segunda-feira, 5 de março de 2018

Oswana é eleita ouvidora municipal

Da Redação

A ex-vice-prefeita de Santo André, Oswana Fameli, foi eleita a ouvidora pública do município na última quarta-feira (28). A ouvidoria municipal é composta por 17 entidades, mas apenas nove delas exerceram seu direito ao voto no pleito.

Oswana recebeu o voto de seis associações: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Força Sindical, Ordem dos Advogados (OAB) de Santo André e Conselhos de Cultura e Saúde.

Oswana ficará no cargo até 2020 | Foto: Arquivo
A nova ouvidora é empresária do ramo educacional e foi vice-prefeita andreense entre 2013 e 2016, na gestão do petista Carlos Grana.

Pelas redes sociais, Oswana comentou o assunto: “Quando me inscrevi acreditei na experiência que tive no Executivo, como vice-prefeita, para colaborar no atendimento às demandas e seus encaminhamentos como indicadores para criação de políticas públicas. Abro mão de outros voos nas esferas políticas neste momento para aqui me dedicar”, publicou. Oswana deve ficar no cargo até 2020.



Italianos criticam falta de integração no transporte coletivo do ABC

Por Vitor Lima

Encerrou-se na última quinta-feira (1°) a visita da comissão de técnicos enviados pela cidade de Turim, na Itália, ao ABC. Por meio do programa de Cooperação Urbana Internacional (IUC-LAC) da União Europeia, os técnicos cumpriram uma série de agendas, desde o dia 26, em conjunto com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para tomar conhecimento do quadro de mobilidade urbana da região. O projeto possibilita o desenvolvimento de políticas públicas em conjunto entre as partes.

A agenda da comissão incluiu sobrevoo sobre a região e visitas técnicas a diversos órgãos, entre eles, a Ecovias, Metra, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo e o Centro Integrado de Monitoramento (CIM) de São Bernardo do Campo.

Resultados da visita técnica foram apresentados em entrevista
coletiva na última quinta-feira (1°) | Foto: Ricardo Cassin/PMSBC

A principal constatação do grupo: falta integração entre os agentes do transporte público da região. O grupo comparou a situação do ABC com a de lá e exemplificou: na região de Piemonte, onde está localizada a cidade de Turim, com um único cartão é possível ter acesso a todo o sistema de transporte coletivo. Por aqui a situação é bem diferente. Para embarcar no ônibus municipais, cada cidade conta com um cartão. Para ter acesso aos ônibus intermunicipais, é necessário mais um, para os trólebus outro, e assim por diante.

Pesquisador do Departamento de Transportes da Escola Politécnica, Andrea Chicco, sentenciou: falta a integração dos sistemas, opinião compartilhada pelo chefe de Tecnologia da Telematic Technologies, responsável pelo sistema de Tráfego de Turim, Fabrizio Arneodo, que comentou que é necessário “avançar na comunicação entre as empresas para melhorar o transporte na região”.

Com base nos diagnósticos do grupo, a analista Sênior de Negócios da Torino Wireless Foundation, Chiara Lucia Feroni, apontou algumas ações que devem ser prioritárias na região. “(É importante) desenvolver um centro de controle regional para compartilhar informações”.

O presidente do Consórcio e prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, tomou conhecimento das constatações e admitiu que a criação deste centro de controle regional é “indiscutivelmente uma grande prioridade” para melhorar o transporte público no ABC. “Através destes mecanismos poderemos integrar linhas de ônibus e nortear melhor o transporte intermunicipal”, comenta Morando.

A falta de informações aos usuários também foi notada pela comitiva. Em Turim, os usuários têm acesso a um aplicativo que informa a situação de todo o sistema de transporte coletivo em tempo real. Além disso, os pontos de parada contam com painéis eletrônicos que também disponibilizam informações sobre o sistema, o que, de acordo com os técnicos, melhora significativamente a viagem dos usuários.

