quinta-feira, 21 de junho de 2018

Uma nova ponte em Utinga, Santo André

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) abriu nesta quinta-feira (21) concorrência internacional para a construção de uma nova ponte sobre o rio Tamanduateí, na avenida dos Estados, na região de Santa Teresinha, no segundo subdistrito de Utinga. A nova travessia ficará na altura do Sesi, nas proximidades da estrutura que precisou ser demolida no ano passado, após sofrer um dano estrutural irreversível.


Praça Samuel de Castro Neves, à direita, será parcialmente destruída. Foto: Trida/PMSA
O objetivo da obra, que será realizada na altura da rua Bartolomeu de Gusmão, é construir uma nova estrutura para atender o trânsito da via, favorecendo pedestres e motoristas no trecho de Santa Teresinha, da avenida do Estados, beneficiando especialmente o tráfego de usuários que desejam retornar sentido Mauá.

“Hoje publicamos o edital para contratação da ponte de Santa Teresinha, uma obra que era muito aguardada. Agora oficializamos essa concorrência internacional e no dia 23 de julho será a abertura dos envelopes com as propostas. Mais uma conquista da cidade, com recursos próprios da Prefeitura, graças ao choque de gestão que nós fizemos”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

O projeto prevê que esta nova ponte do Sesi ficará na direção da rua Bartolomeu de Gusmão e seus acessos cruzarão a praça Samuel de Castro Neves. A passagem terá 26 metros de comprimento, sendo composta por três faixas de rolamento com 3,50 m de largura cada uma. Em uma das laterais haverá ainda uma passagem de pedestres.

Além da ponte, a vencedora da licitação também deverá realizar adaptações no viário do entorno, além da adequação do sistema de micro-drenagem, para o escoamento adequado das águas de chuva. O custo previsto da obra é de cerca de R$ 4,8 milhões.

O financiamento
Os recursos investidos servirão como contrapartida ao financiamento de US$ 25 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ao município de Santo André, que serão utilizados para execução de um grande projeto de mobilidade na cidade. De acordo com a previsão do Semasa, a obra deve ter início ainda este ano, com previsão de término em seis meses após seu início.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Chácara Pignatari terá levantamento do Mastro Junino neste domingo

Da Redação 

Quem gosta das tradicionais comemorações juninas tem uma ótima pedida para este domingo (24). A partir das 12h, o parque Antônio Pezzolo (Chácara Pignatari) terá o levantamento do Mastro Junino. A cerimônia cultural contará com apresentações de violeiros, quadrilhas juninas e grupos de culturas populares tradicionais. A ação faz parte do projeto Santo André de Múltiplos Tons, da Secretaria de Cultura.

O início do evento será marcado pelas quadrilhas. Às 13h30, o Grupo de Violeiros da Aparecidinha de Santo André anima a festa. O levantamento do Mastro Junino será realizado às 14h30. Em parceria com a Paróquia Santa Teresinha, será realizada a missa campal às 15h. Às 17h, é a vez dos violeiros Craveiro e Cravinho subirem ao palco. Haverá barracas com brincadeiras e comidas típicas.

Foto: Divulgação/PSA
Também no domingo, a partir das 10h, o Múltiplos Tons realiza outra atividade. O Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa recebe a Roda de Caboclo, cerimônia cultural-religiosa de matriz afro-brasileira. Haverá apresentações de samba de caboclo, samba de roda, afoxés e capoeira, exposições, bate-papos acerca dos elementos presentes nas manifestações culturais das comunidades tradicionais de terreiro, além de comidas típicas das comunidades.

Dança – O espetáculo de dança ‘Palcos da Minha Cidade’, com o Grupo Jovem Andreense, do Studio Coreográfico Corpore Sano será apresentado no Teatro Municipal Antônio Houaiss nesta quinta-feira (21), às 20h30. O espetáculo reúne bailarinos profissionais da cidade para a apresentação de coreografias premiadas no exterior. Indicação: livre. Ingressos de R$ 20 a R$ 40. O endereço é Praça IV Centenário, s/n, Centro.

