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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Bolsonaro é eleito com 57,7 milhões de votos

Da Redação com ABr

Neste último domingo (28), segundo turno das eleições, Jair Bolsonaro (PSL) obteve 55,13% dos votos válidos, conquistando 57.796.986 votos. Fernando Haddad (PT) teve 44,87% dos votos, o equivalente a 47.038.963 votos.

Ao lado da esposa, Bolsonaro votou no Rio de Janeiro | Foto: Reuters/Ricardo Moraes
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, anunciou, por volta das 20h10, que Jair Bolsonaro estava matematicamente eleito novo presidente do Brasil. Segundo a ministra, o resultado da eleição foi definido às 19h18, com 94,44% das urnas apuradas.
A diferença entre os dois candidatos foi superior a 10,7 milhões de votos.

As abstenções somaram 21,3% (31,3 milhões de votos). Votos brancos foram 2,14% (2,4 milhões de votos) e nulos, 7,43% (8,6 milhões de votos).

Terceira menor vitória
Com esse resultado, Bolsonaro teve a terceira menor vitória no segundo turno desde a redemocratização. Ele venceu com vantagens maiores apenas que a de Fernando Collor de Mello, em 1989 (53,03%), e da reeleição de Dilma Rousseff, em 2014 (51,64%).

Em relação ao primeiro turno, o opositor Fernando Haddad (PT) cresceu mais que Bolsonaro. O petista ganhou 15.696.741 de votos do primeiro para o segundo turno, passando de 29,28% para 44,86%. Bolsonaro conquistou 8.519.962 de votos adicionais, saindo de 46,03% para 55,13%.

O índice de Haddad, entretanto, foi menor do que o de Dilma (55% em 2010 e 51% em 2014) e Lula (61% nas duas eleições de 2002 e 2005), que venceram as eleições em segundo turno. O PT perdeu cerca de 7 milhões de votos em relação à disputa do último segundo turno presidencial, em 2014.



sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ciro Gomes afirma que governará para os “mais pobres e aos trabalhadores”


Da Redação

Nesta quinta-feira (19), as centrais sindicais apresentaram ao pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, a "Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora", documento com 22 medidas fundamentais para o desenvolvimento do País. A entrega foi realizada durante o congresso sindical do partido, em Brasília.
Foto: Divulgação


As propostas estão sendo apresentadas a todos os pré-candidatos ao Palácio do Planalto. "Esse documento é um consenso entre as centrais sindicais. Quando a gente olha o Brasil e pensa no País que queremos, nós pontuamos essas medidas que deveriam, sob nossa ótica, ser contempladas no exercício de um governo", explica o presidente da CSB, Antonio Neto.

Neto pediu que Ciro Gomes recebesse a agenda prioritária porque o documento ajudará muito "na relação com o movimento sindical, nas relações de trabalho com sindicatos, trabalhadores, federações, confederações, porque é um legado de Getúlio Vargas", argumentou o dirigente da CSB.

Como resposta, o pré-candidato disse que recebeu o texto "como uma contribuição absolutamente grave, importante e central para a postulação à Presidência do Brasil". "Esse governo que eu liderar servirá aos mais pobres e aos trabalhadores", declara.

As centrais pontuaram "propostas para uma agenda socioeconômica de transformação, orientada pelo combate a todas formas de desigualdade, pela promoção do emprego de qualidade, pela liberdade, democracia, soberania nacional e justiça social".

A proposta frisa a necessidade de programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, como a criação de frentes de trabalho como medida emergencial, com atenção especial para os jovens.

Além disso, o documento propõe a retomada de obras de infraestrutura e planejamento de políticas de amparo aos desempregados, como aumento das parcelas do seguro-desemprego, vale-transporte para o desempregado, vale-gás, subsídio de energia elétrica, entre outros.

O texto também propõe a revogação "de todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Lei 13.467 (reforma trabalhista) e da Lei 13.429 (terceirização), que precarizam os contratos e condições de trabalho, na perspectiva da construção de um novo estatuto".