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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Aplicativo do SUS é utilizado por mais de 1 milhão de usuários

Da Redação

Serviços, informações e utilidades públicas em saúde a um toque dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) já estão disponíveis à população, por meio do aplicativo (app) Meu DigiSUS, disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Até o momento, já foram realizados cerca de 1,2 milhão de downloads do Meu DigiSUS, entre smartphones com sistemas IOS e Android.

App já foi baixado por cerca de 1,2 milhão de pessoas | Foto: Reprodução 
Por meio do aplicativo, lançado há três anos, a população pode acompanhar via celular, suas consultas e exames ambulatoriais, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) informatizadas; dispensação de medicamentos; visualização do histórico de suas solicitações; posição na fila do Sistema Nacional de Transplantes; entre outras funcionalidades relacionadas à saúde pública.

Segundo o diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, Guilherme Teles, o aplicativo reduzirá custos e diminuirá as filas presenciais nas estruturas físicas nos estados e municípios. “Em todo o mundo, o uso da Saúde Digital tem constantemente mudado a forma de organização e disponibilização dos serviços de saúde. No Brasil, este aplicativo irá justamente realizar isso, por meio da melhoria constante da qualidade dos serviços, dos processos, da prevenção e prioritariamente da atenção à saúde”, afirma.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Sardano tentará Brasília e planeja ações na área da Segurança

Por Vitor Lima

Após ser o segundo mais votado para vereador em Santo André no último pleito (2016), Edson de Jesus Sardano (PTB) tentará alçar voos mais altos nas eleições de outubro: o objetivo é continuar sua trajetória política em Brasília, como deputado federal.

O petebista é natural de Santo André e coronel da reserva da Polícia Militar (PM). A confiança depositada por 6.132 eleitores andreenses e sua trajetória profissional, levaram Sardano a ser escolhido pelo prefeito Paulo Serra (PSDB) para assumir a Secretaria de Segurança da cidade, cargo que ocupou entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano.


Coronel da PM é vereador em Santo André e já foi
secretário de Segurança do município
 em duas ocasiões | Foto: Divulgação
O coronel deixou o cargo e voltou para a Câmara de vereadores, justamente, para disputar as eleições de outubro. Sardano já havia sido secretário de Segurança do município entre 2001 e 2003, durante a gestão do petista Celso Daniel.

Entre as principais realizações na última passagem pela Pasta, ele destaca medidas que fortaleceram a atuação da Guarda Civil Municipal, como a aprovação do novo estatuto da categoria. Na avaliação dele, as ações foram um “divisor de águas” na atuação da corporação.

Confira abaixo a entrevista com o postulante à Câmara Federal, no qual o pré-candidato defende um novo modelo de gestão da segurança pública nacional, em formato semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ponto Final (PF): Caso eleito, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?
Edson Sardano (ES): As bandeiras mais importantes que irei empunhar são a defesa da vida, entenda-se como a luta contra o aborto, com a ressalva das exceções já prevista em lei, o endurecimento das leis processuais penais, para diminuir os benefícios e recursos que hoje estimulam a impunidade, uma reforma no sistema policial brasileiro com ampla consulta popular e estudos comparados no mundo, focando a necessidade da gestão local. Ou seja, tal qual o Sistema Único de Saúde, que embora tenha verbas da União e do Estado, a gestão é local. Pretendo o mesmo para a Segurança. Necessitamos de uma reforma tributária que devolva mais recursos aos municípios, uma vez que a arrecadação é feita neles e as demandas também são de natureza municipal principalmente.

PF: Na sua opinião, quais as principais demandas do ABC?
ES: Creio que o ABC clama por melhoras na segurança.

PF: Atualmente, o ABC conta com apenas quatro representantes na Assembleia Legislativa e dois no Congresso Nacional. Em outras oportunidades, nossa região já teve números mais expressivos. O baixo número de representantes da região demonstra um descontentamento dos eleitores com os políticos do ABC?
ES: Não. Creio que o descontentamento é com a política em geral, mas aqui temos uma característica especial, pois a proximidade com a capital acaba fazendo com que muitos eleitores apoiem candidatos de fora.

PF: A cidade de Diadema deixou o Consórcio Intermunicipal há alguns meses e outros municípios da região indicam que podem fazer o mesmo. Como o senhor avalia a atuação do Consórcio e o aparente enfraquecimento por qual a instituição passa?
ES: Creio que o consórcio precisa ser "reinventado". É muito caro, produz pouco e, também, carece de transparência.

