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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Assédio e abuso sexual no esporte: um mal que assombra os atletas

Por Thaisa Rodbard Mileo 

Depois do caso de Joanna Maranhão, nadadora olímpica brasileira, o Senado Federal aprovou um Projeto de Lei alterando o Código Penal Brasileiro, no qual o prazo para a prescrição dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes começa a contar a partir do momento em que a vítima completar 18 anos, não mais a partir do momento do crime. O Projeto prevê ainda que crimes mais graves como o estupro terão um prazo de 20 anos a partir da maioridade para serem denunciados. O Projeto foi aprovado em 2012 e recebeu o nome de Lei Joanna Maranhão.

Em muitos casos o assediador é alguém que tem autoridade sobre o jovem e, devido a isso, o atleta acaba mantendo-se em silêncio. Somam-se a esse fator a vergonha e o medo da retaliação por parte do assediador ou ainda da entidade onde está treinando e representando a vítima. Fazer a denúncia de um caso de assédio e/ou abuso é algo muito difícil para qualquer pessoa, mas para os meninos/homens é ainda mais complicado, pois vivemos em uma sociedade em que ‘homem não chora’ e ‘sabe se defender sozinho’; ou ainda os garotos denunciam as práticas de assédio e/ou abuso e acabam afastados dos clubes de futebol onde atuam, muitas vezes vendo o seu sonho escorrer pelas mãos.

O apoio que o atleta precisa vem de fora, ou seja, de alguém que não está envolvido com a rede que o cerca dentro do treinamento. Enquanto o atleta não enxergar essa pessoa de confiança que poderá lhe ajudar não irá falar sobre ou denunciar os assédios e/ou abusos sofridos. O esporte reflete as mudanças culturais da população, que de uma forma geral clama por atenção e providências em relação ao assédio e ao abuso. É importante conscientizar os profissionais que trabalham junto com os atletas e lembrar sempre que: assédio sexual é crime!

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), Gláucio Araújo de Oliveira, é responsável por um projeto de prevenção ao assédio moral e sexual no ambiente esportivo, por meio do projeto que envolve a assinatura de termos de cooperação entre o Ministério Público do Trabalho e confederações de esportes diversos, visando gerar ações conjuntas concretas de combate ao assédio a atletas. A iniciativa foi do setor jurídico das confederações brasileiras de ciclismo, ginástica e esportes aquáticos. Inicialmente a ação seria regional, mas o procurador considerou a importância do projeto e o ampliou para o âmbito nacional.

Após os ginastas brasileiros denunciarem os casos de assédio e abuso sofridos, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) implantou em março de 2018 o Canal de Ouvidoria do Conselho de Ética, uma ferramenta para que os atletas, de maneira sigilosa, façam as suas denúncias e estas sejam apuradas e combatidas. Porém, esse canal é destinado apenas às denúncias relacionadas diretamente a pessoas ligadas ao COB. Representantes do COB e da ONU Mulheres discutiram as diretrizes para a elaboração da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual que será implementada futuramente pelo COB.

Lembrem-se: Assédio sexual é crime e deve ser denunciado para evitarmos outros casos no esporte!

*Thaisa Rodbard Mileo é professora nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Santo André será sede dos Jogos Regionais de 2018

Da Redação

Após receber algumas modalidades dos Jogos Abertos do Interior no ano passado, Santo André será agora sede única da 62ª edição dos Jogos Regionais, que acontecem de 4 a 13 de julho. O convênio que oficializa a cidade como anfitriã da competição foi assinado nesta quinta-feira (14) pelo prefeito Paulo Serra e o secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, Cacá Camargo, no Palácio dos Bandeirantes.

Convênio com o a Secretaria de Esportes foi assinado ontem (14) | Foto: Ricardo Trida/PSA
“Assinamos esse convênio e receberemos este importante evento esportivo. O custo para a realização será de R$ 500 mil e virá da parceria entre estado e município. Assim vamos resgatando a tradição do esporte de Santo André, fortalecendo a base e melhorando o desenvolvimento da cidade”, comenta o prefeito Paulo Serra.

O mascote do evento foi batizado de Penacho, referência ao gavião-de-penacho, animal que faz parte da fauna da região de Paranapiacaba. A abertura dos Jogos Regionais acontece em 4 de julho, às 19h, no Ginásio Pedro Dell'Antonia e terá a ilustre presença do campeão mundial de skate e andreense Sandro Dias, o "Mineirinho".
Mascote foi batizado de Penacho | Arte: Divulgação

A disputa entre cidades terá 22 modalidades e será realizada nos diferentes equipamentos esportivos da cidade. Todas as partidas terão entrada gratuita. No próximo dia 25 de junho, às 15h, haverá o congresso técnico geral dos Jogos, quando será confirmado o número exato de cidades participantes e demais detalhes. A expectativa é de que cinco mil atletas passem por Santo André e fiquem hospedados nas mais de 20 escolas disponíveis para alojamento. 

Exposição de fotos 

Para já entrar no clima dos Jogos Regionais em Santo André, os munícipes podem ajudar a contar a história do esporte na cidade. Para isso, será montada a exposição “Mostra Esportiva Andreense – Uma história a ser contada”. A exposição contará com fotos e objetos relacionados ao grande histórico do esporte andreense.

A população poderá enviar fotos, reportagens, vídeos, ou contar uma história envolvendo as equipes da cidade, os equipamentos esportivos ou campeonatos realizados na região. Basta enviar o material para o e-mail esahistoria2018@gmail.com, de 18 a 24 de junho. A ação conta com o apoio do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa e da Pirelli. A exposição será montada em uma sala especial do Ginásio Pedro Dell'Antonia.



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Lei de incentivo ao esporte beneficia mais de 400 entidades

Nesta última terça-feira (21), o governador Geraldo Alckmin entregou os Certificados de Incentivo ao Desporto (CIDs) às entidades que tiveram projetos aprovados, este ano, pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude (SELJ). A medida tem como objetivo fomentar iniciativas que agreguem esportes e ações sociais. Ao todo, foram beneficiadas 428 entidades de 120 municípios paulistas. 

Programa beneficiará entidades de 120 cidades | Foto: Alexandre Moreira 
A Lei Paulista de Incentivo ao Esporte – criada em 2010 - contempla projetos de formação, estrutura, rendimento e competições. Das 676 propostas apresentadas, 284 receberam o CID ontem. 

Na ocasião, o governador reiterou a importância da lei.  “São projetos importantíssimos do ponto de vista social. As entidades irão trabalhar com crianças e jovens em áreas de grande vulnerabilidade. Promove o esporte que educa, afasta das drogas, ensina a disciplina, a ganhar e a perder, constrói melhor a sociedade, promove a saúde”, afirma. 

Os projetos selecionados estão aptos a captar recursos com patrocinadores e parte do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a ser pago pela empresa é canalizado ao projeto. O contribuinte interessado em patrocinar uma ação pode utilizar de 0,01% a 3% do ICMS anual devido ao Estado. Cada entidade pode apresentar três projetos para análise, com limite de captação equivalente a R$ 1.434.218,55 ou 60.901 UFESPS (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo). 

A partir da publicação no Diário Oficial do Estado, os proponentes têm um prazo de 180 dias para arrecadar o montante. Este ano, o limite estipulado pelo Estado é de R$ 59 milhões. Concluído o período de execução do projeto, a entidade deverá prestar contas em 30 dias.  

Alckmin destacou também o investimento já realizado na iniciativa. “Desde o início da Lei de Incentivo ao Esporte já foram investidos 370 milhões no esporte social, com bons projetos esportivos e 10% deles para pessoas com deficiência”.