sexta-feira, 21 de setembro de 2018

TV é mais forte do que redes sociais para decidir voto, constata pesquisa

Da Redação

Na hora de se informar para escolher o novo presidente do país, os brasileiros preferem os meios tradicionais. Em pesquisa realizada pela Ipsos, 48% dos entrevistados consideram que os debates na TV trazem informações mais importantes do que os demais meios. Proporção parecida dos entrevistados (47%)  escolheu a propaganda eleitoral na TV como meio mais importante na hora de decidir em quem votar para presidente. A opinião de amigos e familiares ficou em terceiro lugar com 23% da preferência.

Grande aposta dos candidatos com pouco tempo de propaganda gratuita, os meios digitais apareceram depois da TV. Notícias de portais e comentários nas redes sociais tiveram a preferência de 14% dos entrevistados seguidos por propaganda eleitoral no rádio (9%), comentários nos aplicativos de mensagens instantâneas (5%) e vídeos no Youtube (4%). Os entrevistados puderam escolher até três opções.

“Apesar da riqueza de informações da internet, o principal canal de informação para a decisão de voto continua sendo a TV, tanto pela importância dos debates quanto pela propaganda eleitoral. Mas existe uma diferença na influência declarada dos meios entre os diversos recortes demográficos. Quanto maior a escolaridade, menor o peso da propaganda eleitoral na TV e maior o peso dos debates como influenciador. Para esse público, as notícias de portais de internet ganham mais força”, comenta Danilo Cersosimo, diretor de Opinião Pública na Ipsos.

Os canais diretos com os candidatos não são uma escolha da maioria dos eleitores. “A proporção dos que seguem algum candidato nas redes sociais é pequena (12%). Entre os que não seguiam na ocasião da pesquisa (82%), apenas 5% pretendiam passar a seguir algum candidato até as eleições, um indicativo de baixo engajamento, considerando a proximidade do pleito”, afirma Cersosimo.

Os debates e a propaganda eleitoral que são exibidos na TV são, declaradamente, os meios de maior influência com 52% e 36% das menções, respectivamente. São também os de maior audiência. “Isso aponta para uma relativização do poder da internet nas eleições, já que os muitos ainda associam as informações para a decisão de voto à televisão”, conclui o executivo.

A Ipsos entrevistou 1.200 pessoas em 72 cidades das cinco regiões do país de 1º a 11 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.


Doria e Carla Morando cumprem agendas pelo ABC

Da Redação

O dia de campanha da candidata a deputada estadual Carla Morando (PSDB), ontem (20), foi marcado por atividade conjunta com o candidato a governador do PSDB, João Doria. Juntos, entre os períodos da manhã e início da tarde, Carla e Doria fizeram corpo a corpo pelas regiões comerciais de Ribeirão Pires, Mauá e Diadema.

Apoiadores, lideranças e outros candidatos também participaram das agendas, como o candidato a deputado federal Marcelo Lima (PSD).

Candidatos fizeram corpo a corpo com o eleitor ontem (20) | Foto: Ricardo Cassin
Doria mostrou-se confiante com sua candidatura ao falar da recente pesquisa que o aponta em empate técnico com o segundo colocado e diz que pretende trabalhar muito pela região, se assim eleito. “Assumi o compromisso de trazer o metrô para o Grande ABC. Vamos acelerar as obras da Linha 18 e implantar equipamentos de Saúde como a Rede de Reabilitação Lucy Montoro e de Combate ao Câncer, Hebe Camargo", afirma o tucano.

Ainda no campo das propostas, o postulante ao governo do Estado destacou a região como “pólo do turismo de lazer e industrial”, detalhando que uma política arrojada garante “aquecimento” da economia, bem como geração de postos de trabalho no comércio e serviços.

Para Carla, a presença de Doria, novamente no ABC, demonstra o alinhamento de todo o grupo como diferencial para a campanha eleitoral, e o projeto futuro, de ser deputada estadual. "Não tenho dúvidas de que o Doria é o homem certo para estar à frente de São Paulo. Um homem honesto e trabalhador que vai melhorar a segurança do nosso Estado, dar mais qualidade aos serviços de saúde, assistências às mulheres e oportunidade para os nossos jovens. Tenho certeza que ele vai olhar com carinho pela nossa cidade e pelo Grande ABC. Nossos projetos se completam e vamos juntos pela retomada do crescimento da nossa região”, comenta.



