Mostrando postagens com marcador pré-candidato. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pré-candidato. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2016

"Vamos falar grosso com os empresários de ônibus", garante Ricardo Alvarez

Por Eduardo Kaze

Mestre e graduado em Geografia pela USP e professor do ensino médio e superior há 27 anos no ABC e São Paulo, Ricardo Alvarez (PSOL) foi leitor crítico nas Orientações Curriculares para o ensino médio em Ciências Humanas e suas Tecnologias, na disciplina de Geografia, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), além de autor de material didático para Educação de Jovens e Adultos. Na política, atuou como vereador pelo PT por dois mandatos em Santo André e, após intensa luta contra o que chama de "degradação programática que se abatia sobre partido", filiou-se ao PSOL em 2005. Em 2008, candidatou-se a prefeito de Santo André em 2008, não se elegeu, mas obteve mais de 7 mil votos. Hoje, empreende nova campanha e se firma como pré-candidato ao cargo de chefe do Executivo Andreense.

Na entrevista exclusiva que se segue, Alvarez apontou como um dos problemas primordiais da cidade a desigualdade social. Falou sobre a redução das secretarias e dos cargos comissionados na Prefeitura e garantiu que continuará atuante na luta pela redução das tarifas nos ônibus da cidade.

Alvarez é pré-candidato a prefeito em Santo André | Foto: Eduardo Kaze 
Ponto Final: Hoje, quais são os principais problemas de Santo André?
Ricardo Alvarez: Temos demandas diferentes, conforme a classe social. Por exemplo, para a elite de Santo André, a questão da Segurança pesa muito. Mas quando abordamos as classes mais pobres do município, podemos afirmar que Saúde e Mobilidade são problemas muito significativos. Se fossemos dividir por segmentos a sociedade, Segurança, Saúde e Mobilidade aparecem no top como os problemas mais urgentes.

PF: Como o senhor pretende, seguindo a linha do pensamento de esquerda, conciliar essas demandas de classes e realizar sua administração, caso seja eleito?
RA: Uma prefeitura deve olhar para todos os segmentos da sociedade. Porém, ela deve ter prioridades. No PSOL, chamamos de inversão de prioridade: se olharmos para Santo André, no Centro, vemos que é uma área da cidade que possui toda a infra-estrutura instalada. Temos muitas linhas de ônibus, o asfalto está bem cuidado, as praças também; o atendimento voltado à água e o esgoto funcionam bem, assim como o sistema de coleta de lixo. Isso é um objetivo que deve ser alcançado na cidade inteira, pois em alguns lugares de Santo André não se tem sequer água encanada e rede de esgoto. Ou seja, é muita desigualdade. Para reverter isso, é parte de nosso objetivo realizar o que no PSOL chamamos de governo democrático popular, cujo fundamento é tornar a cidade mais igual, pois quando se tem uma cidade mais igual, grande parte de outros problemas sociais acabam sendo minimizados. Ampliando a igualdade, as pessoas, por exemplo, tendo mais acesso à educação, à cultura, os problemas de saúde reduzem. A mesma coisa quando a pessoa mora numa residência com água encanada, rede de esgotos, ou seja, um local salubre. A redução da desigualdade reflete, ainda, na redução dos problemas de segurança. 
Então, nosso objetivo central é este: a inversão da prioridade, investindo nas áreas mais carentes do município, buscando uma cidade mais igual, pois, uma cidade mais igual é uma cidade mais saudável. 

PF: O senhor considera essa ação possível na atual circunstância nacional, ou seja, com pouco investimento por parte do governo federal nos municípios?
RA: É o tipo de ação que deve ser feita em todas as esferas, municipal, federal e estadual. Imaginemos o seguinte quadro: PSOL ganha em Santo André enquanto temos o governo Temer em Brasília, que não tem qualquer preocupação social, é evidentemente mais difícil. Agora, se temos governos mais compromissados com a mudança social, com a igualdade e com a justiça, esse caminho avança com mais vigor. O PSOL tem essa luta nacional, estadual e municipal. Para a esquerda, a questão da desigualdade é algo muito claro. De qualquer forma, independente de quem vai estar no governo estadual e federal, aqui no município pretendemos agir no sentido da redução da desigualdade social.