No sábado (23), o coletivo Slam das Minas-SP realiza a oficina de formação e difusão do Slam, uma nova modalidade de batalha de poesias, baseada no Poetry Slam, movimento surgido nos Estados Unidos. O encontro, na Biblioteca Viva Cata Preta, terá participação de Vic Sales e Luz Ribeiro, e oferece 20 vagas para cada uma das turmas, às 10h, turma 1 e às 14h, turma 2. O público-alvo são adolescentes e jovens a partir de 14 anos. Também podem participar educadores e profissionais que atuam na área da educação na região de Sacadura Cabral e Cata Preta.  Endereço é Estrada da Cata Preta, 810, Vila João Ramalho. Grátis.

Ainda no sábado, às 17h, o CEU das Artes do Jardim Marek realiza o Arraial entre Amigos, que reunirá as comunidades das igrejas da região. O endereço é Rua Eng. Alfred Heitzmann Junior, s/n.

Exposições – No Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa está em cartaz a exposição ‘Estrada de Ferro, Caminhos da Memória’, com gravuras e fotografias que têm como tema a histórica vila de Paranapiacaba. A mostra é composta por obras do acervo de gravuras da Casa do Olhar Luiz Sacilotto e fotografias do arquiteto Ricardo Leite. Visitas até 28 de julho.

No espaço, segue em cartaz ‘Espaços Simbólicos da Cidade’, com fotografias da cidade. A mostra é resultado da parceria com a página do “Facebook Santo André, Ontem e Hoje”, seus colaboradores, além da comunidade andreense que selecionou imagens através de uma curadoria coletiva.

O museu abriga ainda outras exposições como ‘Dá para imaginar? Se as coisas não tivessem evoluído’, com objetos de uso cotidiano e do trabalho que as novas gerações não conheceram, como a vitrola e a máquina de escrever. Visitas de segunda a sexta-feira das 8h30 às 16h30, e sábados das 9h às 14h30. O endereço é Rua Senador Fláquer, 470, Centro. Grátis.

No Salão de Salão de Exposições do Paço Municipal o público pode conferir, até o dia 29 de junho, o 46º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. O evento reúne trabalhos das artes plásticas contemporâneas e neste ano conta com 148 obras, de 71 artistas, selecionados pelo júri. As visitas gratuitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Indicação: 18 anos. O endereço é Praça IV Centenário, s/n, Centro. Grátis.

E a exposição ‘Enock Sacramento e José Armando Pereira: Trajetórias – 50 anos do Salão de Arte Contemporânea de Santo André’ chega ao final nesta semana. A mostra, que integra o 46º Salão homenageia os críticos de arte Enock Sacramento e José Armando Pereira, que foram jurados do 1º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, em 1968. Ela reúne obras de seus acervos que remetem aos 50 anos do salão e da arte contemporânea brasileira. Visitas nesta quinta e sexta-feira, das 10h às 17h, e sábado, das 10h às 15h. Grátis. O endereço é Rua Campos Sales, 414, Centro.

E no Espaço Permanente do Acervo de Arte Contemporânea de Santo André - Pinacoteca, na Sabina, está em cartaz ‘O Artista e Sua Mão: Criando na Arte Contemporânea’, a nova exposição do acervo artístico da cidade. A mostra apresenta obras com comentários sobre o processo de criação como uma forma de estimular o público a perceber a proximidade com a arte e assim como com o fazer do artista. O endereço é rua Juquiá, s/n, Vila Eldízia. Ingressos de R$ 10 a R$ 40.

Outras atividades – O Museu de Santo André recebe nesta quinta-feira, às 19h, o professor Claudio Pereira Noronha, para uma roda de conversa sobre religião e periferia no ABC. A atividade será baseada na tese de doutorado que discute as redes socioreligiosas na região, em especial no município de Rio Grande da Serra. Indicação: 16 anos.

Na sexta-feira (22), às 19h, o jornalista Marcelo Mendez lança seu terceiro livro reportagem, ‘Baile dos Corações em Fúria’, que trata da cena musical da região a partir de matérias publicadas no jornal ABCD Maior. A atividade será na Casa da Palavra Mário Quintana, que recebe no sábado, às 15h, a Escola do Doutores da Alegria, para a apresentação do espetáculo ‘O Que Dizer de Tudo Isso? Ou...’. Indicação: 10 anos. A casa fica na Praça do Carmo, 171, Centro.

