*Por Paulo Dimas Mascaretti
A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) surgiu na segunda metade do século 20 e revolucionou a forma como as pessoas se comunicam. O tempo de produção e entrega da informação no formato analógico era lento; na era digital a comunicação se tornou instantânea. As quatro telas (cinema, televisão, computador e celular) potencializaram a disseminação dos conteúdos. A internet e as inovações tecnológicas eliminaram as barreiras geográficas e contribuíram para conectar as pessoas em diferentes países, em qualquer parte do mundo.
Se por um lado, a TIC possibilitou avanços significativos na área da comunicação moderna, em contrapartida a falsa impressão de anonimato na internet ainda possibilita a prática de crimes virtuais. O aliciamento na web para o tráfico de pessoas é um desses crimes que atentam contra o princípio da dignidade humana.
Recentemente, a Secretaria da Justiça e Cidadania recebeu um evento para debater formas de enfrentar o problema. Um grupo de estudantes da Fatec de Americana, com a parceria da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), apresentou o resultado de um experimento que testou a vulnerabilidade dos jovens em relação a possível atuação dos aliciadores. Os alunos criaram um site fake, que anunciava vagas de emprego com boa remuneração no exterior.
Em apenas 11 dias, o site recebeu 82 inscrições, sendo a maior procura para vagas de jogador de futebol e oportunidades para trabalhar em navios cruzeiros. Desse total, 70% das inscrições foram feitas por mulheres e 30% por homens; 60% dos inscritos declararam ter renda familiar de até 2 salários mínimos e 38% até 4 salários.
O experimento demonstrou a facilidade com que os aliciadores virtuais conseguem os dados das vítimas e como as falsas promessas chamam a atenção dos jovens. Os pais precisam estar atentos aos conteúdos que os filhos acessam, o monitoramento doméstico deve ser constante, não se trata de alarmismo.
Estatísticas globais apontam dados significativos em relação ao tráfico de pessoas para trabalho em condição análoga à de escravo, exploração sexual, doação ilegal, remoção de órgãos, entre outros. O Relatório Anual do Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado Americano, divulgado em junho, aponta que aproximadamente 25 milhões de pessoas no mundo perderam sua liberdade vítimas de traficantes. Número superior à população de Minas Gerais que é de 21 milhões de habitantes.
Em 2018, o Disque 100 do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu 159 denúncias de tráfico de pessoas no Brasil, das quais 36 no Estado de São Paulo.
O Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) da Secretaria da Justiça é responsável pelas ações de articulação na prevenção e enfrentamento do tráfico de pessoas e do trabalho em condição análogo à de escravo no Estado de São Paulo. Atua em conjunto com várias instituições, como as Polícias Civil e Federal e os Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho. Também encaminha as vítimas para casas de acolhimento e assistência jurídica em outros órgãos.
Desde o início do ano, a atuação do NETP foi intensificada para aumentar o recebimento de denúncias, que podem ser feitas pelo site, telefone (11) 3291-4291 ou e-mail netpsp@justica.sp.gov.br.
As instituições públicas, com o apoio da sociedade, precisam dar publicidade a esse tema e denunciar a atuação dos aliciadores cibernéticos que agem nas mídias sociais. O enfrentamento a essa grave ameaça aos direitos humanos precisa ser abraçado por todos. Os aliciadores podem estar longe, mas vítimas em potencial podem estar ao nosso lado.
*Paulo Dimas Mascaretti é secretário de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo.
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terça-feira, 13 de agosto de 2019
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Alckmin anuncia wi-fi gratuito em 40 estações do Metrô
Da Redação
O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira (2) a ampliação da rede de wi-fi nas estações do Metrô de São Paulo. O serviço é uma parceria entre o Metrô e a iniciativa privada, e ampliará o sinal de internet gratuita para 40 estações, a partir de 5 de fevereiro. Ao todo, serão 34 novas estações que receberão a internet gratuita, além das seis estações que já dispõem do serviço atualmente e terão a cobertura do sinal aumentada, com a substituição dos equipamentos.
“A partir deste domingo, serão vinte estações do Metrô com wi-fi gratuito. E, a partir do dia 1º de março, mais vinte estações”, comenta Alckmin. “Para se conectar é fácil. O usuário deverá se cadastrar, preenchendo seu nome, e-mail e telefone. Ou usar os dados do Facebook ou Linkedln”, explica.
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| Anuncio foi feito hoje (2) | Foto: Arquivo |
Dividido em duas etapas, o projeto começará com 20 estações que terão o sinal disponível tanto nas áreas livres como nas áreas pagas, com exceção das plataformas, por medida preventiva de segurança. As outras 20 estações passarão a contar com o wi-fi a partir do dia 19 de fevereiro.
A princípio, o sinal será aberto em caráter de teste, e permitirá a realização de aperfeiçoamentos técnicos. A operação plena do novo serviço de wi-fi no Metrô será iniciada no dia 1º de março nas 40 estações, divididas pelas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás.
O wi-fi no Metrô permite que as pessoas utilizem a internet com velocidade média de 1mbps. Esta banda de internet é suficiente para uma boa experiência de navegação em portais, redes sociais, aplicativos de comunicação e envio de e-mails. As estações terão capacidade para receber mais de 400 acessos simultâneos, em média. Nas estações de maior fluxo, essa capacidade deve superar 2.000 usuários, graças à infraestrutura instalada de fibra óptica e equipamentos de propagação de wi-fi para alta densidade de usuários, similares aos utilizados no Metrô de Paris e no Eurotúnel.
