terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Reforma Política é debatida em Santo André

Evento lotou a Câmara de Vereadores da cidade

Na última segunda-feira (1°) foi realizado, na Câmara de Vereadores de Santo André, o debate “Reforma Política – os caminhos para uma política melhor”. O objetivo do evento foi promover a discussão junto à sociedade e levantar, por meio da participação popular, as demandas a serem supridas no  processo de reforma política brasileira.

Participaram do evento o vereador andreense Eduardo Leite, idealizador do debate; William Lago, advogado e presidente da Comissão de Cidadania e Participação Popular da OAB-Santo André; Francisco Neto, representando o deputado federal e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, Vicente Cândido; Ricardo Gebrim, dirigente da Consulta Popular pela Constituinte; Carlos A.B. Balladas, presidente da Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (Adjori-SP); Donizeti Pereira, presidente da Câmara de Santo André, Tiago Nogueira, secretário de Cultura da Prefeitura de Santo André, representando o prefeito Carlos Grana; e Luiz Turco, presidente do PT andreense.

 Reforma possível 
Leite, responsável pela organização do debate, exaltou a importância da discussão popular da reforma política que, segundo ele, é essencial para o avanço da democracia. “Somente assim podemos garantir que toda a sociedade seja ouvida e faça parte deste importante avanço no processo democrático”, disse.

Lago, em nome da Ordem dos Advogados do Brasil, ressaltou: “temos que atacar as causas, não o problema em si. A população não se vê representada, e somente por meio de iniciativas como essa, debatendo com a sociedade, poderemos atacar os problemas de nosso processo político”.

De acordo com Francisco Neto, “só na Comissão de Constituição e Justiça, temos 88 propostas de reforma política. O mais importante, porém, é determinar como será decidida essa reforma, pois toda a sociedade deve estar envolvida e, na minha visão, isso só será coerente por meio de um plebiscito”.

Gebrim corrobora, afirmando: “só há um caminho que dá legitimidade inquestionável para uma constituinte, que é o plebiscito. Por isso estamos falando de um plebiscito para a convocação de uma constituinte exclusiva e soberana. Este é o caminho, ainda não temos forças para tanto, mas vamos passar todo nosso tempo construindo essa ideia”.

“Ninguém mais suporta processos eleitorais da forma que fazemos”, acrescenta Turco, “precisamos mudar isso. Tenho também preocupação com o congresso eleito, extremamente conservador. Temo que, com este congresso, tenhamos a reforma política, contudo, tendendo para uma piora do quadro. É necessário que discutamos que reforma queremos, para garantir a melhoria do sistema”, assevera.

Tiago Nogueira também aborda o congresso, afirmando: “A reforma política não avança, porque os parlamentares votam de acordo com interesses pessoais. O voto é influenciada pelo poder econômico”.

 
Regulação da mídia
 

O presidente da Adjori-SP, Carlos A. B. Balladas, lembrou que a reforma política deve incorporar a regulação da mídia. Segundo ele, ao contrário do que se elucubra, a regulação não restringe a liberdade de imprensa. “A regulação da mídia vai dar mais possibilidade de acesso e empoderamento, por parte da sociedade, a veículos de mídia eletrônica de comunicação, rádio e TV”.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Semasa realiza manutenção de drenagem na Perimetral

Pista rebaixada da Perimetral será interditada neste domingo (30)

O Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa), por meio do Departamento de Manutenção e Operação (DMO), realiza neste domingo (30) serviços de limpeza e manutenção das canaletas de águas de chuva localizadas no canteiro central da pista rebaixada da avenida Perimetral, no centro de Santo André. Os trabalhos são preventivos e ocorrem antecipadamente ao Plano Operação Chuvas de Verão (POCV) de Santo André. Manutenção ocorre das 7h30 às 18h.

Para realização dos serviços, a pista rebaixada da Perimetral será interditada nesta data, no sentido bairro-centro, da avenida Santos Dumont até a rua Coronel Fernando Prestes.