PF: O senhor esteve à frente da Secretaria de Segurança de Santo André por pouco mais de um ano. Como o senhor avalia sua atuação à frente da Pasta?
ES: Estou muito satisfeito. Consegui aprovar o Estatuto da Guarda Municipal, que era uma demanda de 30 anos, graças, evidentemente, ao apoio do prefeito Paulo Serra e também criei operações de impacto, dando uma ‘virada’ na postura e na gestão da Guarda, que hoje participa ativamente do policiamento na cidade. Foi um verdadeiro divisor de águas.

PF: Pesquisa do Ipea divulgada terça-feira (5) indica que pela primeira vez na história o Brasil atingiu patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Diante disso, como o senhor encara o fato de alguns candidatos serem favoráveis a liberação do porte de armas no Brasil?
ES: Isso é muito complicado. Há argumentos para qualquer uma das opções, mas eu entendo que a posse pode ser flexibilizada, em especial na zona rural e locais afastados, mas o porte carece de maior restrição.

PF: Dos atuais nomes colocados na mesa, quais lhe agradam mais para governador e presidente?
ES: Geraldo Alckmin (PSDB) e Márcio França (PSB).

PF: Já está definido qual candidato o senhor apoiará para a Assembleia Legislativa?
ES: Tenho que avaliar conjunturas partidárias, mas tenho uma identidade programática com o Almir Cicote (Avante) em Santo André.



terça-feira, 20 de junho de 2017

Vacina de HPV é ampliada para meninos de 11 a 15 anos incompletos

Da Redação

A partir de agora, a vacina contra HPV passa a ser ofertada para os meninos de 11 até 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias). A ampliação da faixa etária pelo Ministério da Saúde já foi comunicada às secretarias estaduais de saúde de todo o País, e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal nos adolescentes do sexo masculino. A vacina contra o HPV para os meninos passou a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, contemplando os meninos de 12 até 13 anos. Até o ano passado, era feita apenas em meninas.

Confira a apresentação 

Com a inclusão desse público, equivalente a 3,3 milhões de adolescentes, a meta para 2017 é vacinar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Também terão direito a vacina, a partir de agora, homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia. Além disso, cerca 200 mil crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV. O anúncio das mudanças foi feito nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em coletiva de imprensa.

Durante o anúncio, o ministro Ricardo Barros explicou que o objetivo principal da ampliação é aumentar a cobertura vacinal do HPV. Segundo Barros, uma das principais ações para alcançar essa meta é o Programa Saúde na Escola, parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação. “É um de nossos grandes aliados nessa frente. Com esse projeto, estamos convocando toda a comunidade escolar, pais e educadores, a atualizarem as cadernetas de vacinação destes jovens”, afirma o ministro. Como exemplo bem sucedido desta iniciativa, o ministro citou o Estado de Santa Catarina e o município de Niterói que conseguiram, por meio de uma ampla mobilização nas escolares, ampliarem as coberturas vacinais contra o HPV.

Para conscientizar os meninos na busca da vacina, o Ministério da Saúde planeja, para o próximo mês de julho, período de férias escolares, campanha direcionada a este público, com o intuito de aumentar a cobertura nessa população. Além disso, a vacina de HPV também fará parte do elenco de vacinas a serem ofertadas na Campanha de multivacinação que acontecerá no período de 11 a 22 de setembro. O Dia D da campanha de vacinação será dia 16 de setembro.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Meninos serão vacinados contra o HPV em 2017

Da Redação

O Brasil será o primeiro país da América Latina e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no último dia 11, em Brasília. A partir de janeiro do próximo ano, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina contra o HPV para a população masculina de 12 a 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com nove anos até 13 anos.
Meninos de 12 e 13 anos serão vacinados | Foto: Diego Barros/PSA

“A ampliação da vacina é mais um avanço que conseguimos fazer, aproveitando essa redução de doses no grupo das meninas para ampliar a oferta também para os meninos. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, destaca Barros. 

A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) tem como objetivo prevenir as verrugas genitais. O vírus, que possui cerca de 150 variações, pode permanecer no organismo durante anos sem apresentar sintomas, mas pode evoluir para cânceres. A transmissão ocorre por meio de relação sexual, pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas.