sexta-feira, 18 de julho de 2014

Os BRICS e os jornais vira-latas brasileiros

Não é à toa que os vetustos jornalões brasileiros perdem carradas de leitores todos os dias. Eles jogam contra o País. O leitor, que não é bobo nem ignorante, já percebeu que a prática do jornalismo honesto não se encontra mais em várias redações pelo Brasil afora.
Reproduzimos a seguir mais uma lúcida análise do comportamento de alguns jornais a respeito da criação do banco dos BRICS.



Picuinhas, mesquinharias e má-fé


Por Luciano Martins Costa em 17/07/2014 na edição 807 do Observatório da Imprensa.
Na primeira página do Estado de S. Paulo, a principal notícia de Política desta quinta-feira (17/7) afirma que, de olho na eleição deste ano, a campanha da presidente Dilma Rousseff vai adotar temas de seus principais adversários, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Na Folha de S. Paulo, a principal chamada de Política na primeira página anuncia que Aécio Neves pretende “aprimorar” os programas sociais criados pelos governos do Partido dos Trabalhadores.

Como na canção popular, “detalhes tão pequenos” e outros mais gritantes fazem a rotina da manipulação de informações que caracteriza o noticiário da imprensa hegemônica. No caso em questão, o Estado faz uma inversão de valores tão escandalosa que autoriza a desconfiar que seus editores perderam completamente o respeito pelo leitor.








Tanto o Estado como a Folha e o Globo noticiam que o candidato do PSDB pretende adotar e “melhorar” o programa Mais Médicos, lançado no ano passado pelo governo federal sob críticas de entidades representativas dos profissionais de saúde, que chegaram a fazer manifestações de protesto nas grandes cidades contra a vinda de médicos estrangeiros.

Como é de conhecimento geral, o então senador Aécio Neves e outros líderes de seu partido condenaram o projeto. Nesta quinta-feira (17/7), ele recebeu o apoio da Associação Médica Brasileira.

Ora, não é preciso ser o gênio da estratégia em política para perceber que, em qualquer disputa eleitoral, quem está na liderança tende a ser copiado, naquilo que dá certo, pelos que tentam subir na escala das preferências.

Pode parecer mera picuinha observar essas mesquinharias da cobertura jornalística, mas o fato é que, obcecados em derrubar do poder o grupo que vence as eleições presidenciais deste 2002, os principais meios de comunicação do País têm se especializado exatamente nisso: picuinhas e mesquinharias.

A mesma vira-latice

Observe-se, por exemplo, a cobertura dos jornais genéricos de circulação nacional sobre a reunião dos líderes de países emergentes e o movimento de aproximação com a América Latina, patrocinado pelo governo brasileiro. Usando a Copa do Mundo como oportunidade para reunir dirigentes dos países que formam o bloco conhecido como Brics, a presidente da República protagoniza um evento importante na busca do equilíbrio entre as forças econômicas e políticas do planeta.

Em qualquer outro país, esse seria o tom predominante no noticiário sobre a 6ª Cúpula dos Brics, encerrada nesta quinta-feira. Aliás, esse é o tom geral da mídia internacional, desde a agência americana Bloomberg até chinesa Xinhua, ou Nova China.

Entre as principais decisões anunciadas, certamente a criação de um banco a ser compartilhado entre os países do bloco é a mais relevante, porque representa mais autonomia econômica para o conjunto de nações emergentes, que passará a contar com uma fonte de financiamento independente das instituições dominadas pelos Estados Unidos e a Europa.

O evento marca outros acontecimentos importantes, como a aproximação entre Rússia, Índia, China e África do Sul e os latino-americanos liderados pelo Brasil, bem como contribui para aliviar as tensões geopolíticas ao proporcionar uma janela de oportunidade para os russos, cercados de sanções por parte de americanos e europeus em função da crise na Ucrânia.

Em qualquer outro país, a imprensa estaria propondo um debate interno sobre esse evento, que pode afetar o desenrolar das relações internacionais.

Mas o que fazem os jornais brasileiros?

Os editores dos diários de circulação nacional parecem ter trocado figurinhas e, nas edições da quinta-feira (17/7), as manchetes eram exatamente iguais:

** “Brasil cede e Índia vai presidir banco dos Brics”, dizia o Estado de S. Paulo.

** “Brasil cede presidência, e banco dos Brics é criado”, anunciava a Folha.

** “Brasil cede, e Índia presidirá banco dos Brics”, afirmava o Globo.

Ora, o Brasil não cedeu coisa alguma, não abaixou a cabeça, como insinuam os jornais – a criação do Banco dos Brics havia sido proposta pela Índia desde a 4ª Cúpula, realizada em Nova Delhi em 2012, quando se convencionou que o país proponente teria a presidência executiva pelos primeiros cinco anos.