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Candidatos da chapa de Márcio França fazem campanha em Santo André

Da Redação

Na manhã de ontem (19), a Rua Coronel Oliveira Lima, em Santo André, recebeu a caminhada de apoiadores do candidato ao governo de São Paulo, Márcio França (PSB). Participaram do ato a candidata a deputada federal, Cirlene Rabecchini (PSB), o candidato a deputado estadual, Aidan Ravin (Podemos), a candidata ao Senado, Maurren Maggi (PSB) e a Cel. Eliane Nikoluk (PR), candidata a vice-governadora na chapa de França. | Foto: Divulgação


Aplicativo do SUS é utilizado por mais de 1 milhão de usuários

Da Redação

Serviços, informações e utilidades públicas em saúde a um toque dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) já estão disponíveis à população, por meio do aplicativo (app) Meu DigiSUS, disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Até o momento, já foram realizados cerca de 1,2 milhão de downloads do Meu DigiSUS, entre smartphones com sistemas IOS e Android.

App já foi baixado por cerca de 1,2 milhão de pessoas | Foto: Reprodução 
Por meio do aplicativo, lançado há três anos, a população pode acompanhar via celular, suas consultas e exames ambulatoriais, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) informatizadas; dispensação de medicamentos; visualização do histórico de suas solicitações; posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes; entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública.

Segundo o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, Guilherme Teles, o aplicativo reduzirá custos e diminuirá as filas presenciais nas estruturas físicas nos estados e municípios. “Em todo o mundo, o uso da Saúde Digital tem constantemente mudado a forma de organização e disponibilização dos serviços de saúde. No Brasil, este aplicativo irá justamente realizar isso, por meio da melhoria constante da qualidade dos serviços, dos processos, da prevenção e prioritariamente da atenção à saúde”, afirma.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Em Santo André, Maurici defende políticas metropolitanas e nega atrito com candidatura local

Por Vitor Lima 

Mario Maurici Morais, 57 anos, é candidato a deputado estadual. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), desde a década de 1980, Maurici é formado em Jornalismo e, em 1992, foi eleito prefeito de Franco da Rocha, cargo que ocupou até 1996 – antes, havia sido vereador no município.

Após a experiência no Executivo da cidade, Maurici foi convidado pelo então prefeito de Santo André, Celso Daniel, a compor o primeiro escalão de seu governo, como secretário de Comunicação, na gestão 2000-2004. Foi a partir daí que o postulante à Assembleia Legislativa se tornou conhecido da população do ABC.

Em 2002, em meio ao traumático sequestro e posterior assassinato de Celso, Maurici foi realocado na Secretaria de Governo. No exercício da função, o petista tornou-se o homem forte do novo prefeito, João Avamileno, que foi reeleito, em 2004, e cumpriu mandato até 2008.

Maurici já foi prefeito de Franco da Rocha e homem forte
de gestões petistas em Santo André; neste pleito, tentará
se eleger deputados estadual | Foto: Divulgação

Contudo, no fim da gestão de Avamileno, Maurici já não fazia parte do governo. Após conturbadas prévias no PT, para definir o nome que sucederia Avamileno nas urnas – na qual Vanderlei Siraque foi escolhido em detrimento a Ivete Garcia, esposa de Maurici – o hoje candidato e outros secretários deixaram o governo.

Após aproximadamente dez anos com moradia em Santo André, Maurici voltou a residir em Franco da Rocha. Seu filho, Kiko Celeguim (PT), é o atual prefeito da cidade, em segundo mandato.

Ontem (18), Maurici esteve em Santo André, onde passou todo o dia para cumprir compromissos de campanha. Pelo ABC, Maurici tem dobradas consolidas com Eduardo Leite, Ana do Carmo e Vicentinho, todos do PT.

A sua decisão de candidatar-se a deputado estadual desfalcou o grupo político do deputado estadual Luiz Turco (PT), de Santo André, que busca a reeleição. Alguns petistas da cidade, especialmente após a derrota de Carlos Grana na busca da reeleição para a Prefeitura, em 2016, se uniram ao projeto de Maurici e deixaram o grupo de Turco, que é muito próximo do ex-prefeito. “Eu não quero tirar votos dele (Turco), quero tirar votos da direita”, minimiza o candidato em entrevista ao Ponto Final, sobre suposto mal-estar criado por suas agendas políticas na cidade.

Durante o bate-papo, Maurici explicou as motivações de sua candidatura, defendeu a formulação de políticas públicas metropolitanas, o diálogo entre municípios e diz querer contribuir com o processo de reorganização do PT de Santo André. Confira os principais pontos da entrevista:

Ponto Final (PF): O que te motivou a buscar um cargo público novamente?