Ainda no sábado, às 14h, a Biblioteca Vila Floresta realiza a Roda de Leituras e Cantorias junino, que terá como tema, Arraiá da Rê. O endereço é Rua Parintins, 344. Atividades gratuitas.

Lazer – O Projeto Domingo no Paço oferece série de atividades de lazer no estacionamento do Paço Municipal, das 10h às 16h. Entre as atrações, um posto de troca de figurinhas do álbum da Copa 2018. Para quem curte andar de bicicleta, uma boa opção é a ciclofaixa de lazer, também no domingo, das 7h30 às 13h30. O roteiro tem cerca de 4 km pelo Centro da cidade, passando pelo Paço Municipal.

Outras opções são a Ludoteca do Parque Prefeito Celso Daniel, que funciona de terça-feira a domingo das 9h às 12h, e das 13h às 16h30. O parque está localizado na Avenida Dom Pedro II, 940, no bairro Jardim. Grátis; e no Parque Chácara Pignatari é possível visitar a Brinquedoteca, aberta de terça-feira a domingo, das 9h às 16h30. O endereço é Avenida Utinga, 136, Vila Metalúrgica. Grátis.

A agenda cultural da cidade é uma realização da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santo André. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 4433-0652, ou no site: culturaz.santoandre.sp.gov.br.


terça-feira, 19 de junho de 2018

Péricles: um andreense na Mangueira

A Estação Primeira de Mangueira anunciou que Péricles continuará como um dos intérpretes da Mangueira no carnaval 2019. O cantor fez sua estreia na avenida como puxador da verde e rosa no carnaval deste ano. “Estou muito feliz e lisonjeado por estar novamente como um dos intérpretes oficiais da minha querida e amada escola de samba Mangueira”, comemorou.

Péricles, Nelson Sargento e Chiquinho da Mangueira.
O cantor se reuniu com o presidente da agremiação, Chiquinho da Mangueira, e em 2019 ele estará ao lado de Marquinhos Art´Samba na condução do samba-enredo da escola.

Na última sexta-feira (15), Péricles divulgou em todas as plataformas digitais o novo single “Até Que Durou”. Composta por Marquinhos de Moraes e Brunno Gabryel, “Até Que Durou” foi lançada inicialmente em todas as rádios do Brasil no dia 24 de abril e, agora, chega ao digital (https://onerpm.lnk.to/Pericles).

O clipe da versão ao vivo também está disponível no canal do YouTube do cantor. Gravado em Itanhaém, litoral de São Paulo, durante o aniversário de 486 anos e a 14ª Festa do Peão da cidade, o vídeo contempla o talento do artista que é considerado por muitos o ‘Rei da Voz’. Confira o resultado: https://www.youtube.com/watch?v=T3Y6RRSDm4o&feature=youtu.be


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Doação de sangue: um exercício de humanidade

Da Redação

No inverno os estoques de sangue ficam ainda mais baixos, o que pode comprometer a vida dos pacientes. A enfermeira da Estratégia de Saúde da Família e Conselheira Estadual do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren-SP), Janiquele Ferreira, explica que “quando o estoque de sangue não é suficiente, uma cirurgia programada pode ser cancelada e, nos casos de emergência, o hospital precisa solicitar a mobilização de parentes e amigos para buscar doadores”.
Durante o inverno os estoques ficam mais baixos | Foto: Andre Sousa Borges/Agencia Brasilia
Muitas pessoas têm medo de doar sangue e Janiquele destaca que isso ocorre por falta de informação. “É importante saber que, além dos pré-requisitos que são divulgados, antes de fazer a doação todas as pessoas passam por uma triagem com a equipe médica e de enfermagem e alguns testes são realizados. Só poderá ser doador aquele que estiver apto fisicamente”. Além disso, a doação de sangue é um processo totalmente seguro e não traz risco ao doador.

Ela ressalta que “todos precisam compreender a importância da doação. Além de uma atitude solidária que salva vidas é também um exercício de cidadania e humanidade”.

Para aumentar os estoques, as pessoas precisam pensar no coletivo, defende Janiquele, para em seguida concluir: “O momento que vivemos mostra claramente o resultado do individualismo, que entre outras coisas, trouxe como consequência uma crise política nacional. Precisamos olhar o outro, compreender suas necessidades e estar pronto a agir de forma cooperativa”.

