segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Nada é pra já

Por Raul Christiano -Professor, Escritor, Poeta e Jornalista.

Tomo emprestado a primeira estrofe do poema “Mudar”, de Clarice Lispector, que expressa: “Mude, mas comece devagar,/ porque a direção é mais importante/ que a velocidade […]”, pra tentar justificar decisões tomadas àqueles que nunca pararam um minuto para tentar saber o que tentávamos para o bem comum. Compartilho essa reflexão que parece boba, quando identifico parte das pessoas do meu convívio, ou não, manejando verdades de maneira apressada, rasa e crua.

Serve para qualquer cenário da vida cotidiana. Do que acontece em casa, nos relacionamentos familiares, amizades, amores e amantes, no trabalho, na conjuntura política, nos olhares para o futuro. Vale o ditado de que a pressa é inimiga da perfeição, sem perder de vista o hino de Cazuza, à urgência de viver, a enaltecer que “o tempo não para!”

Busquei várias interpretações intelectuais, poéticas e de autoajuda, extraídas das melhores frases sobre pressa, a começar por Confúcio – “Coisa feita com pressa é coisa mal feita.”; passando por Oscar Wilde – “Não quero adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.”; e, fechando com Silvio de Abreu – “Não tenha medo, cautela, sim. Não tenha pressa, tenha tenacidade. Não tenha prepotência, mas consciência do seu valor. O que me deixa indignado é a impunidade, falta de caráter, manipulação da opinião pública, injustiça, puxa-saquismo, nepotismo, miséria, ignorância, estupidez, mentira.”

Ora, não pense que, ao se chamar atenção para a cautela na interpretação dos fatos correntes, embute-se um cale-se ou um apelo à tolerância. Há um prazo de validade dos fatos para que se tornem notícias. E é preciso dizer também que cautela não é censura, mas o mínimo de respeito que devemos ter com as pessoas à nossa volta ou em rede de domínio público.

Minhas leituras nos tempos recentes pautam os sentimentos de personalidades, perturbadas pela intolerância social e os seus abismos. É muita informação para digerir e pouca capacidade – educacional, talvez – de se interpretar e se sentir partícipe, respondendo ao que não lhe diz respeito ou ofenda suas crenças.

Por falar em crenças, já parou pra pensa-las e organiza-las, com seus valores, ideologias, militância em rede?

No passado recente, quem pensava e influía nos rumos da formação da sociedade vivia num invólucro. Gente que foi machucada pelo autoritarismo e falta de democracia no Brasil e por aí afora. Era praticamente impossível avançar e beber desse conhecimento, além dos artigos e livros que produziam. Os espaços de interatividade eram escassos, mas nunca foram infalíveis. Os dispostos em aprofundar mais sempre existiram, mas o exercício do contraditório carecia de preparo e conteúdos com fundamentos.

Hoje, não! A contemporaneidade valorizou o politicamente correto, como cultura globalizada e por vezes chata, “sofisticando” (#sqn) a visão geral das coisas. E não demos conta que é possível ler o cotidiano como Raul Seixas, que preferia ser “metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, para dizer o oposto do que disse antes.

Amós Oz escreveu em 2004, que “a síndrome de nossa época é a luta universal entre fanáticos e o resto de nós. O crescimento do fanatismo pode ter relação com o fato de que, quanto mais complexas as questões se tornam, mais as pessoas anseiam por respostas simples. O fanatismo acredita que, se alguma coisa for ruim, ela deve ser extinta, às vezes junto com seus vizinhos”.

Portanto, se conseguiu ler este texto até o fim, complete as reticências, sem pressa, porque quem responde com pressa, como registra um provérbio árabe, raramente acerta …

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ribeirão Pires promove caminhada em prol do Hospital do Câncer de Barretos

No próximo dia 26 de novembro, Ribeirão Pires recebe mais uma edição da “Caminhada Passos que Salvam”, promovida pelo Hospital do Câncer de Barretos (SP). Contando com o apoio da Prefeitura de Ribeirão Pires e mais de 500 cidades em todo o país, a caminhada é um evento realizado anualmente para a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.

Aqueles que visitam Ribeirão Pires se deparam com um novo portal. 
Os kits, compostos por sacola, camiseta e boné, custam R$ 35 e a verba arrecadada com as vendas será totalmente revertida para melhorias nas áreas infanto-juvenil do Hospital do Câncer de Barretos. Os interessados podem adquirir os kits nos seguintes locais: TCM Pilates Studio, Lojas Elite, Padaria Panorama, Cantinho Criare, Sport Fitness e Ouro Fitness.

