quarta-feira, 20 de julho de 2016

Curso sobre Gênero na Escola tem inscrições abertas

Da Redação


Começaram na última sexta-feira (15) as inscrições para professores interessados no curso de aperfeiçoamento sobre Gênero e Diversidade na Escola. O curso segue até dezembro em formato EaD (Educação à Distância), com  quatro encontros presenciais.  As inscrições terminam em 15 de agosto.

 A atividade abordará os temas diversidades, relações de gênero, sexualidade e orientação sexual, além de relações étnicos raciais. Segundo a secretária de Política para Mulheres de Santo André, Silmara Conchão, a escola é um espaço privilegiado de transformação social e de enfrentamento à violência  de gênero, racial e lgbtfóbica,  e os professores e professoras, bem como a comunidade escolar possuem um papel muito importante nessas mudanças, perpetuando o respeito às diferenças.

“O objetivo principal do curso é sensibilizar as pessoas para o conhecimento atualizado acerca dessas temáticas e suas ligações com o combate aos preconceitos e à garantia de direitos básicos de crianças, adolescentes e jovens, sobretudo no que diz respeito ao direito à educação de qualidade”, acrescentou a professora Andrea Paula dos Santos, coordenadora do curso. 

Para fazer as inscrições, clique aqui.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Poupatempo comemora meio bilhão de atendimentos

Da Redação

O governador Geraldo Alckmin fez uma visita surpresa ao Poupatempo Sé, na manhã desta terça-feira (19) para fazer o atendimento número 500 milhões do Programa Poupatempo. O total de cidadãos atendidos desde o início do Programa, em 1997, inclui as 71 unidades do Poupatempo espalhadas por todas as regiões administrativas do Estado. 

O governador chegou à Sé às 8h30 e seguiu pela entrada dos funcionários para a área de atendimento do Instituto de Identificação (IIRGD). Lá, sentou-se no lugar de um dos colaboradores do Poupatempo e aguardou a chegada do próximo cidadão chamado pela senha: a copeira e artesã Ana Maria Nunes, de 55 anos, moradora da Cohab Educandário, no Jardim Raposo Tavares. 

“Fiquei tremendo de surpresa, mas ele me explicou que veio comemorar o sucesso do Poupatempo”, disse a cidadã, que é natural de Cristais (MG) e mora em São Paulo há 36 anos. Ela compareceu ao Poupatempo para renovar o RG que tirou no ano 2000. Acompanhada pelo neto de 15 anos, estudante da 2ª série do ensino médio, Ana Maria agradeceu o governador pelo certificado que recebeu comprovando que ela é a cidadã número 500 milhões do Poupatempo. 

Alckmin recebeu explicações dos funcionários sobre o sistema de coleta digital de imagem, assinatura eletrônica e impressões digitais (coleta biométrica), que está sendo implantado em todas as unidades do Poupatempo. A nova tecnologia elimina a necessidade de fotos 3x4 e aumenta a segurança e a eficiência do sistema de identificação de São Paulo. 

O governador atendeu também o cidadão Hiroaki Kawaguchi, de 49 anos, morador da Vila Clementino, que precisava renovar o RG tirado quando ele tinha apenas 12 anos. “Na minha identidade a minha foto é de criança, do tempo em que a gente tirava o RG na delegacia”, contou Kawaguchi. Ele lembrou que na época o RG podia demorar até três meses para ficar pronto, e hoje o Poupatempo entrega em no máximo cindo dias. 

Durante a visita, Alckmin lembrou que esteve na inauguração do Poupatempo Sé, quando era vice-governador na gestão Mario Covas. Na época, o governo de São Paulo resolveu criar o maior programa de desburocratização da história do Brasil, reunindo em um só espaço todos os serviços públicos. A ideia é a de que o cidadão possa resolver todas as questões relacionadas à emissão ou renovação de documentos em um mesmo local. 

