quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ribeirão Pires realiza Festival do Cambuci

Neste final de semana, dias 9 e 10, a Estância Turística de Ribeirão Pires promove o 4º Festival do Cambuci da cidade. Chalés de gastronomia, food trucks e atrações musicais serão destaques do evento, que tem entrada gratuita e será realizado das 12h às 22h, no Paço Municipal (Rua Miguel Prisco, 288 – Centro).


Produtores de cambuci do município e da região do ABC participam do Festival, organizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico. As bandas Lo Ramma, The Brothers e Serial Funkers fazem parte da programação desta edição da festa. Entre produtos derivados do cambuci é possível encontrar geleias, licores, cachaça, mousse, doces, molhos, entre outros.

O Festival do Cambuci de Ribeirão Pires acontece desde 2014, ano em que a Estância ingressou na Rota do Cambuci, iniciativa que combina festivais gastronômicos, um arranjo produtivo sustentável, roteiros turísticos e uma rede de pesquisadores. A Rota é uma iniciativa do Instituto Auá em parceria com os municípios de São Paulo, Rio Grande da Serra, Santo André, Mogi das Cruzes, São Lourenço da Serra, Salesópolis, Paraibuna, Ribeirão Pires, Bertioga e Caraguatatuba, e representa uma grande oportunidade para o resgate da cultura em torno do fruto nativo, a produção agroecológica e o comércio justo.

Confira a programação:
Sábado (9)
12h – Dj Kiko
15h30 – Waishi Daiko
16h30 – Ricardo Reis
19h – Lo Ramma
21h – Gullivera (Tributo a Tim Maia)

Domingo (10)
12h – Dj Kiko
16h30 – The Brothers
19h – Steve Sil
21h – Serial Funkers


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Alunos de Santo André terão aulas sobre empreendedorismo

Por Vivian Silva

O temo empreendedorismo está em alta, principalmente, após o início da recessão econômica que “forçou” muitas pessoas desempregadas a encontrarem uma saída e, com isso, empreender foi uma das opções.  Para fomentar o conceito de empreendedorismo, a Prefeitura de Santo André e o Sebrae devem assinar, em breve, um termo de compromisso para implantar o Programa Jovens Empreendedores nas escolas municipais, no próximo ano.  

Esta novidade foi antecipada com exclusividade ao jornal Ponto Final, pelo novo gerente regional do Sebrae ABC, Paulo Cereda, que assumiu o posto há cerca de dois meses. De acordo com Cereda, os professores serão capacitados para ministrarem a nova disciplina - aos alunos do 1º  ao 9º  ano - que poderá ser aplicada em horário normal, ou no contraturno dependendo da escola. 

“A capacitação (dos professores) demora uma semana e a ideia é que no primeiro semestre de 2018 já possa ser aplicado aos alunos”, comenta o gerente do Sebrae ABC.  Além disso, Cereda ressalta que a capacitação dos docentes e as apostilas dos alunos serão fornecidas gratuitamente pelo Sebrae.  

O projeto deve ainda ser expandido para outros municípios do ABC, como Diadema e Ribeirão Pires. A reportagem do Ponto Final procurou a Prefeitura de Santo André para comentar o programa, mas até o momento não tivemos retorno.  

Projeto Aprendiz Empreendedor
As novidades não param por aí. Cereda comentou também que Santo André receberá um projeto piloto do Sebrae nacional, chamado Aprendiz Empreendedor, no qual empresários poderão contratar um aprendiz e a capacitação dele será custeada pelo Sebrae.

“O programa de aprendiz prevê que o empresário invista uma determinada quantia por mês na capacitação desse aprendiz, no caso do Aprendiz Empreendedor do Sebrae, o Sebrae vai subsidiar a capacitação, que terá em torno de 400 horas”, antecipa.

Empresários interessados no programa podem entrar em contato com o Sebrae e falar com o próprio Cereda, ou com a Zenaide, por meio do telefone 4433-4270.




Em carta, Paulo Serra aceita pedido de exoneração de secretária

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, emitiu carta aberta relativa ao pedido de exoneração da secretária da Saúde, Ana Paula Dias, aceita por ele neste dia, a qual reproduzimos:

Quando convidei Ana Paula Peña Dias para assumir a Secretaria de Saúde de Santo André, deixei bem claro a ela sobre o grande desafio que enfrentaríamos. Há exatamente um ano, eu enxergava a doutora Ana Paula como uma mulher determinada, responsável e trabalhadora. Depois de um ano trabalhando junto a ela e acompanhando de perto seus esforços e profissionalismo, posso dizer que identifiquei mais uma característica importante nela: indiscutível competência.