Com concentração às 8 horas na Vila do Doce, a caminhada terá 2,5km de extensão, passando pelas principais vias do Centro da cidade. O evento é coordenado por Marcelo Monteiro, Juliana Perli Có e Alberto Nunes.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Justiça confirma Kiko como prefeito de Ribeirão Pires


O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) confirmou nesta quinta-feira, dia 16, por cinco votos a um, decisão do eleitorado ribeirãopirense: Adler Teixeira, o Kiko, segue legitimamente o direito exercer o cargo de prefeito da Estância Turística. O pedido de recurso contra a expedição do diploma de prefeito a Kiko, impetrado por Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha (PPS) – derrotado nas eleições do último ano - foi rejeitado pelo Tribunal Eleitoral Paulista



O juiz relator do pedido de cassação do diploma, Marcus Elidius Michelli de Almeida, o relator do processo, Desembargador Cauduro Padin, reconheceram que Kiko reuniu as condições para ser candidato e que a vontade das urnas deve ser respeitada, entendimento acompanhado pela maioria do colegiado do Tribunal que votou contra a ação movida por Dedé. “O recurso proposto era totalmente descabido. Não passou de uma aventura jurídica na tentativa de reverter resultados, contrariando frontalmente as jurisprudências neste sentido. Muito barulho para tumultuar juridicamente o processo político”, avaliou o advogado de defesa de Kiko, Dr. Hélio da Silveira.

Os autores do recurso contra expedição do diploma sustentavam inelegibilidade de Kiko durante o processo que resultou na diplomação e posse do atual prefeito de Ribeirão Pires. Entretanto, o processo eleitoral foi considerado legítimo, uma vez que Kiko teve registro da candidatura deferido pela Justiça Eleitoral, o que significa que os direitos eleitorais do então candidato eram válidos.

“O barulho daqueles que buscavam no tumulto reverter a decisão soberana das urnas deu lugar ao silêncio e à serenidade da justiça, que reconheceu como legítimo o desejo da população por um novo tempo em nossa cidade. A verdade prevalece e nossa missão continua. Atender a população e promover as melhorias que a cidade precisa. Vamos adiante, a cada dia com mais força, para superar os desafios e cumprir com a missão a nós confiada”, declarou Kiko.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Alunos ocupam prédio da Fundação Santo André

Por Vitor Lima

Desde a noite de ontem (10), estudantes ocupam o prédio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFIL), na Fundação Santo André (FSA). O que gerou o descontentamento entre os jovens foi o anúncio do aumento de 6,5% nas mensalidades a partir de janeiro. Além de barrar o aumento, os alunos reivindicam o pagamento de salários atrasados a professores e funcionários e negociação com os estudantes inadimplentes.  

Barricadas com carteiras e cadeiras foram feitas nas entradas do prédio | Foto: Vitor Lima 
A reportagem do Ponto Final esteve na ocupação na madruga de hoje (10) e conversou com os jovens. Eram cerca de 30 alunos que, por volta da 1h30 da madrugada, ainda estavam acordados preparando faixas e cartazes com suas reivindicações. O clima era tranquilo e não havia viaturas da Guarda Civil Municipal tampouco da Polícia Militar.

Pautas 

Como já exposto, o grupo trabalha com três pautas imediatas. Contudo, as reclamações não param por aí: o coletivo protesta também contra o sucateamento dos cursos de Humanas e contra a mercantilização da instituição. 

Um dos cartazes que estavam sendo preparados na madrugada de quinta (9) para sexta-feira (10) | Foto: Vitor Lima
Três representantes dos jovens conversaram com a reportagem: Everton Gregorio da Silva, 21 anos, estudante do segundo ano de Geografia; Rafael “Magrão”, 32, discente do terceiro ano de geografia; e a aluna identificada apenas como Rafaeli, 19, aluna do segundo ano de Ciências Sociais. 

“O que gerou a ocupação foi que a reitoria de forma autoritária aumentará a mensalidade em 6,5%. Esse valor é incabível para o trabalhador”, protesta Silva. 

Jovem descansava durante a madrugada no pátio do prédio | Foto: Vitor Lima

Rafaeli conta que no ano passado já houve um aumento agressivo – cerca de 8%, de acordo com a jovem, que lembra que a FSA também reduziu o desconto para os alunos adimplentes. “Todo ano tem aumento, os aumentos são brutais. E mesmo assim os professores não recebem dissídios há dois anos, não receberam 13° e muitas vezes eles recebem o salário picado durante o mês”, diz. 