De acordo com Alckmin, o Poupatempo está entrando agora em uma nova fase em que a ênfase será nos serviços eletrônicos. “Estamos usando todas as tecnologias disponíveis para levar o Poupatempo às pessoas pela internet e até por aplicativos de celular”, disse. 

Ele destacou que foram abertas 37 unidades nos últimos dois anos, e que o posto número 72 será aberto nos próximos dias em Tupã. “Pelo celular já dá para saber exatamente o que é preciso para cada documento, dá para fazer o agendamento e ser atendido no dia e hora que o cidadão escolher, sem perda de tempo”.



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Caixa financiará imóvel de até R$ 3 milhões

Com informação da Agência Reuters.

A Caixa Econômica Federal vai elevar o teto do valor de imóveis financiáveis pelo banco, o percentual de financiamento para imóveis de valores maiores e facilitar condições para construtoras, num esforço para acelerar os desembolsos no segundo semestre, disse um executivo do banco.

Uma das principais medidas do pacote, previsto para ser anunciado na próxima segunda-feira, é dobrar para R$ 3 milhões o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo banco, de acordo com o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza.



Além disso, segundo ele, a Caixa elevará a cota de financiamento no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), usado para imóveis de valor superior a R$ 750 mil, de 70% para 80% nos imóveis novos, e de 60% para 70% no caso de usados.

O banco também está reabrindo e expandindo uma linha que permite a transferência de financiamento imobiliário que tenha sido contratado com outros bancos. Com isso, mutuários poderão transferir para a Caixa até 70% do empréstimo que tenha tomado com outras instituições financeiras. O limite hoje é de 50%.

Aprovação de propostas
Outras medidas para pessoas físicas incluem elevar o nível de aprovação das propostas pelo banco, hoje em torno de 80%, além de uma intensa campanha de divulgação.

"No segundo semestre temos que fazer muito mais", disse Souza em entrevista à Reuters.

No ano até junho, a Caixa, maior financiador imobiliário do país, concedeu menos de R$ 39 bilhões, de um orçamento para o ano hoje em cerca de R$ 93 bilhões.

O esforço para fazer o setor, um dos que mais refletem a forte recessão no país, voltar a ganhar tração inclui também flexibilização de parâmetros para concessão de recursos às construtoras.

Uma das iniciativas nesse sentido é a reabertura do chamado Plano Empresário (PEC), mecanismo simplificado de financiamento que tinha sido suspenso por causa do aumento da inadimplência e do grande volume de renegociações.

Além de ser reaberta, a linha terá o prazo de amortização estendido de 6 para 12 meses, com carência de 6 meses.

Tentativa de reversão
O foco da Caixa em imóveis para famílias de renda mais alta visa a reverter a tendência de forte contração, provocada em parte pelo escasseamento de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de recursos de financiamento imobiliário do país.

A caderneta de poupança, que lastreia o SBPE, teve saída líquida de R$ 42,6 bilhões no primeiro semestre, pior resultado para o período da série histórica iniciada em 1995, segundo o Banco Central.

Segundo número mais recente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamento do SBPE para compra de imóveis somou R$ 10,9 bilhões de janeiro a março, queda de 54,6% ante igual período de 2015.

Com isso, a Caixa ficou mais rigorosa nas novas concessões, exigindo valor de entrada maior ou mais garantias dos tomadores.

Desemprego e inflação
O movimento casou com a queda na demanda por empréstimos, devido à combinação de desemprego ascendente e inflação alta, que têm pressionado a renda das famílias.

No caso da Caixa, um dos reflexos desse cenário foi a queda de cerca de 6% no volume de concessões nos seus feirões da casa própria, 14 eventos regionais que o banco faz todo ano, para R$ 10,3 bilhões.

No entanto, o banco conseguiu outras fontes de recursos, incluindo FGTS, emissão de letras financeiras e liberação de depósitos compulsórios.

"Fomos atrás e conseguimos recursos que estavam faltando", disse Souza. "Agora temos dinheiro sobrando", afirmou.

