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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Mauá ganha Faculdade de Medicina; inscrições para o processo seletivo estão abertas

Da Redação

O campus da Faculdade de Medicina da Uninove em Mauá já tem data para começar as atividades. As inscrições para o processo seletivo estão abertas no no portal da instituição e vão até 21 de agosto - a taxa é de R$ 90. As aulas estão previstas para terem início a partir de setembro.

Nesta primeira turma serão 50 alunos, que receberão aulas na Rua Alvares Machado, 48, na Vila Bocaina. Desse total, dois alunos receberão bolsas integrais para cursar Medicina na cidade, voltadas para estudantes de baixa renda.

Aulas devem começar em setembro | Foto: Roberto Mourão

A chegada do curso neste semestre faz parte de esforços feitos pelo prefeito de Mauá, Atila Jacomussi, que articulou para que o campus pudesse ser aberto ainda neste ano. A expectativa inicial era de que os cursos fossem oferecidos apenas a partir de 2018. Entre os pedidos feitos especialmente pelo prefeito Atila, estão ainda o de que a universidade fosse instalada em uma área central e o de que os funcionários contratados fossem, em sua maioria, moradores da cidade.

“É uma grande alegria ver esse sonho se tornar realidade. Lutamos muito para que esse acordo fosse fechado e com a qualidade de vida e respeito pelos moradores da cidade. Queremos garantir melhoria de vida e oportunidades iguais para todos. Esse é o nosso compromisso com a população”, diz Atila.

A portaria que autoriza a parceria entre a Prefeitura de Mauá e a Uninove foi publicada quarta-feira (2) no Diário Oficial da União. Segundo o acordo, fechado por meio de parceria pelo Programa Mais Médicos, os alunos terão acesso à rede pública de Saúde do município para estágio já a partir do primeiro semestre de curso.

O edital determina ainda que a instituição de Ensino Superior repasse de 6% do valor arrecadado com as mensalidades dos alunos à Prefeitura. O montante será utilizado para manutenção e zeladoria de equipamentos da Saúde, entre os hospitais, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Os alunos passarão por estágio supervisionado oferecendo serviços a diferentes equipamentos de saúde municipal, de acordo com o semestre cursado. O Hospital Nardini será usado como Hospital Escola, oferecendo mais opções de especialidades e auxiliando assim a melhorar atendimentos e zerar filas de espera que existam atualmente na cidade. As unidades de saúde da cidade e o Programa Saúde da Família também serão atendidas pela parceria.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Congresso médico-universitário ocorre nesta semana

Da Redação

Alunos da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, realizam de 8 a 13 de agosto a 41ª edição do Congresso Médico Universitário do ABC (Comuabc), considerado o maior do gênero no País. O evento tem como objetivo complementar a formação acadêmica e desenvolver a pesquisa científica na graduação.

Para a presidente do 41º Comuabc, a aluna Flávia Yumi Ataka, o congresso reflete o comprometimento dos alunos. “Com 40 anos de história e experiência, o Comuabc tem mostrado, a cada ano, a dedicação e o comprometimento dos alunos da Faculdade de Medicina do ABC com seu objetivo: oferecer uma semana de atividades capaz de promover reflexões que ultrapassem a sala de aula, atualizando seus participantes com o que há de mais recente em pesquisa e atuação médica”, garante.

A edição 2016 do Comuabc terá como “Professora Homenageada” a Davimar Miranda Maciel Borducchi – docente da disciplina de Oncologia e Hematologia. Já o “Presidente de Honra” será o professor titular da FMABC e atual Secretário de Estado da Saúde, David Everson Uip.

Na programação estão palestras com profissionais renomados, cursos teóricos, workshops, painéis e mesas redondas, além da apresentação de trabalhos científicos. Para mais informações acesse www.comuabc.com.br.




quinta-feira, 16 de junho de 2016

‘Projeto Zika’ atenderá gratuitamente crianças com microcefalia e gestantes

Da Redação

Após dois meses de preparativos, com criação de protocolos e fluxos assistenciais, Instituto Neurológico de São Paulo (INESP), Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) e Fundação do ABC (FUABC) estão prontas para iniciar os atendimentos no “Projeto Zika”. Trata-se de iniciativa multiprofissional inédita para atendimento gratuito de crianças com microcefalia e suporte psicológico às mães e gestantes infectadas pelo Zika vírus, com participação de voluntários nas áreas de Neuropediatria, Neurologia, Clínica Médica, Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

O agendamento de consultas já está disponível pelo telefone 4116-9553 (secretária Érica), das 10h às 17h. A triagem ocorrerá no Instituto Neurológico de São Paulo (Rua Maestro Cardim, 808, Bairro Paraiso, São Paulo – próximo ao Metrô Vergueiro). De acordo com o diagnóstico, o seguimento ambulatorial será dividido em consultas no próprio instituto e nos ambulatórios de especialidades da FMABC, em Santo André (Avenida Príncipe de Gales, 821).