PF: Como isso pode ser realizado na prática, e como essas demandas serão encaminhadas dentro de seu plano de governo?
RA: Vamos apresentar nosso programa, em 17 de julho, na Câmara Municipal de Santo André, o lançamento de nossas pré-candidaturas. Nessa ocasião, vamos dar uma amostra de nosso plano de governo, que está previsto para ser lançado publicamente no início de agosto. Ele terá diversas novidades. Estamos absorvendo experiências de gestão pública de outros países para aplicarmos em Santo André, por exemplo, a questão da participação popular. Para nós, existe um modelo de gestão liberal que falhou no País: você elege um governante que surge como o 'salvador da pátria', propondo milagres, e é, ainda, uma gestão distante. Queremos o contrário, como acontece em vários lugares do mundo. Essa proximidade é, não somente possível, como necessária. É preciso acabar com essa coisa de que o prefeito é o salvador da pátria. O prefeito é só mais um da cidade, com defeitos e qualidades. A participação popular é fundamental e as grandes mudanças só podem ocorrer a partir desta prática, para que o cidadão tenha condição de cobrar ações de seus governantes. A população da periferia tem que tomar para si a tarefa de agir, em massa, junto da Prefeitura, no sentido de deslocar partes do orçamento para as necessidades de suas regiões.

A questão da gestão do orçamento é também primordial. Hoje, Santo André vive um momento muito difícil, temos um processo de endividamento alto no município, uma demanda social elevada e, para contribuir com isso, economicamente o País está em crise muito significativa, complicando este quadro. Como se isso tudo não bastasse, temos ainda a perda de PIB (Produto Interno Bruto) de Santo André, que é algo que ocorre no Brasil inteiro, mas afeta com mais força municípios industrializados. Os governos do PT não tiveram uma política de desenvolvimento industrial. O modelo deles foi apoiado em agronegócio, exportação, matéria bruta e pouco valor agregado, enquanto deveriam ter empreendido uma reforma, nacional, na Educação, deviam ter qualificado a mão de obra, tornando a escola um espaço de aprendizado e desenvolvimento de Cultura. Isso serviria de alavanca. Acho que, claro, devem ser tomadas medidas, mas o incentivo do desenvolvimento industrial é essencial. Santo André tem uma perda de valor industrial muito grande, e isso é um prejuízo significativo para as contas do município.

PF: E na circunstância atual, como proceder para equilibrar essas contas?
RA: Temos que mexer no orçamento. Propomos um corte abrupto em cargos comissionados e nas secretarias. O número está sendo estudado, mas queremos que o número de secretarias não seja muito superior a cinco, e cada uma delas com um número reduzidíssimos de cargos em comissão, totalizando entre 60 e 80, que representa cerca de 12% do que temos hoje na Prefeitura. O poder público tem que estar ancorado na valorização do servidor público municipal. Esse modelo com vinte secretarias, mais um monte de cargos comissionados, apenas para gerar maioria na Câmara dos Vereadores, esfarelou. 

PF: O PSOL tem uma militância muito ativa em relação ao transporte público em Santo André. Como isso seria encaminhado em seu governo?
RA: Arrisco dizer que, nos oito anos em que exerci o cargo de vereador, fui um dos mais atuantes em relação à área do Transporte. Apesar de ser professor, acredito que mais em relação ao Transporte que à Educação. E o que percebi: hoje, quando você entra em um ônibus em Santo André, paga a passagem e faz o seu trajeto, existe um "X", que é uma incógnita, pois os empresários não abrem suas planilhas, que é um custo político; e um "Y", que é uma composição técnica, voltada à infraestrutura, manutenção dos veículos etc. É possível que Santo André elimine este "X", este custo político, reduzindo a tarifa sem perder qualidade. Para isso, é necessário que nas campanhas ocorra um desvinculamento dos candidatos com os empresários de ônibus, que dão dinheiro para os candidatos, que gastam, se elegem e, aí, quem faz o roteiro dos ônibus? Os empresários! Quem define o preço da tarifa? O empresário. Então, lanço uma pergunta para os leitores: por que a tarifa de ônibus em alguns municípios do ABC é igual, se temos trajetos diferentes, realidades diferentes, com condições diferentes em relação ao asfalto, inclinação das ruas etc.? Qual a matemática que leva a planilhas que resultem em tarifas iguais, senão a atuação dos empresários? E esse é o preço político que devemos eliminar, o PSOL não tem rabo preso com empresários de ônibus. Se ganharmos, vamos falar grosso com os empresários de ônibus, pois quem paga o preço político é o trabalhador e, como falamos sobre a mobilidade e a necessidade de práticas melhores para este setor, demanda principal das classes mais baixas, reduzir as tarifas é melhorar a vida do trabalhador.