Além das medidas para famílias de classes de média e alta rendas, a Caixa está voltando a acelerar contratações no âmbito do programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida.

Na sexta-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o governo federal pretende contratar de 300 mil a 400 mil unidades das faixas 2 e 3 do programa até dezembro.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

“Não vamos sair do pé do governador”, afirma Paulo Serra

Por Eduardo Kaze

Eleito, em 2004, o mais jovem vereador andreense, Paulo Serra, seguiu como parlamentar na Câmara até 2012. Em 2013, assumiu o cargo de secretário de Obras e Serviços Públicos no governo de Carlos Grana (PT), atual prefeito. Deixou o cargo em 2015, sob a justificativa de “seguir novos caminhos”.
Paulinho Serra, como é conhecido na cidade, fora eleito pela primeira vez pelo PFL, depois migrando para o PSDB. Quando viu o seu projeto de candidatura à Prefeitura ruir, pois os tucanos andreenses optaram por indicar um vice na chapa de Aidan Ravin, Serra foi acolhido pelo recém criado PSD.
De volta ao PSDB, Serra conseguiu viabilizar sua indicação como pré-candidato à Prefeitura de Santo André.
Em entrevista concedida ao Ponto Final, assinalou ainda a necessidade de aprimorar a mobilidade urbana no município com ênfase em obras do governo do Estado.

Serra deseja conselho de funcionários no Semasa | Foto: Eduardo Kaze

Ponto Final: Quais os principais problemas de Santo André na atualidade?
Paulo Serra: O principal problema é a capacidade de investimento da cidade em serviços públicos de qualidade. Vivemos hoje uma crise orçamentária e financeira, que é a crise mais grave da história de Santo André, por conta de uma década de um modelo de gestão que não funcionou. Nos últimos dez anos a cidade perdeu seu protagonismo econômico, não só na região, mas no Estado de São Paulo. Fomos perdendo investimentos e arrecadação e, ao mesmo tempo, a máquina pública foi sendo "inchada". Essa equação, de uma arrecadação menor, menor atividade econômica, versus um gasto público de pior qualidade e acima do que é arrecadado, gerou uma crise hoje que faz nossa capacidade de investimento ser próxima de zero, para não dizer negativa. Então, falar de qualquer outra área, como Saúde, Segurança ou Educação, sem falar de recuperação econômica é conversa de político, em minha opinião. Não faz sentido. Quem quer fazer uma gestão séria tem que ter o compromisso com a recuperação financeira de Santo André. Nossos estudos e minha experiência de oito anos de vereador, somadas aos dois anos e meio como secretário (de Obras e Mobilidade Urbana), me mostram isso muito claramente. Por isso, temos a convicção de que dá para fazer algo novo, mudando o modelo de gestão, mas também de que é um grande desafio. Temos que, à partir do primeiro dia, equalizar melhor o dinheiro, reduzindo as despesas, e ao mesmo tempo voltar a "plantar", ou seja, gerar emprego e renda. E isso é um resultado de médio prazo. As últimas gestões só "colheram". O último que "plantou", na questão do desenvolvimento econômico, foi o Celso Daniel. Desde que ele se foi, todos só "colheram" e, com essa prática, a "árvore" seca.

Partindo para as áreas, temos Segurança e Saúde. Duas questões primordiais. Tenho andado a cidade toda e ouvido a população, pois não acredito mais na política que o político fala, acredito que a administração deve ouvir primeiro as pessoas. Elas mostraram isso nas manifestações (julho de 2013): elas querem ser ouvidas. Portanto, estamos andando pelos quatro cantos da cidade, mas não para falar, mas para ouvir e dizer que temos um projeto e a convicção de que é possível melhorar a cidade, a qualidade de vida e a qualidade do serviço público. isso tem dado certo. As pessoas estão percebendo que, primeiro, há uma saída. Elas andavam muito sem esperança, e a mensagem que levamos é de esperança. As pessoas estão percebendo, também, que a participação, a escolha que elas fazem, muda a realidade delas. A última eleição presidencial foi muito traumática em Santo André. A cidade percebeu, rapidamente, que a vida piorou com a escolha que o País fez, e é neste sentido que digo que as pessoas hoje querem ser ouvidas.

