Mostrando postagens com marcador Polícia Militar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polícia Militar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de abril de 2019

PM passará a utilizar câmera nos uniformes

Da Redação

A Polícia Militar do Estado de São Paulo passará a utilizar câmeras digitais acopladas às fardas de seus policiais. Ainda em caráter inicial, o sistema tem como objetivos primordiais proteger quem está dos dois lados da lente, ou seja, cidadãos e policiais, por intermédio do registro minucioso da interação, e também um substancial aumento na qualidade das provas produzidas no local das ocorrências.

Um dos responsáveis pelos estudos a respeito do sistema é o tenente-coronel Robson Cabanas Duque, comandante do 37º BPM-M, unidade que será pioneira na utilização do dispositivo. “Inicialmente serão 120 câmeras instaladas em policiais do 37º batalhão, que atuam nas regiões do Capão Redondo e do Jardim Ângela”, revela.

Aumentar a qualidade das provas e melhorar o relacionamento com a
população são dois dos principais objetivos da medida | Foto: Arquivo 

O estudo conduzido pelo tenente-coronel da PM e que conta com a participação de mais de 20 profissionais da PM, indicou ainda outros pontos positivos advindos da gravação das ações. “Policiais que usaram estes dispositivos afirmaram que, como o equipamento registrava suas ações, houve preocupação ainda maior com técnicas e táticas empregadas. Ou seja, aumentou a cobrança pessoal de cada um acerca dos próprios atos”, ressalta.

Ainda de acordo com ele, em países como Estados Unidos e Reino Unido houve queda nas reclamações e denúncias contra policiais. “É importante para o próprio policial, para que seja possível afastar muitas denúncias e reclamações infundadas também”, pondera o policial militar.

Quando usar e quando não usar

A câmera operacional portátil, chamada de COP, deverá ser utilizada em momentos de atendimento de ocorrência, de interação e nos quais seja necessário o uso de força, bem como em abordagens e atividades de apoio, fiscalizações, acidentes, buscas, varredura e manifestações. “Se o policial militar ficar em dúvida sobre acionar ou não a câmera operacional portátil, deverá ligá-la. A regra geral sempre será gravar todos os eventos de interesse policial”, afirma o tenente-coronel.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Dados revelam que PM só usa metade da tropa no patrulhamento

Da Redação

Do efetivo total da Polícia Militar do Estado de São Paulo, somente a metade, aproximadamente, está nas ruas realizando patrulhamento preventivo/ostensivo. É isso o que mostram dados obtidos pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) junto ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil. A informação veio de uma análise do Registro Digital de Ocorrências (RDO), selecionando-se os RGs de condutores e/ou testemunhas, nos boletins de ocorrências criminais registrados nos distritos policiais (pessoalmente) e na Delegacia Eletrônica (via internet).

Em 2017, 2.587.988 ocorrências criminais e não criminais foram registradas nas delegacias do estado de São Paulo (sem contabilizar as ocorrências registradas pela Delegacia Eletrônica). Dessas ocorrências, 123.054 foram autos de prisões em flagrante. Desses, a PM apresentou 80.781, sendo 37.325 por policiais distintos, que figuram como condutor ou testemunha. A Polícia Civil registrou 23.240 e outros condutores constam em 19.033 flagrantes.
Dados são do Sindpesp, entidade presidida
 por Raquel Kobashi Gallinati | Foto: Divulgação

No mesmo ano, das ocorrências criminais e não criminais apresentadas nos distritos policiais (2 milhões, 587 mil e 988 ocorrências), a PM apresentou cerca de 10%, ou seja, 268.537 ocorrências, em que figuraram como condutores 39.242 policiais distintos, podendo cada um deles ter apresentado uma ou mais ocorrências (flagrante ou não) dentro do número total de apresentações pela corporação militar.

Como condutores ou testemunhas, figuraram 47.305 policiais militares distintos em todas as ocorrências apresentadas no ano de 2017 pela Polícia Militar em todo o estado de São Paulo. Eles apresentaram ou estiveram presentes em todos os tipos de ocorrências, criminais e não criminais, nas delegacias físicas.

