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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Parceria viabilizará contratação de funcionários da Ford pela GM

Redação

Nesta última segunda-feira (19), o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, e o presidente da General Motors (GM) na América do Sul, Carlos Zarlenga, firmaram compromisso para contratação preferencial de funcionários da fábrica da Ford de São Bernardo. O encontro ocorreu na sede da montadora em São Caetano do Sul e contou a presença também da vice-presidente da GM na América do Sul, Marina Willisch, diretor de Relações Governamentais para o Mercosul, Adriano Barros, e o assessor especial do Governo de São Bernardo, Fernando Longo.

O prefeito Orlando Morando e o presidente da GM na América do Sul, Carlos Zarlenga, firmaram o acordo nesta última segunda-feira (19) | Foto: Omar Matsumoto/PMSBC

A reunião, de aproximadamente uma hora, estabeleceu a assinatura para um protocolo de intenções entre as partes, onde a Prefeitura de São Bernardo do Campo intermediará na absorção dos funcionários demitidos da Ford na planta industrial da GM, de São Caetano do Sul. O programa utilizará a Central de Trabalho e Renda (CTR) de São Bernardo do Campo, onde além de fazer o encaminhamento, realizará também uma prévia qualificação dos profissionais para atender as novas tecnologias do mercado automobilístico.

“A reunião foi muito positiva. A Prefeitura de São Bernardo, por meio do CTR, vai encaminhar, de forma oficial, remanescentes da Ford e outras montadoras. Hoje, no município o problema pontual é a Ford. Assim, a GM dará uma análise preferencial para todo esse corpo funcionários, preferência no currículo. Isso é ótimo para o município, pois podemos fazer essa realocação dos trabalhadores”, explica Morando.

Zarlenga destacou a iniciativa e discorreu sobre a importância da parceria. “É uma excelente ideia. Primeiro porque, como o prefeito disse, são profissionais já treinados. Segundo, estamos fazendo um forte investimento e vamos precisar de talentos para operar. É um ganha-ganha tanto para São Bernardo quanto para a GM”, afirma.

Em fevereiro deste ano, os dirigentes da Ford de São Bernardo do Campo anunciaram o fechamento da unidade fabril, sem apresentar plano de desmobilização e encerram um quadro de, aproximadamente, 4 mil funcionários. A ação foi contestada pelo prefeito, que iniciou uma série de planos para a preservação dos empregos. O ato foi apoiado pelo governador de São Paulo, João Doria, que passou a intermediar a compra da fábrica, condicionando a manutenção dos empregos.


terça-feira, 7 de maio de 2019

General Motors comunica recall do Tracker

Redação

A General Motors Mercosul convocou nesta última segunda-feira (6) os proprietários dos veículos modelos Chevrolet Tracker 2017 a 2019, chassis HL270629 a KL354972, com data inicial e final de fabricação de 1º de julho de 2017 a 4 de abril de 2019, a agendarem junto a uma concessionária da marca a inspeção e eventual substituição do braço de controle dianteiro (bandeja de suspensão). O início do atendimento está previsto para agosto de 2019.

Em alguns casos, o carro pode apresentar problema na bandeja de suspensão | Foto: reprodução

O anúncio envolve também proprietários do Chevrolet Tracker, modelos 2014 em diante, que adquiram ou substituíram o braço de controle dianteiro (peça genuína GM) entre 1º de janeiro de 2018 e 2 de maio de 2019. A montadora identifica os veículos Chevrolet Tracker modelos 2015 a 2017, chassis FL187750 a HL276782, com data inicial e final de fabricação de 30 de janeiro de 2015 a 30 de junho de 2017.

Em relação ao chamamento, a montadora informa ter detectado que, em alguns casos, o braço de controle dianteiro pode apresentar um cordão de solda fora do especificado. Ao longo do tempo e em casos raros, essas não conformidade pode causar fadiga e quebra do componente, fazendo com que o braço inferior de controle se separe parcialmente do veículo. Caso isso ocorra, a roda dianteira poderá deslocar-se de sua posição original, afetando a dirigibilidade, aumentando o risco de colisão e comprometendo a segurança de seus ocupantes.

Para agendamento e mais informações, a General Motors disponibiliza o telefone 0800 702 4200 e o site.

Mercedes-Benz 
Já no último dia 3, foi a Mercedes-Benz do Brasil quem convocou os proprietários dos veículos modelos GLC 250 4MATIC Sport e GLC 250 4MATIC Coupé, abaixo identificados, a agendarem junto a uma concessionária da marca, a substituição da caixa de direção.

Identificação dos veículos envolvidos:
GLC 250 4MATIC Sport chassis (não sequenciais) WDC0G4GW5KF508004 fabricação julho de 2018
GLC 250 4MATIC Coupé chassis (não sequenciais) WDC0J4GW7KF502237 fabricação agosto de 2018

No comunicado, a empresa informa ter constatado a possibilidade do sensor interno de posição da direção elétrica não atender às especificações técnicas. Essa inconformidade pode ocasionar falha na detecção de variações de rotação do motor elétrico e, em situações extremas, levar à desativação do sistema de assistência de direção, afetando a dirigibilidade do veículo e aumentando o risco de acidentes e danos físicos e/ou materiais aos ocupantes do veículo e/ou terceiros.