Reunião 

Outro fator que torna a situação ainda mais delicada, é que o prédio ocupado é um dos locais que receberão, no próximo domingo (12), o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Está previsto para daqui a pouco, às 19h, uma reunião entre os alunos e a reitoria para buscar uma solução para o impasse. Contudo, a posição dos alunos parece clara: enquanto as pautas não forem atendidas, eles não deixarão o prédio. “O movimento estudantil não vai recuar", garante Magrão. 
Universitários não aceitam o aumento de 6,5% nas mensalidades | Foto: Vitor Lima

Mudança de estratégia

De acordo com os jovens, a assembleia optou pela ocupação após avaliar que os outros meios de pressionar a reitoria são ineficientes. Os estudantes lembraram que em 2016 buscaram a direção da universidade de diversas formas para barrar o aumento, todas sem sucesso. Por isso, neste ano, eles adotaram uma postura mais “radical”. 

“Uma coisa que revolta bastante é que todo ano a reitoria impõe o aumento nessa época, próximo da semana de provas”, comenta Rafaeli. Na avaliação dela, isto é uma estratégia para desmobilizar os estudantes, que estão sempre “pilhados” com as avaliações. 

Foto: Vitor Lima
Apoio dos demais 

Os estudantes revelam que têm buscado o apoio dos demais estudantes e professores, de todos os outros cursos, para fortalecer o movimento. “É importante que os estudantes dos outros cursos e professores que não estão aqui, saibam que nós estamos lutando por eles”, ressalta Silva; Magrão segue o mesmo discurso: “A gente colocou em pauta e votou na assembleia que o salário dos professores sejam regularizados. Uma assembleia que foi majoritariamente de estudantes votou uma pauta e uma demanda dos professores”, comenta, para justificar o discurso em prol da união. 

Prefeitura e reitoria são alvos

Aos serem questionados sobre quais são os culpados pelo momento delicado da instituição, os jovens são unânimes. A maior culpada, na visão deles, é a Prefeitura de Santo André, que há tempos não faz repasses para a instituição – existe uma briga judicial que se arrasta há anos sobre o assunto. A reitoria, por sua vez, é acusada de ser “omissa” sobre o assunto. “A reitoria se nega a cobrar a Prefeitura. Existe um rabo preso”, ataca Magrão, ao lembrar que quem indica o reitor da instituição é o Poder Executivo da cidade. Leila Modanez é a atual reitora da instituição.

“O projeto dessa universidade é totalmente pedagógico, é feito justamente para abastecer os trabalhadores da região de conhecimento e fazer com que a região cresça. A fundação foi fundada desta forma. Ela não deveria ter uma demanda mercantilista”, conclui o mais velho dos representantes. 

Outro lado

A reportagem procurou a Fundação Santo André, mas até o momento a instituição não emitiu nenhum posicionamento sobre o assunto.



Equipe de basquete do Colégio Objetivo é campeã

Da Redação

A última quarta-feira (8) foi de comemoração para os alunos e professores do Colégio Objetivo de Santo André. A equipe masculina de basquete da escola sagrou-se campeã do Circuito Escolar na categoria sub-17. Os alunos foram guiados pelos professores Cleber Pestana Ramos e Juliana Shehady e deram sequência à tradição de apoio ao esporte da instituição | Foto: Divulgação 


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Semasa substitui mais de 18 mil hidrômetros em Santo André

Da Redação

Em continuidade às ações de combate às perdas de água em Santo André, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) tem realizado a troca preventiva dos hidrômetros instalados nos imóveis da cidade. Só neste ano, já foram substituídos mais de 18 mil medidores, cerca de 60 por dia.

Foto: Divulgação

Além das trocas programadas, para os equipamentos usados em ligações do tipo ¾”, com mais de cinco anos, a autarquia também realiza a manutenção e calibração dos hidrômetros de grandes consumidores. O objetivo é manter a medição correta, minimizar os riscos de vazamentos nos equipamentos.

Por meio de equipe própria, o Semasa também realiza a calibração e aferição dos medidores, sendo que em 2017 já foram atendidas quase 2 mil ordens de serviço para estas solicitações. Atualmente, a idade média do parque de hidrômetros da cidade gira em torno de 4,35 anos.

Outras ações

Além do acompanhamento periódico dos medidores de água instalados nos imóveis do município, o Semasa também tem realizado outras ações para combater a perda de água no sistema e, consequentemente, melhorar o abastecimento para toda a população.

Neste ano, a autarquia já instalou duas VRPs (Válvulas Redutoras de Pressão), uma no Jardim Stella e outra no bairro Bom Pastor e até o fim do ano a Vila Pires e o Parque Miami devem receber outros dois equipamentos do tipo. As VRPs são importantes ferramentas que funcionam para adequar as pressões das redes de água de forma que elas não apresentem vazamentos. Com a redução da pressão, as ligações internas dos usuários também são beneficiadas.

