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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Ford fecha fábrica em São Bernardo do Campo

Redação com ABr

A Ford anunciou nesta última quarta-feira (30) o encerramento da produção de caminhões na fábrica de São Bernardo do Campo, depois de 52 anos. O anúncio havia sido previamente divulgado, em fevereiro, e segundo nota da montadora, está “em linha com a decisão de sair do segmento de caminhões na América do Sul”.

Cerca de 650 funcionários que trabalham na produção serão desligados da fábrica | Foto: reprodução

De acordo com a nota, as negociações envolvendo a venda da fábrica para o grupo Caoa ainda estão em andamento. “A Ford reitera que continua fazendo todos os esforços cabíveis para alcançar um resultado positivo”.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que cerca de 650 funcionários que trabalham na produção serão desligados da fábrica. As demissões começam a ser homologadas nesta quinta-feira (31), em turmas de 100 trabalhadores por dia. Cerca de mil trabalhadores, da parte administrativa, continuam na fábrica de São Bernardo do Campo.

De acordo com o sindicato, a partir de abril, os funcionário serão transferidos para uma nova sede na capital paulista. Nos próximos dias, continuam sendo realizados no sindicato módulos dos cursos de educação financeira e orientação para o mercado e carreira, oferecidos pela entidade.

Na última assembleia com os trabalhadores na Ford São Bernardo do Campo, realizada nesta última terça-feira (29) representantes do sindicato lembraram ações realizadas pela entidade em conjunto com os trabalhadores na tentativa de reverter a decisão da montadora – greve, atos e passeatas, além da ida de dirigentes à matriz da Ford, nos Estados Unidos, para uma conversa com a direção mundial da empresa.
 

O sindicato lembrou que, após a confirmação de que o fechamento da unidade era irreversível, os esforços voltaram-se para a negociação de um pacote de indenização que ajudasse a amenizar o impacto da decisão sobre os trabalhadores, o que foi alcançado, e para o contato com diversas instâncias do poder público que pudessem ajudar na busca de um comprador que mantivesse o parque fabril e os empregos.

A fábrica de São Bernardo do Campo foi adquirida pela Ford há 52 anos, com a incorporação da Willys Overland do Brasil. Nela foram produzidos vários ícones da indústria automobilística, como o primeiro carro de projeto global a chegar ao Brasil, o Ford Escort, além dos modelos Corcel, Del Rey, Pampa, Ka e Fiesta. 

“Em nome da Ford Motor Company, quero agradecer aos funcionários de São Bernardo pelo seu profissionalismo e dedicação durante vários anos. “Mesmo após o anúncio feito em fevereiro, eles nunca deixaram de cumprir com suas obrigações, produzindo produtos de altíssima qualidade e cuidando da segurança”, diz, em nota, o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters.

A história da fábrica de São Bernardo do Campo se confunde com o crescimento da indústria no município. Além de automóveis, o complexo produziu motores, tratores e, em 2001, passou a abrigar a fábrica de caminhões, transferida da antiga unidade do Ipiranga. A Ford São Bernardo foi também o berço do sindicalismo no Brasil e a primeira na indústria a ter uma comissão de fábrica, no início dos anos 80.

Volkswagen dá férias coletivas
Em Taubaté, interior de São Paulo, a Volkswagen colocou os funcionários da sua fábrica em férias coletivas por causa da queda na exportação de veículos para a Argentina.

“Para fazer frente à redução nos volumes de veículos exportados do Brasil para a Argentina, estamos pontualmente utilizando ferramentas de flexibilização da produção, como o período de 20 dias de férias coletivas, para parte dos empregados da fábrica de Taubaté, a partir do dia 28 de outubro, para se adequar à demanda do mercado”, informa a Volkswagen, em nota.

A montadora não informou quantos funcionários estão em férias coletivas. A Volkswagen produz em Taubaté os modelos Up!, Gol e Voyage, que são exportados para a Argentina.

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Parceria viabilizará contratação de funcionários da Ford pela GM


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Caoa compra fábrica da Ford e deve manter 850 postos de trabalho

Redação

Nesta última terça-feira (3), o governador João Doria anunciou que o Grupo Caoa comprará a unidade da Ford de São Bernardo do Campo. O presidente do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, e o rpesidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, participaram de entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes e deram detalhes da negociação. Com o acordo, a Caoa manterá, em um primeiro momento, os cerca de 850 empregos ligados à unidade do ABC.

 Andrade, Doria e Watters (da esquerda para à direita) comemoram o negócio | Foto: Divulgação

 "O Governo do Estado assumiu o papel de buscar um potencial comprador para esta fábrica. Comprador este que deveria, necessariamente, preservar os empregos ali existentes. Buscamos uma solução que permitisse a preservação dos empregos dos metalúrgicos e prestadores de serviço na unidade de São Bernardo do Campo. É dever do Governo do Estado de São Paulo preservar e gerar empregos", destaca Doria.