Finalmente, no mesmo ano da pesquisa, o total de boletins de ocorrência registrados (tanto nas delegacias físicas quanto na delegacia eletrônica) foi de 3 milhões, 882 mil e 282. Desses, 1 milhão, 791 mil e 760 foram de natureza não criminal e 2.090.522 de natureza criminal.

A princípio, a iniciativa do sindicato em solicitar números ao Dipol tinha como objetivo descobrir o número de delegados que estavam realizando sua atividade fim, porém, o levantamento acabou por apontar esse preocupante panorama do policiamento ostensivo do estado de São Paulo, indicando uma grande ausência de parte da tropa nas delegacias.

Tudo leva a crer, pelos dados, que apenas 47.305 policiais militares estão nas ruas. E os demais? O policiamento ostensivo é o que tem como obrigação prevenir o crime, transmitir a sensação de proteção e segurança à população. É o policiamento preventivo que vai evitar que o crime ocorra para que, assim, a Polícia Judiciária possa se dedicar à investigação de quadrilhas e ao encarceramento de criminosos.

A grande quantidade de ocorrências criminais 2.090.522 - registradas nas delegacias físicas e na delegacia eletrônica - revela que a PM não evita a prática de crime de forma eficaz, e na relação de crimes ocorridos versus a situação vivenciada pela Polícia Judiciária paulista, com apenas 2.207 delegados na atividade fim, as autoridades policiais teriam que investigar 1.172 crimes por ano ou mais de três crimes por dia, se trabalhassem sem descanso por 360 dias. A conta não fecha. E ainda há que se considerar as subnotificações de milhares de casos.

É preciso investir num policiamento inteligente, visando a diminuição da criminalidade, aponta a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati. “Diante da situação de insegurança em que vive o estado de São Paulo, é inaceitável que cerca de metade do efetivo da Polícia Militar não esteja realizando sua função primeira, que é basicamente o patrulhamento. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo aponta essa discrepância na expectativa de que a situação seja urgentemente revista pelo atual governador, pois o que está caracterizado através desses dados é que não está havendo correta aplicação do material humano de mais de 90 mil homens e mulheres, implicando diretamente no aumento da criminalidade e na sensação de insegurança da população paulista”, comenta.


terça-feira, 27 de novembro de 2018

PM do ABC recebe 47 novas viaturas e anuncia premiação interna

Por Vitor Lima

O Comando de Policiamento Metropolitano de Área 6 (CPA/M6) da Polícia Militar (PM), responsável pela segurança das sete cidades do ABC, recebeu 47 novas viaturas ontem (26). Os veículos da Chevrolet, modelos Spin, serão distribuídos aos seis batalhões que compõem o policiamento da região e auxilirão nas patrulhas da corporação.

As entregas fazem parte da remessa de 1645 automóveis adquiridos (sob o custo de R$ 53.700 cada uma) pelo governo do Estado e que estão sendo distribuídos em diversas regiões (a capital, por exemplo, recebeu 70 unidades). Com as entregas, o ABC passa a contar com 597 viaturas em seu efetivo.

Com as entregas, a corporação conta com 597 viaturar destinadas ao ABC | Foto: Divulgação 

Também está previsto para as próximas semanas a chegada de novo contingente de policiais, para reforçar a segurança na região.

Comando institui premiação

Na próxima sexta-feira (30), um buffet em São Caetano do Sul receberá iniciativa inédita do CPA/M6. O coronel Ronaldo Gonçalves Faro, responsável pelo Comando, divulgará os indicadores criminais do ABC e apresentará o balanço das atividades da PM na região. Informações premilinares dão conta de que números positivos, em diversos indicadores, serão apresentados.

O troféu que será entregue ao batalhão que atingir os melhores resultados
ao longo de 2018, durante solenidade que será realizada na próxima sexta-feira (30) | Foto: VL
Como forma de coroar e motivar o trabalho dos seis batalhões responsáveis pela segurança nas sete cidades, o comando do CPA/M6 entregará, pela primeira vez, o prêmio Servir e Proteger ao batalhão que apresentou os melhores resultados ao longo do ano. De acordo com informações cedidas pelo tenente e responsável pelo setor de Comunicação do CPA/M6, Voltaire Juvenal da Cruz, serão critérios para definir o ganhador do prêmio os indicadores criminais da área de cada batalhão, produtividade das ações e demais avaliações internas.

