segunda-feira, 18 de março de 2019

Seis em cada dez brasileiros não se preparam para aposentadoria, aponta pesquisa

Da Redação

O aumento da expectativa de vida do brasileiro impõe desafios, principalmente porque a maioria ainda não se planeja para garantir um futuro financeiro ao deixar de trabalhar. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). Os dados apontam que seis em cada dez brasileiros (59%) admitem não se preparar para a hora de se aposentar, enquanto apenas 41% têm se preocupado com essa fase da vida – percentual que chega a 55% nas classes A e B.

Cerca de 36% das pessoas alegam não sobrar dinheiro no orçamento, para planejar aposentadoria | Foto: reprodução 
Entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem à ausência de um plano ao fato de estarem desempregados. Para 17% não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês.

A Economista-Chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ressalta a importância de pensar no assunto, ainda jovem. "Estima-se que a participação da população acima de 65 anos na sociedade brasileira passe dos atuais 9% para 25% em 2060, segundo projeções do IBGE. Será cada vez mais importante começar a pensar em uma complementação ainda jovem e não apenas quando se aproxima do momento de parar de trabalhar", avalia.

Os meios mais comuns de se preparar para a aposentadoria, de acordo com o estudo, são as aplicações financeiras (42%), principalmente a previdência privada (20%), e outros ativos financeiros, como ações, títulos ou fundos (20%). Para 35%, os recursos do INSS servirão de renda e 16% dizem que dependerão de terceiros, tais como cônjuges, filhos ou outras pessoas da família. Já 37% dos pesquisados disseram que, ao se aposentar, pretendem continuar ativos no mercado de trabalho.


Metodologia 

A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB). A amostra de 804 casos contempla as 27 capitais, pessoas acima de 18 anos, todas as classes sociais e ambos os gêneros. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Motorista pode indicar pela internet condutor infrator em Santo André

Da Redação

Os motoristas que receberam multas de trânsito lavradas em Santo André e que precisem indicar o nome do condutor que dirigia no momento da infração poderão, a partir de agora, realizar este procedimento de maneira online. Para enviar a indicação de novo condutor ao Departamento de Engenharia de Tráfego (DET), basta acessar o portal da Prefeitura, clicar na aba "multas de trânsito" do lado direito e depois em "indicação de condutor", no lado esquerdo da página. O acesso pode ser feito diretamente aqui.

Com a novidade, não será mais necessário entregar documentos de forma presencial ou enviar pelos Correios | Foto: Helber Aggio/PSA
Depois de fazer um breve cadastro para criar login e senha de uso pessoal, basta o motorista informar os dados do condutor indicado no momento da infração e imprimir o formulário disponibilizado no site. Após imprimir o formulário, o proprietário do veículo deverá assinar no local indicado e coletar a assinatura do motorista infrator. Posteriormente, digitalizar o documento, a CNH do condutor, o documento de identificação do proprietário que comprove as informações contidas no formulário de indicação e fazer o upload no portal.

A indicação de condutor deve ser feita pelo proprietário sempre que o veículo for conduzido por outra pessoa. Isso permite que a pontuação seja atribuída na habilitação correta. Do contrário, o dono do veículo será considerado o responsável pela infração e receberá os pontos.

 O DET destaca ainda que o antigo sistema, que permite a entrega presencial ou envio pelos Correios do formulário de indicação de condutor, continua válido. O setor de recursos de multas da Prefeitura fica localizado na Avenida Artur de Queirós, 387, no bairro Casa Branca, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Governo anuncia medidas para mitigar os efeitos do temporal no ABC

Da Redação

O Governador João Doria reuniu-se na manhã desta quinta-feira (14), no Palácio dos Bandeirantes, com o Ministro de Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto, Secretários de Governo, o Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e os Prefeitos que formam o Consórcio Intermunicipal Grande ABC para discutir medidas preventivas e de atendimento as vítimas das chuvas e inundações, que ocorreram de domingo (10) para segunda-feira (11) e afetaram moradores do ABC e São Paulo.