Medida tem como objetivo garantir o bom funcionamento e fluidez das águas pluviais superficiais, evitando alagamentos e suas possíveis implicações, como problemas de saúde, danos materiais e impactos no trânsito.


Educação dever ser discutida pela sociedade em Santo André

População será convidada a discutir a educação em reuniões públicas

Por Vivian Silva 
Gilmar Silvério participou de congresso internacional de educação no início do mês
Foto: Miguel Denser/PSA
A educação é um direito do cidadão e fundamental para o desenvolvimento humano e de uma sociedade. Com isso, Santo André – que tem o selo cidade educadora – promove neste sábado (29), a partir das 9h, no Parque Central, o Dia da Mobilização Social da Educação, com o objetivo de fazer a sociedade civil refletir e participar da construção de um ensino educacional ideal no município. Em entrevista exclusiva ao Ponto Final, o secretário de Educação, Gilmar Silvério, fala sobre este evento e comenta ainda sobre uniformes escolares, ensino musical nas escolas, entre outros temas.

No Dia da Mobilização Social da Educação cerca de 5,5 mil estudantes da rede municipal  apresentarão diversas atividades no parque como danças, teatro, capoeira, entre outros. Na ocasião, será divulgado um calendário de reuniões, no qual a população será convidada a discutir com os governantes melhorias na educação, conforme explica Silvério: “A sociedade tem que ser proativa e indicar também que educação nós queremos, levantar os problemas e apontar soluções. Esse é o nosso objetivo central fazer com que a cidade se aproprie da educação do nosso município”, explica.

Déficit educacional
Entre os principais problemas enfrentados na educação infantil andreense está a falta de vagas em creches. “Temos um déficit de 4 mil crianças em lista de espera”, lamenta Silvério. De acordo com ele, a construção de novas creches está entre os projetos que devem ser concluídos até o fim de 2016.

Ensino musical obrigatório
Com a sanção da Lei 11.769, em agosto de 2008, o ensino de música nas escolas públicas e particulares tornou-se obrigatório na educação básica. As instituições tiveram três anos para se adaptar a nova medida.  Em Santo André, 4 mil alunos têm aulas de canto e instrumentos musicais como violino, flauta, percussão, entre outros.

“Nós temos 18 mil crianças do 1º ao 5ª ano, e 4 mil participam ativamente de algum tipo de musicalização. Como é no contra turno, (a aula) é opcional. Nosso grande desafio é encontrar um mecanismo no qual todas as nossas crianças sejam musicalizadas”, comenta o secretário.

Uniformes
Neste ano, houve um problema na entrega dos uniformes escolares. Segundo Silvério, o atraso ocorreu devido à suspensão da licitação, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que adotou esta medida após recurso de uma empresa participante. Porém, após julgamento do TCE, foi verificado que tudo estava correto no edital, mas a empresa vencedora não honrou o prazo de entrega.  Para 2015, o secretário não confirma se tudo será entregue no tempo adequado e justifica: “a licitação não é feita pela Educação, aí fica difícil eu responder a pergunta”. Mas, garante que “a administração já está tomando todas as precauções para garantir a eficiência neste atendimento”.

Congresso internacional
De 10 a 17 de novembro, Silvério participou do 13º Congresso das Cidades Educadoras, em Barcelona. O evento promovido pela Associação Internacional das Cidades Educadora (AICE) tem como objetivo promover a troca de experiências entre as 470 cidades do mundo associadas.

De acordo com Silvério, o Plano Plurianual (PPA) Criança foi apresentado no encontro. “Nós levamos nossa experiência, que foi a participação cidadã das crianças na discussão do planejamento da cidade, portanto, nós apresentamos isso para o mundo”, relata.

Em 2007, Santo André recebeu o selo de cidade educadora da AICE. No Brasil, há 14 municípios que contam com o título. Além disso, Santo André foi eleita para coordenar no País estas 14 cidades.

Obs.: Matéria publicada originalmente na ed. 837 do Ponto Final.