Próximos passos

Após essa primeira troca de experiência entre as partes, o cronograma do projeto prevê um intercâmbio de informações mais detalhadas, como mapas, planilhas e fluxo de passageiros. Em maio, entre os dias 14 e 17, será a vez de uma comitiva do Consórcio Intermunicipal visitar a região de Turim para tomar conhecimento das práticas bem-sucedidas adotadas por lá que podem trazem benefícios ao ABC. Depois disso é que ocorrerá, de fato, a definição do projeto que será apresentado a União Europeia, em outubro.



sexta-feira, 2 de março de 2018

Fábrica de Sal é tombada como bem cultural de Ribeirão Pires

Da Redação

Na última terça-feira (27), a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial o tombamento do edifício do Moinho Fratelli Maciotta, conhecido popularmente como a antiga Fábrica de Sal, pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

O pedido de tombamento do local foi feito em 2015, após o trabalho conjunto de historiadores e memorialistas do município, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio, com estudo técnico e histórico anexado pelo CATP – Conselho de Defesa do Patrimônio de Ribeirão Pires.

Foto: Gabriel Mazzo

O tombamento do edifício e de seus arredores intensifica todas as ações da atual gestão para promover a preservação do patrimônio histórico e cultural e o fortalecimento do turismo local e de toda a região.

“Ribeirão Pires desfruta do título de Estância Turística e precisa colocar em prática a política de preservação de seu patrimônio cultural e natural integrado ao Plano Diretor de Turismo e ao Plano Diretor da Cidade. O tombamento deste importante patrimônio dá suporte ao nosso título de Estância e intensifica futuras ações de fomento ao setor turístico”, afirma o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira - Kiko.

O Moinho

O edifício foi, inicialmente, projetado pelo engenheiro italiano Federico Maciotta e abrigou o Molino Di Semole Fratelli Maciotta. O local pertencia aos irmãos Federico, Ottavio e Anacleto, vindos do norte da Itália para o Brasil no ano de 1895.

Em janeiro de 1898, o moinho iniciou suas atividades e, possivelmente, encerrou em 1899, antes da inauguração do Moinho Matarazzo, datado no ano de 1900, na cidade de São Paulo. Em 1916, o local foi leiloado, adquirido por Palaride e Giuseppe Mortari e transformado em um moinho de fubá. Em 1932, foi usado como depósito de pólvora de guerra, em razão de um decreto estadual que obrigava os galpões industriais a servirem à Revolução Constitucionalista.

Encerrada a revolução, o local foi fábrica de adubos, fábrica de salitre, criadouro de bicho da seda e, finalmente, indústria de refino de sal. No ano de 1943, Carmine Cotellessa compra a área e instala a Indústria e Comércio de Sal C. Cotellessa, que fabricava o sal Rodolfo Valentino, entre outras marcas. O espaço fecha no ano de 1990, sendo desapropriado judicialmente, em 2001.



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Servidoras confirmam que foram impedidas de acompanhar pregão

A pedido do vereador Eduardo Leite (PT), a Comissão de Assuntos Relevantes que acompanha a contratação do novo convênio médico dos servidores de Santo André ouviu nesta terça-feira (27) cinco pessoas que acusam o Instituto de Previdência (IPSA) de dificultar a transparência do Pregão Presencial que ocorreu no dia 7 de fevereiro. Todas confirmaram que foram impedidas por Guardas Municipais de entrar no local onde acontecia o certame.



As servidoras denunciaram também que o IPSA não deu a devida publicidade à licitação e não provocou nenhum debate com os Conselhos Fiscal e de Administração de Assistência Médica, fatos que contrariam a Lei de Transparência e Acesso à Informação. "Desde abril de 2017 não existem atas de reuniões do instituto", acusou uma delas.

Estiveram presentes na oitiva os vereadores Eduardo Leite, Pedrinho Botaro e Jorge Kina. Na próxima quinta-feira (1) a comissão vai ouvir o superintendente do IPSA, Miguel Heredia.


Verdades inconvenientes

*Por André de Almeida 

A dificuldade de lidar com situações complexas e que parecem intratáveis faz com que muitas vezes as pessoas ou sociedades tentem negar os fatos, os quais, claro, não deixam de existir.

