terça-feira, 13 de junho de 2017

Governo estadual e ABC terão cadastro unificado de auxílio-moradia

Da Redação

O secretário estadual da Habitação, Rodrigo Garcia esteve no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC na última quarta-feira (7) e anunciou que o ABC terá um cadastro unificado de auxílio-moradia com o governo do estado. A região será a primeira do estado a ter a plataforma unificada das famílias beneficiadas. 

Anúncio foi feito na última quarta-feira (7) na sede do Consórcio Intermunicipal | Foto: Divulgação

“Pela primeira vez, vamos fazer a leitura das pessoas cadastradas integradamente, para que a gente evite esse esforço diário de não ter duplicidade e passe a ter uma plataforma eletrônica. Queremos ter um cadastro unificado. Então, se você entrar no sistema com alguém que já está cadastrado, ele não vai aceitar. É um sistema novo para melhorar o trabalho de todos”, comenta o secretário. 

O sistema mostrará todos os passos e datas do beneficiário, como quando começou a receber o benefício, quantas parcelas já foram pagas, se continua ativo ou não e por quais motivos, por exemplo. Atualmente, existem 2.472 famílias beneficiadas com o auxílio moradia custeado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) nas sete cidades. Desse total, 408 estão em São Bernardo, 166 em Diadema, sete em Ribeirão Pires, 285 em Mauá e 1.606 em Santo André.



segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tatuagem em jovem será retirada em faculdade de medicina

A disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, em parceria com a Secretaria de Saúde de São Bernardo, assumirá o caso do adolescente R.R.S, que teve uma tatuagem feita na testa contra a própria vontade. O serviço de Laserterapia da FMABC agendará consulta inicial com o rapaz, a partir da qual será possível definir o tratamento mais adequado, o tipo de laser e o número de sessões para remoção da tatuagem. Todo o tratamento será feito sem custos para a família.

Foto: Reprodução


Segundo o dermatologista e chefe do setor de Laserterapia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Simão Cohen, a remoção completa de uma tatuagem requer, em média, de 8 a 10 sessões de laser, feitas a cada 30 dias. “O clareamento da tatuagem é lento e gradativo. Apesar de termos hoje tecnologia e equipamentos de ponta, existem tatuagens impossíveis de serem removidas 100%, mas não são a maioria. Normalmente o resultado é bastante satisfatório”, explica.

As tatuagens coloridas apresentam maior resistência à remoção. Pigmentos escuros (pretos) e azuis são os mais fáceis de serem removidos. Os verdes são levemente resistentes e os vermelhos resistentes. Já a pigmentação amarela é a mais difícil de ser removida. Em pessoas com pigmentação de pele mais escura (negros e mulatos) é possível que a área tratada clareie com a aplicação do laser na tatuagem, mas na maioria das vezes é um estágio transitório e, com o tempo, a pele volta à sua pigmentação normal.

Prefeitura de São Bernardo do Campo
A Prefeitura de São Bernardo anunciou nesta segunda-feira (12/06) que, por meio de parceria com a Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, vai disponibilizar todo o procedimento médico e cirúrgico ao adolescente. A Administração confirmou que entrou em contato com a mãe do menor (Vânia Aparecida Rocha), se colocando à disposição para todo o suporte. O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, fez pessoalmente interlocução com a mãe, reforçando o amparo, que consiste em viabilizar assistência social também para o caso.

A Prefeitura ressaltou que o adolescente realizou tratamento no Caps (Centro de Atenção de Psicossocial) até o mês de setembro do ano passado. A instituição procurou o adolescente diversas vezes para retomar o tratamento, porém não teve sucesso.

No período em que o menor frequentou a unidade, foi acompanhado por uma equipe multiprofissional composta por médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, educadores físicos e monitores de oficina.


Em nota, a Administração salientou que a postura adotada se justifica por trabalhar com uma política contra a qualquer tipo de violência.

sábado, 10 de junho de 2017

Fraudador de Bilhete Único é preso na capital

A Polícia Civil prendeu um homem que controlava um esquema de fraude na venda de créditos do Bilhete Único, nesta sexta-feira (9), na zona sul de São Paulo. A detenção é resultado de apurações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).