Atenção Multiprofissional 

Batizada “Projeto de Atendimento e Assistência - Vírus Zika: a Ética do Cuidar”, a iniciativa surgiu a partir da inquietação da professora de Endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC e neuroendocrinologista do Instituto Neurológico de São Paulo, Dra. Maria Angela Zaccarelli Marino, frente ao número crescente de bebês com microcefalia e ao desespero de mães e de gestantes, que não sabem como lidar com essa situação.
Dra. Maria Marino é a idealizadora do projeto | Foto: divulgação
“A mídia mostrava dia após dia o aumento dos casos de Zika vírus e, consequentemente, de crianças com microcefalia. Por outro lado, o Brasil não está preparado para essa situação e não possui estrutura adequada, multiprofissional, que atenda integralmente as gestantes e as crianças. Por essa razão comecei a conversar com colegas da Faculdade de Medicina do ABC e do Instituto Neurológico de São Paulo, em busca de voluntários dispostos a abrir espaço em suas agendas para participar dessa iniciativa assistencial e de acolhimento às famílias”, recorda Maria Marino.

A adesão dos profissionais foi imediata e o grupo passou a organizar a logística para os atendimentos, assim como protocolos e fluxos assistenciais. Ao todo são 14 voluntários envolvidos no projeto, que receberá mulheres grávidas com confirmação ou suspeita de infecção pelo Zika vírus, assim como crianças com suspeita ou confirmação de microcefalia. “O objetivo principal é prestar atendimento de alta complexidade, auxiliando e apoiando outras instituições, parceiras ou não, com o diagnóstico, notificações e manejo corretos de cada caso”, define Dra. Maria.

Microcefalia 

A microcefalia é uma malformação congênita, que afeta o desenvolvimento e o crescimento normais do cérebro. Como consequência, o tamanho do crânio do feto ou da criança é menor do que o padrão mínimo para a idade.

As principais causas que levam à microcefalia, ou seja, que afetam o desenvolvimento cerebral, ocorrem ainda dentro do útero materno. A rubéola, a toxoplasmose e o citomegalovírus na gestante são os agentes mais conhecidos que podem ocasionar essa malformação no feto e os obstetras sempre pedem exames para detectar tais agentes infecciosos. A doença também pode ocorrer como consequência do abuso de álcool e drogas ou por questões hereditárias, genéticas.

“Infelizmente, hoje o Brasil vive surto de microcefalia. São milhares de casos registrados em todo o país, cuja causa não é nenhuma das mencionadas anteriormente. O principal problema é o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e também o Zika vírus – este último, o grande responsável pelo aumento dos casos de microcefalia”, detalha o professor de Neuropediatria da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, Dr. Rubens Wajnsztejn, um dos grandes parceiros do “Projeto Zika”.

O Zika fica somente de 4 a 5 dias em circulação no organismo, o que dificulta muito a identificação do vírus. Além disso, muitas dessas infecções apresentam sintomas pequenos e passageiros ou até mesmo nenhum sintoma, fazendo com que a gestante nem sequer suspeite de que foi infectada. Quando ocorrem sintomas perceptíveis, os principais são febre baixa, náusea, dores de cabeça, de garganta, nas articulações e pelo corpo, manchas e lesões na pele. Em alguns casos pode ocorrer conjuntivite.

“As microcefalias não são iguais e são vários os níveis de comprometimento cerebral. Se a infecção da gestante pelo Zika ocorrer no primeiro trimestre da gravidez, a microcefalia será mais grave. Se ocorrer no segundo trimestre, também pode haver um atraso no desenvolvimento do cérebro da criança, porém, um atraso não tão importante quanto no início da gestação”, explica Dr. Rubens .

O tratamento das crianças varia caso a caso e baseia-se na estimulação para o desenvolvimento, com supervisão médica constante e através do apoio de áreas como a fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, entre outras.