A fábula do rei nu, ou a referência à suposto costume do avestruz de esconder a cabeça na areia sempre que a realidade não lhe agrada são exemplos de como a cultura popular ironiza esta tendência.

O documentário vencedor do Oscar, An incovenient truth, sobre o aquecimento global, também trata objetivamente de nossa inclinação coletiva a ignorar problemas que demandam efetiva mudança de paradigmas.

Atualmente vivenciamos no Brasil uma crescente escalada ao desrespeito, pelos atores corporativos, relativamente aos interesses dos acionistas de grandes companhias (particularmente aquelas com participação estatal).

Em verdade, dois dos maiores litígios atualmente existentes no País decorrem diretamente do fato da ausência de adoção de práticas mínimas de boa gestão corporativa, em detrimento dos interesses dos acionistas que simplesmente não aceitaram ver seus direitos indevidamente vilipendiados.   

O primeiro deles refere-se à indenização aos investidores locais da Petrobras, devido aos prejuízos incorridos em virtude dos fatos revelados pela Operação Lava Jato, que já geraram inclusive um acordo para a reparação dos investidores no exterior. A questão já foi judicializada e aguarda solução por parte do Poder Judiciário, ainda pouco adaptado a solução de litígios de tal complexidade.

Mais recentemente, intensa discussão de trava no tocante à legalidade da recuperação judicial da OI S.A., a maior em curso no País, questionada pelos acionistas com base em suspeitas de fraude e corrupção por parte da atual Diretoria, as quais serviram de base para notícia crime perante o Ministério Público Federal e que aguardam a instauração de procedimento investigatório para sua apuração.

A necessidade de adoção de medidas fiscalizatórias por parte das autoridades competentes é inequívoca e qualquer omissão, neste estágio, seria inaceitável, quando não ilegal.

Além do mais, adotando salutar tendência do ativismo societário, os prejudicados estão tomando todas as iniciativas cabíveis na defesa de seus interesses e também naqueles da companhia.

Neste caso, especificamente, se objetiva obstar atitudes que coloquem em risco a sobrevivência da companhia e garantir que os atuais acionistas não tenham suas participações indevidamente diluídas por conta de irregular lançamento de títulos no exterior.

É exatamente por tais razões que os acionistas prejudicados, por meio da Associação dos Acionistas Minoritários - AIDMIN estão adotando todas as providências cabíveis, inclusive perante as jurisdições estrangeiras competentes, para o enquadramento e apuração das práticas tidas como ilegais.

Tais exemplos denotam, acima de tudo, uma mudança de atitude essencial para o desenvolvimento de nosso cenário corporativo e para sua evolução ética e acreditamos o Brasil, mirando os fatos de frente, precisa resolver internamente os problemas corporativos existentes em nossa economia.

É o mínimo que se espera das autoridades, dentre as quais aquelas do Poder Judiciário, para que não mais seja necessário recorrer a jurisdições estrangeiras para, por via oblíqua, impor limites desmandos ocorridos no Brasil e que, por sua gravidade, desbordam para outros países.

O desenvolvimento econômico do país assim exige e devemos assumir de forma consciente a responsabilidade pela criação de um ambiente corporativo mais desenvolvido e mais ético. Trata-se de um objetivo que demanda honestidade e coragem para enfrentarmos nossas mazelas, seja a insuficiência do arcabouço legal existente para a solução de tais litígios, inabilidade dos poderes constituídos em oferecerem soluções apropriadas quando demandados.

Nossa verdade inconveniente é que, em paralelo à corrupção no setor público, os atos de banditismo corporativo estão recrudescendo e não podemos ignorar esta realidade.

Precisamos, coletivamente, tirar a cabeça da areia.

*André de Almeida é advogado, fundador do Almeida Advogados, ex-presidente da FIA – Federação Interamericana de Advogados e autor da primeira ação Class Action contra a Petrobras nos Estados Unidos.