Conferência sobre habitação ocorre em Santo André

Neste domingo (30), a partir das 8h, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) de Santo André promove a Conferência Municipal de Habitação, com o tema Retomada do Espaço Democrático. O evento ocorre no anfiteatro do Teatro Municipal da cidade (Praça IV Centenário, s/n, Centro).

Participam da conferência associações de habitação de moradores de assentamentos precários, cooperativas, universidades e sindicatos, entre outras entidades de classes.

Na programação está a palestra Urbanização de favelas, que será ministrada pela professora da Universidade Federal do ABC, Rosana Denaldi. Ao final do encontro, será feita a coleta de sugestões para a próxima conferência, em 2015.

Interessados em participar podem se inscrever, por meio do e-mail pmokama@santoandre.sp.gov.br, diretamente no Conselho Municipal de Habitação (Térreo II do prédio do Executivo, das 9h às 17h) ou no próprio dia do encontro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sexta, 28, último dia do Refis

Acaba nesta sexta-feira, dia 28 de novembro, o prazo para as pessoas jurídicas aderirem ao Refis, programa de parcelamento de débitos previdenciários e não previdenciários, apontados na Receita Federal e/ou na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. A prorrogação foi concedida pelo governo federal, por meio da Lei nº 13.043, no dia 14 de novembro, e os devedores poderão ingressar no parcelamento especial até dia 1º de dezembro.


Segundo o professor de contabilidade da Faculdade Mackenzie Rio, Edmilson Lins Machado, o programa é uma boa opção para quem buscar refinanciar o seu débito.

“Esse novo prazo concedido pelo governo é a última chance de as empresas quitarem os seus débitos federais. A diferença é que dessa vez, na consolidação dos débitos que poderão ser parcelados em 180 meses, a antecipação (1ª parcela) deverá ser paga integralmente diferentemente da Lei 12.996/14 que permitia o pagamento da antecipação em até cinco parcelas”, explica.

Três acordes e espírito jovem - uma lição de punk rock




“Nós Somos as Melhores” evoca aspectos do movimento punk ao abordar a trajetória de uma banda formada por três meninas de Estocolmo

Por Nilton  Carvalho 



Uma das lições do punk rock que surgiu ao final dos anos setenta, nos Estados Unidos e Inglaterra – principais berços do movimento –, foi mostrar que qualquer um era capaz de montar sua banda. O destaque ao ano de 1977, para ser mais preciso, recorta o momento no qual muitos jovens assimilaram a efervescência musical (e marginal) de um período como caminho a seguir, cujas bandas estampavam capas de fanzines amalucados que circulavam no cenário underground. 

A juventude dessa época descobriu que para fazer parte de um grupo de rock não era preciso tocar bem os instrumentos, falar com a imprensa, ser popular no colégio e usar roupas da moda. No punk rock tais regras não importavam. Quando as amigas Bobo, Klara e Hedvig, na pré-adolescência de seus 12 anos, questionam alguns conceitos estabelecidos para montar uma banda, o filme Nós Somos as Melhores! (Vi är bäst!) reconfigura os ideais do chamado “punk 77” na realidade de três meninas de Estocolmo.

Dirigido por Lukas Moodysson, o longa é uma adaptação da história em quadrinhos Never Goodnight, da artista Coco Moodysson – casada com o diretor. Na temática proposta pelo roteiro, há clara ligação entre elementos do turbulento universo adolescente e o caótico movimento punk, que fazia oposição à cultura mainstream. Entre um “bandejão” e outro no refeitório do colégio, as meninas falam sobre a caretice dos pais e a possibilidade de um acidente nuclear.

Punk-fofura

Elementos romantizados da rebeldia que marcou a fase inicial do punk são evocados nas histórias protagonizadas pelas garotas. Bobo e Klara não sabem tocar, mas mesmo assim tentam, desafinam e fazem barulho. Durante a aula de educação física, o desentendimento com o professor abre caminho para o surgimento da primeira canção, de refrão direto e sem rodeios, “odeio esportes, odeio esportes”. Eis outra sacada que dialoga com o punk: para compor não é preciso arrebatamento filosófico, pois as letras geralmente são recortes do cotidiano da molecada.