Reunião ocorreu no Palácio dos Bandeirantes | Foto: Letícia Teixeira/PMSCS
Entre as ações, a retomada de obras do Piscinão Jaboticabal, a manutenção da tarifa dos últimos seis meses da conta d'água, financiamento subsidiado para comerciantes afetados e liberação do FGTS para as vítimas das chuvas.

"Essa é uma tarefa coletiva, dos prefeitos, do Governo do Estado e também do Governo Federal. O Ministro Gustavo Canuto esteve conosco para discutir e deliberar medidas para mitigar os efeitos das chuvas que ocorreram em nosso Estado", explica Doria.

Ações de infraestrutura
Entre as principais medidas, está a retomada da construção do Piscinão Jaboticabal, com capacidade para armazenar 900 mil metros cúbicos (m³) de águas pluviais, na divisa entre os municípios de São Paulo, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo. O Governo do Estado providenciará a Declaração de Utilidade Pública para a desapropriação do terreno, que receberá o reservatório.

 A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Regional buscará recursos junto à Caixa Econômica Federal para dar início à licitação da obra, que tem custo previsto de R$ 400 milhões.

 "Essa é uma obra cara e será feita junto com o Governo Federal", afirma Doria.
Também serão liberados R$ 20 milhões em recursos do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi) para a construção da galeria do Córrego da Mooca, além de muros de arrimo e desassoreamento imediato de córregos da Capital e dos sete municípios da Região Metropolitana atingidos pelas chuvas.

Desconto na conta
A Sabesp concederá desconto na conta de água dos moradores comprovadamente afetados pelas enchentes. Para ter acesso ao benefício, o cliente deve procurar uma agência da Sabesp ou Poupatempo com o atestado fornecido pela Defesa Civil do município e uma conta de água.

 Com isso, a próxima fatura, que compreende o período da enchente, será cobrada pela média dos seis meses anteriores, ou seja, a água utilizada a mais para limpeza dos imóveis nesse período não será tarifada. As agências da Sabesp já estarão aptas a receber os pedidos a partir desta sexta-feira (15).

 Liberação do FGTS e crédito para microempreendedores 
Doria também anunciou que o Governo do Estado, por meio do Banco do Povo Paulista, concederá linhas de microcrédito de até R$ 20 mil para empreendedores de pequenos negócios que tiveram prejuízos com as chuvas.

 "Nos sensibilizou bastante a quantidade de pessoas do pequeno comércio que perderam seus produtos, alguns tiveram até dificuldade de recuperar fisicamente seus estabelecimentos. Vamos disponibilizar um programa emergencial de crédito e apoio aos microempreendedores na região do ABC para que possam retomar seus trabalhos o mais rápido possível", destaca o governador.

Por meio do Banco do Povo, serão liberadas linhas de créditos de R$ 200 até R$ 20 mil, com taxa de juros de 0,35% ao mês, sem avalista. Haverá carência de até 90 dias para realizar o primeiro pagamento e prazo de até 36 meses para quitação.

 Os empréstimos poderão ser feitos somente por pessoas jurídicas de micros e pequenos negócios formais (MEI, ME, LTDA, EIRELI), localizadas nos bairros afetados pelas chuvas nos municípios de São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Embu das Artes e Rio Grande da Serra.

Durante a reunião também foi acordado junto ao Ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, a liberação do FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviços às vítimas das enchentes, que foi possível com a edição da portaria 722 de 13 de março de 2019 pelo Governo Federal reconhecendo a situação de emergências nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

Para obter o benefício, a Defesa Civil de cada município afetado deve preencher o cadastro federal S2ID junto ao ministério de Desenvolvimento Regional com os endereços afetados, que o encaminhará à Caixa Econômica Federal. Após a liberação do recurso e mediante a apresentação de um comprovante de residência, o morador pode sacar o benefício na data determinada pelo banco.

