quinta-feira, 11 de agosto de 2016

“Estamos com a expectativa de concluir 85% do nosso programa de governo”, diz Carlos Grana

Por Vivian Silva 

O prefeito de Santo André, Carlos Grana, aos 50 anos, tentará a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com o objetivo de dar continuidade às ações e projetos iniciados nesta gestão. 

Natural de São Bernardo do Campo, Grana é morador de Santo André, desde o nascimento. Atualmente, é casado e pai de dois filhos. Na vida política, iniciou militância na Pastoral da Juventude, aos 14 anos.  Está filiado ao PT, desde a origem da legenda. Em 2010, concorreu a deputado estadual e foi eleito com 127 mil votos. 

Em entrevista exclusiva ao Ponto Final, o chefe do Executivo comenta sobre algumas demandas do município, eleições municipais e explica algumas propostas pendentes do plano de governo, além disso, promete atuar com austeridade para reverter a queda de receita no município. 

Prefeito Carlos Grana durante entrevista ao Ponto Final, no gabinete | Diego Barros/PSA
Ponto Final (PF): Por que o senhor deseja se reeleger?
Carlos Grana (CG): Para dar continuidade aos projetos, que nós iniciamos durante este nosso mandato. Olhando o retrospecto das gestões dos prefeitos anteriores, o prefeito Celso Daniel teve dez anos de oportunidade, para consolidar alguns projetos importantes na cidade; o prefeito (Newton da Costa) Brandão acho que foram três mandatos; o prefeito João Avamileno seis anos. Uma série de projetos que nós iniciamos, nós não abriremos mão de dar continuidade, em três anos e meio você não consegue colocá-los todos no patamar desejado, então, esse é o principal motivo.  

PF: O que o senhor não fez e deseja realizar neste 2º mandato?
CG: Alguns projetos, principalmente, de mobilidade (urbana) que são projetos estruturantes e, portanto, necessitam de buscar primeiramente um bom projeto, buscar recursos e depois consolidá-los. Um dos maiores desafios que nós temos é, justamente, a conclusão do viaduto Adib Chammas e o viaduto, que na verdade é o alteamento da Avenida dos Estados naquele ponto de (bairro) Santa Terezinha. Nós conseguimos projeto, nós conseguimos financiamento, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) acabou de aprovar a liberação de R$ 82 milhões, na verdade são US$ 25 milhões, ou seja, agora são mãos à obra, para começar a licitação e a execução. Então, isso é o meu desejo, creio que é um dos principais pontos de estrangulamento do trânsito na cidade de Santo André é, justamente, neste ponto ali no bairro Santa Terezinha. 

PF: Por que tanta morosidade para liberação do BID?
CG: Ele é lento, como se trata de um financiamento internacional não basta apenas a gente ter a relação banco e município, mas você tem os órgãos de controle – Ministério de Planejamento, Secretária Nacional do Tesouro, Senado Federal – então, há algumas barreiras um pouco mais longas, mas é importante, porque é um financiamento viável, que tem um período de carência e depois um financiamento bastante prolongado, a taxa de juros atrativas, infinitamente, menores se fossemos buscar recursos aqui dos bancos do Brasil. 

PF: Essas obras de mobilidade terão continuidade independente do resultado das eleições?
CG: Eu vejo no exemplo que ocorreu em São Bernardo, que foi o mesmo tipo de financiamento, todo aquele complexo da Avenida Lions foi, justamente, financiado pelo BID, se você não mantém o governo corre o risco de atrasar, muito difícil você interromper, mas o risco de atraso sempre tem. 

PF: Qual a estimativa para início das obras do viaduto Adib Chammas e do alteamento da Avenida dos Estados?
CG: Como o projeto do Adib Chammas já está mais adiantado, eu creio que até o fim do ano as obras começam ali neste viaduto. Aí o alteamento em 2017, até porque ele precisa de um projeto do Executivo. O Adib Chammas já é um projeto pronto, porque é um projeto complementar, o da Santa Terezinha é um projeto novo, mas que não irá interromper o trânsito, o que é muito positivo. Você tem a própria facilidade da rotatória servir de canteiro de obra, sem interferir no trânsito que já é caótico.  