PF: Como o senhor considera que o momento político atual, nacional e estadual, influenciará nas eleições municipais?
RA: Vamos experimentar uma eleição como nunca vista. Há um lado positivo e um negativo. Primeiro, que o País viveu nos últimos três anos, aproximadamente, o retorno da política. O governo pós FHC (Fernando Henrique Cardoso) foi o predomínio do econômico. Aquela coisa de neoliberalismo, privatizar, estado mínimo, etc., e isso provocou um aumento da pobreza e da miséria. Veio, então, o governo Lula e Dilma, que não mexe na estrutura do País, mas aplica alguns programas sociais compensatórios, melhorando um pouco a condição de vida, mas sem mexer nas estruturas. E o pouco que mexeu levou a elite para as ruas, para reclamar dos programas como Bolsa Família, de cotas etc. Eu vejo um lado positivo: o país é dividido, mas antes isso existia e essas pessoas tinham receio de ir à rua. Mas isso sempre existiu. Essa direita fascista que temos hoje no Brasil já estava aí, mas ela não falava no Facebook, não pedia, na rua, a volta dos governos militares, não reclamavam dos pobres e dos negros. Acho bom que as pessoas venham a público e saibamos quem é quem. O lado negativo é que essa cisão política no País fez emergir uma facção de extrema direita profundamente raivosa, agressiva, xenófoba, chauvinista e misógina que tem uma noção exclusiva de nação: o país é meu espelho, e quem não é do meu espelho você mata, bate, expulsa, e isso é um problema que acredito que vai influenciar muito as eleições.

PF: Como seu partido se comportará em termos de aliança com outros partidos?
RA: Vamos sair com uma chapa pura em Santo André. Minha vice será Tatiana Landi, arquiteta e urbanista, que faz uma campanha corajosa, já que está grávida e será mamãe em dezembro. 
Temos orgulho de ter em nosso programa de governo a coordenação do Bruno Daniel. 

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2016. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br

****************************************************************
- Gostou de ler este texto? Veja ao lado, encontrará outros textos neste blog.
- Não gostou? Veja ao lado, talvez encontre um texto relevante para você. 
Gratos.
*****************************************************************


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Picarelli quer governo técnico em Santo André

Por Eduardo Kaze

Nascido e criado em Santo André, o advogado Fabio Picarelli carrega em seu currículo conquistas relevantes. Presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) andreense de 2010 a 2015 - dois mandatos seguidos, elegendo, em seguida, seu sucessor. Marcada pelo que ele próprio designa como dinamismo, eficiência e comprometimento, sua gestão frente à OAB realizou 95% das propostas de campanha. Foi um dos porta-vozes na chamada Lei Ficha Limpa Municipal, criou o Observatório da Cidadania para acompanhar as ações do governo municipal e a OAB itinerante, levando conhecimento sobre o Direito aos andreenses. Foi ainda responsável pela vinda do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC), atualmente operante dentro da Faculdade de Medicina ABC e responsável pela realização de exames gratuitos de DNA para a população de baixa renda.

Em entrevista exclusiva ao Ponto Final, Picarelli ressaltou a necessidade de buscar novos caminhos para a política em Santo André, passando pelo aumento de parcerias público-privadas, redução da máquina governamental e melhor gestão dos gastos públicos. 