O batalhão vencedor receberá troféu e outras premiações, que serão divulgados no momento da divulgação do vencedor. O troféu ficará sob posse do batalhão vencedor durante um ano e depois será repassado ao batalhão premiado do ano seguinte.


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Coronel Nishikawa é candidato a deputado estadual

Por Vitor Lima

Após uma vida inteira dedicada à Segurança Pública, Paulo Nishikawa, 69 anos, decidiu continuar sua luta por uma sociedade mais segura de outra forma. Ele é candidato a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, pelo PSD, mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro.

Foto: Divulgação
O candidato à Presidência, aliás, foi determinante na decisão de Nishikawa de concorrer nas eleições de outubro. A candidatura de Bolsonaro é "uma luz no fim do túnel", classifica o candidato a deputado estadual.

Nishikawa nasceu em Vera Cruz, no interior de São Paulo, e candidatou-se para soldado da Força Pública (que depois passou a se chamar Polícia Militar do Estado de São Paulo), em 1968. De lá para cá, o candidato passou por diversos cargos militares.

Destaque para sua trajetória no Corpo de Bombeiros, no qual foi comandante de diversos postos do ABC, e sua atuação à frente do 6º Batalhão da Polícia Militar (que na época abrangia os municípios de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) durante a década de 1990. Neste período, Nishawaka participou das articulações responsáveis por trazer o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) para o ABC. Atualmente, o candidato atua ativamente no Conselho de Segurança (Conseg) do Centro de São Bernardo do Campo.

Confira a entrevista que o candidato concedeu à reportagem do Ponto Final:

Ponto Final (PF): O que motivou o senhor a se lançar candidato à Assembleia Legislativa? 

Paulo Nishikawa (PN): A situação caótica do nosso País despertou o meu interesse em envolver-me com a política, principalmente, em virtude de ter surgido uma luz no fim do túnel, com a candidatura do deputado federal Jair Messias Bolsonaro. A mobilização se deu porque acredito que ele vai reconduzir o País, novamente, ao progresso nos livrando paulatinamente dos políticos corruptos.

 PF: Caso eleito, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?

PN: Combate à corrupção e o resgate das instituições de Segurança Pública, que vêm sendo sucateadas ao longo dos anos sem reposição de efetivo e de equipamento essencial à atividade. A Educação e a Saúde também sucateadas terão atenção especial.

PF: Na sua opinião, quais as principais demandas do ABC e o que o senhor pretende fazer para mudar este quadro? 

PN: Transporte público também não acompanhou o crescimento populacional dificultando a vida dos moradores da nossa progressista região. (Vou) Cobrar do governo estadual a instalação do metrô de superfície que não saiu do papel.

Na área da Segurança, priorizar a implantação do policiamento aéreo através do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, para melhor policiar a extensa área urbana conurbadas reunindo sete municípios de vital importância para o Estado, sem contar ainda com a área de Proteção de Mananciais, bem como uma das maiores, se não a maior, malha viária do País em movimento, constituídas pela rodovia Anchieta, Imigrantes, trecho sul do Rodoanel e ainda a rodovia Índio Tibiriçá.

Descentralização da distribuição do remédio de alto custo, que até agora ninguém fez nada, vivendo só de promessas.

PF: A questão das drogas é um problema latente em todo o estado de São Paulo. Na Assembleia, como o senhor pode atuar para coibir o tráfico de drogas? 

PN: O tráfico de drogas em princípio cabe à área federal, entretanto, é (importante) implementar programas de combate às drogas nas escolas, como o Proerd ministrado por instrutores da Polícia Militar, desde a década de 90, quando trouxemos para a região do ABC, pioneiramente, quando comandávamos o 6º BPM/M São Bernardo do Campo.

PF: Qual estratégia deve ser usada para “proteger” os nossos jovens do contato com as drogas? 