Graças à válvula instalada no Jardim Stella, por exemplo, foi possível adequar as pressões da rede daquele setor, sendo que a redução foi de 35% entre 6h e 22h e, nas madrugadas, quando o consumo é menor e a pressão maior, a diminuição foi mais expressiva: quase 45%. Já o número de pontos de vazamento no setor detectados após a instalação da VRP caiu 81%. Com menos reparos, o abastecimento também está mais eficiente e regular.



São Bernardo do Campo tem escola de tempo integral bilíngue para surdos

Da redação

Uma das primeiras escolas criadas para a alfabetização de surdos no ABC, a EMEBE Neusa Bassetto, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo é inserida no programa Educar Mais. Com isso, a jornada escolar passa de 5 para 9 horas todos os dias da semana,  e transforma esta unidade na primeira escola de tempo integral bilíngue para surdos no estado de São Paulo. O anúncio ocorreu no local nesta última terça-feira (07), e contou com a presença do prefeito Orlando Morando, da secretária de Educação, Suzana Dechechi, entre outras autoridades, além pais, alunos e profissionais da educação.

Morando anunciou a inclusão da EMEBE Neusa Bassetto no programa Educar Mais | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC
Recentemente, a instituição completou 60 anos e houve a reabertura de matrículas para a educação infantil e primeiro ciclo do ensino fundamental (1º ao 5º ano). "É com muito orgulho que inserimos a EMEBE Neusa Bassetto no programa Educar Mais, iniciativa que é uma das prioridades deste governo. Para muitos, a educação é um gasto. Mas para essa gestão é um investimento no futuro de nossas crianças. Acredito que é fundamental promover a inclusão de diferentes tipos de deficiência na rede municipal de ensino. Mas, nem sempre, um único modelo funciona para todos. Por isso, fizemos questão de reabrir as matrículas desta escola, uma das referências para a educação para surdos", afirma o chefe do Executivo. 

Morando enfatizou que a decisão de reabrir as matrículas nesta escola está amparada pela lei, pois a Secretaria da Educação consultou o Ministério Público: "Agora, os pais com crianças com deficiência auditiva poderão escolher como seu filho terá o acesso ao conhecimento: tendo uma educação bilíngue, por meio da Libras - Língua Brasileira de Sinais e convivendo apenas com crianças surdas; ou mantê-los nas escolas-polo, com professores e crianças ouvintes, nos quais terão o melhor atendimento com instrutores em Libras", explica.

O Educar Mais oferece aos estudantes diversas possibilidades de aprendizagem, pois agrega as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular como inglês, atividades complementares de grupos de estudo, jogos de tabuleiro, linguagens artísticas, educação ambiental, iniciação científica, cultura do movimento, protagonismo infantil e educação física para todos os estudantes.

Assim, as atividades da parte diversificada e da base comum acontecem tanto no período da manhã como à tarde, compondo um currículo integrado. No caso da EMEBE Neusa Bassetto, os alunos terão todas as atividades, por meio da Língua Brasileira de Sinais - Libras -, na qual acessa todos os conhecimentos. Todas as atividades são realizadas com professores fluentes em Libras. 

O português, na modalidade escrita, é o segundo idioma a ser aprendido. Além dessa unidade escolar, o Educar Mais está presente em mais 10 escolas, atendendo cerca de 2.500 alunos na educação infantil e primeiro ciclo do ensino fundamental (1º ao 5º ano).

A EMEBE Neusa Bassetto deixou de receber matrículas em 2014, e grande parte de seus alunos foram transferidos para as escolas-polo EMEB Padre Manuel da Nóbrega (ensino infantil) e EMEB Neusa Macellaro Callado Moraes (ensino fundamental I) e no Centro de Qualificação Profissional (CQP) de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Por essa razão, a escola conta, atualmente, com 32 alunos. No total, a rede municipal de ensino conta com 75 alunos surdos.

Já a secretária da Educação, Suzana Dechechi, ressaltou a importância de se ouvir a comunidade e os profissionais envolvidos. "Ao assumir a Pasta, fizemos uma escuta com os profissionais da educação, que sinalizaram sobre a importância desta escola para a comunidade surda. Juntamente com o prefeito, pensamos em alternativas para melhorar o atendimento e como poderíamos trazer os alunos de volta a essa unidade escolar, sem ferir a legislação. Estamos felizes porque a EMEBE Neusa Bassetto continuará cumprindo a sua função educacional de levar o conhecimento para as crianças surdas", finaliza.