PF: Em relação a ciclofaixa de lazer, por que não foi implantada ainda na região do 2º subdistrito? Há planos para ciclovia na região também?
CG: Eu acho que o melhor ponto para aproveitar a ciclovia e ciclofaixa é, justamente, na Avenida das Nações. O que nós estamos fazendo neste momento: primeira etapa foi o Corredor Verde que sai do ponto da Coop (Cooperativa de Consumo) até Avenida Presidente Costa e Silva, anteriormente, o que foi uma obra muito mais complexa, que é toda a solução do córrego Guaixaya, que é da Coop até à Rua Oratório. O que estava faltando apenas é aquele entroncamento, que funciona a Coop. Acabamos de realizar um acordo com a Coop – foi aprovado pela Câmara – então, nós vamos duplicar também o trecho, onde se encontra a Coop, ocupando uma parte do seu estacionamento, e praticamente já iniciará as obras. Eu quero aproveitar justamente este trecho, que eu estou falando aí em 3,5 quilômetros (km) aproximadamente, se eu considerar ida e volta 7 km, então tem a ciclovia ali, dá para aproveitar e ampliar, inclusive, para ter uma ciclofaixa de lazer nesses dois pontos. A ideia é que tenha continuidade até à Rua Oratório. Nós estamos falando de ganhar aí uns 7 km, combinando a ciclovia com a ciclofaixa, que funcionaria também aos domingos como uma ciclofaixa de lazer. Isso só para 2017.

PF: No seu plano de governo constam propostas para criar duas subprefeituras, uma no 2º subdistrito e outra na Vila Luzita. Por que até o momento isto não foi concretizado?
CG: Uma questão financeira. Não basta apenas eu constituir uma subprefeitura e não dar as condições físicas e estruturais.  Em 2015 acentuou a recessão e a crise econômica, portanto, não seria viável ampliar custos. Então, se manteve centralizado e atendendo toda a cidade, com as nossas equipes de forma centralizada, mas dando conta do recado, principalmente, a manutenção da cidade. Então, não se trata apenas de você ter um equipamento descentralizado administrativamente, é importante você levar os serviços, e isso a gente conseguiu levar os serviços para toda a cidade. 

PF: O senhor pretende manter essa proposta das subprefeituras no seu novo plano de governo?
CG: Enquanto a gente não tiver uma recuperação econômica no País e que influencia os recursos de Santo André, não há sentido de ampliar mais serviços, mais custeios. Isto vai depender muito da conjuntura econômica. 

PF: O senhor já comentou que o maior desafio da sua gestão foi a queda na receita e o déficit herdado da antiga administração.  Atualmente, como está este cenário?
CG: Eu não diria só da gestão passada. Santo André ao longo dos anos anteriores foi gerada uma divida altíssima, que é a dívida é maior do que o orçamento anual, não posso dizer que é só da gestão passada. A gestão passada deixou, sim, principalmente, de restos a pagar no início de 2013 foi muito alto, mas a nossa principal dívida são os precatórios. Mais de R$ 1,3 bilhão em precatórios (acumulado ao longo dos anos).  Todas as gestões anteriores tiveram desapropriações, processos judiciais, alguns até questionáveis, mas o fato é que a Justiça deu ganho de causa para essas pessoas – proprietários, funcionários públicos – tiveram seus ganhos de causa, isso gerou um volume de precatório muito alto. Uma hora ia ter que pagar e, justamente, caiu no finalzinho da gestão do meu antecessor e na minha (gestão) na sua totalidade, dispendo aí de R$ 6 milhões por mês, R$ 72 milhões por ano, são quase R$ 300 milhões (ao longo da gestão), ou seja, daria para fazer dez viadutos ali do (bairro) Santa Terezinha com esse dinheiro, para você ter uma ideia. Não tem jeito, são dívidas judiciais, se eu não pagar, os juízes determinam e entra na conta da Prefeitura e faz o sequestro direto, então tem que pagar. Isso pesou. Segundo é o que eu falei, estamos vivendo uma crise econômica, mas de qualquer forma nós conseguimos manter os serviços sem grandes impactos, pelo contrário, continuamos investindo. Um exemplo maior é o da iluminação na cidade, nós tínhamos 10 mil pontos de luz apagadas, superamos isso logo no primeiro ano de governos e, hoje, são mais de 15 mil luminárias novas na cidade, de LED, você pode ver ali no Camilópolis e Itamaraty são todos corredores brancos. 

