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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Centro de idiomas do ensino fundamental é inaugurado em São Caetano do Sul

Redação

Neste último sábado (31), o Centro de Estudos de Línguas do Ensino Fundamental (Celef) Luiz Milani foi oficialmente inaugurado e, nesta semana, 500 estudantes iniciarão as aulas de língua inglesa na unidade, que está localizada na Rua Oswaldo Cruz, 2.010, Bairro Oswaldo Cruz.

A partir de terça-feira (3), os cursos serão ministrados nas dependências do Celef | Foto: Letícia Teixeira/PMSCS

Para o prefeito José Auricchio Júnior, a expectativa é de atender 6 mil alunos já no próximo ano e incluir mandarim e Libras, entre outros idiomas, na grade. "Iniciamos de forma experimental neste semestre. Vamos ampliar o corpo docente, por meio de concurso público, para alcançar os resultados que imaginamos", explica.

Além disso, o prefeito ressaltou o Google For Education. "Além desta novidade que oferece segundo idioma aos jovens, São Caetano entregou, na semana passada, uma nova ferramenta de tecnologia em parceria com a Google For Education, ambas pensando na preparação dos alunos para o futuro, seja ele no ensino técnico ou no mercado de trabalho", concluiu.

A diretora do Celef, Elizabeth Tagliatella Orfão, destacou a importância do segundo idioma. "Com a segunda língua, ampliam as oportunidades de crescimento e de conexão com o mundo, tão necessárias para a construção da identidade e autonomia. Estamos comprometidos com a educação integral, que transpasse distâncias e desafios na formação do cidadão do futuro".

Aula inaugural
Nesta segunda-feira (2), no Teatro Paulo Machado de Carvalho, os 500 estudantes serão recebidos para as boas-vindas na aula inaugural de apresentação do Celef, às 19h. A partir de terça-feira (3), os cursos serão ministrados nas dependências do Celef.

As turmas serão divididas em kids I e II (1° e 2° anos), Júnior I e II (3° e 4° anos), Pré-teens (5° ano), Teenager I, II, III e IV (6° ao 9° anos). O aluno de 1° ao 8° ano que ingressar no Celef fará o primeiro módulo semestral, de 2 horas semanais, prosseguindo os estudos em 2020.

Pobres são os que mais pagam impostos na América Latina, aponta estudo

Redação

A publicação Justiça fiscal é possível na América Latina?, lançada em 30 de agosto, analisa as diferenças na tributação dos países latino-americanos em relação aos países da Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontando caminhos para uma cobrança de impostos mais igualitária e eficiente. Iniciativa é uma parceria da Internacional de Serviços Públicos (ISP), com a fundação alemã Friedrich Ebert (FES) e os economistas brasileiros Pedro de Carvalho Jr. e Eduardo Fagnani.

Publicação está disponível para download em português (link acima) | Imagem: reprodução 

Nos últimos anos, vivemos um momento de austeridade fiscal e corte de investimentos públicos na América Latina. Nesse contexto, entre outras medidas, diversos governos estão impulsionando e defendendo a realização de reformas tributárias como parte do pacote de reformas necessárias para reaquecer a economia.

Entretanto, essas propostas de reformas tributárias têm algo em comum: nenhuma delas tem como objetivo alterar a estrutura desigual da cobrança de impostos na região. Pelo contrário: no geral, mantêm a lógica de concentrar a maior proporção da arrecadação na tributação sobre o consumo, em vez de taxar proporcionalmente mais a renda e o patrimônio, e não reveem os privilégios tributários normalmente concedidos às parcelas mais ricas da população e às grandes empresas transnacionais, elementos que caracterizam a regressividade dos sistemas tributários na América Latina.

 Para entender como é a tributação na América Latina e buscar alternativas tecnicamente possíveis para reformas progressivas é que nasce a publicação Justiça fiscal é possível na América Latina?, organizada por Gabriel Casnati.

Com base em uma análise comparativa entre a estrutura de impostos dos países latino-americanos e a dos membros da OCDE, formada majoritariamente por nações consideradas desenvolvidas, a publicação apresenta propostas de reformas tributárias que, se implementadas, aproximariam os patamares de carga tributária dos dois conjuntos de países, sem necessariamente aumentar a carga tributária total. Para isso, são apresentadas as propostas desenvolvidas conjuntamente pelo movimento sindical e acadêmico no Brasil, Chile e Costa Rica.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Projeto de lei prevê atendimento educacional a crianças internadas

Da Redação

Os alunos da rede municipal de ensino de Santo André que estiverem hospitalizados ou impossibilitados de frequentar a escola, terão a garantia de receber acompanhamento educacional e pedagógico no local em que estiverem recebendo tratamento, seja no hospital ou em casa. Na última quarta-feira (30), a Prefeitura protocolou na Câmara Municipal projeto de lei que institui o “Programa Municipal de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar”, para garantir o atendimento a estes alunos.
Iniciativa da Prefeitura, matéria foi enviada à Câmara | Foto: Júlio Bastos/PSA
“Possibilitar que as nossas crianças tenham acesso às aulas e assimilem o conteúdo pedagógico, mesmo em condições adversas que os impeçam de estar presencialmente em sala de aula, é garantir a continuidade dos estudos e respeitar o direito básico à Educação. Possibilitar que a rotina escolar vá até aonde elas estão muda a vida destes pacientes e de suas famílias, conferindo dignidade e estimulando o aprendizado e a recuperação desses alunos”, afirma o prefeito Paulo Serra.

A secretária de Educação, Dinah Zekcer, destaca os benefícios do programa. “O objetivo é garantir definitivamente que os alunos da rede tenham a possibilidade de continuar o processo de aprendizado quando estiverem impossibilitados de ir à escola por tempo prolongado. A possibilidade de se manter ativo e continuar estudando contribui para a melhoria da qualidade de vida da criança e pode até beneficiar o seu processo de recuperação”.

Além disso, o programa tem como objetivos a integração da família em todo o processo educacional e o fortalecimento dos vínculos do aluno com a escola em que está matriculado, com vistas no retorno do aluno à unidade assim que possível. “Com o programa, a Secretaria de Educação estabelecerá, quando necessário, parâmetros mínimos para que sejam atendidas as necessidades de cada aluno, incluindo currículo adaptado”, acrescentou Dinah Zekcer. Os professores que vão atuar diretamente com o atendimento domiciliar e hospitalar também terão garantidos o suporte pedagógico e operacional para o trabalho.

O atendimento previsto nesta lei será solicitado, expressamente pelos pais ou responsáveis legais, diretamente na unidade escolar em que o aluno estiver matriculado. Para isso, será necessário laudo médico anexo ao pedido, contendo detalhamento da situação de saúde, bem como sua gravidade que impossibilite ao aluno o acompanhamento das aulas regulares. Os pedidos serão analisados por uma comissão nomeada pela Secretaria de Educação.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, já presta atendimento pedagógico domiciliar para 14 alunos com deficiência, 15 alunos com saúde comprometida e dois alunos internados no CHM (Centro Hospitalar Municipal), sem previsão de alta.