Para se conectar, o usuário deverá se cadastrar, preenchendo seu nome, e-mail e telefone, além de aceitar as condições de uso, na tela que se abrirá automaticamente após a seleção do wi-fi gratuito da estação. Também será possível usar os dados do Facebook ou Linkedln para o cadastro. Cada pessoa poderá usar a rede por 15 minutos. Após esse período, a reconexão pode ser feita a qualquer momento e será exibida uma página com a mensagem “Bem Vindo de Volta”, evitando que um novo cadastro seja feito. Não há limitação do número de acessos.
O wi-fi no Metrô foi desenvolvido visando a participação da iniciativa privada para oferecer o serviço nas estações, com investimento em infraestrutura e equipamentos, em troca da exploração publicitária do conteúdo online.
O Metrô realizou chamamento público disponibilizando todas as estações (algumas em lotes e outras individualmente) e a empresa N1 Telecom foi selecionada para implantar o serviço nos lotes que compreendem as primeiras 40 estações. Durante um ano, o Metrô vai analisar o desempenho do modelo de negócio para aprimorá-lo, se necessário, em contrato de concessão de longo prazo. Com a ativação destas estações, o Metrô estima receber mais de R$ 5 milhões por ano. As demais estações das linhas 1, 2 e 3 continuam disponíveis para a oferta do serviço.
Pelo acordo firmado com a empresa N1, as estações também receberão uma sinalização especial, informando o público sobre a disponibilidade do serviço e, em algumas delas, haverá pontos para carregamento de bateria do celular e banquetas para dar mais conforto para os usuários no mezanino da estação. Para o lançamento do projeto, as estações Sé, Brás e Ana Rosa contarão com áreas para atender os usuários. Na Sé, o local será ambientado com adesivos de árvores nas colunas, grama no piso, além de banquetas, cadeiras de praia e carregadores para celular. Já nas estações Brás e Ana Rosa, o modelo adotado será com demarcação colorida de piso, carregador de celular e banquetas. A instalação desses espaços de convivência dependerá do interesse e investimento dos patrocinadores.
Estações com wifi ativado a partir de 5 de fevereiro
- Linha 1-Azul: Armênia, São Joaquim, Vergueiro, Paraíso, Ana Rosa, Santa Cruz, Santana e Jabaquara
- Linha 2-Verde: Brigadeiro, Trianon-Masp, Tamanduateí e Vila Prudente
- Linha 3-Vermelha: Marechal Deodoro, Santa Cecília, Brás, Patriarca, Carrão, Vila Matilde, Guilhermina-Esperança e Sé
Estações com wifi ativado a partir de 19 de fevereiro
- Linha 1-Azul: São Bento, Luz, Portuguesa-Tietê, Vila Mariana e Tucuruvi
- Linha 2-Verde: Consolação, Clínicas, Vila Madalena e Sacomã
- Linha 3-Vermelha: Tatuapé, Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Penha, República, Anhangabaú, Bresser, Belém e Palmeiras-Barra Funda
terça-feira, 1 de março de 2016
Roubo de dinheiro por meio de ataques interativos
Por Fernando Cardoso, especialista em Segurança Digital da Trend Micro
A quantidade de roubo de informações pessoais e até mesmo a extorsão de dinheiro por meio da internet, vem aumentando consideravelmente. Para termos uma ideia, o valor do prejuízo para os bancos brasileiros já atingiu o patamar de R$ 1.8 bilhões de reais no último ano, esses são dados referentes à uma pesquisa realizada pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) no ano de 2015.
A cada dia os crackers desenvolvem novas formas de ataques para os usuários finais, a mais recente delas é detalhada abaixo conhecida como Phishing Interativo.
O que é Phishing?
Phishing é um tipo de golpe eletrônico muito comum hoje em dia, cujo objetivo pode ser o furto de dados pessoais, corporativos ou bancários.
Esse tipo de golpe se inicia com E-mails suspeitos de mensagens sobre extrato de depósitos, e-mails marketing se passando por alguma empresa conhecida ou de sorteios de prêmios.
Geralmente, possuem um link malicioso que levam a uma página contendo um malware (arquivo malicioso).
1° Fase do ataque – Envio massivo de e-mails phishing com link contendo malware para infectar o computador dos usuários e permitir o controle ou acesso desses dispositivos de forma remota.
| Arte: divulgação |
2° Fase do Ataque – Depois de infectar os usuários, o hacker realiza o monitoramento no painel de controle. Após qualquer acesso de um usuário infectado a um site de internet banking, o cibercriminoso recebe uma notificação. No mesmo instante ele realiza um acesso remoto na máquina do usuário e age de forma interativa em uma transferência licitada de dinheiro para a conta de um laranja.
| Arte: divulgação |
Esse tipo de ataque pode ser percebido pela demora no processamento do site. Como o processo pode demorar alguns segundos, quando o site volta ao normal ele solicita novamente o token para realizar a operação e assim a transferência é realizada com sucesso por meio da máquina do usuário pelo novo tolken que foi solicitado.
Além de transferências bancárias os cibercriminosos utilizam esse mesmo sistema para pagamento de boletos bancários.
Alguns cuidados para não cair nesse tipo de armadilha:
1. Sempre verificar qual é o site que o link está redirecionando. Para isso é só colocar o mouse sobre o link e verificar na parte de baixo qual é o site que ele irá redirecionar. Isso pode evitar muitas infeções por malware;
2. Desconfie de muita lentidão no carregamento das páginas do Internet Banking e de várias solicitações seguidas de token dentro do portal. Se isso ocorrer feche rapidamente o browser e realize uma varredura de anti-malware;
3. Não abrir e-mails de origens deconhecidas.
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