PF: É possível colocar lâmpadas de LED em todo município?
CG: É possível. São 52 mil pontos de iluminação na cidade, a gente conseguiu concretizar 15 mil, com certeza, até o fim do ano estaremos próximo de 20 mil. Então, é uma questão de continuidade, quem sabe no fim de 2020, trocaremos 100% das luminárias, substituindo as lâmpadas antigas, amarelas de tecnologia inferior, por uma tecnologia melhor, que é o LED e uma intermediária, que nós também estamos utilizando que é bastante eficaz, porque o LED ainda é muito caro. A gente priorizou os corredores das grandes avenidas em LED, as demais (ruas) com essa tecnologia intermediária. 

PF: Como o senhor pretende reverter a queda na receita?
CG: Nós vamos continuar buscando recursos no governo do estado, no governo federal e internacionais, mas nós vamos nos dedicar em buscar muito recursos na própria cidade. Hoje, há um estoque de dívida ativa, ou seja, pessoas que estão devendo para a Prefeitura ISS (Imposto Sobre Serviços), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e outros tributos, que nós vamos intensificar a cobrança. Neste primeiro mandato nos abrimos dois RECREFs (Recuperação Extraordinária de Créditos Fazendários), que são refinanciamentos nos quais a pessoa podia vir e abatia juros e multas, parcelava este pagamento. Nós percebemos que alguns devedores, maus pagadores terão que ter um tratamento mais firme, por parte da Administração Pública, que nós vamos implementar no segundo mandato. 

A gente já viu um programa de informatização de eficiência na área de informática, nós estamos executando este programa de modernização e vamos ter o controle sobre as dívidas com o município e, assim, teremos mecanismos mais eficientes para cobrarmos, inclusive, por medidas judiciais. Nós estamos falando de R$ 1,8 bilhão de estoque de dívida ativa na cidade, que eu vou buscar. Quanto nós vamos recuperar? Eu não tenho ideia. Nós temos que aplicar a justiça tributária independentemente do que ele esteja devendo, ele precisa pagar - independente se ele é grande empresário ou pequeno, se é um comerciante ou cidadão comum - nós vamos começar pelos grandes, claro. 

PF: Há planos para enxugar alguma secretaria ou diminuir cargos comissionados? Se sim, quais e quantos?
CG: Nós estamos neste momento discutindo e finalizando o programa de governo para um novo mandato. Evidente que alguns ajustes deverão acontecer, agora não vou entrar nessa lógica de ‘vamos enxugar a máquina’, que enxugar a máquina resolve. Não é bem assim. Você tem políticas que você não pode abrir mão, citei uma agora Secretaria das Mulheres, Secretaria dos Direitos Humanos, que defende justamente negros, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros), segmentos da sociedade importantes, que o poder público tem que ter uma política pública. Então, nós vamos tratar com cuidado este tema, claro, o ideal é a gente buscar reduzir custos, mas sem perder a capacidade de implementar políticas públicas inovadoras,  esse é o conceito, mas dá sim para ter alguns ajustes. 
Nesse mandado, por exemplo, os comissionados que nós temos aqui na Prefeitura não tiveram reajuste salarial, nem em 2015 e 2016. Isso já gerou uma economia bastante significativa, é um exemplo, de que a gente tem comprometimento. 