Mario Maurici (MM): Vou tentar resumir em três questões. Primeiro, a situação do País. A sensação que eu tenho é nós estamos retomando a agenda de antes dos governos do presidente Lula e da presidente Dilma. Agravada pelo fato de que nós estamos vivendo hoje um outro momento do capitalismo mundial. Momento em que os empregos cada vez mais de forma acelerada estão desaparecendo, inclusive algumas profissões. Essa nova agenda pede que quem acumulou mais experiência, quem tem compromissos mais firmes com a população mais pobre deste País, atue.

Outra razão é a própria situação vivida pelo PT. E não é só o desgaste que se manifestou de forma muito expressiva nas eleições de 2016. Nem o Brasil, nem os próprios quadros políticos do PT são os mesmos de 30 anos atrás, estamos num momento de transição geracional. Contribuir com esse processo também me atrai bastante.

E a terceira razão, é que eu acho que tem um aspecto que a cada dia se torna mais importante e que não está na agenda do Estado, não está na agenda dos políticos, que é a questão da metropolização do País. Você tem hoje um processo contínuo e avançado de metropolização e você não tem instâncias nem de governança, nem de formulação de políticas públicas de âmbito metropolitano. Os municípios têm se mostrado numa estrutura insuficiente para determinadas políticas, por exemplo, de mobilidade, saneamento integrado, destinação de resíduos sólidos, drenagem urbana. Os municípios têm se mostrado insuficientes para isso, porque essas questões não respeitam limite geográficos. E o Estado vê isso de uma forma muito distanciada.

PF: Eleito, como o senhor pretende trabalhar nisto?

MM: Trabalhar no debate junto à sociedade para acordar, despertar para esse tema. Junto as prefeituras para estimular a organização de consórcios, associação de municípios e agências de desenvolvimento regional.

PF: Aqui no ABC, o senhor deve ter acompanhado, Diadema saiu do Consórcio Intermunicipal e outras cidades estão se articulando para isso. O que a gente vê aqui, na verdade, é o enfraquecimento dessa postura que o senhor prega. O senhor, caso eleito, trabalhará para unir os municípios? 

MM: Eu tenho a sensação de que essa visão aqui no ABC é uma visão muito tacanha de achar que a discussão da regionalidade é uma discussão do PT, de governos petistas. Alguns gestores saem, mas com que compromisso, qual o propósito? Qual o argumento? É não ter mais uma discussão de planejamento regional?

PF: Eles argumentam que o Consórcio traz poucos resultados concretos para as cidades. O argumento é de que o órgão "pensa" muito e executa pouco. 

MM: Trazer pouco resultado é falta de empenho. Tem muita coisa que avançou aqui no ABC em função dessa discussão regional. A minha sensação é que alguns gestores municipais do ABC entendem que fortalecer o Consórcio é fortalecer uma visão mais ligada ao PT da sociedade. É uma represália e dane-se a população, os objetivos da coletividade.

PF: Uma das funções importantes dos parlamentares é o envio de verbas, especialmente agora, momento em que os municípios estão em situação financeiras delicadas. Aqui no ABC, algumas entidades se uniram e criaram a campanha "Quem é do ABC, vota no ABC", para que aumente o número de representantes daqui e o envio de verbas seja maior. O seu maior reduto eleitoral é Franco da Rocha e região. Caso eleito, o senhor vai se comprometer em enviar verbas para cá? Como funcionará essa questão da distribuição de verbas?

MM: Muito da minha formação eu devo a Santo André. Eu vivi 10 anos da minha vida aqui. Fiquei 7, 8, quase 9 anos na Prefeitura Municipal de Santo André. Tenho relação aqui com pessoas, tenho referências culturais, políticas, de amizade aqui na região.

Agora, mandar recursos de emenda é uma questão menor. Vamos mandar? Vamos, mas é uma questão menor. A questão maior é interferir na direção do governo do Estado para que ele olhe para a região do ABC com os olhos de quem precisa revigorar essa região.

Maurici cumpriu agendas de campanha durante todo o dia em Santo André | Foto: Reprodução
PF: Na sua opinião, quais as maiores demandas do ABC?

MM: É preciso encontrar um novo caminho de desenvolvimento. Nós já estamos entrando na quarta revolução industrial. A região do ABC é uma região de ponta neste aspecto no Brasil e ela precisa, de novo, continuar na ponta.