 Então, a operação da compra será feita em duas etapas. A primeira terá duração de 35 a 45 dias e é conhecida como "due diligence" – termo utilizado no âmbito de aquisições corporativas, que se refere ao processo de análise das informações sobre a empresa à venda. Com os resultados, a compra da fábrica da Ford pelo Grupo Caoa será oficializada em seguida.

Após o período de análise, será possível dizer qual veículo a unidade de São Bernardo do Campo poderá passar a fabricar pelo Grupo Caoa, além da continuidade da produção de caminhões, já garantida.

 "Agora entra uma etapa de entendimento entre duas grandes empresas. Aliás, o Grupo Caoa é distribuidor Ford há mais de 40 anos, com uma relação bastante estabilizada com a Ford Motors Company", concluiu Doria.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Parceria viabilizará contratação de funcionários da Ford pela GM

Redação

Nesta última segunda-feira (19), o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, e o presidente da General Motors (GM) na América do Sul, Carlos Zarlenga, firmaram compromisso para contratação preferencial de funcionários da fábrica da Ford de São Bernardo. O encontro ocorreu na sede da montadora em São Caetano do Sul e contou a presença também da vice-presidente da GM na América do Sul, Marina Willisch, diretor de Relações Governamentais para o Mercosul, Adriano Barros, e o assessor especial do Governo de São Bernardo, Fernando Longo.

O prefeito Orlando Morando e o presidente da GM na América do Sul, Carlos Zarlenga, firmaram o acordo nesta última segunda-feira (19) | Foto: Omar Matsumoto/PMSBC

A reunião, de aproximadamente uma hora, estabeleceu a assinatura para um protocolo de intenções entre as partes, onde a Prefeitura de São Bernardo do Campo intermediará na absorção dos funcionários demitidos da Ford na planta industrial da GM, de São Caetano do Sul. O programa utilizará a Central de Trabalho e Renda (CTR) de São Bernardo do Campo, onde além de fazer o encaminhamento, realizará também uma prévia qualificação dos profissionais para atender as novas tecnologias do mercado automobilístico.

“A reunião foi muito positiva. A Prefeitura de São Bernardo, por meio do CTR, vai encaminhar, de forma oficial, remanescentes da Ford e outras montadoras. Hoje, no município o problema pontual é a Ford. Assim, a GM dará uma análise preferencial para todo esse corpo funcionários, preferência no currículo. Isso é ótimo para o município, pois podemos fazer essa realocação dos trabalhadores”, explica Morando.

Zarlenga destacou a iniciativa e discorreu sobre a importância da parceria. “É uma excelente ideia. Primeiro porque, como o prefeito disse, são profissionais já treinados. Segundo, estamos fazendo um forte investimento e vamos precisar de talentos para operar. É um ganha-ganha tanto para São Bernardo quanto para a GM”, afirma.

Em fevereiro deste ano, os dirigentes da Ford de São Bernardo do Campo anunciaram o fechamento da unidade fabril, sem apresentar plano de desmobilização e encerram um quadro de, aproximadamente, 4 mil funcionários. A ação foi contestada pelo prefeito, que iniciou uma série de planos para a preservação dos empregos. O ato foi apoiado pelo governador de São Paulo, João Doria, que passou a intermediar a compra da fábrica, condicionando a manutenção dos empregos.


terça-feira, 16 de julho de 2019

Ford deve demitir 750 funcionários do ABC

Redação

O vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul, Rogélio Golfarb, informou recentemente o encerramento da produção do veículo New Fiesta, a partir de 31 de julho. Com isso, haverá a demissão de 750 trabalhadores na planta industrial de São Bernardo do Campo.

Unidade de São Bernardo do Campo deixará de produzir o veículo New Fiesta | Foto: reprodução

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo do Campo informa que, após audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ford não apresentou um plano de desmobilização sobre o encerramento de suas atividades industriais, em São Bernardo do Campo, e os terríveis efeitos para seus serviços públicos.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, ressalta que a conduta da Ford foi lamentável, uma vez que não considera as negociações com o futuro comprador da planta industrial. A medida adotada poderia estar inclusa no conjunto das negociações.

“Lamento que a atual direção da Ford tenha essa prática com a cidade. Destaco que ainda vou seguir na busca por uma solução pela manutenção dos empregos e migração dos efeitos”, afirma Morando.

Além disso, o comunicado da Prefeitura destaca que irá “buscar medidas judiciais cabíveis contra os impactos que possam causar ao município”. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC convoca também os funcionários, para tentar reverter a situação.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Funcionários da Ford aprovam acordo sobre demissão

Redação com ABr

Os trabalhadores da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, aprovaram nesta terça-feira (30), em assembleia, um acordo com a empresa. Segundo nota da montadora, será oferecido um plano de demissão incentivada que vai oferecer compensação financeira para os trabalhadores.

Ford  oferecerá também aos funcionários apoio psicológico e cursos de requalificação profissional, em parceria com o sindicato | Foto: reprodução

A montadora anunciou em fevereiro que fechará a fábrica na cidade devido à decisão da matriz norte-americana de deixar o segmento de caminhões. Após negociações entre a Ford e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, chegou-se ao acordo apresentado hoje (30) aos funcionários da unidade.