A doutora Ana Paula arquitetou todo o planejamento da maior mudança do sistema público de Saúde da história de Santo André, e não só isso - ela planejou as grandes mudanças que implementaremos na cidade a partir de 2018.

Claro que tudo que envolve mudanças gera desconforto, mas a doutora Ana Paula enfrentou os desafios com muita coragem. Mudanças também acabam com a comodidade de alguns, situação que Ana Paula também encarou como poucos na qualidade de secretária municipal. E, não menos importante: todas as resistências daqueles que não queriam ver a Saúde melhorar, Ana Paula passou por cima com sua determinação e competência.

Apesar do desgaste, doutora Ana Paula atendeu ao meu pedido e foi se dividindo entre seu trabalho como médica neurologista e o comando da Secretaria Municipal de Saúde. Hoje, depois de muitos pedidos por parte de Ana Paula, me vi obrigado a aceitar seu desligamento da pasta e dos quadros da Prefeitura de Santo André. Aliás, faz alguns meses que ela vinha solicitando liberação, e eu, mesmo sabendo da necessidade que ela tinha em dar mais atenção aos seus projetos particulares e aos seus próprios pacientes, pedi que permanecesse à frente da Secretaria Municipal de Saúde até a conclusão do planejamento das reformas do setor, que, hoje, ficou pronto.

É contrariando meu lado gestor que dessa vez aceitei seu pedido de exoneração, pois seria injusto prejudicar seus projetos particulares. Assim, doutora Ana Paula deixará a Secretaria Municipal de Saúde de Santo André a partir do dia 07 de dezembro de 2017.

Até lá, fará a devida transição com o novo secretário, que, em breve, será nomeado. Interinamente, o superintendente de Assuntos Institucionais e Comunitários, Carlos Bianchin, assume os trabalhos.

Deixo registrado, nesta oportunidade, meu agradecimento à Ana Paula, além de carinho e admiração por tudo o que ela fez pela Saúde de Santo André neste ano, marcando tempo em nossa cidade e na administração pública municipal.

Paulo Serra
Prefeito de Santo André



Educação pública de qualidade, eu acredito!

Por Luis Antonio Namura Poblacion, presidente da Planneta

A migração de alunos das escolas particulares para as públicas registra altas seguidas há alguns anos e em 2018 não será diferente. Um importante indicador que mostra que o fenômeno ainda está em ascensão são as inscrições para vagas nas redes de ensino municipal e estadual, que terminam em poucos dias, até mesmo horas, de acordo com a boa fama da instituição de ensino. Para ser ter ideia, só em São Paulo, o número de alunos que migrou para a rede pública aumentou em 25% em cinco anos. Esse aumento crescente se justifica não só pela crise econômica, que vem apertando o orçamento das famílias e mantendo a taxa de desemprego lá no alto; mas também pelos bons resultados no ensino de muitas escolas públicas. As mais procuradas pelos pais são justamente aquelas com melhor desempenho. E o sucesso dessas se espalha rapidamente.



Portanto, o principal desafio da educação pública, diante desse novo panorama, é o de aumentar a qualidade do ensino ofertado e manter a excelência nas escolas onde os bons frutos já aparecem e são reconhecidos. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) tem apresentado resultados positivos crescentes ao longo dos anos. Em 2015, por exemplo, a média das notas nos anos iniciais do Ensino Fundamental foi 5,5. Mas a meta estipulada pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para 2022 é 6,0, média correspondente a um sistema educacional de qualidade comparável a de países desenvolvidos. Eu acredito que conseguiremos alcançá-la ou, pelo menos, chegaremos bem próximo. Mas, para isso, é fundamental que o poder público ofereça uma boa capacitação àqueles que exercem o papel mais importante em todo o processo de ensinar nossas crianças: os professores. Eles precisam ter acesso a uma metodologia atualizada de ensino, moderna e instigante, que contribua não só para transmitir os conteúdos didáticos tradicionais, mas que desenvolva também nos alunos tanto as habilidades cognitivas quanto as socioemocionais, a fim de contribuírem efetivamente na formação dos cidadãos do futuro.

Torna-se urgente modernizar a metodologia de ensino nas escolas públicas. O “ensino industrial” empregado há muitos anos já não é o mais adequado para transmitir o conhecimento, não supre todas as necessidades inerentes aos nossos alunos nativos digitais, em um mundo em que tudo muda num piscar de olhos. Nossos professores da rede pública devem acompanhar essa constante ebulição de novidades e, para isso, precisam de cursos de aperfeiçoamento profissional. As Secretarias de Educação têm de estar atentas e preocupadas com essa questão quando desenvolverem seus planos de trabalho para 2018.