E é neste momento que Saúde e Segurança aparecem muito presentemente. Na Saúde temos um problema que vai além do sistema público, atingindo o sistema como um todo. Os hospitais particulares, de referência, em Santo André, também têm uma fila de espera grande. Numa média, o ABC, somando público e particular, tem menos leitos do que deveria, mas é claro que na saúde pública a queda na qualidade do atendimento é mais presente. É necessário modernizar a gestão da Saúde. Não é possível fazer milagre, mas dá para melhorar.

E temos a segurança! Tenho disto o seguinte: eu como Prefeito, serei o secretário de Segurança. Quero dizer com isso que é o prefeito quem deve cuidar da cidade. E o que é "ser o secretário": é criar uma força-tarefa, criar uma sala de operações não somente de monitoramente, mas em conjunto com as policias civil, militar, guarda municipal. Equipar a guarda civil municipal, fazer o mapa do crime da cidade, voltar com as rondas e dar estrutura para elas. Ou seja, não é só investimento. É necessário melhorar o investimento, mas é mais gestão do que investimento. Infelizmente, as últimas gestões preferiram apenas transferir a responsabilidade. É muito fácil culpar o Estado, mas ninguém mora no "Estado", as pessoas moram na cidade. Então, pretendemos encarar a questão da Segurança com muita austeridade.

PF: Como essas demandas serão encaminhadas dentro do seu plano de governo? Existem planos para cortes de cargos comissionados e redução de secretarias para buscar esse equilíbrio de contas citados pelo senhor?
PS: O que se discutiu nos últimos quinze anos de gestão pública giram em torno de dois modelos: o Estado mínimo ou o Estado máximo. O PT defende o modelo de Estado "inchado", aparelhado, que é o Estado máximo, comandando todas as ações e dominando até a economia e a sociedade. E muito se discutiu, entre os liberais, o Estado que não tem quase nenhuma capacidade de ação, aquele estado enxuto ao máximo. Eu acredito num modelo no meio, intermediário: nem o mínimo, nem o máximo. Acho que o Estado tem que fazer parcerias com a sociedade civil, sim, mas tem que enxugar. Trabalhamos com um índice de 40% de redução, tanto de comissionados, quanto de secretarias. Não a extinção, mas a junção. As secretarias têm que ser funcionais, o número pouco importa, o conceito é o importante. É claro que vamos ter que cortar, pois não vejo, por exemplo, Esporte, Cultura e Lazer separados; Inclusão Social e Habitação. Se essas áreas, no dia a dia, na prática, já têm integração, por que não estarem no mesmo lugar? E isso representa uma redução de custos, sim! Mas, além dessa redução, o mais importante é o serviço público ser efetivo; dar resultado. A pessoas querem alguém que resolva os problemas do dia a dia. Por exemplo, o Semasa: para as pessoas pouco importa o modelo, se é autarquia, se é Sabesp. O que as pessoas querem é água na torneira. E hoje não tem. Aí se diz: é autarquia, que maravilhoso modelo, mas não está indo água para a torneira das pessoas que pagam a conta. Então a questão administrativa, o conceito de gestão pública, tem que ser pensado para ser funcional, para melhorar a vida das pessoas, e isso foi esquecido em Santo André. Os últimos dez anos mostraram que o serviço público teve uma grande decadência, e a água é uma referência emblemática. Lembro-me de quando o Semasa tinha selo de qualidade ISO 9001 e veja hoje: não tem bairro na cidade que não falte água, desde às chamadas periferias até bairros classe A, B. Falta água em todo lugar.