Os valores serão determinados com base no tipo de contrato de trabalhador de cada funcionário, o tempo de serviço e uma possível contratação futura, caso a fábrica seja vendida. A empresa oferecerá ainda apoio psicológico e cursos de requalificação profissional, em parceria com o sindicato.

Desde o anúncio, a montadora e o governo estadual buscam um comprador para a unidade, reduzindo dessa forma o impacto do fechamento. Segundo o sindicato, a fábrica emprega cerca de 4 mil pessoas. Além da linha de caminhões, a empresa está descontinuando as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta.

A Ford tem mais duas fábricas no Brasil, uma em Camaçari (BA) e outra em Taubaté (SP).

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Ford é tema de encontro entre prefeito Orlando Morando e secretário Carlos da Costa

Da Redação

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, pautou oficialmente o assunto da Ford com o governo federal, nesta  última terça-feira (26/02). A reunião foi com o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos da Costa, que estava em agenda oficial no Palácio dos Bandeirantes, na Capital paulista.

Morando busca reverter situação da Ford | Foto: Gabriel Inamine/PMSBC
No teor, o prefeito destacou sua indignação com o corpo diretivo da montadora, que na semana passada comunicou o fechamento da fábrica na cidade, por meio de nota e sem apresentar ou dialogar plano de desmobilização – situação que atinge os 3 mil funcionários. O secretário garantiu o compromisso de uma audiência com os representantes da Ford.

“Foi de extrema importância este retorno do secretário, entendendo toda a gravidade em torno do cenário. Enquanto houver condições de brigar e abrir mecanismos para reverter esta situação imposta aos trabalhadores, vamos buscar”, ressalta Morando.

Desde a emissão do comunicado da Ford, a Prefeitura de São Bernardo tem se mobilizado para impedir o fechamento da fábrica, pautando iniciativas que abram o diálogo e se efetivem medidas em favor da manutenção dos empregos.

“Agradeço o manifesto do prefeito. Nós (governo federal) temos o compromisso com o emprego, manter, gerar e crescer mais a economia, abrindo mais postos de trabalho com qualidade. Eventualmente uma empresa pode enfrentar dificuldades, tomar suas decisões de economia de mercado. Respeitamos. No entanto, precisa ser feito com responsabilidade. Vamos marcar uma reunião, além dos estudos que já temos feito”, afirma Costa.

Estiverem presentes também na reunião o secretário de Finanças do município, José Luiz Gavinelli, e do assessor especial de gabinete, Fernando Longo.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Lançado há 45 anos, Maverick tem 7.384 exemplares no Estado de São Paulo

Da Redação

Em 19 de junho de 1973, o motorista brasileiro conheceu um carro de capô longo e traseira curta que, 45 anos depois, é um ícone entre os esportivos nacionais: o Ford Maverick.

Publicidade produzida pela Ford para promover o veículo,
 na década de 1970 | Foto: Divulgação
No sistema do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), constam 7.384 exemplares do modelo registrados no Estado. Destes, 486 têm a cobiçada placa preta, para colecionadores — para isso, é preciso ainda manter boa parte das características originais.

AS 10 CIDADES COM MAIS REGISTROS
1
São Paulo
           2.667
2
Campinas
               322
3
São Bernardo do Campo
               157
4
Santo André
               146
5
Ribeirão Preto
               140
6
São José dos Campos
               111
7
Guarulhos
               104
8
Jundiaí
                 96
9
Piracicaba
                 95
10
Sorocaba
                 94

De início, o carro — lançado pela Ford para concorrer com o Opala, da General Motors — veio em três versões, todas duas-portas — em novembro do mesmo ano, surgiu o modelo quatro-portas. 

Mais em conta delas, a Super custava Cr$ 27.284,00 (cerca de R$ 25 mil, em valores atualizados pelo IPC-Fipe). A Super Luxo, com mais cromados e pneu sem câmara, saía por Cr$ 30,558,00 (aproximadamente R$ 28 mil pelo IPC-Fipe). E a GT, top de linha, que trazia faixas adesivas e um potente motor V8 por Cr$ 39.398,00 (cerca de R$ 36 mil).

Apesar de bem recebido, o Maverick também teve críticas: alto consumo de combustível e pouco espaço no banco traseiro.   

Em 1974, foi lançada inicialmente para competições automobilísticas a versão Quadrijet (nome emprestado de seu novo carburador), que tinha um motor ainda mais potente. Pouco depois, ela também chegou às lojas.

A montadora encerrou a produção do Maverick no Brasil em 1979. No total, foram produzidas 108.106 unidades.

Hoje, o carro atrai admiradores e colecionadores. Em sites especializados, é possível encontrar unidades à venda por valores que ultrapassam R$ 100 mil.

Em tempo, uma curiosidade: o nome Maverick deve voltar às ruas, mas como um utilitário. A nova aposta da Ford ainda não tem data para lançamento.