O cargo mais relevante na fase de implantação da instituição é a presidência do conselho, e essa função caberá ao Brasil.

O resto é a velha vira-latice da imprensa nacional.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

Publicado processo de sonegação por parte da Globo

O blogue de Miguel do Rosário, o Cafezinho, acaba de publicar, na íntegra, o processo contra as Organizações Globo  no qual é apontada sonegação na ordem de R$ 615 milhões.


Lembrando que o montante envolvido no Mensalão foi de R$ 55 milhões e do Trensalão paulista de R$ 577 milhões.

Veja tudo em www.ocafezinho.com

Regulação da mídia e das comunicações no México: o que você não vê na Globo.

Por Carlos A. B. Balladas
O Parlamento mexicano aprovou uma nova lei dos meios de comunicação. Ela quebra monopólios e oligopólios, e faz parte de um movimento nascido na Inglaterra, que se alastra pela América e pelo mundo com o objetivo de reduzir a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos grupos empresariais.

No Brasil este assunto patina numa piso azeitado pelo poder de meia de famílias que detém mais 70% da audiência da TV e rádio em solo tupiniquim e pelo nosso Congresso no qual mais de 80% dos parlamentares são donos, ou padrinhos, de rádios e tvs em suas regiões. 
Entre os pontos positivos da lei aprovada no México destaca-se o fortalecimento do órgão de regulação do setor, a maior proteção dada aos direitos do consumidor, o compartilhamento da infraestrutura entre as empresas de telecomunicações e a criação de uma empresa pública de radiodifusão e da figura do defensor da audiência, que terá a incumbência de ouvir as queixas da população e cobrar resoluções dos problemas junto ao poder público.
No setor de Telecomunicações

Fim da cobrança por terminações de chamadas de longa distância fixa e por celular a partir de 1º de janeiro de 2015.
Custos de interconexão serão eliminados, estabelecendo-se o modelo bill & keep até que haja equilíbrio entre as empresas na ordem de 40/60.
O IFT, órgão regulador de telecomunicações do México, ganha importância. Definirá índices de qualidade e poderá aplicar sanções em caso de descumprimento de normas de competição. Também será responsável por ceder as concessões e definir, periodicamente, quais são as empresas preponderantes.
A Profeco, espécie de Procon federal mexicano, regulará e aplicará sanções em caso de abusos sobre o consumidor. A Segob, algo como secretaria-geral da presidência da República, fica encarregada de observar e sancionar deslizes na produção audiovisual, especialmente dos canais públicos. A classificação etária dos programas de TV, porém, será feita pelo IFT.
As multas do IFT sobre as empresas de telecom serão de de 2% a 10% do faturamento da companhia, de acordo com a ocorrência. O bloqueio de acesso a internet a um usuário, se não justificado, pode resultar em multa de 1% a 4%, por exemplo. O descumprimento de resoluções tarifárias pode render multa de 2% a 6%.
Validade de um ano para o crédito e consulta gratuita de saldo no celular pré-pago.
Empresas deverão atender aos pedidos de portabilidade numérica em até 24 horas, gratuitamente.
Haverá contrapartida aos consumidores prejudicados por perda de sinal ou serviço com qualidade abaixo do contratado.
Todos os aparelhos celulares vendidos no país deverão ser desbloqueados.
As empresas consideradas preponderantes deverão ceder, gratuitamente, sua infraestrutura para uso das concorrentes. No caso, Telmex, Telnor, Telcel e América Móvil (todas de Carlos Slim) em telecomunicações, e Televisa em radiodifusão.
O bloqueio de conteúdos da internet, presente no documento enviado inicialmente ao Congresso, foi retirado no Congresso após acusações de que quebraria a neutralidade da rede.
Guarda de logs: as empresas deverão guardar, por dois anos, metadados de acesso e registros das comunicações dos usuários.Autoridades poderão solicitar a localização de usuário sem necessidade de ordem judicial.
O sistema analógico de televisão para de funcionar em 31 de dezembro de 2015.
No setor de rádio e tv 
Emissoras poderão usar multiprogramação.
Emissoras com cobertura de 50% do território deverão transmitir programas com closed caption e língua de sinais em até três anos. A partir da sanção da lei, os noticiários de maior audiência do país terão que ter os recursos de acessibilidade.
Grupos estrangeiros poderão investir nas empresas locais de radiodifusão. Segundo analistas locais, os investimentos poderão alcançar US$ 30 bilhões.
Serão leiloadas duas novas cadeias de TV digital, que vão usar, inicialmente, a infraestrutura da Televisa.
Emissoras de rádio poderão veicular no máximo 24 minutos de publicidade por hora. As de TV, 11 minutos.
Estrangeiros poderão ter 100% do capital de empresa de telefonia fixa. No setor móvel, isso já é permitido.
Empresas deverão criar e divulgar um código de ética que obedeça a parâmetros estabelecidos pelo IFT. A audiência para ter direitos, como o de ter acesso a conteúdos que respeitem os direitos humanos, clara distinção entre conteúdo e publicidade, e entre informação e opinião. O texto também veta qualquer tipo de censura prévia e assegura liberdade de expressão e editorial.
As emissoras deverão criar a figura do defensor da audiência, que deverá responder às queixas do público em até 20 dias.
Criação de uma empresa pública de radiodifusão, com foco em produções audiovisuais independentes e produção de notícias. A empresa será gerida por um conselho com integrantes do governo e da sociedade.
Os canais públicos serão mantidos principalmente pelo governo, com inserções publicitárias de no máximo cindo segundos.
Rádios e TVs comunitárias ou indígenas poderão vender espaço publicitário a órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, que poderão dotar no máximos 1% do orçamento de comunicação social para estes veículos.
A lei também reserva espectros AM e FM para rádios comunitárias e indígena.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Deputada estadual Ana do Carmo investe em projetos sociais