O governo federal também se comprometeu a dar prioridade aos moradores de áreas de risco no programa Minha Casa, Minha Vida, e priorizar a análise da lista de demandas dos municípios do Consórcio Intermunicipal Grande ABC  no PAC Encostas.

Feirão da Serasa é oportunidade para quitar dívidas

Da Redação

Os consumidores com dívidas atrasadas, ou negativadas, podem renegociar os débitos de maneira online com condições especiais, por meio da 23ª edição do Feirão Limpa Nome do Serasa Consumidor, que ocorre até 31 de março.

Feirão Limpa Nome da Serasa ocorre até 31 de março | Foto: reprodução 
Na versão online anterior, realizada em novembro de 2018, mais de 7 milhões de pessoas visitaram o site, o que resultou em mais de R$ 460 milhões em descontos concedidos.       

Segundo o gerente do Serasa Limpa Nome, Lucas Lopes, essa é a oportunidade para as pessoas negociarem suas dívidas com facilidade e segurança: “O feirão é um momento muito especial para nós e bastante esperado pelos consumidores. Durante quase todo o mês de março, os parceiros integrados em nossa plataforma ofertarão condições especiais para quem quiser pagar suas dívidas!”, afirma.

Instituições como Santander, Itaú, Tribanco, Credsystem, Recovery, Ativos e Renner estão na plataforma com oportunidades de negociações exclusivas.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desejo da saúde suplementar para 2019: uma população mais consciente e participativa

*Por Cadri Massuda

O ano de 2019 começou com expectativas e incertezas para o setor da saúde. Ao mesmo tempo que comemoramos grandes conquistas na medicina, preocupamo-nos com o que esses avanços vão impactar o bolso da população.

Um exemplo é o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Há 30 anos, era de 65 anos; hoje, comemoramos que a população vive em média 75 anos. O ganho de 10 anos nas últimas décadas, ao mesmo tempo, representa um grande impacto no custo da saúde.

Se antes havia predominância de doenças cardiológicas e neurológicas, hoje houve uma queda significativa nessas condições, graças ao controle, novas medicações e acesso à informação. Em contrapartida, há um aumento substancial nos casos oncológicos e de doenças degenerativas; bem como no desenvolvimento e pesquisa de novos tratamentos para esses casos.

A medicina, porém, é uma das poucas áreas do conhecimento em que o avanço tecnológico produz o encarecimento do custo. Então, se conclui que o aumento da expectativa provoca, invariavelmente, o crescimento dos gastos da saúde. Hoje e ainda no futuro próximo, estamos gastando cada vez mais do nosso salário para ganhar alguns anos de vida.

Como resposta a esse cenário, buscam-se novos modelos de assistência médica. Está em processo de evolução uma nova abordagem, em que um médico generalista – especialista em Medicina de Família – cuida do indivíduo como um todo: sua família, onde mora, suas atividades, seu compromisso com a medicação, alimentação etc.

Esse tipo de atendimento faz com que o paciente deixe de procurar aleatoriamente médicos especialistas sem necessidade. É um modo de contra-atacar a cultura do “Dr. Google”, em que, geralmente, acontece uma supervalorização dos sintomas e leva à conclusão de uma gravidade excessiva do caso. O paciente convencido de que tem uma doença séria que viu na internet procura profissionais dispostos a desvendar o “mistério”, preferencialmente médicos que solicitem uma bateria de exames.

Estamos diante de um problema grave no cenário da saúde atual: o avanço da medicina tecnológica sobre a medicina humanística. Criou-se um conceito de que “médicos bons são aqueles que pedem exames”. A lógica está sendo invertida, pois o exame deveria ser para complementar um diagnóstico feito pelo profissional. Algo pontual.

O paciente precisa entender que a quantidade de exames não significa medicina de melhor qualidade. O tempo despendido em uma anamnese adequada e uma consulta detalhada vale mais do que 100 exames pedidos aleatoriamente.