PN: Como dito anteriormente, pela Educação. Não há outro caminho. Introduzir matérias curriculares de combate às drogas nas escolas de ensino fundamental. Ao meu ver qualquer outra medida será um paliativo.

PF: Pesquisa do Ipea divulgada recentemente indica que, pela primeira vez na história, o Brasil atingiu patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Diante disso, como o senhor encara o fato de alguns candidatos serem favoráveis a liberação do porte de armas no Brasil? O senhor é a favor da liberação? 

PN: Sou favorável a liberação de aquisição de armas, por cidadãos preparados para defesa da própria vida. Com ressalvas às pessoas que se submetem a exame psicológico e serem reprovados. Como diz o professor Bene Barbosa: "a arma não atira sozinho".

PF: Como o senhor avalia atuação da Polícia Militar de São Paulo? 

PN: A atuação da Polícia Militar é heroica, onde policial é alvo de bandidos só pelo fato de estar fardado. É a última barreira entre o bem e o mal.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

PM do ABC tem novo comandante

Da Redação

A Polícia Militar (PM) do ABC está com novo comandante. No último dia 7, ocorreu a solenidade que oficializou a troca no Comando de Policiamento Metropolitano de Área 6 (CPA/M-6), que agora é conduzido pelo coronel Ronaldo Gonçalves Faro. O CPA/M-6 é responsável pelo policiamento nas sete cidades do ABC. O ato contou com a presença de diversas autoridades civis e militares.

Coronel Ronaldo Gonçalves Faro comanda um efetivo
 com cerca de 3,5 mil homens no ABC | Foto: Caio Arruda/PMM
Faro substitui o coronel Paulo Henrique Fontoura Faria, que ocupou o cargo por pouco mais de um ano.

O novo comandante tem como responsabilidade dar apoio à atuação dos tenentes-coronéis, para que a PM possa garantir a segurança dos cerca de 2,7 milhões de habitantes do ABC. Sob seu comando estão aproximadamente 3,5 mil policiais.

Operação Servir e Proteger

Uma das primeiras ações de Faro na região ocorre durante o dia de hoje (15). A PM lançou, na capital e região metropolitana, a Operação Servir e Proteger, com o objetivo de reduzir diversos delitos, como roubos de carga, de veículos, entre outros. A operação aposta na presença ostensiva dos policiais para aumentar a segurança da população e inibir a prática de crimes.

Também faz parte da operação a implantação de pontos de referência, isto é, locais estrategicamente escolhidos em que viaturas e bases móveis ficam postadas.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PM apreende dois jovens em São Caetano do Sul

Da Redação

A Polícia Militar apreendeu dois adolescentes por roubo ontem (2), em São Caetano do Sul, por volta das 20h. Policiais da Força Tática realizavam patrulhamento na Avenida Senador Vergueiro, em São Bernardo do Campo, quando for abordados pela vítima que relatou que acabara de ser roubada. Na ação, os infratores haviam levado o carro da vítima, recém adquirido, que ainda estava sem placas. 

Após buscas, o veículo foi encontrado na Rua Humberto Fernandes Fortes, no bairro Cerâmica, em São Caetano. Os policiais abordaram os infratores, menores de idade, e os conduziram à delegacia Sede do município. A vítima reconheceu os adolescentes, que seguem à disposição da Justiça.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

“Propiciar à população sensação de segurança”, é o objetivo do coronel Faria

Por Vivian Silva

Desde o fim de março, a região do ABC conta com um novo comandante da Polícia Militar (PM), o coronel Paulo Henrique Fontoura Faria, 49 anos, que está na corporação há 32 anos. Ele assumiu o Comando de Policiamento Metropolitano de Área 6 (CPA/M-6), no lugar do coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, que ficou responsável pela área por pouco mais de dois anos.

Com mais de 2,7 milhões de habitantes, o ABC tem um efetivo de aproximadamente 3.100 policiais, que contam também com sistemas inteligentes no combate à criminalidade. Além disso, há ações direcionadas, conforme o período do ano e aumento no número de circulação de pessoas, por exemplo, em eventos como o Festival de Paranapiacaba. 