Intensificar a formação profissional de educadores para que desenvolvam novas habilidades é o caminho para uma educação de qualidade na escola pública! Giz e quadro negro não são mais as ferramentas principais de um professor. Agora, ele precisa ser munido de recursos digitais, elementos lúdicos de aprendizagem e ferramentas diversas que permitam que ele também transmita ensinamentos de uma forma criativa, inovadora e fique tão antenado em temas atuais quanto seus alunos.

O Governo do Estado de São Paulo já deu um passo à frente, autorizando o uso de celulares em sala de aula em todas as escolas da rede estadual, como mais uma ferramenta de ensino e aprendizagem. Centenas de escolas de municípios do interior paulista também já contam com laboratórios de informática e fazem uso de diversos recursos tecnológicos, como tablets e aplicativos educativos para estimular o aprendizado das disciplinas.

A educação pública pode, sim, ser de qualidade! Basta que os governantes reúnam esforços em prol de nossas crianças, para que estejam preparadas para encarar o futuro que já bate à nossa porta.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Policia Militar faz apresentações a crianças de Santo André

Buscando a aproximação dos Policiais Militares com a sociedade, o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Seis receberá neste sábado (2) as crianças da Associação de Deficientes Visuais “A Vida”, para o evento de confraternização de final de ano na sede do Centro de Formação de Soldados do CPA/M-6, situado no Cruzamento da Rua Ubatuba com a Rua Leão – V. Guiomar – Santo André

A comemoração terá início às 11h e terá várias atrações, dentre elas apresentação de Adestramento a ser realizada pelo Capitão PM Everaldo Zuliani; apresentação de patrulha de motociclistas do programa ROCAM e findará com a entrega de lanches.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Tolerância e sociedade

Por Eduardo Leite – advogado e vereador em Santo André pelo PT

Ao que parece, as próximas eleições serão marcadas por um recorde de discursos de ódio e de jogo sujo na disputa por um cargo a deputado, a governador, a senador ou a presidente. Esta é uma dinâmica que vem sendo ensaiada desde as manifestações de junho de 2013 e que reverbera em blogs, redes sociais e vídeos na internet.


A possibilidade de que este clima ruim desemboque em violência não pode ser ignorada. Aqui mesmo em nossa cidade houve recentemente um triste episódio. Nele, a tentativa de se conferir o título de cidadão andreense a um deputado notório por suas manifestações racistas e homofóbicas – proposta a que me oponho com veemência – terminou em agressão a manifestantes que tentavam protestar contra ele na Câmara Municipal. Seguramente a Casa do Povo não existe para que o povo seja agredido.

Como chegamos a este ponto? Como pôde a sociedade desembarcar num quase vale-tudo político depois de décadas de esforços por tolerância e pluralismo? Infelizmente ninguém tem ainda as respostas, embora parte da academia, aquela parte que não está tomada pela mesma intolerância, esteja tentando consegui-las.

O que é óbvio já há algum tempo é que, se há algo que precisa ser combatido, é justamente este ódio. Como? Ironicamente, precisamos nos recusar a aceitá-lo. O filósofo Carl Popper costumava falar do paradoxo da tolerância: para que ela vingue, é preciso não tolerar os intolerantes. Em outras palavras, toda forma de manifestação racista, homofóbica, misógina e classista deve ser evitada, ou senão combatida.

Não existe sociedade sem pluralidade. O próprio conceito de ‘cultura’ envolve a convivência pacífica entre pontos-de-vista diferentes. Quando o ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill falou que ‘a democracia é o pior modelo de governo do mundo, exceto por todos os outros que já foram criados’, era isso que ele queria dizer: a democracia pode parecer chata porque envolve discussões e debates o tempo todo. Mas qualquer alternativa é pior, porque sempre vai significar a repressão a alguém. Aqui no Brasil, a filósofa Marilena Chauí lembrou que a democracia é o conflito.

Um conflito, entenda-se, de ideias, não de pessoas. Se você, em vez de comparar a sua opinião com a do outro, prefere desejar a extinção física dele, está substituindo a política pelo autoritarismo. É impossível criar uma sociedade melhor por meio da violência, da opressão, da censura. A única opção é simplesmente aceitar que as pessoas são diferentes e que pensam diferentemente de você. Ou seja, aceitar quase tudo, menos que elas preguem ou pratiquem a violência contra aqueles de quem discordam.

