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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vacinação contra a gripe começa hoje

Da redação 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia a vacinação contra o vírus Influenza, causador da gripe, nesta segunda-feira (17), para idosos a partir dos 60 anos e trabalhadores dos serviços públicos e privados de saúde de todo o estado. A imunização segue até 26 de maio.

Neste ano, “Dia D” ocorre em 13 de maio | Beto Garavello/PSA
Conforme diretriz do Ministério da Saúde, responsável por encaminhar as doses da vacina para todo o País, a campanha de vacinação contra gripe ocorrerá por etapas. A partir de 24 de abril, a imunização será para crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes e puérperas e população indígena. 

Em 2 de maio, a vacinação se estende para pacientes com comorbidades e doenças crônicas e, a partir de 8 de maio, para professores da rede pública e privada de ensino. No total, a meta é imunizar cerca de 10 milhões de paulistas, o que corresponde a 80% das 12,6 milhões de pessoas que formam o público-alvo da campanha. 

Vale ressaltar que nada impede que a pessoa de um grupo que teve a etapa de vacinação iniciada, por exemplo no dia 17, tome a vacina nas semanas seguintes em que os novos grupos passaram a recebê-la. 

A diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato, afirma que a vacinação é importante para evitar complicações decorrentes da gripe com, por exemplo, a pneumonia. Ela ressalta ainda que: “A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”.

O período para a realização foi escolhido por anteceder o inverno, época onde a doença tem maior incidência. Neste ano, o “Dia D” da campanha de vacinação está marcado para 13 maio. No estado de São Paulo, a população conta com mais de 4 mil postos de vacinação, que funcionarão de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Infectologista fala sobre H1N1 e explica como evitar a contaminação pelo vírus

O H1N1 chegou mais cedo e mais forte neste ano. A doença que é comum no inverno já atinge a população dos grandes centros urbanos e é responsável por 42 mortes no estado de São Paulo. A infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Andreia Maruzo Perejão, explica como se prevenir do vírus que está causando um surto na cidade, quais as formas de tratamento e prevenção. 

Segundo a médica a gripe desenvolvida pelo H1N1 possui sintomas parecidos com a gripe comum. “Seus principais sintomas são a febre de início súbito a 39°, calafrios, mal estar, cefaléia, dores musculares, tosse, dor de garganta e rinorréia, mais conhecida como corrimento nasal”.  De acordo com a especialista em alguns casos podem ocorrer outros sintomas, “falta de ar, por exemplo, pode indicar um quadro mais grave da doença”.

A gripe suína como é conhecida é uma variação da influenza A, que também causa a gripe comum, e só é diagnosticado através do exame de coleta de secreção respiratória. Para a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão o vírus esta mais forte. “O H1N1 esta se tornando mais agressivo com o passar do tempo, quando consideramos o quadro clínico e a  gravidade dos sintomas e sua alta transmissibilidade”, afirma.

Idosos, crianças, gestantes e pessoas com algumas doenças crônicas, como o diabetes e doenças imunossupressoras, que reduzem o sistema imunológico, possuem um risco maior de ter complicações devido à gripe, explica Andreia. “A principal forma de prevenção é a vacinação, que pode ser feita a partir de seis meses de idade, porém tomar algumas medidas básicas de higiene no dia a dia podem ajudar a evitar o contágio do vírus, como lavar as mãos frequentemente, uso de álcool gel, evitar permanecer em ambientes fechados e não ventilados, usar lenços quando espirrar ou tossir, evitar compartilhar objetos pessoais como toalhas, talheres pratos e copos e evitar tocar algumas regiões do corpo como olhos, nariz e a boca”. 

“O tratamento do H1N1 é feito com a ministração de antiviral com principio ativo oseltamivir”, lembra a infectologista. Segundo o Ministério da Saúde a recomendação caso seja diagnosticado com o vírus, é evitar sair de casa no período de contaminação da doença  durante os sete primeiros dias, e buscar o serviço de saúde imediatamente caso apresente algum dos sintomas. 

Confira as principais diferenças entre a gripe comum e a influenza A (H1N1):