PF: O senhor tentaria impulsionar o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia?

MM: Exatamente. Em especial Santo André que deve a sua industrialização a fase inclusive anterior, porque São Bernardo vem com a indústria automobilística e, em Santo André, a matriz é anterior, com fertilizantes, com química. Muita coisa mudou na estruturação produtiva destes setores. Agora, você tem aqui uma mão-de-obra altamente especializada, a presença de universidades. Aliás, a própria Universidade Federal do ABC (UFABC), claro que foi criada pelo presidente Lula, mas foi um sonho acalentado e desenvolvido no conceito de regionalidade. Então nós temos aqui uma série de recursos que precisam ser aproveitados. É aqui que nós temos as melhores condições de educação, de formação, para entrar nesta quarta revolução industrial.

PF: Vamos falar de política. O senhor era muito ativo em Santo André na época dos governos do Celso Daniel e do João Avamileno. O último governo petista aqui, do Carlos Grana, teve uma derrota histórica, a maior derrota da história do partido na cidade. O prefeito eleito, Paulo Serra, obteve 80% dos votos. Eu sei que senhor não estava na cidade no período, mas com certeza acompanhou o que aconteceu. Na sua opinião, o que deu errado na gestão do PT para ter uma derrota tão significativa?

MM: Você reparou em como você formulou a pergunta? Houve uma derrota do PT e que 80% dos votos foram para o Paulinho. Quem perdeu foi o partido, mas quem ganhou foi a pessoa, o Paulinho. É um cacoete que nós todos temos ao discutir o PT. Eu diria o seguinte: a bancada do PT na Câmara Municipal não diminuiu, continuou com cinco vereadores. Por que a gente atribui a derrota ao PT local e não ao quadro nacional que a gente viveu? O PT continua vivo com o mesmo nível de representação. Perdeu o governo, é verdade. Agora, nós perdemos em todos os lugares, com exceção de um, Franco da Rocha. Eu acho que a situação de fragilidade que o PT viveu naquele momento, da qual ele já está se recuperando, foi o que se abateu sobre Santo André.

PF: O senhor tem um grupo de apoiadores em Santo André que na outra eleição apoiaram o deputado Luiz Turco e seria natural que eles continuassem com ele, que tenta a reeleição, até pelo fato dele ser da cidade. Mas alguns militantes foram para o seu lado, e não há nada de errado nisso. Mas houve uma conversa, antes da eleição, para que o senhor não viesse, entre aspas, tirar votos do Turco em Santo André? 

MM: Olha, eu tenho uma excelente relação com o Turco. E eu não quero tirar votos dele, quero tirar votos da direita.

PF: Mas o fato do grupo dele ter sido desfalcado com apoios ao senhor e o fato do senhor vir para cá, fazer campanha em Santo André, não prejudica a candidatura dele, mesmo que indiretamente?

MM: Veja só: na eleição passada, praticamente todo o PT de Santo André, apoiou o Luiz Turco. Era impossível ter uma outra candidatura. Naquele momento a gente tinha o governo, era importante para o governo ter uma candidatura muito ligada a ele, tinha toda uma razão nesse sentido, e hoje eu não sei se há.

Minha ideia é contribuir com o PT de Santo André. Não é um momento fácil. O momento que sucede uma derrota eleitoral é sempre um momento difícil, de rearticulação, de reorganização, e eu quero contribuir com este processo. Eu não acho, honestamente, que eu vá tirar votos do Luiz Turco.

PF: Perguntei isso porque na década passada, e o senhor viveu muito intensamente isso, o PT teve uma grande crise na cidade, uma grande fragmentação, que deixou cicatrizes até hoje. Vanderlei Siraque, que era um quadro importante na cidade, mudou de partido. Não há um risco de fragmentar novamente o partido, de fato que ele chegue na próxima eleição mais fraco? 

MM: Essa fragmentação que você fala, não foi exatamente uma fragmentação. Foi uma disputa interna que resultou numa divisão e nós perdemos a eleição, mas rapidamente no momento seguinte nós retomamos o governo com o Grana. São coisas da política.

Com relação a essa história de ser ou não daqui, eu acho que é uma maneira muito complicada de ver isso. Não é por aí que você mede o compromisso dos mandatos com as regiões. Eu, por exemplo, quando assumi a Secretaria de Governo, em 2002, uma semana antes do assassinato do prefeito Celso Daniel, assumi com responsabilidade de ajudar o então vice-prefeito João Avamileno a manter o grupo reunido pelo prefeito Celso Daniel junto e levar o programa de governo adiante. E, além disso, ainda responder a suspeitas sobre a morte do Celso e a maneira de como se geria a Prefeitura.