Senac São Bernardo do Campo amplia portfólio de cursos

Da Redação

O Senac São Bernardo do Campo já está com a programação de cursos do primeiro semestre de 2018 disponível para consulta e com inscrições abertas. Entre as opções, há novidades nas áreas de comunicação e artes, gastronomia, turismo, moda e tecnologia da informação. São mais dez lançamentos que chegam ao portfólio da unidade, ampliando as possibilidades de escolha para quem deseja aproveitar o ano para turbinar o currículo e buscar aperfeiçoamento profissional.

Arte: Divulgação
Em destaque entre os novos títulos, estão: Agente de Aeroporto, Guia Especializado em Atrativo Turístico Cultural, Maya e MudBox – desenvolvimento de personagem, Perspectiva à Mão Livre, Vendedor de Moda, Técnicas de Congelamento, Nutrição em Home Care, FCP – Furukawa Certified Professional e Alfaiataria Feminina.

A unidade conta com cursos livres (de curta duração), técnicos e pós-graduação presenciais, além de pós-graduação e graduação a distância, que atendem às mais atuais demandas do mundo do trabalho.  Vale destacar que todos os cursos presenciais das modalidades livres e técnicos contam com desconto de 30%.

Na visão de Jurandir Santos, gerente do Senac São Bernardo do Campo, a instituições "busca opções de capacitação relacionadas com as necessidades do mercado". "A ampliação das ofertas está relacionada a isso, no sentido de garantir que as pessoas tenham a formação que precisam para estabelecerem uma carreira profissional consistente. Manter-se atualizado em relação às necessidades do mercado, por meio da educação, é o melhor caminho para o sucesso”, afirma.

Para obter mais informações e se inscrever em qualquer um dos cursos, basta acessar o Portal Senac (www.sp.senac.br/sbcampo) ou ir até a unidade, que fica na Avenida Senador Vergueiro, 400.



Luiz Turco protocola três Projetos de Lei com foco no combate ao machismo

Da Redação

Ainda que tenham ocorrido diversas transformações comportamentais e de pensamento da nossa sociedade ao longo da história, a mulher ainda é submetida a um conjunto de regras morais rígidas e sofre com a reafirmação sistemática e equivocada da divisão de papéis sociais ente os sexos. A difusão da imagem da mulher na publicidade como objeto prontamente disponível para a satisfação dos desejos masculinos, a diferença salarial em cargos iguais entre homens e mulheres, e a violência física contra a mulher são elementos que contribuem para a promoção e reafirmação do machismo, atuando na direção contrária à evolução da luta pela igualdade.

Foto: Arquivo
Foi pensando nisso que o deputado estadual Luiz Turco protocolou os projetos de lei nº1, nº30 e n°46, todos em 2018, que proíbe publicidade de cunho machista, que garante a equidade salarial entre homens e mulheres, e institui o monitoramento eletrônico de agente de violência contra as mulheres, respectivamente.

Além desses, Luiz Turco já protocolou os seguintes projetos com essa temática:

- Projeto de Lei nº567/2017 que institui o Programa Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – PEVDM e estabelece diretrizes para a criação do Serviço de Responsabilização e Educação dos Agressores.
- Projeto de Lei (Nº352/2017) que garante a prioridade da mulher na titularidade da posse de imóveis oriundos dos Programas Habitacionais do Governo do Estado.
- Indicação ao governo do Estado para a criação de um aplicativo gratuito de celular que possibilita às mulheres vítimas de violência o pedido de socorro por meio de um “botão do pânico”, que aciona a polícia de forma rápida em caso de emergência.

Audiência pública – Por que política para as mulheres? 

Composição da mesa: Eleonora Menicucci, ex-ministra de Políticas para Mulheres do Governo Dilma Rousseff, Silmara Conchão, professora universitária e ex-secretária de Política Para as Mulheres de Santo André, Tamires Gomes Sampaio, diretora do Instituto Lula e mestranda em Direito Político e Econômico na Universidade Presbiteriana Mackenzie; e Ana Perugini, deputada federal pelo PT/SP, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres no Congresso Nacional, coordenadora-adjunta da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Quando: 22 de março a partir das 18h
Onde: Assembleia Legislativa de São Paulo. Auditório Paulo Kobayashi – Avenida Pedro A. Cabral, 201.