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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Santo André tem "Parada do Orgulho LGBTQI+" neste domingo

Por Vivian Silva

A 15ª edição da Parada do Orgulho LGBTQI+, em Santo André, acontece neste domingo (22). Com início marcado para às 12h, na esquina da Avenida Dom Pedro ll com a Rua Catequese, no bairro Jardim, o evento deve atrair milhares de pessoas.

Neste ano,  a parada tem como tema “This Is Me - Este Sou Eu, Esta Sou Eu” | Imagem: divulgação

Segundo um dos organizadores do evento, Marcelo Gil, da ONG ABCD’s (Ação, Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) a parada - que tem como tema “This Is Me - Este Sou Eu, Esta Sou Eu” - é, na verdade, uma manifestação por uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

"Está muito bonita a parada, este ano, compareçam, porque é uma manifestação de alegria, é uma manifestação pelo amor, manifestação pela vida e para gerar emprego para uma população que não tem emprego. É a manifestação para dizer que nós estamos aqui, this is me, este sou eu, esta sou eu, precisamos ser vistos, prefeituras do ABC, deputados estaduais e vereadores que não nos enxergam", destaca Gil.

Na programação estão várias atrações, distribuídas em quatro trios elétricos, entre elas, destaque para o show da artista Lorena Simpson e da cantora MC Trans. Além da programação musical, haverá distribuição de preservativos, informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e orientação para obter o nome social.

Além de cobrar políticas públicas específicas para a população LGBT, Gil destaca que é preciso mais representatividade LBGT em cargos políticos, ou seja, é preciso fazer jus ao lugar de fala.

“Vemos uma proposta do Consórcio Intermunicipal Grande ABC de querer fazer uma pesquisa quantitativa de quantos LGBTs moram na região (do ABC), achamos um absurdo isso, em pleno ano de 2019, querer contar a nossa existência, tem que contar a quantidade de homofobia, de transfobia, de mortes que tem aqui na região e façam a solução, que são políticas públicas”, afirma.

A  reportagem do Ponto Final procurou o Consórcio Intermunicipal Grande ABC para obter mais detalhes sobre esta pesquisa, em nota, a entidade explicou que: "a elaboração de uma pesquisa quanti-qualitativa LGBT do Grande ABC, que seria uma espécie de censo para essa população, foi pauta da reunião da entidade regional com o coordenador estadual da Diversidade Sexual, Marcelo Gallego, no último dia 13. A iniciativa já foi aprovada pelos prefeitos em Assembleia em novembro de 2017 e, atualmente, o Consórcio ABC busca captação de recursos para viabilizar a ação, seja por recursos próprios ou por emendas parlamentares".

O evento tem patrocínio da Base Dois. Co-Patrocínio do Espaço Aberto, Chilli Peppers e Castro Burger. Apoio do Burger King, Hotel IBIS e Grupo Smart e apoio institucional da Prefeitura Municipal de Santo André.




segunda-feira, 24 de junho de 2019

Parada LGBT reúne 3 milhões de pessoas

Por Vivian Silva

Neste último domingo (23), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco da 23ª edição da  Parada LGBT, que teve como tema “50 anos de Stonewall”. Com o slogan "Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+", o evento reuniu cerca de 3 milhões de pessoas, segundo informações da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT SP), organizadora do evento.

Os “50 anos de Stonewall” foi tema do evento | Foto: Rovena Rosa/ABr

A escolha do tema deste ano destaca a Rebelião de Stonewall, em 28 de junho de 1969, que foi um marco na luta pelos direitos e visibilidade da comunidade LGBT no mundo.

ONG ABCD'S

Este ano, o tradicional trio da Ong Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual (Ong ABCD’s), de Santo André, não esteve na Parada LGBT. Na página do Facebook, o presidente e fundador da Ong ABCD'S, Marcelo Gil, comentou que o trio deve voltar, provavelmente, no próximo ano. “Eu fiquei muito feliz por estar na Parada, este ano. Encontrei várias pessoas que perguntaram: ‘Cadê o trio da Ong ABCD'S?'. Um dia volta, garanto para vocês”, afirma Gil.

A Ong ABCD’s foi a responsável pelo trio da Parada LGBT, em São Paulo, que teve uma cena de uma mulher transexual crucificada (interpretada pela modelo e atriz Viviany Beleboni), em 2015, e causou forte repercussão.