Naquele momento ninguém reclamou que eu não era daqui. O que que eu preciso fazer para ser daqui? Qual é o problema? Você vive dez anos aqui, constrói política aqui, ajuda na gestão, mantém relações locais... qual é o problema? Para mim isso não é determinante. Pode ser determinante numa região como a de Franco da Rocha, que nunca elegeu um deputado, que nunca teve uma representação. Aquela é uma região sub-representada, mas não é o caso do ABC.

PF: Sobre o cenário nacional, como o senhor avalia a estratégia do PT de levar a candidatura do Lula até a última possibilidade?

MM: Ontem saiu a pesquisa (de intenção de votos) e o processo de transferência de intenção de votos do presidente Lula segue firme em direção ao Haddad. Já dá para imaginar, se nada de muito absurdo acontecer nos próximos 20 dias, o segundo turno será entre o candidato do PSL (Jair Bolsonaro) e o Fernando Haddad.

PF: E o senhor avalia que o PT sairá vencedor? 

MM: Acho que sim, mas não acho que haverá uma agenda fácil para depois das eleições. Eu acho que só vale a pena voltar a governar no País se for para aprofundar a radicalização de algumas coisas. Vou te dar um exemplo. A reforma do sistema eleitoral. O nosso sistema eleitoral é que promove essa coisa de caixa 2, de venda de votos e de apoio, essa corrupção que está posta. Não está posta nos últimos 10, 20 anos. Está posta desde sempre. Se nós, PT, erramos, erramos em não denunciar esse modelo, em não brigar para mudar esse modelo. E nós precisamos fazer isso agora. Não dá para manter do jeito que está.

PF: Mas o PT não denunciou porque era beneficiado também. 

MM: Passou a se beneficiar. Pois é... tinha uma opção a ser feita: denuncia ou se beneficia. Acho que fizemos a segunda opção. Errada, incorreta. Temos que rever isto. E como é que nós vamos fazer isso? Acho que vamos ter que usar os mecanismos de democracia direta, referendo, plebiscito.


A escolha da escola: uma decisão pessoal

Por Jozimeire Stocco*

Nessa época do ano, algumas famílias costumam repensar sobre a permanência dos filhos na escola em que eles estudam. Outras, começam a escolher onde colocá-los.

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é um documento de caráter normativo, que define o conjunto progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes precisam desenvolver ao longo das etapas da Educação Básica e apresenta aspectos importantes que nesse momento eu destacarei a fim de dar algumas dicas sobre o que observar nas instituições de ensino quando você for fazer a sua escolha. No que diz respeito à Educação Infantil, a BNCC menciona sobre seis direitos de aprendizagem que as escolas precisam atentar e garantir em suas aulas: conhecer-se, conviver, brincar, participar, explorar e expressar-se. Portanto, converse com o coordenador pedagógico e pergunte se o seu filho:

– Terá oportunidade de conviver em grupos;
– Utilizará diferentes linguagens para comunicar-se;
– Desenvolverá o respeito em relação às diferentes culturas;
– No dia a dia explorará brinquedos e brincadeiras de diferentes formas, em espaços privilegiados e construídos especialmente para crianças;
– Experimentará situações que envolvem o corpo, os sentidos, o cognitivo e as emoções;
– Participará ativamente na construção do conhecimento, atuando como protagonista da própria história;
– Explorará movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, elementos da natureza;
– Ampliará seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia e em quais situações e espaços da escola isso se concretiza;
– Por meio das propostas da escola, receberá contribuições para construir uma imagem positiva de si mesmo e de seu grupo de pertencimento.

Foto: Reprodução
Além disso é muito importante saber:

– Qual a metodologia da escola;
– Quais são os procedimentos de avaliação;
– Como a escola motiva e engaja os estudantes para as aprendizagens;
– Os princípios e valores que norteiam os procedimentos dos funcionários, principalmente dos professores que têm contato direto com seu filho;
– Como as ações pedagógicas são supervisionadas;
– Por meio de quais instrumentos a família tem acesso as conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens do filho?