PF: Quantos comissionados existem?
CG: Aproximadamente 450, mas teve uma redução. Inclusive, você pode observar que alguns secretários-adjuntos saíram do governo, tinham outras propostas, e a gente não repôs. Sem muito ‘barulho’ a gente está reduzindo progressivamente, sem comprometer os serviços, a gente está reduzindo o número de comissionados. 

PF: Na área da Saúde, a UPA Especialidades (da Rua Agenor de Camargo, 129 ) será entregue até o fim deste ano, conforme divulgado inicialmente?
CG: A expectativa é que sim, antes do fim do ano. Na medida em que ampliamos a rede  de UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), esta UPA que estava ali tradicional era um equívoco, porque você está ao lado do hospital, então, ela tem que ter uma especialidade, é o que nós vamos colocar agora em funcionamento, já é previsto pelo governo federal esta modalidade de UPA Especialidades que é, inclusive, o gargalo que nós temos na Saúde. 

Nós temos uma boa unidade de Saúde espalhada pela cidade, as UBSs (Unidades Básica de Saúde) e as Unidades de Saúde da Família (USF) muito bem montadas na cidade, nós temos o Pronto-Atendimento (PA) da cidade, através das UPAs e PAs. Nós temos uma rede ótima de regaste, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), nós temos um ótimo hospital de excelência que é o CHM (Centro Hospitalar Municipal), temos o Hospital da Mulher, que é referência. O que nós precisamos melhorar é, justamente, esta rede de especialidades, que é o gargalo, por isso, nós vamos investir forte, no segundo mandato, nessa área de especialidades.

Nós vamos também entregar o Centro Especializado em Reabilitação (CER), um dos maiores do Brasil. E continuar com uma política de promoção à saúde (programa Caminhando para a Saúde, promoção do ciclismo e alimentação mais adequada, por exemplo). A AME (Ambulatório Médico de Especialidades) que era uma solução do Estado para cuidar, justamente, das especialidades, ela é insuficiente. O ideal ali seria, no mínimo, dobrar a capacidade de atendimento, espaço físico tem, inclusive, foi a Prefeitura quem fez aquele prédio, que é subutilizado, mas nós temos os nossos outros centros de especialidades, tem três na cidade. A minha ideia é que essa UPA Especialidades venha no sentido de melhorar e diminuir o tempo da fila de exames e dar atenção especial nessas áreas de especialidades (cirurgias de pequena e média complexidade, a princípio, nas áreas de ortopedia, cirurgia geral e odontologia) e, com isso, ‘desafogar’ o Hospital Municipal. 

PF: Quais são as próximas ações no projeto de reorganização da rede de urgência e emergência?
CG: De transformar o PA (Pronto-Atendimento) Bangu em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Dar o mesmo padrão da UPA Central. Acredito que isso seja feito no início do primeiro semestre de 2017. Este ano, a gente termina o da Vila Luzita (de PA será transformado em UPA). Terminou a Vila Luzita a equipe vai se descolar, imediatamente, para o Bangu. Então, nós vamos ter aí cinco UPAs e uma UPA Especialidades, no atendimento da urgência e emergência que atende muito bem a cidade. Você tem o pronto-socorro do Hospital Municipal, cinco UPAs, uma de especialidades e nós temos 55 Unidade de Saúde. Temos três unidade de especialidades, com a AME seria uma quarta, então, é essa que precisa equilibrar, para agilizar os exames, então, para você ter os exames, você tem que ter os especialistas de coração, estômago... E a gente tem dois equipamentos importantes que é o Brasil Sorridentes, nesses quatro anos, nós vamos atingir uma marca de 7 mil próteses entregues até o fim do ano. Não tem nenhuma comparação na história de Santo André. Estamos fazendo quase 2 mil por ano. A meta era fazer mil, superou com saldo positivo. 