Requisitos para ser um doador:

Ter idade mínima de 16 anos e máxima de 69 anos
Pesar no mínimo 50 quilos
Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas
Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação
Estar bem de saúde, sem gripe, resfriado ou febre há, no mínimo, 7 dias
Não estar em período de gravidez ou amamentação
Não ter feito tatuagem ou piercing nos últimos 6 meses (piercing na boca ou na genitália impedem definitivamente a doação)
Não ter feito uso de drogas injetáveis
Não ter visitado regiões onde há surto de febre amarela nas últimas quatro semanas.
Não ter tido relação sexual em que tivesse risco de doenças sexualmente transmissíveis nos últimos 12 meses



Prefeitura realiza mutirões para zerar fila de espera por exames laboratoriais

Da Redação

A Prefeitura de Santo André pretende zerar, até o fim do mês, a fila de espera por exames laboratoriais na cidade. O resultado será possível por meio de três mutirões do programa Saúde Fila Zero, que realizarão cerca de 90 mil exames, que beneficiarão 18 mil pessoas. O primeiro mutirão ocorreu no último sábado (16), em 17 unidades de saúde do município.

Meta é realizar 90 mil exames | Foto: Ricardo Trida/PSA
“Estamos continuando os mutirões do Saúde Fila Zero hoje e nos próximos dois sábados nós vamos zerar as filas de exames laboratoriais e alguns exames de imagem. Queremos neste ano zerar todas as filas. Além disso, com o Programa Qualisaúde, entregamos a UPA Bangu e teremos mais dez equipamentos pra gente construir uma saúde com mais qualidade na cidade de Santo André”, afirma o prefeito Paulo Serra.

Os próximos mutirões ocorrerão nos dois últimos sábados do mês, dias 26 e 30 de junho. “É importante destacar que além deste mutirão para zerar os exames de análises clínicas, nós estamos atendendo os exames de imagem, tomografia já estamos zerados, já está sem espera, ultrassom de próstata também estará zerada este mês e na próxima semana vamos inaugurar o novo Centro de Diagnóstico no Centro Hospitalar Municipal, que também irá abrir uma agenda expressiva para exames de imagem”, destaca o secretário de Saúde, Marcio Chaves.

Criado pela atual administração no ano passado, o Saúde Fila Zero tem reduzido o tempo de espera para consultas e exames na cidade. Um exemplo é a redução em 45% o tempo de fila de espera por ultrassom. Tiveram a fila zerada exames como: curva glicêmica em gestantes, gasometria arterial, espermograma, tomografia, densitometria, mamografia e audiometria.



O vulcão social

Por Gaudêncio Torquato*

Os geofísicos ensinam que a fusão de rochas com materiais voláteis, quando submetidas a uma temperatura que pode chegar aos 1500º C, resulta em magma, substância existente no interior da terra em uma profundidade entre 15 a 1500 kms. Nas últimas semanas, nossos olhos contemplaram essa massa avermelhada saindo de um vulcão na Guatemala, na América Central, correndo por encostas, cobrindo cidades de fogo e cinzas, devastando paisagens e deixando um grande saldo de mortos e desaparecidos.

A imagem da erupção vulcânica nos remete a uma leve sensação de conforto pelo fato de o Brasil não ter vulcões em atividade, o que não significa que estamos imunes às desgraças com origem noutros fatores. Nossa cultura política, por exemplo, é fonte de desvios e curvas que acabam tirando o país de seu rumo civilizatório. Nem bem saímos da pior recessão da história, sob acolhedora sombra de reformas que prometiam recolocar o trem nos trilhos e resgatar a credibilidade do país, eis que o pessimismo volta a abater o ânimo nacional.

Apesar do alerta do ex-presidente Fernando Henrique (em seus tempos de mando) de que “não podemos cair no catastrofismo”, o futuro é nebuloso e tão cheio de interrogações que não há como escapar à ideia de magmas em formação subindo à superfície do nosso território para explodir na erupção de um vulcão social, caso se eleja no pleito deste ano um perfil de extrema direita ou um de extrema esquerda. A sugestão do próprio FHC de se arrumar consenso em torno de Marina Silva (Rede Sustentabilidade) não resiste à evidente inferência de que essa figura pacata e moderada não reúne condições para enfrentar a real politik. Seria tragada por intermitente tufão político.