Se o seu filho já está no Ensino Fundamental, do 1º ao 9 º ano, a etapa mais longa da Educação Básica, é importante destacar que é a fase em que crianças e adolescentes passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros e há necessidade de observar:

– Como é estabelecida pela escola a progressiva sistematização do trabalho pedagógico ou seja, as crianças e adolescentes precisam aprender e rever conteúdos a fim de que possam se apropriar de conhecimentos e construir outros;

– Quais são as oportunidades que ele terá de formular hipóteses sobre os fenômenos, testá-las, refutá-las e elaborar conclusões?

– Como é trabalhada a responsabilidade, a desenvoltura e a autonomia?

– Por meio de quais estratégias aprende-se a ler e a escrever?

– E a compreensão de sistemas de representação como os signos matemáticos, os registros artísticos, midiáticos e científicos e as formas de representação do tempo e do espaço acontece por meio de quais propostas?

– A instituição promove situações em que os estudantes interajam com outros espaços de aprendizagem e descobertas, tais como exposições e laboratórios?

– Nos espaços da escola, há diversidade, modernidade a fim de constituírem como meios facilitadores da aprendizagem?

Independente da idade do seu filho, considere também:

– Se o perfil dele se adequa à metodologia da escola;
– Se a localização é próxima a sua residência;
– O valor da mensalidade , inclusive com os cursos extras, é compatível com a renda familiar?
– O que a escola oferece além do básico?
– Como se dá a formação da equipe pedagógica e docente na escola escolhida?
– Quais os horários de funcionamento?
– Há transporte escolar?
– Como funciona a segurança da escola em relação a entrada e saída das crianças e adolescentes?
– Há reuniões com as famílias?
– O cardápio é elaborado por nutricionista?
– Como funciona a adaptação dos estudantes no início do ano escolar?

Compreendo que onde ele estudará é uma decisão que requer tempo para análise da essência das propostas, conhecimento do ambiente e dos profissionais. Desse modo, sugiro que elabore uma lista de prioridades sobre o que não pode faltar na escola em que deseja que seu filho estude e leve-o junto para ajudar nessa escolha, caso ele já possa contribuir opinando a respeito de algo que é essencial: a formação educacional que influenciará o futuro dele.

*Jozimeire Stocco é pós-doutoranda em Educação pela PUC/SP, doutora em Educação pela PUC/SP e especialista em Educação Infantil.


Inscrições abertas para educação infantil

Da Redação

Estão abertas as inscrições para a educação infantil na rede municipal de ensino de Santo André. Pais ou responsáveis por crianças com idade até 5 anos, que ainda não são alunos, têm até 25 de setembro para se inscrever na creche ou Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Emeief) mais próxima da sua residência. Basta levar certidão de nascimento da criança e comprovante de residência.

Para inscrever os bebês e crianças menores de três anos, nascidas entre 1 de julho de 2015 e 25 de setembro de 2018, os pais devem procurar uma das 37 creches da cidade. Elas são responsáveis pelo atendimento de berçário e aos alunos dos dois primeiros anos da educação infantil (1º ciclo inicial e 1º ciclo final). Já as crianças de quatro e cinco anos (2º ciclo inicial e 2º ciclo final), nascidas em 1 de julho de 2013 até 30 de junho de 2015, precisam ser inscritas em uma das 51 Emeiefs da cidade.

As listas dos inscritos serão divulgadas nas unidades em 24 de outubro | Foto: Júlio Bastos/PSA 
A gerente de Educação Infantil, Cláudia de Nardi, ressalta que a inscrição deve ser feita em apenas uma unidade. “A Secretaria de Educação organiza o período de inscrição para crianças na faixa etária de creche e pré-escola (1º e 2º ciclos). Para as creches há critérios de acesso, como mãe trabalhadora, criança com deficiência, situação de vulnerabilidade social e irmão na unidade. Mas para faixa etária de pré–escola (1º e 2º ciclos), se a criança não for contemplada com a vaga na unidade onde se inscreveu, a mesma será encaminhada para as unidades mais próximas conforme a disponibilidade de vagas", explica.

As listas de classificação dos inscritos serão divulgadas nas unidades em 24 de outubro. O período de matrículas para as creches será de 24 de outubro a 7 de novembro.

Atendimento

Na rede municipal de ensino de Santo André há cerca de 8,2 mil crianças com idade até três anos e aproximadamente 9,3 mil com idade entre quatro e cinco anos. Para os alunos do ensino fundamental, que estão fora da rede, às inscrições serão de 1 a 31 de outubro, nas Emeiefs e escolas estaduais que neste ano serão pólos de inscrição.