É este tipo de comportamento que recomendamos agora, nos próximos meses e até o fim. Ainda não inventaram nada melhor para viver em paz do que nós próprios praticarmos a paz todos os dias.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Voto branco e voto nulo

Por Gilson Alberto Novaes - professor de Direito Eleitoral na Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie


Os brasileiros têm vivido de sobressalto nos últimos anos. Quando se pensa que as notícias ruins chegaram ao fim e que a corrupção chegou ao fundo do poço, descobrimos que elas continuam.

Daqui a pouco estaremos em 2018, um ano de eleições para presidente da república, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Uma festa da democracia!

Seria uma festa da democracia se pudéssemos ter eleições em que o povo participasse como um ato de civismo, de cidadania, de respeito...

Não é assim. Tenho ouvido muita gente dizer que vai anular o voto ou votar em branco. É gente desiludida com a classe política, com os desmandos dos três poderes, com a impunidade que reina no país, com a falta de respeito com o cidadão, com o trabalhador, com seus direitos, com o dinheiro público. Um caos!

Têm razão esses eleitores em estarem desiludidos, mas eles não têm razão quando dizem que vão votar em branco ou anular o voto, com a afirmação de que “ninguém presta”.

O voto nulo já foi bandeira ideológica dos anarquistas no século passado. Votar nulo era considerado um voto de protesto. Já o voto em branco era o voto do conformismo, isto é, aqueles eleitores que se conformavam com qualquer que fosse o eleito. Hoje é diferente! O voto nulo não serve de protesto e o voto em branco não manifesta conformismo. Quando o voto era em cédula, o voto nulo, ou de protesto, era aquele em que o eleitor rasurava e até escrevia o que queria na cédula. O eleitor se sentia “vingado” com seu “protesto”.

Uma outra falácia que se ouve hoje em dia é a afirmação de que, se metade dos eleitores votarem em branco ou nulo, teremos outra eleição, sem a participação dos candidatos daquela eleição. Não é verdade.

Não sei se de propósito ou não, a confusão foi gerada por “intérpretes” do artigo 224 do Código Eleitoral, onde diz que, havendo a anulação de mais da metade dos votos a eleição seria anulada, convocando-se outra. O artigo não fala do voto nulo, aquele em que o eleitor decidiu anulá-lo e sim do voto anulado, isto é, aquele que foi anulado pela Justiça Eleitoral por fraude, problema no registro da candidatura, cassação do diploma do eleito, uso do poder econômico, falsidade, fraude, coação de eleitores, etc.

O voto no Brasil é obrigatório, onde o eleitor é obrigado a comparecer perante a sua seção eleitoral e exercer seu direito do voto. Se não o fizer, precisa justificar-se perante a Justiça Eleitoral. Entretanto, ele é livre para escolher o seu candidato ou não escolher nenhum. Há uma tecla especial para o voto em branco. Para anular o voto o eleitor precisa digitar um número inexistente e “confirmar”.

O que precisa ficar claro é que tanto um como outro voto - branco ou nulo, são totalmente descartados, pois nossa Constituição diz que “é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos”. Antes, os votos em branco eram considerados válidos, contados para o candidato vencedor. Era tido como disse, como um voto de conformismo. Depois da Constituição – 1988, votos brancos e nulos não são contados.

Essa situação leva a um cálculo que os eleitores precisam fazer, principalmente aqueles que estejam pensando em anular o voto ou votar em branco. A matemática no caso é simples: para ser eleito o candidato a cargo majoritário precisa ter cinquenta por cento dos votos válidos – excluídos brancos e nulos, mais um voto. Assim, quanto menor for o número de votos válidos - aqueles dados a um candidato ou a um partido, menor será o percentual necessário para se considerar vencedor.

Dessa forma, candidatos que eventualmente tenham um eleitorado “cativo”, mas que sua votação não atinja cinquenta por cento, torcem para que tenhamos muitos votos brancos e nulos. O percentual (50% + 1), seria atingido com maior facilidade.

Há quem entenda que o voto nulo ou em branco seja uma opção como outra qualquer. Não é! Os candidatos serão oficializados aos eleitores pelos seus partidos. É a lei. Ninguém pode ser candidato se não for filiado a um partido. Não podemos mudar isso, exceto com uma Constituinte exclusiva, o que não ocorrerá agora. Em 2018 teremos que escolher entre os candidatos que surgirem e a omissão pode beneficiar um candidato indesejável.

Num país onde mais de 30% do povo não sabe quem é o governador do seu Estado e 20% não sabe quem é o presidente da República, segundo o IBGE, estimular o voto branco ou nulo tem sido uma arma daqueles que torcem pelo quanto pior, melhor. Confiam na alienação dos eleitores. Isso é horrível para a democracia!!!