O criminoso – um ajudante de 25 anos – comandava o esquema dentro de um bar, na Avenida Yervant Kissajikian, na Vila Joaniza. No local, havia um computador com equipamento para transferência de créditos e uma impressora para comprovantes de pagamento.

Com placas falsas de terminal autorizado para recargas, o estabelecimento foi cercado para a prisão do ajudante por estelionato. Em uma análise do computador, policiais verificaram o carregamento fraudulento de R$ 8.979,57 e apreenderam um Bilhete Único com R$ 335,60.

Responsável pelo inquérito, o delegado Newton Fugita afimou que “esse é um dinheiro que não entra no sistema público e acaba prejudicando o usuário” do transporte coletivo. Ele é titular da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deic.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Semasa lança aplicativo para celular

Por Vitor Lima

O Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) lançou o hoje (9) um aplicativo para tablets e smartphones. O objetivo da ferramenta, intitulada Semasa Mobile, é facilitar a solução de problemas dos munícipes relacionados à autarquia. 

Por enquanto, o aplicativo está disponível apenas para aparelhos do sistema Android. O órgão esclarece que está trabalhando para disponibilizar a plataforma também para o sistema iOS, o que deve ocorrer em “curto prazo”.
Ferramenta já está disponível para download | Imagem: Reprodução

A ferramenta, criada pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) do próprio Semasa, permite a emissão de 2ª via de contas, consulta da situação do abastecimento, dos dias da coleta de lixo, dos endereços das estações de coleta, dentre outra funcionalidades. Para usufruir do aplicativo basta instalá-lo no aparelho e preencher um simples cadastro com o número do CPF e o número da conta de saneamento. 

Durante entrevista na sede da entidade, o prefeito de Santo André, Paulo Serra, comentou que a ação foi norteada pela intenção do governo de modernizar a gestão da cidade. “É o primeiro passo para a gestão que a gente quer, que é a cidade inteligente, pleo conceito de smart city”, disse. O prefeito também manifestou a intenção de ampliar a quantidade de serviços e informações disponíveis na plataforma. 

Solicitação de serviços de zeladoria urbana, como podas de árvores, tapa-buracos e limpeza, devem ser contemplados na criação de um futuro aplicativo. “Queremos dar boas ferramentas e fazer com que elas funcionem”, afirma. 

Uma possível mudança na gestão do Semasa também foi comentada pelo prefeito. Serra voltou a afirmar que mudanças estruturais no órgão só serão definidas após a elucidação da dívida da autarquia com a Sabesp (a entidade andreense tem uma dívida milionária com a Sabesp; porém, os dois lados divergem quanto ao valor e a discussão segue no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no qual a Prefeitura entrou com uma ação, ainda na antiga gestão do prefeito Carlos Grana). 

Contudo, o prefeito não esconde a intenção fazer ajustes na estrutura do órgão: “A intenção do governo é criar um modelo de gestão da água que seja viável economicamente”, defende.



Cachorro sintético chega ao Brasil

O curso de medicina veterinária da Faculdade das Américas (FAM) é o primeiro no Brasil a utilizar modelo canino sintético para aulas de anatomia, fornecido com exclusividade pela empresa brasileira Csanmek, especializada em sistemas e soluções para o mercado educacional. A aquisição segue a tendência mundial de eliminar o sacrifício e o uso de animais em salas de aula.


Chamado de Syndaver Canine, o cachorro sintético será utilizado para simulações cirúrgicas e treinamentos de habilidades. O modelo é desenvolvido com textura e densidade similares às estruturas anatômicas reais e contém todos os sistemas e órgãos do corpo canino, permitindo a realização de cirurgias, dissecações, entubações e demais procedimentos veterinários.

O cachorro sintético integra o sistema multidisciplinar da FAM para o ensino da veterinária e será utilizado junto com a Plataforma 3D de simulações de anatomia, desenvolvida pela Csanmek. O equipamento funciona como uma mesa que exibe modelos tridimensionais altamente detalhados e anatomicamente corretos de todos os sistemas do corpo canino, que permite aos alunos realizar dissecações virtuais e ter acesso a locais que dificilmente teriam em um cadáver real.

