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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Inscrições abertas para Faculdade da Terceira Idade de São Bernardo do Campo

Redação

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Assistência Social, recebe a partir desta segunda-feira (06) as matrículas para o curso da Faculdade Aberta da Terceira Idade (Fati). As inscrições devem ser realizadas no Centro de Convivência do Idoso (CRI), que fica na Avenida Redenção, 271, no bairro Jardim do Mar. Para 2020, serão disponibilizadas 80 vagas, exclusivamente para o período da tarde.


As aulas terão início em 4 de fevereiro, na Faculdade de Direito de SBC | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC

Com duração de dois anos, o curso é voltado para pessoas com mais de 55 anos e interessadas em se atualizar sobre a questão da terceira idade e do envelhecimento. O objetivo é propiciar uma maior inserção do público nas questões da contemporaneidade, estimular projetos para o futuro e a descoberta de novos talentos e potencialidades, além de promover a socialização.

As matrículas podem ser realizadas até 31 de janeiro de 2020, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h. Após esta data – e se ainda houver vagas – as inscrições deverão ser feitas diretamente na Fati, no período de aula, até o final de fevereiro. O valor da mensalidade será de R$ 140.

Para realizar a matrícula é obrigatória a conclusão do ensino fundamental 1. Os interessados também devem apresentar três fotos 3x4, cópia do RG, CPF e do comprovante de residência, juntamente com os respectivos originais, além de efetuar o pagamento da taxa de R$ 116.

O curso terá início em 4 de fevereiro, na Faculdade de Direito de São Bernardo (FDSBC), localizada a Rua Java, 425, Jardim do Mar. As aulas ocorrerão às segundas, terças e quintas-feiras, das 13h30 às 17h. As disciplinas para o primeiro semestre serão Nutrição, Psicologia, Direito, Música, Coral, Biodança, Sociedade e Cultura, Saúde Integral, Yoga e Português.

A Fati não oferece formação acadêmica, mas os alunos recebem certificado de conclusão ao fim do curso.

Obs.: A partir de 07 de janeiro de 2020, as matérias do Ponto Final serão publicadas no portal www.negociosemmovimento.com.br (aba Ponto Final). 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Mais de 40% dos idosos são os principais responsáveis pelo sustento da casa

Da Redação

Com a crise econômica que ainda afeta o bolso dos consumidores e o aumento do desemprego entre a população jovem, em muitos lares os idosos acabam sendo a principal fonte de renda. Um levantamento realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 43% dos brasileiros acima de 60 anos são os principais responsáveis pelo pagamento de contas e despesas da casa - o percentual é ainda maior (53%) entre os homens.

Mais da metade (51%) dos idosos costuma fazer empréstimos, utilizar cartão de crédito ou cheque especial para pagar as contas | Foto: Freepik
De modo geral, 91% dos idosos no Brasil contribuem com o orçamento da residência, sendo que em 25% dos casos colaboram com a mesma quantia que os demais membros da família. Somente 9% não ajudam com as despesas.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, não é só a crise econômica que explica esses números, mas também uma mudança demográfica e comportamental dessa população. "Há muitos casos em que a renda do aposentado é a única maneira para sustentar o lar de uma família que perdeu emprego, mas o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e suas atitudes nesta fase da vida também são fatores importantes. Hoje, os idosos são mais ativos, têm mais autonomia financeira e trabalham por mais tempo, seja por necessidade ou porque se sentem dispostos", explica a economista.

Outro dado que reforça a independência financeira de boa parte dos idosos é que 66% não recebem ajuda financeira de parentes, amigos, pensão ou programa social. Há 34% de idosos que contam com algum tipo de ajuda.

Com a importância dos idosos para o orçamento da casa, muitos acabam emprestando seu nome para outros realizarem compras. De acordo com o levantamento, pouco mais de um quarto (26%) dos idosos brasileiros já fez empréstimo pessoal consignado em seu nome para emprestar o dinheiro a terceiros. Na maior parte dos casos (17%), o empréstimo foi um pedido de filhos, conjugues ou outros parentes, enquanto em 9% dos casos o idoso se ofereceu para ajudar a pessoa.

Se por um lado o estudo mostra que os idosos são de grande importância para o sustento de seus lares, por outro, se observa também que muitos deles apenas conseguem pagar suas contas, sem que haja sobras de dinheiro para realizar um sonho de consumo ou investir. De modo geral, 39% dos idosos brasileiros até conseguem pagar suas contas sem atrasos, mas fecham o mês sem recursos excedentes. Outros 14% nem sempre conseguem pagar as contas e algumas vezes precisam fazer esforço para administrar o dinheiro que recebem e 4% nunca ou quase nunca conseguem honrar os compromissos financeiros. Os idosos em situação financeira confortável, ou seja, pagam as contas e ainda sobra dinheiro, são 42% da amostra.

