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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Desigualdade em São Paulo é estrutural e permanece a mesma desde 2013

Da Redação

O Mapa da Desigualdade 2018 realizado pela Rede Nossa São Paulo foi lançado nesta última terça-feira (27) na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e mostrou que o índice de desigualdade nas diversas regiões da cidade não sofreu alterações significativas no último quadriênio. Houve diminuição da diferença entre os indicadores de desigualdade de mortalidade infantil, gravidez na adolescência, pré-natal e atendimento na pré-escola dos distritos de São Paulo entre 2013 e 2017. Porém, a diferença aumentou na oferta de leitos hospitalares, em acidentes com bicicletas e no número de mortes no trânsito.

Segundo o gestor de projetos na Rede Nossa São Paulo e sociólogo formado pela FESPSP, Américo Sampaio, o Mapa da Desigualdade “evidencia em quais áreas é necessário maior atenção das autoridades públicas". Os dados da pesquisa são referentes ao ano anterior (2017) e estão disponíveis aqui. 

Já o cientista político e coordenador do curso de pós-graduação em Globalização e Cultura da FESPSP, Aldo Fornazieri, na abertura do evento, destacou que não apenas no Brasil, mas no mundo, a democracia e a igualdade estão em questionamento. "O principal valor da democracia é a igualdade. Se não houver igualdade, não há direitos, e a democracia é um regime de direitos", afirma.

O lançamento do Mapa foi seguido por um debate com especialistas, e contou com a presença de autoridades públicas, entre elas, o vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy.

Na ocasião, o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, reiterou a importância de políticas públicas pontuais. “Nossos dados nos estimulam para atuarmos fortemente nas políticas públicas, pois não são pontuais, eles buscam aplicabilidade. Além desta pesquisa, a Rede realiza pesquisas mensais com temas importantes para evidenciarmos a percepção dessas políticas", finaliza.


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Dória anuncia Rodrigo Garcia como seu candidato a vice

Da Redação

O pré-candidato do PSDB ao Governo do Estado de São Paulo, João Doria, anuncia nesta sexta-feira, dia 20, que o vice em sua chapa será o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM). Líder do Democratas na Câmara Federal, Rodrigo Garcia exerceu os cargos de Secretário de Habitação, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação e de Desenvolvimento Social na administração do governo de Geraldo Alckmin.

Geraldo Alckmin, João Dória, Rodrigo Garcia e Bruno Covas
durante evento realizado nesta sexta-feira (20) | Foto: Divulgação
“Rodrigo Garcia é a síntese do bom político: moderno, correto, trabalhador e apaixonado pelo que faz. Será um atuante vice-governador do Estado de São Paulo”, afirma João Doria.

Rodrigo Garcia tem longa experiência em gestão pública. Além de comandar importantes secretarias no Governo do Estado de São Paulo, também já foi secretário de Modernização, Gestão e Desburocratização da Prefeitura paulistana. No Legislativo Paulista, foi deputado estadual por três mandatos e presidente da Assembleia Legislativa entre 2005 e 2007.

“Temos os nossos projetos, temos os nossos sonhos para o Estado. Hoje esses sonhos e esses projetos estão nas mãos de João Doria. É uma honra caminhar ao seu lado como seu candidato a vice-governador”, finaliza.
Mara Gabrilli, oriunda de Santo André,
disputará vaga no Senado | Foto: Reprodução

A Coligação Acelera São Paulo, encabeçada pelo tucano João Doria, tem os partidos PSDB, PSD, PP, PRB, PTC e DEM, somando 22 minutos e 11 segundos de tempo diário de rádio e TV na propaganda eleitoral gratuita.

O evento também serviu para oficializar a chapa pura dos tucanos ao Senado: estarão nas urnas os nomes dos deputados federais Ricardo Tripoli e Mara Gabrilli - a última, inclusive, é oriunda de Santo André, no ABC.


terça-feira, 18 de abril de 2017

Santo André e São Paulo discutem unificação de dados habitacionais

Da Redação

Com o objetivo de discutir parcerias para as políticas habitacionais nos dois municípios, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André, Fernando Marangoni, e o secretário de Habitação da cidade de São Paulo, Fernando Chucre, se reuniram na tarde de ontem (17), na capital. Entre os temas debatidos está a criação de um sistema entre os municípios da região metropolitana para a unificação de cadastros de pessoas com demandas habitacionais. Desta forma, cadastros repetidos entre as cidades passariam a ser eliminados, e poupariam tempo e verba entre as Prefeituras envolvidas. 

Reunião ocorreu na tarde de ontem (17) | Foto: Julio Bastos

De acordo com o secretário de Habitação de Santo André, o sistema possibilita ter a dimensão do déficit habitacional real. “Existe um fenômeno chamado conurbação, é uma malha urbana toda misturada. Às vezes você está em Santo André, já entrou em outras cidades e nem reparou, não tem divisas claras. Isso faz com que você não possa pensar os serviços públicos isoladamente. Tem pessoas que pedem casa em mais de um município e com um cadastro unificado isso não vai mais ocorrer”, disse Marangoni.

Segundo Fernando Chucre, o principal ponto positivo da reunião foi a possibilidade de se avançar na integração entre as políticas habitacionais de Santo André e São Paulo. “Estamos todos em uma região metropolitana e é muito difícil para nós fazer uma política específica para cada cidade, considerando que a população em geral reside em um lugar, mas utiliza os serviços da cidade vizinha, como é o caso de Santo André e São Paulo. Vamos realizar reuniões entre os municípios da região metropolitana e com a secretaria do estado com a intenção de colocar um cadastro único metropolitano para evitar sobreposição e ter um número mais preciso de famílias que demandam por habitação nos municípios”, conta o secretário de Habitação da capital.

Também foi discutida no encontro a necessidade de estudos nas divisas para a criação de unidades habitacionais que possam beneficiar tanto famílias andreenses como paulistanas. Outro assunto debatido foi a remoção de famílias que moram próximo ao córrego Oratório. A secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Santo André encaminhou para a Prefeitura de São Paulo um relatório com os dados habitacionais das residências que rodeiam o córrego e aguarda dados da capital para que um projeto para o local possa ser traçado, em conjunto entre as duas cidades.