Picarelli é uma das novidades da política no ABC | Foto: Eduardo Kaze


Ponto Final: Atualmente, quais os principais e mais urgentes problemas de Santo André?
Fabio Picarelli: Santo André, hoje, é o retrato do abandono. Por onde andamos pela cidade, o que se recebe são relatos da falta de cuidado com a cidade. E isso tem motivo: atualmente, há um endividamento muito grande da Prefeitura. O primeiro passo é uma revisão geral dos contratos e o equilíbrio das contas. Para que Santo André volte a ter desenvolvimento, precisamos que voltem a investir na cidade, e eles (os investidores) não virão enquanto estivermos com as contas negativas. A Prefeitura deve R$3 bilhões em dívidas de precatórios, outros R$ 2 bilhões para a Sabesp, divididas no Instituto de Previdência, Craisa, Semasa. Tudo isso somado, torna Santo André uma cidade sem potencial de investimento. É, ainda, necessário buscar novos modelos de gestão, tanto destas empresas, quanto também de contratos da Prefeitura com fornecedores.

Além disso, precisamos de um governo presente. Verificamos diversas reclamações, desde a área da Saúde, que hoje possui um enorme "gargalo" no atendimento, até o cuidado com a cidade. O que vemos são praças sem capinagem, e até o próprio Paço municipal, onde o prédio do Executivo está ruindo e a grama tem crescido entre as pedras portuguesas do piso. Respeito o prefeito Carlos Grana, e outras pessoas do governo, mas vejo que eles não conseguiram compor uma equipe com capacidade para melhorar a cidade, que não recebe um grande investimento há mais de 10 anos, destoando do resto do ABC, que está evoluindo.

PF: O senhor comentou sobre a  falta de "presença" da atual gestão. Como pretende intensificar esta atuação, caso seja eleito?
FP: Nosso governo futuro terá um viés absolutamente técnico. Temos, por exemplo, parceria com o IVEPESP (Instituto para a Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo), que congrega professores universitários da UniCamp (Universidade de Campinas), da USP (Universidade de São Paulo), entre outros, que estão fazendo a coleta das principais queixas dos munícipes em relação à cidade e transformando isso num plano de governo viável, dentro dos estudos econômicos, sociais etc. Ou seja, nosso governo terá um pano de fundo técnico, com ritmo de agendas positivas.

PF: E como essas demandas serão encaminhadas no plano de governo?
FP: Defendemos uma Prefeitura com uma “máquina” menor, com eficiência na gestão do dinheiro pago em impostos pelo cidadão. Queremos realizar a diminuição de, no mínimo, 40% no número de funcionários comissionados, além de agrupar pastas - hoje, temos 24 secretarias, a ideia é que tenhamos 12. Vou dar um exemplo de uma parceria que pretendemos realizar. Na Saúde, a maior queixa atualmente são as filas para consultas e exames. Em Santo André, temos um número grande de clínicas e laboratórios com períodos ociosos; ou seja, uma clínica que é lotada até às 14h, mantém depois deste horário sua mesma estrutura. Este tempo ocioso pode ser negociado em lotes com a Prefeitura, por meio de convênios específicos. Tive esta ideia quando recebi, na OAB a startup Examine Já, uma empresa nova e que inaugurou seus serviços em Santo André nas dependências da OAB. Eles têm um portal na internet no qual a pessoa determina o exame do qual necessita e o próprio portal encontra o exame mais barato e facilita o pagamento. Com base neste modelo, queremos desenvolver uma parceria público-privada com a Prefeitura e, acredito, em pouco tempo acabaremos com esse "gargalo" na Saúde. Desta forma, ainda evitamos a construção de novos prédios públicos. Pelo modo convencional, para "desafogar" a Saúde em Santo André, seria necessário um terreno, a construção do prédio, equipá-lo, contratar médicos, etc. Ou seja, é um sistema que não se sustenta mais. Acreditamos que a partir de parcerias público-privadas que fará a diferença em relação às contas e à eficiência, podendo ser aplicado em todas as áreas.

