sexta-feira, 24 de julho de 2015

Feirão para adoção de animais acontece neste domingo

Neste domingo (26), a feira de adoção “Adotanimal” ocorre no Parque Central (Rua José Bonifácio, s/n. Bairro Paraíso), em Santo André. A novidade deste mês são quatro cães adultos que estavam alojados no canil da Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ). No total, estarão à disposição 85 animais para adoção - todos devidamente vacinados, vermifugados e castrados, no caso de filhotes acima de três meses.

Serão 62 cães e 19 gatos à disposição para adoção no domingo | Foto: Anderson Pedro/PSA

A pessoa interessada na adoção deve ter mais de 18 anos, comparecer ao parque das 10h às 15h do domingo, portando comprovante de endereço com o nome do proprietário, além de documentos pessoais como carteira de identidade e CPF. Não é necessário ser morador de Santo André para adotar um pet. Antes da adoção, o interessado passará por breve entrevista sobre o tema Posse responsável, inclusive com assinatura do termo de compromisso.

Dos 85 animais, 62 são cães e 19 gatos, entre filhotes e adultos. A responsável técnica do GCZ, a médica veterinária e sanitarista Tatiana Almeida Menucci, garante que todos os animais estão em condições de serem adotados. “Todo animal é adotável, inclusive os mais velhos ou com mais tempo de canil”, afirma. Todos os pets estão clinicamente saudáveis e possuem comportamento ideal para adoção, como ser dócil e sociável, afirma a profissional.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Paulinho Serra será candidato em Santo André


Nesta quinta-feira (23) o secretario de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra, filiado ao PSD, deve colocar o cargo à disposição do prefeito Carlos Grana (PT).


Paulinho fotografado quando vereador e tucano. 
Como já anunciando neste blogue em texto publicado há exatos 10 dias, Grana havia estipulado esta semana como prazo final para Paulinho tomar uma decisão, pois o próprio secretário não escondia de amigos e correligionários políticos que estava disposto a ser candidato a prefeito.(http://jornalpfinal.blogspot.com.br/2015/07/o-humor-sempre-retrata-verdades.html)

Ainda não recebemos a comunicação oficial de Paulinho Serra, que prometeu enviar nota à imprensa.

Aí está a razão do DGABC não publicar pesquisa nesta semana. Ela será refeita daqui a alguns dias, já com Paulinho fora da Prefeitura e como candidato, com toda certeza, pelo PSDB.


Designers criam equipamento para reutilização de água do banho

Os designers criaram produto de fácil construção para reaproveitamento de água do banho em residências.

Alunos do Istituto Europeo di Design - IED São Paulo realizaram a primeira apresentação pública nesta última terça-feira (21) do "Projeto Flui”, que engloba a reutilização da água do chuveiro. A novidade foi apresentada durante o Encontro Nacional dos Estudantes. O projeto foi realizado junto com professores, o designer Jaakko Tammela e a agência Design Questto|Nó. A iniciativa foi também pensada para que os próprios cidadãos desenvolvam o mecanismo.


Equipamento responsável pelo reuso da água do chuveiro | Foto: divulgação.

O sócio-fundador da Questto|Nó, Barão Di Sarno, ressalta o baixo custo e a facilidade das pessoas utilizarem o equipamento. "Mais do que criar soluções de longo prazo que dependam do poder público ou da iniciativa privada, acreditamos no empoderamento das pessoas, que podem mudar realidades a partir de atitudes", afirma.

Partindo do conceito de reuso e represando a água do chuveiro no box, foi criada a “bomba hack” que segue a proposta de um mecanismo portátil de bombeamento de água, a partir de materiais baratos e facilmente encontrados em qualquer loja de materiais de construção.

A iniciativa surgiu da ideia de que o Design deve sempre pensar em como melhorar a vida das pessoas. Um dos idealizadores do projeto e especialista em inovação sistêmica Tammela, explica que a solução foi pensada como algo da sociedade para a sociedade. "Por isso, desde o início, montamos um grupo de profissionais, estudantes e interessados, com encontros físicos e virtuais, atuando em rede", explica. Nos encontros surgiu o “Projeto Flui”, que seguiu três conceitos: captação, armazenamento e transporte.

