Mostrando postagens com marcador estrada velha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estrada velha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Adjunta visita Estrada Velha do Mar e anuncia projeto turístico

Da Redação

A secretária adjunta de Turismo do Estado de São Paulo, Bianca Colepicolo, e a assessora técnica da Secretaria, Ana Clemente, estiveram reunidas na última terça-feira (31) com Nilton de Oliveira Peres, Gestor do Caminhos do Mar do Parque Estadual Serra do Mar. O mesmo coordena e cuida da Estrada Velha de Santos e de todos os produtos históricos e ambientais desse produto.

Parque Serra do Mar tem grande potencial turístico | Foto: Divulgação
O histórico Caminho do Mar é uma grande atração do Núcleo Itutinga Pilões. São vários roteiros estruturados a partir da Estrada Velha de Santos, observando a floresta e suas cachoeiras, o Padrão do Lorena e o conjunto de monumentos construídos em 1922 em comemoração ao centenário da Independência do Brasil, todos tombados pelo Condephaat em 1972. Esse roteiro é hoje um potencial produto turístico que promete fazer muito sucesso e contribuir para o desenvolvimento sustentável de toda a região do planalto e litoral sul paulista.

“Pode parecer que estamos atrasados no desenvolvimento deste produto, porém talvez se tivéssemos antes aberto o parque para a exploração turística, não teríamos a consciência ambiental e cultural que temos hoje”, afirma a secretária adjunta de Turismo.  Hoje está sendo feito um projeto executivo para recuperação das construções de 1922 e da Calçada de Lorena, do século XVIII, portanto nosso patrimônio histórico e cultural será mantido e a Fundação Florestal seguirá com o seu arrojado plano de manejo que já reflorestou e mantém a vegetação exuberante, ainda preservando e ampliando a fauna e flora local.

Portanto, temos nas mãos um projeto de turismo sustentável da melhor qualidade em plena região metropolitana, condição que não teríamos antes por falta de consciência. A estratégia da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, além de reforçar a presença desse produto nas saídas do Roda São Paulo, é desenvolver uma ação para que o parque e suas atrações sejam comercializadas pelas principais empresas de turismo de São Paulo. Vale também registrar que esse produto é a menina dos olhos do Governador Márcio França na gestão dos novos roteiros turísticos a serem promovidos pelo estado de São Paulo. O Secretário de Turismo do Estado, Júnior Aprilanti, vê com empolgação a possibilidade de sua pasta gerir ações para ampliar e incrementar essa riqueza cultural e ambiental do estado.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estrada de Ferro Santos-Jundiaí completa 150 anos

Da Redação

No dia 16 de fevereiro de 1867 foi inaugurada a The São Paulo Railway (SPR), primeira estrada de ferro em solo paulista, data que completará 150 anos na quinta-feira da próxima semana. Primeiramente conhecida como Inglesa e, posteriormente, como Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, foi construída com capital britânico por milhares de trabalhadores de diversas nacionalidades e até mesmo por mão de obra escrava.

Ferrovia durante a década 60 | Foto: Divulgação
O consultor e pesquisador ferroviário Rafael Prudente Correa Tassi comenta: “O desafio de estabelecer uma ligação eficiente entre o planalto paulista e a baixada litorânea, atravessando a Serra do Mar em um desnível de 800 metros, foi superado por meio da construção de fantásticas obras onde foram instalados engenhosos dispositivos a vapor em um sistema chamado de Planos Inclinados”.

Para marcar a data, a Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí imprimirá em março uma edição especial da Revista Ferrovia – órgão de divulgação da entidade há mais de 80 anos – dedicada exclusivamente a relatar em detalhes todo o processo de construção e evolução da ferrovia, inclusive com fotos registradas na época.

Impulso ao desenvolvimento

Na avaliação de Rafael, a tecnologia aplicada pelos ingleses permitiu que São Paulo, na época uma simples vila provinciana, se transformasse na maior cidade do País, dinamizando a economia do estado como um todo, impulsionada pela facilidade de deslocamento de mercadorias encontrada na ferrovia, que na época substituiu a tração animal.

Ribeirão Pires faz parte da linha | Foto: Divulgação

“Resolvido o obstáculo natural da Serra do Mar, a ligação férrea entre Santos e Jundiaí motivou a construção de outras ferrovias que, partindo da Inglesa desbravaram o interior paulista levando o progresso. Esta ferrovia travou, desde sua inauguração, polêmicos embates com a sociedade paulista, pois teve o monopólio do acesso dos trens ao Porto de Santos até meados da década de 1930. Os lucros gerados pelos fretes de cargas agrícolas eram tão generosos que os ingleses chegaram ao ponto de construir um segundo sistema de planos inclinados, ao lado do primeiro, que se tornou o maior sistema funicular do mundo”, complementa o consultor.

Futebol e Previdência Social

A rica história desta ferrovia, que inclui assuntos diversos como a chegada do futebol no Brasil e a criação da Previdência Social, em parceria com a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, encerra o ciclo de administração britânica em 1946 com um incêndio na Estação da Luz. Nacionalizada e rebatizada como Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, foi incluída no rol das ferrovias incorporadas à extinta Rede Ferroviária Federal, em 1957.

Em 1984, os serviços de subúrbios foram separados e designados a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) que em 1994 transferiu os ativos para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em um processo de estadualização do transporte metropolitano sobre trilhos. Sob os cuidados da CPTM, parte de sua linha tronco - atualmente dividida em Linha 7 (Rubi) e Linha 10 (Turquesa) - veio a se tornar um dos principais corredores de transporte urbano, imprescindível para o deslocamento diário de milhares de pessoas.

Escoamento da produção paulista

Quanto ao transporte de carga, a tradicional ligação entre Santos e Jundiaí se mantém ativa no deslocamento da produção agrícola e industrial paulista sob a tutela da MRS Logística S/A desde 1996, quando se deu início ao processo de privatização da operação ferroviária no Brasil.

A grande densidade de tráfego e a chancela de ferrovia inglesa mais importante do hemisfério sul não impediram a suspensão dos trens entre São Paulo e Santos, mas parte do rico patrimônio histórico ainda pode ser admirado, inclusive centenárias pontes e túneis do sistema funicular que existem até hoje no meio da mata da Serra do Mar. Atualmente, o tráfego de trens de carga é operado por meio de outra tecnologia, o Sistema Cremalheira, que opera as locomotivas mais potentes do Brasil.