Voltemos aos extremos. O espírito beligerante de Jair Bolsonaro, caso o capitão seja eleito, levaria o país para uma posição de continuados conflitos. Estabeleceria, de imediato, a disputa de “cabo-de-guerra” entre militantes, multiplicando arengas e querelas, expandindo posições radicais, e envolvendo classes sociais, levadas a tomar partido diante de confrontos nas ruas e nas casas congressuais. A ingovernabilidade ganharia corpo. O clima social ficaria sob a ameaça de um rastilho de pólvora. Que os bolsonarianos gostariam de jogar aos montes para acender o pavio. O vulcão entraria em erupção diante de gestos tresloucados do governante.

Do outro lado, eventual perfil representando a extrema esquerda e correntes de esquerda reforçaria o refrão do apartheid social, “nós e eles”, que o PT continua a brandir em vídeos, mensagens pelas redes, expressões de seus porta-vozes – Lula, Gleisi, Lindberg Faria, entre os principais. Para montar firme na sela do cavalo, o eleito não deixaria brechas: encheria os tanques da máquina governamental com radicais e enfiaria o Estado na estrutura partidária. Todos os cantinhos seriam ocupados. Projeto de poder de 20 anos, com juros e correção monetária cobrados do impeachment de Dilma. Em suma, teríamos amarração da sociedade ao Estado forte.

O País está dividido. E a hipótese de harmonia social não passa de lorota quando expressa por figuras das extremidades do arco ideológico. O que se vê na farta linguagem de militantes nas redes sociais é a destilação de ódio, infâmias, acusações pesadas, falsidades e enaltecimento às ditaduras. O Brasil volta a sofrer a síndrome de Sísifo, o condenado pelos deuses a depositar a pedra no cume da montanha, tarefa que tenta executar por toda a eternidade.

*Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato



Lançado há 45 anos, Maverick tem 7.384 exemplares no Estado de São Paulo

Da Redação

Em 19 de junho de 1973, o motorista brasileiro conheceu um carro de capô longo e traseira curta que, 45 anos depois, é um ícone entre os esportivos nacionais: o Ford Maverick.

Publicidade produzida pela Ford para promover o veículo,
 na década de 1970 | Foto: Divulgação
No sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), constam 7.384 exemplares do modelo registrados no Estado. Destes, 486 têm a cobiçada placa preta, para colecionadores — para isso, é preciso ainda manter boa parte das características originais.

AS 10 CIDADES COM MAIS REGISTROS
1
São Paulo
           2.667
2
Campinas
               322
3
São Bernardo do Campo
               157
4
Santo André
               146
5
Ribeirão Preto
               140
6
São José dos Campos
               111
7
Guarulhos
               104
8
Jundiaí
                 96
9
Piracicaba
                 95
10
Sorocaba
                 94

De início, o carro — lançado pela Ford para concorrer com o Opala, da General Motors — veio em três versões, todas duas-portas — em novembro do mesmo ano, surgiu o modelo quatro-portas. 

Mais em conta delas, a Super custava Cr$ 27.284,00 (cerca de R$ 25 mil, em valores atualizados pelo IPC-Fipe). A Super Luxo, com mais cromados e pneu sem câmara, saía por Cr$ 30,558,00 (aproximadamente R$ 28 mil pelo IPC-Fipe). E a GT, top de linha, que trazia faixas adesivas e um potente motor V8 por Cr$ 39.398,00 (cerca de R$ 36 mil).

Apesar de bem recebido, o Maverick também teve críticas: alto consumo de combustível e pouco espaço no banco traseiro.   

Em 1974, foi lançada inicialmente para competições automobilísticas a versão Quadrijet (nome emprestado de seu novo carburador), que tinha um motor ainda mais potente. Pouco depois, ela também chegou às lojas.

A montadora encerrou a produção do Maverick no Brasil em 1979. No total, foram produzidas 108.106 unidades.

Hoje, o carro atrai admiradores e colecionadores. Em sites especializados, é possível encontrar unidades à venda por valores que ultrapassam R$ 100 mil.

Em tempo, uma curiosidade: o nome Maverick deve voltar às ruas, mas como um utilitário. A nova aposta da Ford ainda não tem data para lançamento.