Hedvig é a única com formação musical, é descoberta pelas colegas durante o festival de artes do colégio, após apresentar um tema erudito ao violão. Bobo e Klara têm opiniões divergentes sobre a nova integrante, de formação cristã e cabelos longos, visual que destoava do curtinho-espetado do punk. Os diálogos e defesas de opinião são divertidíssimos, e mostram também como as questões ideológicas e políticas da banda têm relevância para as meninas.

Em meio a essa pulsação de energia, há também espaço para momentos de fofura contagiante. Elas brigam e em seguida se abraçam, compartilham conselhos, (quase) morrem de amor ao escutar as bandas que admiram e defendem com veemência que o punk não morreu. No primeiro show do grupo, sob uma chuva de xingamentos, as garotas respondem à hostilidade da plateia com provocações ao melhor estilo Sid Vicious. Ou seja, são punks e fofas com a mesma intensidade.

As trajetórias de Bobo, Klara e Hedvig remetem a uma porção de outras histórias de bandas, conhecidas ou à margem da fama. Vale lembrar, que quebrar regras não é aspecto exclusivo do movimento punk, a arte em si por diversas vezes exibiu doses de rebeldia – em especial os dadaístas. Contudo, Nós Somos as Melhores! joga luz sobre um momento significativo de desconstrução artística, no qual grupos emergiram de porões e garagens, ao som de três acordes e letras carregadas de espírito jovem, para descomplicar o rock. 

Nós Somos as Melhores!
Direção: Lukas Moodysson.
Espaço Itaú de Cinemas - Unidade Augusta.
Sala 3 (14h – 16h – 18h – 20h – 22h).

Link com o trailer:

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Metrô censura propaganda de livro


Mascarados – a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc, livro reportagem lançado neste mês pela Geração Editorial, teve anúncio censurado pelo Metrô de São Paulo, sem motivos plausíveis.


Cartaz censurado pelo Metrô

A peça publicitária seria veiculada a partir do dia 28 deste mês nas linhas verde e vermelha. Segundo a funcionária da equipe de vendas, a peça não foi autorizada pois poderia incitar a violência e que o Metrô tem total autonomia para barrar anúncio que eles julgam ir contra o regulamento da companhia. Até o momento a Geração Editorial não foi informada sobre as regras do regulamento e elas não constam no mídia kit.
Mascarados, livro escrito pela cientista social e professora da Universidade Federal de São Paulo Esther Solano e pelos jornalistas Bruno Paes Manso e Willian Novaes, revela quem são, o que pensam e o que queriam os Black Blocs. A obra mostra uma realidade bem mais complexa dos adeptos da tática Black Bloc que, a partir de junho de 2013, invadiram as ruas com suas manifestações violentas e, para alguns, selvagens. “Essa atitude do Metrô é justamente o que eu queria criticar escrevendo o livro, por que julgar, censurar, sem conhecer? Por que sempre cair em preconceitos? Mascarados é a proposta contrária, traz o debate, o conhecimento e a pesquisa e serve para combater essa intolerância que nos faz a cada dia mais ignorantes”, disse a professora Esther Solano, coautora da obra.
“Como uma empresa proíbe o anúncio de um livro sem ao menos ler? Isso é censura! Vale lembrar que Mascarados têm entrevistas com policiais, jovens e inclusive com um coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo que leu a obra e aprovou o conteúdo. O livro em nenhum momento é uma apologia à tática Black Bloc e sim uma grande reportagem mostrando quem são e o que pensam esses jovens. Enfim, é uma vergonha o que aconteceu já que julgaram o livro pela capa. Isso é de uma ignorância sem tamanho.”, avalia o jornalista Willian Novaes, um dos autores do livro.