PF: Em relação ao Semasa, qual seria a solução proposta pelo senhor?
PS Pretendo criar um conselho permanente, com os funcionários do Semasa, para negociar com a Sabesp. Esse conselho tem que discutir a situação do Semasa. O que não dá é para ficar o serviço do jeito que está. É possível equalizar essa divida mesmo com o modelo atual. E se equalizar essa divida e o serviço voltar a ter qualidade, é uma saída. Se com o modelo atual não tiver saída, vamos pensar em outro. Mas quero um conselho com membros da própria autarquia. Seus funcionários devem ser ouvidos, pois eles conhecem, mas o que não dá é para a gente abrir mão da qualidade do serviço. Pretendo criar esse conselho no primeiro dia de governo.

PF: Durante sua atuação na Secretaria de Obras e Mobilidade Urbana ventilou-se que havia estudos de "origem e destino" dos usuários de transporte público na cidade. Como isso é tratado em seu plano de governo?
PS: Esse projeto não teve, infelizmente, continuidade depois que saí. O PT tomou conta e teve uma forma de trabalhar que não é a minha. Respeito, mas discordo. E não foi dado continuidade, principalmente, à revisão dos itinerários, que ao meu ver é fundamental. Temos grandes desafios em matéria de mobilidade urbana: a Linha 18 do Metrô precisa chegar, e vamos pressionar o governador, não vamos sair do pé do governador para que essa linha tenha as obras iniciadas. Há também a Estação Pirelli, que pode absorver até 40% dos usuários da CPTM que vem da região da Vila Luzita, e que não precisarão ir até o Centro para pegar o trem, poderão pegá-lo no fim do Corredor Guarará. Então criamos um eixo na Lauro Gomes, outro no fim da Vila Luzita, na Capitão Mário de Toledo, melhorando muito a questão da mobilidade no Centro. Aí, feito isso, faremos a revisão dos itinerários, que são da década de 1990, e hoje a cidade mudou, temos o Bilhete Único, implantado por nós, e que permite a integração em qualquer ponto da cidade, permitindo uma revolução nos itinerários no sentido de atender os equipamentos que mais atraem usuários. Quando os itinerários de Santo André foram traçados, não tinha o Hospital Mário Covas, nem o Hospital da Mulher, o Poupatempo, os shoppings, existem outros equipamentos, mas só esses já atraem milhares de pessoas. A cidade mudou e os ônibus continuam iguais. A revisão dos itinerários é preponderante, além das obras estruturais do governo do Estado que citei, e repito: não é o fato de ser do PSDB que vai me impedir de cobrar, vamos cobrar governador, sim, pois ele precisa dar atenção para Santo André.

PF: Há atualmente um debate em relação às ciclovias e ciclofaixas da cidade. O que você tem a dizer sobre essas críticas?PS: As pessoas confundem ciclofaixa de lazer e as ciclovias. O munícipe tem o direito de confundir, quem não tem é o gestor público, e vejo muitos candidatos falando bobagem, sem se informar. A ciclofaixa é lazer, não é permanente, não é fixa, não é modelo de transporte, e nossas ciclofaixas de lazer tem 98% de aprovação dos usuários. É um equipamento que atende as necessidades e sou favorável ao modelo implantado. Precisa ajustar porque causa trânsito em horários específicos, sim, tem que ser o melhor possível, talvez reduzir um pouco o período e acabar meio-dia... tudo isso pode ser debatido. Mas é um equipamento que não pode terminar. As famílias usam e muitos bairros têm poucas opções de lazer e as ciclofaixas se tornou uma opção de lazer. As ciclovias, por sua vez, eu mesmo, quando era secretário, fui à campo, nos bicicletários da cidade, e vi a necessidade delas. Existem mais de 700 pessoas que usam a bicicleta para irem até a estação de trens para ir trabalhar. Eu vi, ninguém me contou. Fizemos o cadastro destas pessoas, tanto no bicicletário municipal, quanto no da CPTM, na Estação Celso Daniel. O que não dá, é para admitir um aumento tão grande no custo, de um ano para o outro. Quando eu estava lá, era um custo, e foi feito a outro custo. É necessário entender a razão deste custo. Não estou acusando, mas precisamos entender como chegou a esse valor. E tem a questão das calçadas. Eu jamais admitiria uma ciclovia em calçada que não desse opção aos pedestres. Sou à favor da compartilhada, mas o problema que vejo é não ter dado opção, ter ocupado a calçada inteira. Mas que existe a necessidade de ligação entre o Parque do Pedroso, a Vila Luzita e a Estação da CPTM, enquanto a Estação Pirelli não ficar pronta, existe. E temos que pensar numa solução barata, criativa, funcional, que melhore a vida das pessoas. Não podemos acabar com as ciclovias, é necessário pensar na cidade que queremos, e eu quero uma cidade mais humana, para as pessoas, que não seja dominada pelos carros e dê alternativa de transporte para pessoas de menor renda; e a bicicleta é uma alternativa barata.