O simulador 3D utilizado na FAM possui ainda uma ferramenta de integração entre hospitais e salas de aula e oferece aos alunos a possibilidade de estudar casos clínicos e exames reais de animais, pois permite que os professores convertam tomografias e ressonâncias magnéticas em 3D, com acesso total e irrestrito a anatomia real.

“Todos os anos, milhares de animais são sacrificados para o ensino. Essa tecnologia foi desenvolvida para reduzir esses números e modificar esse cenário, pois o simulador cirúrgico permite que os alunos utilizem um modelo realístico com todos os sistemas e órgãos na mesma coloração e densidade do real”, comenta Claudio Santana, fundador da Csanmek Tecnologia.

“Apesar de ser um equipamento para educação, a plataforma 3D também é utilizada por médicos e profissionais da saúde no dia a dia, para melhorar o aprendizado e compreensão das estruturas anatômicas reais e modeladas, e, junto com o Syndaver Canine, formou-se o cenário ideal", conclui Santana.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Muito a se fazer!

Por Maria Cristina Pache Pechtoll, feminista, mestra em Administração e especialista em Políticas Públicas, Justiça e Autonomia das Mulheres

O patriarcalismo e o racismo estão presentes no cotidiano de todos(as) os(as) brasileiros(as): nas relações familiares, profissionais, acadêmicas e instituições, provocam violência e são dimensões que acirram a atual estrutura desigual, seja ela simbólica ou explícita, mas não menos perversa, da sociedade brasileira.

O conceito de interseccionalidade “trata especificamente da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, a interseccionalidade trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento” (Crenshaw, 2002, p. 177).

O Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, estudo do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada de 2015 nos fornece dados essenciais para entender as causas das desigualdades que afetam a população negra do Brasil, mas em especial as Mulheres Negras. 

No Brasil a população negra é de 54%, de acordo com a autoclassificação das pessoas, somadas as classificações de cor preta e parda (IBGE). A desigualdade entre a população branca e negra é escandalosa. Vejamos: proporção de extremamente pobres: brancos 1,6%, negros 3,6%; pobres: brancos 2,0%, negros 5,3%; vulneráveis à pobreza: brancos 42,7%, negros 61,1%. Dados desagregados por gênero: Mulheres extremamente pobres: brancas 1,6%, Negras 3.7%; pobres: brancas 2,0%, negras 5,5%; vulneráveis à pobreza: brancas 42,0%, negras 62%. As mulheres negras estão em maior número na pobreza, configurando a base da pirâmide da desigualdade socioeconômica.

Ao analisarmos os arranjos familiares, contata-se que em 40% dos domicílios as mulheres são as pessoas de referência, como chefes de família, sendo que em 66% das famílias as mulheres não têm cônjuges e têm filhos/as, encontrando-se, muitas vezes, em maior risco de vulnerabilidade social, já que a renda média das mulheres, especialmente a das mulheres negras, continua bastante inferior não só à dos homens, como à das mulheres brancas. Rendimento Médio Mensal no Trabalho Principal da População Ocupada de 16 anos ou mais de idade, Homem branco: R$ 2.509,7, Mulher branca: R$ 1.765 (70% da renda do homem branco), Homem negro: R$ 1434,13 (57% da renda do homem branco), Mulher negra: R$ 1.027(48 41% da renda do homem branco).

Os avanços educacionais são importantes: média de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais de idade: mulher branca 9,1 anos de estudo; homem branco 8,9 anos; mulher negra 7,7 anos; homem negro 7,2 anos. No entanto, a existência de fortes segmentações no mercado de trabalho diminui significativamente o retorno do investimento em educação para as mulheres. A desigualdade fica mais grave quando se relaciona a renda com os anos de estudos, pois mesmo tendo mais tempo de escolaridade as mulheres, em especial as negras, ganham menos que os homens. Outro dado alarmante é quanto ao analfabetismo, do total de mulheres analfabetas 70% são negras.

Mais um indicador que escancara o machismo e o racismo é a taxa de desocupação. Essa é uma dificuldade maior para as mulheres que para os homens. Em 2015, a taxa de desocupação feminina era de 11,6% – enquanto a dos homens foi de 7,8%. No caso das mulheres negras, a proporção chegou a 13,3% (a dos homens negros, 8,5%). 