PF: Em alguns bairros as pessoas reclamam da falta d’água. Quando isso será solucionado? Como está o projeto de construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Recreio da Borda do Campo?
CG: Isso vai ser solucionado na hora que a gente tiver impulsionamento da nossa própria unidade de tratamento de água, está tudo pronto, só falta liberação dos recursos. Temos licitação feita, a negociação do Clube de Campo, a liberalidade de captar água da (Represa) Billings, uma área inclusive limpa. Isso vai sair de 5% para 20% (a capacidade de produção de água). A Sabesp diminuiu a disponibilidade de água na cidade, além disso, a cidade aumentou o consumo, porque ela verticalizou, olha Santo André hoje e relembra dez anos atrás. Houve um aumento populacional e, consequentemente, um aumento de consumo, mas a Sabesp não aumenta a quantidade de água. Então, nós temos que ficar administrando. 

PF: O recurso para a construção da ETA é federal? Há previsão de liberação?
CG: Do Fundo de Garantia (FGTS), R$ 84 milhões. Em regra geral muita coisa parou em Brasília. Cadê a linha do metrô? É o que aconteceu com a gente, porque não é dinheiro dado é empréstimo. E mesmo empréstimo eles estão segurando. 

PF: Na área da Segurança, há alguma ação pontual para diminuir a criminalidade?
CG: Eu acho que a gente conseguiu nesses três anos e meio equipar a nossa guarda. Hoje a nossa guarda está bem melhor do ponto de vista de equipamentos, para executar suas funções prioritariamente de cuidar do patrimônio público municipal, mas ela tem avançado, inclusive, cumpre um papel de cooperação com a Polícia Militar no combate ao crime. Nós temos, hoje, oito bases móveis na cidade, dois ônibus que funcionam com videomonitoramento, temos que apostar nesta política preventiva. Se por um lado a gente iluminou a cidade, as condições de segurança melhoraram. E a gente equipou muito a guarda, eles usavam 38 e agora utilizam pistola. Então, equipar, formar e preparar melhor a nossa guarda foi o que nós fizemos, olhando para a frente, nós vamos ter que ampliar o número. 

É preciso fazer valer aquele programa que tem de divisas (de cidades), que foi aprovado pelo Consórcio (Intermunicipal Grande ABC), está faltando agora os recursos, que é um investimento muito importante para a segurança de videomonitoramento nas divisas. A nossa prioridade é, justamente, na Rua Oratório, divisa com São Paulo.  

PF: Atualmente, qual o contingente de guardas municipais em Santo André? Este número é o ideal?
GG: Hoje são 650 guardas, o ideal seria passar de mil.

PF: Em sua opinião, como o atual ambiente político nacional e estadual afetará as eleições municipais?
CG: Eu acho que pouco, porque a eleição de prefeito ela diz respeito as soluções e aos problemas locais. A população está acompanhando os resultados que o nosso governo tem trazido de conquistas para a cidade, que não são poucas, são muitas conquistas, nós estamos com a expectativa de concluir 85% do nosso programa de governo até o fim do ano, então, demostra que nós estamos no rumo certo. A confusão do cenário nacional é tão grande, que ninguém sabe onde vai chegar, efetivamente. O importante é a gente cuidar da cidade, a gente ajuda o Brasil se a gente cuidar bem da cidade. 

PF: Como é disputar as eleições com dois ex-secretários (Paulinho Serra e Raimundo Salles)?
CG: Natural. Eu não olho como ex-secretários. São concorrentes legítimos. Eles não saíram por minha iniciativa, por mim eles continuariam no governo, saíram porque tinham projetos e também um sonho de ser prefeito de Santo André, então, é respeitável. Da mesma forma que eu vou tratar os dois ex-secretários, eu vou tratar também os demais concorrentes. Cada um tem o seu valor, tem suas virtudes, seus defeitos, como nós temos nossas virtudes e nossos defeitos, vou encarar de uma forma muito democrática, porque isso é o maior valor que nós temos é, justamente, recuperar a democracia e se submeter à vontade popular. São 540 mil eleitores na cidade, eles terão o papel de decidir. É uma eleição diferente, mudou as regras do processo eleitoral, não tem mais financiamento privado de campanha. Que bom! E, portanto, o que vai prevalecer é a vontade e a força da militância.