Em entrevista exclusiva ao Ponto Final, Faria explica que o seu papel como comandante é ser um “facilitador” no trabalho dos tenentes-coronéis, que atuam no ABC, e demais órgãos que queiram fomentar a segurança no local. Ao todo, há seis batalhões na região que atendem os sete municípios, que compõem o ABC. 

Na prática, caso algum município precise, por exemplo, de uma ação conjunta de unidades especializadas que estão sediadas em São Paulo, como regimento de cavalaria e tropa de choque, esta ação será coordenada pelo CPA/M6. 
Coronel comenda as ações da Polícia Militar no ABC | Foto: Divulgação

“A finalidade como um todo é manter o controle dos indicadores criminais, aumentar cada vez mais a nossa produtividade e, com isso, conseguir alcançar a tão desejada sensação de segurança, para a população aqui da região do ABC”, explica Faria. 

Atualmente, está em vigor a operação chamada 100 Dias em todo estado de São Paulo. De acordo com o comandante, o objetivo é coibir crimes violentos (homicídios e latrocínios) e diminuir o número de roubos de modo geral. 

Durante a entrevista, o comandante comentou sobre alguns indicadores da Secretária de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, ações da PM e reiterou que propiciar “sensação de segurança” aos cidadãos é um dos objetivos da corporação. A seguir os principais pontos da conversa. 

Ponto Final (PF) - Qual é a maior dificuldade que o senhor enfrenta à frente da corporação?
Coronel Faria (CF) - É difícil falar qual é a maior, cada município tem sua característica, então, no planejamento eu ouço os meus comandantes de batalhões, os planejamentos são  deles, eu estou aqui para dar o suporte, eventualmente, dar um apoio, uma orientação, são sete municípios que apesar de você estar nesta malha desta macrorregião do Grande ABC, cada município tem suas características que vão gerar o seu tipo de crime. Mas o nosso desafio como um todo é manter os indicadores sob controle, cumprir as nossas metas e, com isso, propiciar à população a sensação de segurança naquilo que nos compete que a atuação da polícia ostensiva e preventiva. 

PF - Em março deste ano, dados do Boletim Tracker-Fecap mostram que Diadema, seguida de São Bernardo do Campo e Santo André estão entre os dez municípios de São Paulo com o maior número de roubos de motos. Como reverter estes dados?
CF - Na região como um todo nós tivemos 6,61% de redução dos roubos dos veículos no primeiro trimestre. O crime migra e nessa migração com o nosso sistema inteligente, nós vamos acompanhando. A Cavalo de Aço é uma operação efetiva específica para fiscalização de motocicleta, porque a motocicleta é muito utilizada pelo fácil deslocamento, fuga e tem a questão do capacete, que não permite a identificação do condutor. 

PF - Houve um aumento no número de furtos de veículos em Santo André no 1º trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado (Dados SSP: 1.125 em 2017 e 824 em 2016). A implantação do Detecta ocorreu justamente por esse aumento? 
CF - Sim, o Detecta funciona em São Paulo. É muito bom! Em Santo André já está funcionando como teste. É um sistema intercalado de câmera com certas características técnicas, mas há um consenso que é uma ferramenta boa.

Estima-se que nós temos uma frota de 1,7 milhão de veículos aqui no ABC, muitos dos municípios estão se verticalizando, o que a gente percebe é que não tem lugar para colocar os carros, então, principalmente o furto aumenta, diante disso, nós estamos fazendo ações e operações. Nós temos sistemas inteligentes, então, quando nós verificamos que há algum problema, nós atuamos naquele local específico, naqueles horários específicos. 

PF - Há diálogos para que o Detecta seja implantando nos demais municípios da região? 
CF - Não sabemos, vai depender muito de cada prefeitura.