PF: Na sua percepção, como o ambiente político, estadual e nacional, influenciará nas eleições municipais?
PS: Vai influenciar muito. Todas as manifestações criaram um espírito crítico muito forte nas pessoas, e isso é positivo. As pessoas perceberam que a escolha delas faz diferença e, nas eleições municipais, faz mais diferença ainda, pois a cidade é o quintal da nossa casa, e as eleições municipais influenciam nossa vida cotidiana. É fácil perceber se a cidade está bonita ou feia, e hoje está feia; se as crianças têm merenda ou não, uniforme ou não... Percebe-se muito rápido. Portanto, acho que esse ambiente trará uma influência positiva, no sentido de tornar os eleitores mais críticos e mais exigentes.

PF: Como seu partido vai se comportar em relação às alianças com outros partidos?
PS: Temos aliança com o PV, PHS, PRTB e o PTB, que é inclusive partido de nosso pré-candidato à vice, que é o vereador Luiz Zacarias.


Os 7 pecados de Franklin Martins

Por Renata Mielle no blog Janela Sobre a Palavra 
(publicado originalmente em julho de 2014) 

Começou a campanha e a cobertura dos bastidores e ti-ti-tis das candidaturas já tem seu lugar de honra na mídia. E, neste quesito, os holofotes estão todos direcionados para o que acontece no comando da candidatura que a mídia quer, a tudo custo, derrotar: a de Dilma Rousseff.

A afirmação pode soar estranha aos que teimam em acreditar que a imprensa é neutra e busca apenas noticiar os fatos com imparcialidade. Então vamos lá: sim a mídia tem candidato e tem adversário. Na sua cobertura, busca explorar os lados positivos do primeiro e desestabilizar no que for possível o segundo.


Entre muitos, um dos aspectos que fazem a mídia odiar Dilma Rousseff é o fato de o seu partido e setores de esquerda defenderem a necessidade de haver mecanismos democráticos e republicanos de regulação dos meios de comunicação, mesmo que a candidata não abrace esta bandeira. Ainda assim, é melhor enfraquecer e isolar os que defendem esta proposta dentro da campanha. Daí as notícias nos últimos dias dando conta de rusgas no comando envolvendo o ex-ministro da Secom do governo Lula, Franklin Martins, por causa de um post nas redes sociais da campanha criticando a CBF. Será que é isso mesmo, ou será que a mídia quer criar uma crise para isolar o jornalista por outros "pecados cometidos". Aposto na segunda hipótese.

1º pecado capital – deixou de defender a “corporação”O jornalista Franklin Martins deixou a algum tempo de ser chamado como “coleguinha” nos círculos de sua categoria profissional. Afinal, ele cometeu um pecado capital, imperdoável: mudou de lado, ou pelo menos os ex-colegas e principalmente os patrões de seus ex-colegas pensam assim.

Quando foi convidado para fazer parte do governo do ex-presidente Lula, Franklin Martins era um jornalista com larga passagem pelos principais veículos de comunicação do Brasil (Globo, Band, Revista Época). No início, seus colegas pensaram que a indicação fazia parte do “acordo tácito” com o governo de não mexer na pauta da Comunicação e manter os privilégios milionários dos veículos privados no recebimento das verbas publicitárias do governo.