A qualidade dos empregos também demonstra as opressões e benefícios, as mulheres negras apresentam maior participação em ocupações com baixo prestígio e menor remuneração, o que fica nítido no caso dos empregos domésticos que é a ocupação de 18% das mulheres negras e de 10% das mulheres brancas no Brasil em 2015. Com respeito a carteira assinada, também pode ser encontrada a desvantagem das negras em relação às brancas, apesar de constituírem o maior grupo entre as domésticas, 29,3% das trabalhadoras negras tinham carteira assinada em 2015, comparadas a 32,5% das brancas.

Sobre o tema de Mulheres Negras e a violência no Brasil, os dados continuam escandalosos. Além da violência doméstica e familiar, o racismo é outro fator preponderante para colocar a vida das mulheres em risco no Brasil. Alguns índices que demonstram que as mulheres negras são a maioria das vítimas:

- 58,86% das mulheres vítimas de violência doméstica são negras (Balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher/2015;
- 53,6% das vítimas de mortalidade materna (SIM/Ministério da Saúde/2015);
- 65,9% das vítimas de violência obstétrica (Cadernos de Saúde Pública 30/2014/Fiocruz);
- Duas vezes mais chantes de serem assassinadas que as brancas (Taxa de homicídios por agressão: 3,2/100 mil entre brancas e 7,2 entre negras – Diagnóstico dos homicídios no Brasil. Ministério da Justiça/2015).
- Entre 2003 e 2013, houve uma queda de 9,8% no total de homicídios de mulheres brancas, enquanto os homicídios de negras aumentaram 54,2% (Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil – Flacso, OPAS-OMS, ONU Mulheres, SPM/2015);
- 56,8% das vítimas de estupros registrados no Estado do Rio de Janeiro em 2014. (Dossiê Mulher RJ – ISP/2015).

Na Saúde a desigualdade provocada pela interseccionalidade gênero/raça/classe não é diferente. O número de mortes maternas provocadas por intercorrências vem diminuindo entre as mulheres brancas e aumentando entre as negras. De 2000 para 2012 as mortes por hemorragia entre mulheres brancas caíram de 141 casos por 100 mil partos para 93 casos. Entre mulheres negras aumentou de 190 para 202 (Dados da Secretaria de Política para as Mulheres).

Com este pequeno panorama das lacunas vistas pela ótica da interseccionalidade, pode-se concluir que o desenvolvimento sustentável de um país só é possível quando se conhece as causas reais dos problemas de sua população e a partir da análise dos processos que contribuem para a desigualdade se desenvolvem políticas públicas efetivas. Para isso não se pode prescindir da perspectiva de gênero, raça e classe, de forma transversal, para ressignificar as políticas públicas, perpassando todas as áreas de atuação como educação, saúde, trabalho e renda, habitação, desde sua formulação até os mecanismos de avaliação.



Denúncias ambientais podem ser feitas pelo celular

O aplicativo (app) para smartphone ou tablet Denúncia Ambiente, da Secretaria do Meio Ambiente, permite encaminhar, consultar e acompanhar denúncias de ações contra a natureza. O app pode ser baixado gratuitamente na App Store e no Google Play.

A denúncia pode ser anônima ou identificada | Foto: Marcelo S. Camargo/A2img
Com o aplicativo é possível informar a ocorrência de crimes ambientais relacionados à fauna, vegetação, água, solo, ruído, ar e fogo, tais como:

- desmatamento/corte;
- extração, transporte e industrialização clandestina de palmito;
- caça de animais silvestres;
- fumaça, fuligem, poeira e odor de origem industrial;
- fumaça preta (veículos a diesel);
- descarte de resíduos sólidos e líquidos de origem industrial em rios ou no solo;
- aterro sanitário/lixão;
- descarte irregular de entulhos;
- excesso de ruído por mineração ou de origem industrial.

O canal permite, inclusive, a anexação de fotos, vídeos e áudios. A denúncia pode ser anônima ou identificada. Quem optar por se identificar o órgão garante o sigilo pessoal e ainda poderá acompanhar o andamento da denúncia em tempo real.