Para manobrar o orçamento, recorrer ao crédito acaba sendo uma saída prática, apesar de arriscada. Mais da metade (51%) dos idosos costuma fazer empréstimos, utilizar cartão de crédito ou cheque especial para pagar as contas e conseguir cumprir compromissos mensais. Recorrer a uma reserva financeira seria a solução mais indicada, mas apenas 39% dos idosos possuem dinheiro guardado.

Padrão de vida

Ao refletirem sobre o padrão de vida que possuem hoje, comparado ao que tinham aos 40 anos de idade, a maior parte (37%) dos idosos considera que piorou, ao passo que 33% avaliam levar uma vida melhor hoje do que no passado. Para 28% a situação permanece a mesma. Em uma escala de um a dez, a nota média que os idosos atribuem para a satisfação com a vida financeira atual é de 6,7 pontos.

Metodologia

Foram entrevistados 612 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%. A íntegra da pesquisa está disponível aqui.



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais de 16% das vítimas fatais no trânsito paulista são idosos

O Dia Internacional do Idoso, celebrado neste sábado (1º), pode ser um marco para reforçar a prevenção de acidentes no trânsito. Pessoas com idade acima dos 60 anos representam 13,2% da população paulista. Os idosos somam 16,4% das 7.303 vítimas fatais e ainda 7,4% (2.655) dos internados, após um acidente no trânsito. A análise é do Observatório Paulista de Trânsito (OPT), do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), com base nos dados mais recentes disponibilizados pelo DataSUS (2014 para óbitos; 2015 para internações).

Idosos representam uma taxa de 21,8 óbitos em acidentes de trânsito a cada 100 mil habitantes no Estado de São Paulo — índice acima da média no Estado (17,1). Já a taxa de internações é de 48,4 em um mesmo cenário.

Num recorte por tipo de vítimas, os atropelamentos são metade das ocorrências dos óbitos de idosos no trânsito paulista (49,2%). Em seguida, aparecem os acidentes como ocupante de veículo (19,9%). Dos internados por acidentes de trânsito, 43,2% também são pedestres vítimas de atropelamentos, seguidos por motociclistas, 19,2%. 

O gerente do Observatório Paulista de Trânsito, Antonio Oka, ressalta a importância da prevenção. “Para mudar esta realidade, é necessário enfatizar ainda mais a consciência no trânsito. Por isso, é importante haver políticas públicas voltadas para a melhoria da infraestrutura urbana e da sinalização. Os pedestres, por sua vez, devem fazer a travessia na faixa de segurança. Além disso, não custa lembrar que todos os ocupantes do veículo devem utilizar o cinto de segurança, inclusive no banco de trás”, ressalta. 

Atualmente, há 1.386.332 pessoas com mais de 65 anos habilitadas no Estado de São Paulo (de um total de 22.792.213 condutores). A legislação federal – para esta faixa etária - prevê que a renovação da Carteira Nacional de Habilitação deve ser feita a cada três anos ou em período menor, de acordo com a avaliação médica.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Idosos com falta de ar participam de “pebolim humano”

O setor de Reabilitação Pulmonar da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) programou para sexta-feira (6), às 9h, rodada do primeiro torneio de pebolim humano para pacientes com problemas respiratórios da FMABC. Trata-se de esporte totalmente adaptado para esse público-alvo, que apresenta grande dificuldade para realização de atividades simples do dia a dia, como subir alguns lances de escada ou caminhar de um cômodo para outro em casa, por exemplo. 

A modalidade é adaptada para os pacientes | Foto: Divulgação 
Cansaço, fraqueza muscular, sedentarismo e falta de ar são os principais sintomas dos pacientes, vítimas de doenças como bronquite crônica, enfisema pulmonar, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), asma e outras patologias pulmonares. A fisioterapeuta responsável pela Reabilitação Pulmonar da FMABC, Selma Denis Squassoni, destaca os ganhos que os participantes têm com a atividade. “Como todos os usuários sofrem de falta de ar, jogar futebol, aparentemente, seria impossível. Entretanto, conseguimos quebrar esse paradigma para proporcionar momentos de descontração, harmonia e de integração entre pacientes, familiares e equipe assistencial”, comemora.