O problema é que, em certa altura do campeonato, parte do governo percebeu que era preciso avançar no debate sobre a Comunicação. E um aliado fundamental neste sentido foi exatamente o ministro Franklin Martins. O jornalista cruzava uma linha que o colocaria como inimigo número 1 das corporações privadas de mídia no Brasil.

2º pecado capital – criar a TV Brasil
Reinando única e faceira no país, a comunicação privada constituiu um monopólio sem paralelos internacionais na produção e difusão da notícia. No Brasil não há campo público de comunicação expressivo. Por décadas, ele se resumiu às emissoras educativas nos estados, via de regra sob o comando político do governo de plantão.

Tal cenário é claramente uma distorção e um atentado contra as diretrizes constitucionais que determinam a existência, na radiodifusão, de espaços para a comunicação pública, privada e estatal.

Assim, Franklin Martins foi um dos pivôs da criação da Empresa Brasil de Comunicação – EBC, que seria a gestora de um campo público de comunicação que reuniria rádios públicas e uma TV pública de alcance nacional: a TV Brasil. Nem precisa dizer o quanto isso desagradou os empresários de mídia, que abominam qualquer possibilidade de “concorrência” econômica (mesmo que neste caso seja mínima) e principalmente de quebra do monopólio da informação, receosos de terem, enfim, alguém que faça o contraponto àquilo que eles dizem.

3º pecado capital – ampliar a distribuição de verbas publicitárias
Não chegou a ser uma revolução as mudanças feitas para ampliar o número de veículos que teriam acesso aos recursos das verbas publicitárias do governo, mas mesmo assim ela doeu fundo no bolso das grandes corporações de mídia.

Imagina que de 2003 a 2010 a Secom aumentou em 1.522% o número de órgãos de imprensa que recebiam receita publicitária do governo federal. Eram 499 em 2003 e, no final do mandato de Lula, ou seja, sob a gestão de Franklin Martins, já eram mais de 8.000. Isso sem que tenha se elevado substancialmente o montante de recursos destinados para este fim. O tamanho do bolo era quase o mesmo, mas o número de fatias cresceu, diminuindo o pedaço que os grandes abocanhavam.

4º pecado capital – realizar a 1ª Confecom
Imperdoável. A ojeriza da mídia – porta voz e bastião da elite econômica e conservadora – aos mecanismos de participação social na gestão pública, mesmo que estes sejam de escuta de demandas, foi elevada à décima potência quando se teve a notícia de que o governo iria mesmo realizar uma conferência nacional para discutir o que, na visão deles, deve ser indiscutível: Comunicação.

Mesmo tendo sido convidados para participar desde o início, inclusive como organizadores com presença decisiva em posição de definir critérios e rumos da Confecom, eles resolveram boicotar a iniciativa “bolchevique” e que representava um perigo para a “liberdade de imprensa e de expressão”, como assinalaram diversas vezes.

5º pecado capital – defender um novo marco regulatório para as comunicações

Depois da Confecom, Franklin Martins passou a defender com maior veemência a necessidade de o país discutir um novo marco legal para as comunicações, para modernizar a legislação existente e torná-la compatível com um cenário de convergência tecnológica. O então ministro da Secom montou um grupo para estudar e elaborar, a partir das resoluções da Confecom, um anteprojeto de novo marco regulatório. Foi bombardeado pela mídia e taxado de tentativa desesperada do governo para censurar a imprensa.

6º pecado capital – abrir espaço para a mídia alternativa e blogs
Todas as iniciativas anteriores, de certa forma, indicavam um postura da Secretaria de Comunicação da Presidência da República mais aberta ao relacionamento com pequenos jornais e revistas - classificados como alternativos -, seja por não estarem no mesmo espectro político dos grandes meios, ou simplesmente por serem pequenos, o que irritava profundamente os grandes, claro.