PF: Em sua opinião, de que maneira o ambiente político nacional e estadual afetará as eleições municipais?
FP: Tenho visitado as comunidades, andando pelos quatro cantos da cidade e, na medida em que chegamos nas áreas periféricas, uma das abordagens mais comuns é nos perguntarem se somos do PT (Partido dos Trabalhadores). Se for, automaticamente nem te deixam falar. Ou seja, há uma resistência muito grande em relação aos indivíduos que já passaram pelo governo, ou estão no governo. Nossa pré-candidatura nasce daí: dar ao andreense uma candidatura nova, pois, se você pegar os demais pré-candidatos, todos já passaram pela Prefeitura, sendo vereadores, secretários, prefeito, etc. O que as pessoas estão buscando, em virtude da "contaminação" que houve na política, são nomes que tenham um histórico de eficiência e não possuam vínculos e vícios políticos. O momento é dos não-políticos.

PF: Pegando este gancho do "momento dos não-políticos", o senhor diria que suas atividades pregressas, à frente da OAB, por exemplo, contribuem para sua candidatura e possível gestão?
FP: Meu trabalho na OAB, por seis anos, me deu uma visão diferenciada. A Casa da Advocacia tem o olhar voltado para os três poderes. De lá pude verificar, através do Observatório da Cidadania e projetos que surgiram na entidade, que é possível fazer um trabalho diferenciado. É possível desenvolver novos modelos. A própria administração da entidade é exemplo disso: a OAB de Santo André não tem faturamento, ela é um braço da OAB de São Paulo e, mesmo sem verba, fomos capazes de realizar 75 modificações na casa do advogado, seja na parte física, seja na parte das ações e das comissões - a grande "locomotiva" da OAB são as comissões setoriais, as quais saímos de seis para 60. Conseguimos, também, fazer movimentos sociais importantes e vitoriosos, como o movimento anticorrupção, movimento pró ficha-limpa municipal, movimento contra o aumento de cadeiras de vereadores, contra a diminuição de sessões legislativas... ou seja, tudo isso nasceu dentro da OAB e com resultados positivos. Vejo que meu trabalho na OAB mostra que é possível, mesmo sem ter muitas condições financeiras, uma administração dinâmica e participativa e acredito ser essa a razão para que meu nome surgisse espontaneamente nas pesquisas de intenção de voto para prefeito; apenas por esse motivo aceitei o desafio de me candidatar, e o que mais me motiva é o fato de meu nome surgir mesmo sem eu ter qualquer posto político na política tradicional.

PF: Como o seu partido se comportará em termos de aliança com outros partidos?
FP: A informação que temos é que nossa pré-candidatura é uma das que mais tem crescido. Em relação às alianças, são todas muito bem-vindas, dialogamos com outros partidos em busca de união mas, neste momento, nosso foco principal é o fortalecimento de nosso grupo (Democratas) e da chapa de vereadores. Deixaremos a questão das alianças para quando ocorrerem as convenções.

PF: Qual a sua visão da Santo André de hoje?
FP: Santo André tem possibilidades, tem dinheiro, mas não o tem utilizado bem: temos o caso das Ciclofaixas, que consomem, por domingo, R$ 130 mil. Isso corresponde a R$ 5 milhões ao ano. São gastos necessários, e o andreense a merece, mas poderia ser feita com um custo muito menor. Outro exemplo é a reforma do Parque Celso Daniel, na qual foi gasto a quantia de R$ 5 milhões num equipamento já existente, com obras superficiais, privilegiando principalmente a parte visual e que hoje nem estão funcionando mais - com este dinheiro, daria para ter feito outro parque. Por último, a questão da Comunicação, cujo orçamento é de R$ 20 milhões. É o governo falando dele mesmo, de obras não realizadas, e gastando este valor absurdo. Sabemos que não foi gasto tudo e há valores liquidados e valores pendentes. Estamos falando de três coisas simples, que somam R$ 30 milhões, valor que poderia ser destinado aos problemas mais sérios da cidade.

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2016. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.