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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Coronel Nishikawa é candidato a deputado estadual

Por Vitor Lima

Após uma vida inteira dedicada à Segurança Pública, Paulo Nishikawa, 69 anos, decidiu continuar sua luta por uma sociedade mais segura de outra forma. Ele é candidato a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, pelo PSD, mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro.

Foto: Divulgação
O candidato à Presidência, aliás, foi determinante na decisão de Nishikawa de concorrer nas eleições de outubro. A candidatura de Bolsonaro é "uma luz no fim do túnel", classifica o candidato a deputado estadual.

Nishikawa nasceu em Vera Cruz, no interior de São Paulo, e candidatou-se para soldado da Força Pública (que depois passou a se chamar Polícia Militar do Estado de São Paulo), em 1968. De lá para cá, o candidato passou por diversos cargos militares.

Destaque para sua trajetória no Corpo de Bombeiros, no qual foi comandante de diversos postos do ABC, e sua atuação à frente do 6º Batalhão da Polícia Militar (que na época abrangia os municípios de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) durante a década de 1990. Neste período, Nishawaka participou das articulações responsáveis por trazer o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) para o ABC. Atualmente, o candidato atua ativamente no Conselho de Segurança (Conseg) do Centro de São Bernardo do Campo.

Confira a entrevista que o candidato concedeu à reportagem do Ponto Final:

Ponto Final (PF): O que motivou o senhor a se lançar candidato à Assembleia Legislativa? 

Paulo Nishikawa (PN): A situação caótica do nosso País despertou o meu interesse em envolver-me com a política, principalmente, em virtude de ter surgido uma luz no fim do túnel, com a candidatura do deputado federal Jair Messias Bolsonaro. A mobilização se deu porque acredito que ele vai reconduzir o País, novamente, ao progresso nos livrando paulatinamente dos políticos corruptos.

 PF: Caso eleito, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?

PN: Combate à corrupção e o resgate das instituições de Segurança Pública, que vêm sendo sucateadas ao longo dos anos sem reposição de efetivo e de equipamento essencial à atividade. A Educação e a Saúde também sucateadas terão atenção especial.

PF: Na sua opinião, quais as principais demandas do ABC e o que o senhor pretende fazer para mudar este quadro? 

PN: Transporte público também não acompanhou o crescimento populacional dificultando a vida dos moradores da nossa progressista região. (Vou) Cobrar do governo estadual a instalação do metrô de superfície que não saiu do papel.

Na área da Segurança, priorizar a implantação do policiamento aéreo através do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, para melhor policiar a extensa área urbana conurbadas reunindo sete municípios de vital importância para o Estado, sem contar ainda com a área de Proteção de Mananciais, bem como uma das maiores, se não a maior, malha viária do País em movimento, constituídas pela rodovia Anchieta, Imigrantes, trecho sul do Rodoanel e ainda a rodovia Índio Tibiriçá.

Descentralização da distribuição do remédio de alto custo, que até agora ninguém fez nada, vivendo só de promessas.

PF: A questão das drogas é um problema latente em todo o estado de São Paulo. Na Assembleia, como o senhor pode atuar para coibir o tráfico de drogas? 

PN: O tráfico de drogas em princípio cabe à área federal, entretanto, é (importante) implementar programas de combate às drogas nas escolas, como o Proerd ministrado por instrutores da Polícia Militar, desde a década de 90, quando trouxemos para a região do ABC, pioneiramente, quando comandávamos o 6º BPM/M São Bernardo do Campo.

PF: Qual estratégia deve ser usada para “proteger” os nossos jovens do contato com as drogas? 

PN: Como dito anteriormente, pela Educação. Não há outro caminho. Introduzir matérias curriculares de combate às drogas nas escolas de ensino fundamental. Ao meu ver qualquer outra medida será um paliativo.

PF: Pesquisa do Ipea divulgada recentemente indica que, pela primeira vez na história, o Brasil atingiu patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Diante disso, como o senhor encara o fato de alguns candidatos serem favoráveis a liberação do porte de armas no Brasil? O senhor é a favor da liberação? 

PN: Sou favorável a liberação de aquisição de armas, por cidadãos preparados para defesa da própria vida. Com ressalvas às pessoas que se submetem a exame psicológico e serem reprovados. Como diz o professor Bene Barbosa: "a arma não atira sozinho".

PF: Como o senhor avalia atuação da Polícia Militar de São Paulo? 