Mas pecado imperdoável mesmo foi o Palácio do Planalto passar a reconhecer como interlocutores da comunicação os blogs. Essa foi a gota que transbordou o copo. O presidente Lula participou do Encontro de Blogueiros Progressistas e pior, recebeu os “sujinhos” para uma entrevista coletiva exclusiva, o que despertou a ira dos veículos que então detinham essa exclusividade.

7º pecado capital – Franklin continua vivo e influenciando o governo
Depois de muito bombardeio, o governo Dilma, quando assumiu, afastou Franklin do seu staff de ministros. A medida foi uma sinalização para a mídia, uma forma de dizer: - olha, eu não vou mexer nisso aqui não. Mas eis que o fantasma da regulação e de Franklin Martins continuou rondando Brasília e se materializou definitivamente no gabinete da presidenta durante a crise das Jornadas de Junho. Ele foi um dos autores daquele discurso de Dilma em cadeia nacional, que retomou uma postura mais ofensiva, deixando de estar na retaguarda para assumir a iniciativa política. Não à toa, desde então, Franklin Martins ocupa um espaço importante no comando da campanha para a reeleição.

Recentemente, Dilma Rousseff anunciou que iria incorporar no seu programa de governo itens referentes à regulação econômica dos meios de comunicação. Alvoroço nas hordas inimigas. Mesmo que a mídia esteja apostando todas as suas fichas na derrota da candidata à reeleição, é melhor não abrir brecha e tirar isso daí desde já. Afinal, vai que....

E a pressão resultou, mais uma vez, vitoriosa. Aos 45 minutos do segundo tempo, a campanha retirou o tema do programa que foi registrado. Agora, é preciso isolar e neutralizar aquele que representa a possibilidade de esta proposta retornar e evitar que Franklin Martins possa cometer o oitavo e derradeiro pecado capital: voltar com força num próximo governo para enfrentar esta agenda fundamental para o país, mas terrível para os que querem manter tudo como está: democratizar os meios de comunicação.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Google homenageia o Ponto Final

Nesta quinta-feira (13), o Ponto Final, o primeiro jornal gratuito de grande tiragem do interior paulista, celebra 19 anos. O Google também se lembrou do aniversário, conforme imagem abaixo.
Ao acessar as páginas dos nossos blog por meio do link do Gmail, a mensagem de parabéns é apresentada.
A publicação semanal tem como missão levar informações úteis aos leitores, de maneira clara e compacta. 



Com o slogan: “Este o povo lê”, nas páginas do impresso o leitor encontra as notícias mais relevantes sobre diversos temas como, por exemplo, cidades, cultura, emprego, saúde, política e economia. Além disso, o conteúdo publicado fica disponível na internet (http://pfinal.com.br), na versão online do jornal.



Centro de Línguas recebe inscrições para cursos gratuitos de língua estrangeira

Da Redação

Alunos da rede estadual de ensino de São Paulo, interessados em aprender um novo idioma, já podem se matricular nas turmas do 2º semestre dos Centros de Estudo de Línguas (CEL). São seis os idiomas - alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês – ministrados gratuitamente em mais de 200 unidades espalhadas por todo estado.

Os estudantes contam com aulas dinâmicas que combinam três noções fundamentais para o aprendizado de uma segunda língua: conversação, gramática e leitura. Testes individuais e em grupo são aplicados para avaliar o desempenho dos alunos.

Durante o curso é comum surgirem oportunidades para conhecer uma nova cultura. É o caso dos intercâmbios internacionais, que dão aos jovens a possibilidade de aprender mais sobre a arte, os costumes e a culinária de outro país.

O cronograma do CEL é dividido em semestres e totaliza 3 anos de atividades (ou 80 aulas). A exceção é o curso de inglês, que tem duração de um ano (ou 160 aulas).


Para fazer a inscrição, basta comparecer em uma unidade de ensino com um documento de identificação. Se o aluno for menor de idade, a orientação é que o cadastro seja feito junto dos pais ou responsáveis. Para mais informações sobre os cursos clique aqui.