PF - O número de estupros também aumentou em Santo André, neste primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado (Dados SSP: 35 em 2017, 25 em 2016). O senhor pode comentar este aumento?
CF - O estupro tem várias questões. Nós fizemos aqui uma análise, nós tivemos 35 casos registrados, destes 35, 21 foram estupros de vulneráveis. Foram crianças que estavam sob a guarda de maiores ou responsáveis, então, é um tipo de delito difícil de se prevenir. Tivemos também dois casos de vítimas que foram estupradas depois de um consumo exagerado de bebida alcoólica. Tivemos um caso de uma vítima, que após conhecer alguém pela rede social, no primeiro encontro foi violentada.  Alguns casos de estupro são de difícil prevenção, em virtude do ambiente onde acabam ocorrendo e seis foram em vias públicas. Quatro inclusive foram solucionados, os infratores reconhecidos e indiciados Mas nós monitoramos, acompanhamos e mantemos também um policiamento e intensificamos o patrulhamento nessas áreas. 

PF – Quais dicas o senhor pode dar para a mulher se prevenir deste crime?
CF - Cuidado com redes sociais, antes de marcar um encontro sozinha com um desconhecido, se certificar de quem é a pessoa, se for marcar um encontro sempre em local público, onde há muitas pessoas.  Não tomar carona com pessoas desconhecidas ou pessoas que conheceu numa festa; cuidado com consumo de bebidas alcoólicas, quando for consumir bebidas alcoólicas nunca deixar o copo a vista, se deixar, descartar aquele copo com a bebida, para evitar que alguém coloque alguma substância. 


PF – Como funciona a reciclagem do policial e como é trabalhado o estresse e as condições psicológicas deste profissional?
CF – Nossa tropa é constantemente treinada, sempre foi uma preocupação, por ano, ela é obrigada a passar pelo estágio de aprimoramento profissional, que inclui o teste de aptidão física e o teste de aptidão de tiros. Temos até neurolinguística também. Além disso, há cursos de especialização (policiamento com bicicletas, choque, etc.) que são feitos em São Paulo. Nós temos os Naps - Núcleos de Atenção Psicossocial, quando nós verificamos que o policial passou por uma ocorrência de gravidade, ele é avaliado, por psicólogos e muitas vezes afastado. 

PF - Como o senhor avalia as armas que são usadas pelos policiais militares? Há muitas críticas em relação à Taurus (marca de armas usada pela corporação). 
CF – Ela é adquirida conforme a legislação vigente e se der problema nós mandamos a arma para o órgão competente da polícia militar, o Centro de Suprimento de Material Bélico, que fará a perícia, avaliação e a substituição. Agora foi aberta uma licitação internacional, que está em andamento, mas quando você fala em licitação internacional, as indústrias brasileiras também podem participar e você sempre vai escolher o modelo melhor. 

PF - Como tem sido a relação com os prefeitos e secretários de Segurança das prefeituras do ABC?
CF - Já conversei com todos. Ontem (16 de maio) mesmo fizemos uma operação em Mauá, estava lá a polícia militar e a guarda municipal de Mauá, de trânsito, então, nós temos um calendário de operações e nós fazemos operações, inclusive, conjuntas com o poder público municipal.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Videomonitoramento auxilia policiais na recuperação de carros roubados

Da redação

A Polícia Militar prendeu dois homens, de 26 anos, após tentarem assaltar o carro forte de uma empresa de valores, na Rodovia dos Bandeirantes, na noite da última terça-feira (21). Ao longo da ação, os suspeitos roubaram dois veículos e foram detidos em um posto de combustível no bairro Tatuapé, zona leste da capital. Policiais da Força Tática souberam do veículo roubado, por meio do sistema de videomonitoramento inteligente Detecta e fizeram o acompanhamento.  

Durante a ação, os suspeitos fugiram em alta velocidade, até um posto de combustível na Marginal Tietê, onde fizeram dois funcionários reféns. Após breve negociação, a dupla se rendeu. Com os suspeitos, reconhecidos como autores dos roubos, foram localizados dois fuzis e uma pistola. Os veículos roubados e um automóvel abandonado na praça do pedágio foram recuperados. 

Ao todo, cerca de 20 explosivos foram localizados dentro dos carros. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar foi acionado para isolar o local e detonar os materiais apreendidos.

Foi requisitado exame de corpo de delito e lesão corporal aos envolvidos. O caso foi registrado na 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A Polícia Civil prossegue com as investigações.