O “Projeto Flui” foi desenvolvido com a participação de especialistas convidados de ONGs e empresas. Houve ainda uma importante pesquisa de campo para entender como a questão da falta d'água impacta o dia-a-dia dos moradores de São Paulo.

Além da construção da bomba, os alunos do IED São Paulo escreveram a apresentação do projeto, produziram um vídeo de como montá-la e criaram um manual de instruções. Todos esses materiais serão disponibilizados para a população no portal do projeto, em fase de finalização.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pesquisa eleitoral no ABC: divulgação cancelada.

Por Carlos A.B. Balladas

Por razões ainda desconhecidas, pesquisas realizadas pelo Ibope em cidades do ABC, conforme divulgado ontem (21)  neste blogue, tiveram a divulgação de seus resultados cancelados.


Há, entretanto, novas rodadas de coleta de dados contratadas para o mês de agosto.

Este blogue está levantado as razões que levaram à desistência de publicação destes números e informará tão logo obtenha informações críveis.

Combate à violência doméstica ganha promotoria

Foi sancionado pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (21) no Palácio dos Bandeirantes, o Projeto de Lei Complementar 22/2015, que institui a Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica. As novas atribuições da nova promotoria são reprimir e prevenir a criminalidade de gênero no âmbito doméstico, fiscalizar e acompanhar as políticas públicas relativas ao tema. 

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Alckmin no lançamento da promotoria  | Foto: Gilberto Marques
O projeto altera a Lei Orgânica do Ministério Público e foi uma iniciativa do procurador-geral da república de Justiça, Marcio Fernando Elias Rosa. "A criação da Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica é mais uma resposta efetiva e concreta do Ministério Público do Estado de São Paulo no enfrentamento desse triste e recorrente fenômeno que permeia milhares de lares em nosso Estado e no país todo”, afirma o promotor. 

Elias Rosa também ressaltou a importância do trabalho do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid). “O resultado que agora conquistamos se deve, fundamentalmente, ao trabalho sério e compromissado realizado diuturnamente por diversos colegas que estão à frente do Gevid, na capital", declara.

Criado em maio de 2012, o Gevid tem como objetivo atuar na defesa e proteção dos direitos das mulheres em situação de violência doméstica.  O grupo é composto por sete núcleos distribuídos por todas as regiões do município de São Paulo. 


terça-feira, 21 de julho de 2015

Pesquisa eleitoral no ABC:vazam resultados

Por Carlos A.B. Balladas

Que as eleições que se avizinham  para a escolha de prefeitos e vereadores será uma das mais disputadas da história do Brasil ninguém tem dúvida disso.

As ocorrências das eleições nacionais, os processos por corrupção, o esfacelamento das instituições partidárias, as legiões de ignorantes políticos que disseminam ódio apenas, entre outros fatores, formam um caldo fervente no caldeirão político, cuja temperatura só tende a aumentar. O debate politico, com certeza, transcenderá os limites das questões locais, com eventos nacionais ganhando destaque entre candidatos a prefeito e vereadores.

Na região do ABC não será diferente.



Outro componente importante na corrida eleitoral são as pesquisas de intenção de voto. Há muito ganharam importância desmedida, passando a ser, em inúmeros casos, determinantes na formação da opinião dos eleitores.

No próximo domingo, visando iniciar a formação de um painel do pleito de 2016, o jornal diário mais antigo em circulação, o Diário do Grande ABC, deve publicar em sua edição impressa pesquisa eleitoral realizada pelo Ibope.

Algumas surpresas, e outras nem tanto, são apresentadas.

Em Santo André, o ex-prefeito Aidan Ravin, hoje no PSB, aparecerá à frente do atual mandatário Carlos Grana (PT), com Raimundo Salles, ainda sem partido definido, em terceiro, e os demais sem expressão numérica.

Alex Manente, deputado federal paulista pelo PPS, lidera, no momento, as intenções de voto na cidade de São Bernardo do Campo, seguido deputado estadual Orlando Morando (PSDB) e Tarcisio Secoli (PT).

Paulo Pinheiro (PMDB), atual prefeito de São Caetano do Sul seria o derrotado pelo ex-prefeito José Auricchio Jr, ainda no PTB, se a eleição fosse hoje.

O único prefeito que conseguiria se reeleger, segundo a pesquisa do Ibope, seria o de Mauá, Donisete Braga (PT).