Para agendamento e mais informações, a Mercedes-Benz disponibiliza o telefone 0800 970 9090 e o site.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

No ABC, Ciro tenta emplacar na última semana de campanha

Por Vitor Lima

O candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), fez campanha na porta da General Motors (GM), em São Caetano do Sul, na tarde de hoje (2). Ciro dialogou com os funcionários da montadora e pediu a confiança dos eleitores.

Em conversa com a imprensa, o candidato defendeu o fortalecimento do setor industrial brasileiro, especialmente o automotivo, segmento vital para o ABC. Ciro criticou as novas declarações do General Hamilton Mourão (PRTB), que contestam a necessidade do pagamento do 13º salário – Mourão é candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro (PSL).

Ciro Gomes dialogou com eleitores na entrada da fábrica da GM | Foto: VL
Sobre a declaração do presidente americano, Donald Trump, de que o “Brasil é injusto com as empresas americanas”, o candidato previu: “está ali anunciada uma tensão que vai estressar ainda mais gravemente as relações comerciais do Brasil com o mundo”.

Abaixo, confira os principais pontos defendidos pelo candidato em sua passagem pelo ABC.

Setor industrial: “O Brasil tem que entrar um processo de dinamização da indústria, porque é ela quem paga os melhores salários, é ela que recolhe os maiores impostos, que é de onde vem o dinheiro para melhorar a segurança, a educação, a saúde do nosso povo.

A General Motors aqui tem 9 mil operários, mas 80% do valor de um carro montado aqui vem do estrangeiro. Porque a gente não criou uma política industrial da produção aqui daquilo tudo que pudesse ser feito. É preciso criar incentivos para que a GM, ao invés de comprar em outros países, possa produzir aqui. Porque está vindo do Vietnã e não está sendo produzido aqui? Precisamos entender isso. Aí nós vamos acha a taxa de câmbio no lugar errado, taxa de juros num lugar errado, infraestrutura do País em lugar errado. De maneira de que é preciso chamá-los e oferece-los estímulos para que eles verticalizem aqui.

Abaixo dessa retórica moralista, de segurança, tudo falsa, está um projeto de economia política que é Temer ao quadrado”

Incentivo fiscal: “O Brasil precisa fazer incentivo fiscal para a produção. É um erro fazer estímulo fiscal para consumo. Porque nós precisamos gerar emprego e quem agrega valor, quem paga salário, quem paga imposto é quem produz e trabalha.

O consumo é muito importante, mas sem produção o consumo vira desequilíbrio como nós temos assistido no Brasil. A última vez o Brasil cresceu 2% do governo da Dilma, o buraco da nossa conta com o estrangeiro, porque não temos produção nacional, foi de quase US$ 130 bilhões de dólares. E isso provocou a desvalorização da nossa moeda, que virou inflação, que virou essa tragédia de recessão, estagnação e desemprego que o Brasil está vivendo”.

 Foto: VL
Declarações de Donald Trump: “Eu vi aquela palavra na boca do presidente da República, mesmo que seja uma pessoa pouca equilibrada como tem sido a tradição da retórica do Trump, está ali anunciada uma tensão que vai estressar ainda mais gravemente as relações comerciais do Brasil com o mundo. Lembre-se que depois da China, a América é nossa principal parceria econômica. E quando a gente olha os americanos têm uma vantagem em relação ao Brasil nos últimos anos em que nós estamos destruindo a indústria nacional brasileira que passa, em uma década, de US$ 250 bilhões de dólares para eles. Agora está acontecendo um assalto hostil à nossa joia, que é a Embraer, por uma empresa americana, a Boeing, e eu vou desfazer esse negócio. Portanto a tensão está aberta, também do lado de cá”.

Crescimento de Bolsonaro no Ibope: “Temos duas coisas para fazer. A primeira: a gente precisa lembrar que o Brasil chegou a um ponto tal de esculhambação, infelizmente não tem outra palavra, que se compra e vende até deputado. Você imagina que não se compra e vende instituto de pesquisa? É só você olhar o que estava acontecendo no dia 2 de outubro de 2014, a última eleição presidencial. Dilma 40, Marina 27, Aécio 19. Todo mundo sabe que o resultado foi completamente diferente. Portanto a primeira questão é não integrar o instituto de pesquisa ao seu sagrado direito de optar pelo melhor pra sua família e sua comunidade. Isso a esmagadora maioria da população vai fazer.
Segundo: o Bolsonaro virou uma menção de tudo que está acontecendo. E é um erro. Quando as pessoas vão em massa as ruas, ao invés de afirmar um sim para um projeto, todo mundo foi falar "Ele Não", ou seja, todo mundo estava dizendo de alguma forma de que o Bolsonaro virou uma referência para o debate nacional. Estou tentando mostrar que este é um grosseiro equívoco que está convidando o País a bailar na beira do abismo, porque essa confrontação odienta PT, anti-PT, Bolsonaro, isso vai precipitar o Brasil num precipício muito grave. Eu estou aqui na área pedindo a bola, se me derem o gol vai ser de placa e eu vou reconciliar o Brasil”.