Foto: Divulgação
Por Vivian Silva 

A deputada estadual Ana do Carmo (foto), 59 anos, está no seu terceiro mandato. Entre as iniciativas dela, durante este período de vida pública, está a emenda parlamentar destinada ao projeto Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC) desenvolvido pela ONG Sociedade do Sol. Atualmente, os aquecedores estão em fase de implantação em São Bernardo do Campo, por meio de uma parceria com a Secretaria da Educação. 

O aquecedor permite uma redução média de 45% na conta de energia elétrica, de acordo com o presidente da ONG Sociedade do Sol, Gustavo Cherubina, 45 anos. O ASBC é instalado na parte externa da caixa d’água, o que permite o aquecimento da água que vai para o chuveiro, por exemplo. O equipamento tem um custo que varia de R$ 450 a R$ 650. 

“O ASBC ou aquecedor solar popular é uma tecnologia social e ecológica, que significa que ele não é vendido, nós ensinamos as pessoas a construírem este equipamento”, conta o presidente. Segundo ele, o curso para aprender a montar o equipamento dura apenas um dia. 

De acordo com Ana, alunos do Movimento de Alfabetização (MOVA) e do programa Mulheres Pedreiras foram voluntários no projeto de capacitação, para instalação dos aquecedores em regiões carentes de São Bernardo do Campo. 

Para a deputada, conhecer a ONG, composta por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), foi gratificante. “É um projeto muito bonito, de cunho social impressionante. Quem já tem o aquecedor em casa consegue diminuir bastante o consumo de energia elétrica, gerando, por tabela, uma ‘renda’ que pode ser utilizada em outro gasto do lar”, comenta.

Alimentos Orgânicos

A produção de alimentos orgânicos também é uma das preocupações de Ana do Carmo. No ano passado, foi criada na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa dos Alimentos Orgânicos e da Agroecologia.

“Essa frente é suprapartidária e já conseguiu frutos importantes, que é o caso de emendas que foram colocadas no orçamento do Estado voltadas exclusivamente para esse setor”, conta a deputada. Para a parlamentar, o cuidado com a alimentação reflete diretamente na saúde, com a prevenção de doenças. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.


Ailton Lima inicia campanha a federal no interior paulista

Por Montero Netto 

Lima visitará mais de 60 cidades durante campanha eleitoral .
 Foto: Divulgação
O vereador de Santo André, Ailton Lima (SDD), candidato a deputado federal, começou sua campanha com o pé na estrada. No inicio desta semana, Lima percorreu cerca de 2 mil quilômetros passando por cidades como Mogi Guaçu, Ourinhos, Presidente Venceslau, Ibitinga, Jaú, entre outros. O candidato a uma cadeira na Câmara Federal, em Brasília, garante ter base em mais de 40 municípios, além da região do ABC que terá um grande esforço de campanha nos meses de agosto e setembro. 

Lima acredita que sua atuação na Câmara de Santo André é o cartão de visitas ideal para conquistar os votos dos eleitores das regiões que programou trabalhar. Entre suas propostas estão a luta pelo fim do fator previdenciário; o sepultamento do PL 122; a defesa dos valores familiares; e o combate a carga tributária que prejudica o setor produtivo do País.

