing Digital, Manutenção de computadores e outros.

Novotec Móvel
Cursos de curta duração (200 horas) para qualificação profissional realizados em unidade móvel (carreta). Em 2019, serão disponibilizadas cerca de 1.500 vagas. Início previsto para agosto. Exemplos de cursos: Automação industrial, Metrologia, Petróleo e Gás e outros.

Novotec Virtual
 Cursos técnicos de curta duração (200 horas e 400 horas) utilizando a estrutura de ensino à distância da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), com conteúdo do Centro Paula Souza. Em 2019, serão disponibilizadas 3 mil vagas. Início previsto para agosto. Exemplos de cursos: Administração, Guia de Turismo, Desenvolvimento de Sistemas e outros.

Neto de Lula morre em Santo André

Da Redação 

Faleceu na manhã de hoje (1°), em Santo André, o neto do ex-presidente Lula, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos. Arthur foi levado ao Hospital Bartira, na região de Camilópolis, com febre alta e foi diagnosticado com meningite. Ainda não há informações sobre o velório e enterro do garoto.

Arthur era filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da Marisa Letícia.

Há pouco mais de um mês faleceu também o irmão de Lula, Vavá. Na época, a Justiça não lhe garantiu o direito de enterrar o familiar, alegando dificuldades operacionais. Resta saber se a Justiça se comportará da mesma forma, ou se Lula conseguirá se despedir do neto.

Confira a Nota Oficial do hospital sobre o caso de Arthur:

"O Hospital Bartira informa que o paciente Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, veio a óbito às 12:36, devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica. O paciente havia dado entrada às 07h20 desta manhã com quadro instável".