Quando você avalia os resultados, o índice de exames normais beira os 90%. São procedimentos caros e quem paga somos todos nós: as operadoras, o governo, a sociedade através dos impostos, o usuário do plano de saúde que precisa arcar com reajustes etc.

A mudança só virá com uma transformação cultural de toda a sociedade. A conscientização do usuário do plano de saúde, do empresário, do médico e de toda a cadeia do setor de saúde é urgente e necessária.

Uma das maneiras de promover essa consciência é tornar o cliente participante dos custos para torná-lo responsável e comprometido em evitar o desperdício. Quando o paciente coparticipa, ele utiliza os recursos de maneira mais consciente.

Devemos buscar exemplos em outros países e copiar o que está dando certo. Um modelo é o da Inglaterra, onde a medicina é socializada. O paciente tem direito a praticamente tudo, mas há um limite de gastos. Quando esse limite é ultrapassado, o indivíduo precisa complementar com os próprios recursos.

Isso permite um controle sobre os recursos despendidos nos tratamentos, pois, como foi dito anteriormente, a tecnologia tem ultrapassado as condições de absorção dos seus custos. Se não colocarmos um freio, em pouco tempo os serviços de saúde serão inviáveis, tanto para o setor público quanto para o privado. Estaremos caminhando para um retrocesso no atendimento por conta da má gestão de recursos.

*Cadri Massuda é presidente da regional PR/SC da  Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE).

segunda-feira, 11 de março de 2019

Temporal deixa 13 mortos na Grande São Paulo

Da Redação

O temporal que atingiu a Grande São Paulo, desde a noite de ontem (10) até a madrugada desta segunda-feira (11), causou 13 mortes. O balanço foi divulgado pelo Corpo de Bombeiros que atendeu 76 chamados relacionados a desmoronamentos, 698 sobre enchentes e 78 de quedas de árvores.

Entre os mortos, quatro foram na queda de uma residência em Ribeirão Pires. O desabamento levou ao soterramento de seis pessoas, sendo que duas foram resgatadas com vida.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da capital paulista, às 9h30 a cidade tinha 48 pontos de alagamento, com 27 locais em que as inundações impediam o trânsito de pessoas ou veículos. Transbordaram durante a noite pelo menos cinco rios e córrego, como o Rio Tamanduateí na região central e o Aricanduva, na zona leste.

A Linha Turquesa - 10 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que liga a região central de São Paulo ao ABC também não está funcionando nesta manhã devido aos alagamentos. Mais cedo, a Linha - 9 Esmeralda enfrentou problemas semelhantes. Entretanto, o fluxo já foi normalizado nessa parte do sistema.

No Ipiranga, zona sul paulistana, a enchente arrastou carros e pessoas tiveram de ser socorridas dos veículos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos na capital paulista devido aos transtornos.

Obs.: Texto atualizado em 13 de março, às 11h.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Saques da poupança superam depósitos em fevereiro

Da Redação

Os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em fevereiro. A retirada líquida (descontados os depósitos) ficou em R$ 4,020 bilhões, segundo divulgou nesta quinta-feira (8) o Banco Central (BC). Foi o segundo mês seguido de retirada líquida – em janeiro chegou a R$ 11,232 bilhões.

Saques somaram cerca de R$ 4,02 bilhões em fevereiro | Foto: reprodução 
Em fevereiro do ano passado, também houve retirada líquida, no total de R$ 708,116 milhões. O resultado negativo do mês passado foi o maior para o mês desde de 2016, quando houve retirada líquida de R$ 6,638 bilhões.

No mês passado, foram depositados na caderneta de poupança R$ 181,996 bilhões. Os saques durante o segundo mês do ano somaram R$ 186,017 bilhões.

Em fevereiro deste ano, os rendimentos da aplicação mais popular do país chegaram a R$ 2,965 bilhões. O saldo atualmente depositado na poupança está em R$ 787,933 bilhões.
Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre que a taxa básica de juros (Selic) estiver acima de 8,5% ao ano.

Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Hoje, a taxa Selic está em 6,5% ao ano.