Jornal Ponto Final - Como foi estruturada sua campanha?
Aílton Lima – Tenho buscado apoio de entidades de classe, sindicatos, associações, autoridades eclesiásticas de diversas igrejas e denominações, percorrendo inúmeras cidades do interior do estado de São Paulo divulgando nossas ideias. Não tenho problema em mostrar nossa cara, levando ao conhecimento de todos nosso trabalho na Câmara de Santo André, que se vê no meu crescimento nas eleições de 2004, 2008 e 2012, mostrando que aqui já fui testado e aprovado.

JPF – Quais são os principais projetos que você pretende apresentar em Brasília caso seja eleito?
AL – Tão importante quanto apresentar projetos e saber quais são as iniciativas que estão em tramitação e precisam de uma ação concreta para ser aprovado ou não. É o caso do PL 122 que precisa ser sepultado definitivamente e trabalharei por isso, com força e ações concretas. Existem muitos projetos que temos que tirar das gavetas, que estão parados, e podem gerar bem estar social para o Brasil. Vou defender os valores familiares e o setor produtivo do País. Tenho uma pequena empresa do setor gráfico e a alta carga de tributos que incidem sobre a produção tem destruído os empresários. Temos que lutar contra isso.

JPF – Quais outras demandas você abordará em um possível mandato?
AL – É muito importante defender a questão da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Há também a luta pelo fim do Fator Previdenciário que tem prejudicado muito a classe trabalhadora deste País, bem como trabalhar buscando a recuperação dos vencimentos dos aposentados e pensionistas, que a cada dia veem seus rendimentos caírem cada vez mais.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.

142 bilhões dispersos por todo o Brasil. Chegam os números da Copa.


Os dados positivos relativos à Copa do Mundo no Brasil são divulgados a todo instante.
Deve-se, sempre, em nome do bom jornalismo, conferir a origem das informações.
A  Fipe, instituição ligada à USP, não pode ser questionada de parcial ou de produzir dados alterados.
Reproduzimos a seguir o texto publicado num no portal Pragmatismopolitico que nos oferece números sobre os efeitos positivos da realização de um evento da dimensão da Copa do Mundo no Brasil.


Copa do Mundo no Brasil injetou R$ 142 bilhões na economia
Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Os dados são da Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP
Um dos saldos da Copa do Mundo no Brasil é o valor de R$ 142 bilhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo é espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços.
A Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, apontou que, dos R$ 9,7 bilhões gerados durante a Copa das Confederações, 51% se difundiram por todo o pais, enquanto 49% ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio. Já o Mundial tem potencial de retorno mais de três vezes maior.
Mais de 3,6 milhões de pessoas estão circulando pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.
Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Esses são exemplos de fatores essenciais para que o Brasil possa seguir mantendo as menores taxas de desemprego de sua história.


sábado, 12 de julho de 2014

Covas não serve de exemplo


Por Carlos A.B. Balladas


A vice-prefeita andreense, Oswana Fameli, filiada ao PRP (Partido Republicano Progressista) encontra-se numa posição incomoda, causada pelos desatinos da estrutura politica e processo eleitoral instaurados em solo tupiniquim. O seu partido apoia Eduardo Campos e Geraldo Alckmin, respectivamente concorrentes aos cargos de presidente da República e governador do estado de São Paulo.

Como integrante de um governo encabeçado pelo PT, Oswana se vê constrangida em seguir seus pares do PRP no estado e no País. Aproveitando-se da situação, Paulinho Serra, líder do PSD na cidade, tenta arrastá-la para as hostes deste partido que já se transformou num clone do PMDB na forma e conteúdo. 



Oswana, Salles e Paulinho. Fotos extraídas das respectivas páginas do Facebook

Paulinho Serra, alçado a comandar a mais poderosa secretaria do governo Carlos Grana, a qual recebe um grande número de demandas emanadas dos gabinetes da Câmara de Vereadores, já conta com a simpatia de muitos edis para ocupar o cargo ocupada por Oswana hoje, numa eventual reeleição de Carlos Grana.

O PSD de Paulinho, em nível estadual, também embarcou em candidatura não alinhada ao PT, a de Paulo Skaf do PMDB, tal qual Raimundo Salles, presidente do PDT andreense, agremiação que perdeu expressão na cidade depois da desfiliação de Cicero Firmino, o Martinha, e de mais 120 sindicalistas por ele liderados. Todos eles migraram para o PT. Salles é um dos coordenadores da campanha de Skaf. 

Moral e eticamente correto seria estes secretários de Grana pedirem licença dos cargos que ocupam durante o período eleitoral. Um dos poucos, se não o único, que presenciamos a licenciar-se de seu mandato para fazer campanha foi o então governador Mário Covas, em 1998.