O jogo dura com 15 minutos, dividido em três tempos de 5 | Foto: divulgação
O primeiro campeonato de pebolim humano da FMABC contará com rodadas mensais até o final do ano. Ao todo são cerca de 40 pacientes divididos nas equipes que disputam o torneio. Cada partida tem duração de 15 minutos – três tempos de 5 minutos com intervalos para respiração – e seis jogadores de cada lado. O modelo de jogo segue as mesmas regras do pebolim de mesa. Os participantes são divididos pelas regiões da quadra – gol, defesa, meio de campo e ataque – e não podem soltar as mãos de barras instaladas ao longo do campo de jogo, que limitam a movimentação somente para os lados.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Idosos e suas famílias

Por Kie Kume, gerente geral da IRH Press do Brasil, editora dedicada à publicação em português dos livros do mestre Ryuho Okawa 

Crescer e viver cultivando hábitos saudáveis, praticando exercícios físicos, num perfeito equilíbrio entre nossa mente e nosso corpo, é um dos segredos da longevidade. Também é a melhor receita para um sereno envelhecimento, facilitando a convivência entre os idosos, suas famílias e cuidadores. Os latinos já pregavam que uma mente sã em um corpo são (mens sana in corpore sano) é fonte de bem-estar e felicidade ao longo de todas as fases de nossas vidas.

Em nossa correria diária, divididos entre o trabalho, os estudos e uma lista sem fim de compromissos, em busca do sucesso profissional e do bem-estar de nossos filhos, muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos e do quanto é importante cuidar do nosso eu interior e do nosso corpo, através de exercícios, alimentação controlada e da prática da concentração e meditação. Na corrida desenfreada por bens materiais, não podemos colocar em segundo plano nossa saúde física e mental. Se
felizes com o que temos

Temos que ter a consciência de que, quanto mais nos esforçarmos hoje para sermos amanhã idosos sadios, menos trabalho daremos para nossos familiares e cuidadores, além de podermos transformar nossa velhice em um tempo de profundas alegrias, na convivência com os netos e amigos. Em seu livro Convite à Felicidade, que acaba de chegar às livrarias, o mestre japonês Ryuho Okawa diz que “sentir-nos felizes com o que temos é o segredo da felicidade máxima. Estarmos satisfeitos é amar nossa vida, abraçá-la por aquilo que é e aceitar que todos temos vidas únicas, só nossas. Fomos abençoados com muitas coisas que merecem nossa gratidão, o que inclui cada dia de nossa vida”, mesmo quando formos acometidos por doenças graves.

Tenhamos a certeza de que muitas doenças comuns, quedas e sofrimentos serão evitados amanhã se aprendermos a cuidar de nosso corpo na infância, na juventude e na idade adulta. Combater o sedentarismo e adotar uma dieta rica em frutas e legumes, evitando o excesso de sal e açúcar pode não parecer, mas é uma iniciativa responsável de quem está comprometido com a família.

Outro tema muito pouco explorado pelo mundo acadêmico é o relacionamento entre as famílias e seus idosos – pais, avós, tios. Uma família que tem sua rotina de compromissos quebrada pela necessidade de cuidar de um idoso precisa de muita orientação e serenidade para cumprir sua missão sem traumas, sem afetar o relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos.

Tanto precisam ser compreendidos os cuidadores como os idosos que estão sendo acolhidos – que, em geral, tendem a se considerar um “estorvo”, com frases como “estou sempre atrapalhando vocês”. É preciso que a família saiba cultivar um ambiente de alegria, de sorrisos e de bom humor. “Seja qual for o problema que tenhamos de enfrentar, seremos capazes de superá-lo se o aceitarmos com humildade, aprendendo com ele e compreendendo seu significado”, diz Okawa ainda em Convite à Felicidade. Essa obra estimula a meditação e aponta gestos de amor e carinho como caminho para a felicidade. “O que faz nossa alma se expandir e brilhar são os desafios que superamos”, afirma o mestre japonês.

Mais traumática é a situação das famílias que, muitas vezes, não têm condições financeiras de cuidar de seus idosos – com remédios e tratamentos caros –, o que nos remete ao outro lado do problema. É por isso que, em geral, em artigos e reportagens na mídia, aparecem poucas alusões ao lado humano dessa realidade e mais preocupação com o impacto econômico que o envelhecimento da população tem sobre as contas da Previdência Social e os orçamentos públicos.

Tudo isso deve criar em nossas famílias, desde cedo, uma conscientização maior sobre a importância de estarmos preparados para a velhice – seja com muito amor no coração, seja, se possível, com uma casa sem degraus e banheiros adaptados. Quanto mais saudáveis e financeiramente independentes formos, seremos uma preocupação a menos para nossos filhos amanhã. A velhice deve ser, e é, um tempo de serena felicidade.