Muitos destes candidatos já correm para encomendar milhares de exemplares da edição do periódico.

Domingo vai chover jornal no ABC.

A conferir.





Financiamento privado de campanha começa a morrer antes da emenda que o legaliza?

Por Fernando Brito no blogue Tijolaço


Mauro Santayana, hoje, faz uma pergunta intrigante em seu blog: que empresário vai doar legalmente dinheiro para campanhas eleitorais quando vê alguns dos “elefantes” da vida empresarial indo para a cadeia por ter doado dinheiro aos políticos?

Não faz um mês que Eduardo Cunha capitaneou a “constitucionalização” dos financiamentos privados às campanhas eleitorais, cuja ilegalidade não se decretou graças ao providencial “sentar em cima” de Gilmar Mendes a uma decisão do Supremo de declará-lo ilegal.



Ao que tudo indica, porém, arranjaram guarda-chuvas no início do período de seca:
“Ao ver alguns de seus principais colegas sendo algemados, e confinados indefinidamente na cadeia, independentemente do pretexto ou da legislação, grandes empresários já admitem que fugirão, doravante, do envolvimento com campanhas políticas como o diabo da cruz, mantendo delas a mesma distância de uma multidão se afastando, apavorada, em polvorosa, de um bando de leprosos nos tempos de Jesus.”

Sou menos otimista que Santayana, porém.

O setor financeiro, beneficiário de decisões de Governo que não se dão em licitações ou obras, mas na política de juros e no fantástico jogo de capitais que envolve as “decisões de investimento” onde se ganha fortunas sem produzir um parafuso ou levantar uma parede vai encontrar formas sempre de exppresar sua sonante gratidão aos governos a ele dóceis – quase todos – e às oposições que ainda lhes prometem muito mais açúcar.

Numa coisa, porém, concordo com ele: acabou o tempo em que essa era – e só os hipócritas o negam – a regra geral das campanhas eleitorais, que se tornaram doentiamente faustosas no Brasil.

Recordo que a campanha de Brizola à Presidência, em 1989, custou tanto quanto declarou oficialmente – oficialmente, friso – a simples campanha de deputado de Eduardo Cunha ou a de Leonardo Picciani, aqui no Rio de Janeiro, algo em torno de US$ 2 milhões.

Muito? As últimas tiveram esse gasto multiplicado por 70 vezes.

Hoje, não há mais campanha do “tostão contra o milhão”, pela inviabilidade dos tostões.

A eleição tornou-se um empreendimento individual, descolada da coletividade dos partidos e, aí, o que manda em tudo é o dinheiro.


Os segmentos que hoje comemoram as dificuldades do governo – e do país – decorrentes, no plano econômico e institucional, da Operação Lava-Jato, que não se iludam. O alto empresariado brasileiro tem memória de elefante e da forma como estão sendo tratadas suas empresas e seus dirigentes – na maioria das vezes sem nenhuma prova real – dificilmente companhias de qualquer área de atividade, principalmente as de construção, engenharia e infraestrutura, voltarão a reservar um centavo de seu dinheiro para apoiar candidatos ou partidos políticos no Brasil, por mais que a cínica “reforma” política em andamento o permita, com a previsão de elástico patamar de gastos, para o qual, na verdade, não há mais do que o céu como limite.

Já se provou, na prática, que não existe mais doação legal de campanha em nosso país. Os critérios de legalidade ou ilegalidade desse mecanismo podem ser mutantes, subjetivos ou seletivos e dependem, basicamente, da eventual interpretação de quem estiver investigando algo em um determinado momento.

Ao ver alguns de seus principais colegas sendo algemados, e confinados indefinidamente na cadeia, independentemente do pretexto ou da legislação, grandes empresários já admitem que fugirão, doravante, do envolvimento com campanhas políticas como o diabo da cruz, mantendo delas a mesma distância de uma multidão se afastando, apavorada, em polvorosa, de um bando de leprosos nos tempos de Jesus.

O fechamento, que, pelo menos nos próximos anos, tende a ser praticamente definitivo, das torneiras do financiamento empresarial, deverá privilegiar, individualmente, os candidatos mais ricos, mas também levará, paradoxalmente, mais água para o moinho – e mais votos – para os partidos que tiverem maior penetração junto às chamadas organizações populares, e por meio delas, junto às camadas menos favorecidas da população.