PN: A atuação da Polícia Militar é heroica, onde policial é alvo de bandidos só pelo fato de estar fardado. É a última barreira entre o bem e o mal.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sardano tentará Brasília e planeja ações na área da Segurança

Por Vitor Lima

Após ser o segundo mais votado para vereador em Santo André no último pleito (2016), Edson de Jesus Sardano (PTB) tentará alçar voos mais altos nas eleições de outubro: o objetivo é continuar sua trajetória política em Brasília, como deputado federal.

O petebista é natural de Santo André e coronel da reserva da Polícia Militar (PM). A confiança depositada por 6.132 eleitores andreenses e sua trajetória profissional, levaram Sardano a ser escolhido pelo prefeito Paulo Serra (PSDB) para assumir a Secretaria de Segurança da cidade, cargo que ocupou entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano.


Coronel da PM é vereador em Santo André e já foi
secretário de Segurança do município
 em duas ocasiões | Foto: Divulgação
O coronel deixou o cargo e voltou para a Câmara de vereadores, justamente, para disputar as eleições de outubro. Sardano já havia sido secretário de Segurança do município entre 2001 e 2003, durante a gestão do petista Celso Daniel.

Entre as principais realizações na última passagem pela Pasta, ele destaca medidas que fortaleceram a atuação da Guarda Civil Municipal, como a aprovação do novo estatuto da categoria. Na avaliação dele, as ações foram um “divisor de águas” na atuação da corporação.

Confira abaixo a entrevista com o postulante à Câmara Federal, no qual o pré-candidato defende um novo modelo de gestão da segurança pública nacional, em formato semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ponto Final (PF): Caso eleito, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?
Edson Sardano (ES): As bandeiras mais importantes que irei empunhar são a defesa da vida, entenda-se como a luta contra o aborto, com a ressalva das exceções já prevista em lei, o endurecimento das leis processuais penais, para diminuir os benefícios e recursos que hoje estimulam a impunidade, uma reforma no sistema policial brasileiro com ampla consulta popular e estudos comparados no mundo, focando a necessidade da gestão local. Ou seja, tal qual o Sistema Único de Saúde, que embora tenha verbas da União e do Estado, a gestão é local. Pretendo o mesmo para a Segurança. Necessitamos de uma reforma tributária que devolva mais recursos aos municípios, uma vez que a arrecadação é feita neles e as demandas também são de natureza municipal principalmente.

PF: Na sua opinião, quais as principais demandas do ABC?
ES: Creio que o ABC clama por melhoras na segurança.

PF: Atualmente, o ABC conta com apenas quatro representantes na Assembleia Legislativa e dois no Congresso Nacional. Em outras oportunidades, nossa região já teve números mais expressivos. O baixo número de representantes da região demonstra um descontentamento dos eleitores com os políticos do ABC?
ES: Não. Creio que o descontentamento é com a política em geral, mas aqui temos uma característica especial, pois a proximidade com a capital acaba fazendo com que muitos eleitores apoiem candidatos de fora.

PF: A cidade de Diadema deixou o Consórcio Intermunicipal há alguns meses e outros municípios da região indicam que podem fazer o mesmo. Como o senhor avalia a atuação do Consórcio e o aparente enfraquecimento por qual a instituição passa?
ES: Creio que o consórcio precisa ser "reinventado". É muito caro, produz pouco e, também, carece de transparência.

PF: O senhor esteve à frente da Secretaria de Segurança de Santo André por pouco mais de um ano. Como o senhor avalia sua atuação à frente da Pasta?
ES: Estou muito satisfeito. Consegui aprovar o Estatuto da Guarda Municipal, que era uma demanda de 30 anos, graças, evidentemente, ao apoio do prefeito Paulo Serra e também criei operações de impacto, dando uma ‘virada’ na postura e na gestão da Guarda, que hoje participa ativamente do policiamento na cidade. Foi um verdadeiro divisor de águas.

PF: Pesquisa do Ipea divulgada terça-feira (5) indica que pela primeira vez na história o Brasil atingiu patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Diante disso, como o senhor encara o fato de alguns candidatos serem favoráveis a liberação do porte de armas no Brasil?
ES: Isso é muito complicado. Há argumentos para qualquer uma das opções, mas eu entendo que a posse pode ser flexibilizada, em especial na zona rural e locais afastados, mas o porte carece de maior restrição.

PF: Dos atuais nomes colocados na mesa, quais lhe agradam mais para governador e presidente?
ES: Geraldo Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB).

PF: Já está definido qual candidato o senhor apoiará para a Assembleia Legislativa?
ES: Tenho que avaliar conjunturas partidárias, mas tenho uma identidade programática com o Almir Cicote (Avante) em Santo André.