PF: Por que a decisão de manter a mesma vice-prefeita Oswana Fameli, neste pleito?
CG: Consenso entre os partidos. A regra que nós estabelecemos é: nós abrimos a discussão da vice com os 12 partidos, apareceram e foram apresentados outros nomes e convergiu de que era mais adequado (manter a Oswana). Ela obteve esse consenso dos partidos políticos de continuar sendo a vice. Foi esse o critério. Importante manter essa questão de gênero na chapa, prefeito homem e uma prefeita mulher, ou prefeita mulher e vice-prefeito homem. Tem que promover, ‘não é á toa’ que eu fiz a Secretária de Política para Mulheres, justamente, para dar ênfase e, principalmente, para combater à violência contra as mulheres, que é o nosso principal desafio, inclusive, a violência doméstica. 

PF: Em algumas pesquisas eleitorais (Paraná Pesquisas | DGABC Pesquisas, por exemplo), o senhor apareceu como o segundo favorito. Como analisa este fato?
CG: Em algumas eu fiquei em segundo, em algumas em primeiro. Pesquisa é uma percepção do momento. Nós acreditamos em um bom desempenho no dia 2 de outubro, isso significa que nós estaremos, no mínimo, colocado para o 2º turno. Agora falar em segundo turno quem vai, ou quem não vai, é muito deselegante com os outros concorrentes. Pesquisa no Brasil, eu já vi muita gente dormir eleito e acordar fora, então, a gente tem que aguardar a vontade do eleitor, nada de ficar de ‘salto alto’, soberba, porque quem praticou isso no passado não se deu bem não.

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2016. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. 





Mercadão de São Paulo recebe Feira de Artes e Antiguidades de Paranapiacaba

Da Redação

Nesta sexta-feira e sábado (12 e 13), os participantes da Feira de Artes e Antiguidades de Paranapiacaba exporão seus artigos em um local diferente: o Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão. A atividade será realizada das 9h às 18h, com entrada franca.

Mercadão receberá a Feira amanhã (12) e sábado (13) | Foto: Reprodução 
O público poderá conferir os trabalhos de cerca de 50 expositores da cidade e região, entre artesãos, artistas plásticos, antiquaristas, restauradores, escritores regionais e expositores da Feira do Vinil, entre outros. Também estão previstas as apresentações da Banda Lira de Santo André, sexta-feira, às 15h, e de Dona Maria e Bando, no sábado, às 14h e 16h.

A Feira de Artes e Antiguidades de Paranapiacaba é uma realização da Secretaria de Cultura e Turismo de Santo André. Mais informações podem ser obtidas pelo número 4433-0752, ou pelo endereço eletrônico turismo@santoandre.sp.gov.br.


Congresso médico-universitário termina neste sábado

Alunos da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, realizam até sábado (13) a 41ª edição do Congresso Médico Universitário do ABC (Comuabc), considerado o maior do gênero no País. O evento tem como objetivo complementar a formação acadêmica e desenvolver a pesquisa científica na graduação. A solenidade de abertura ocorreu dia 8 e reuniu autoridades regionais durante um coquetel no Anfiteatro David Uip, no prédio CEPES do campus universitário. Na ocasião, houve também uma  palestra do urologista Miguel Srougi, que abordou o tema “A medicina humanizada nos dias de hoje”.

O urologista Miguel Srougi ministrou palestra na abertura do congresso | Foto: Divulgação
Considerado expoente da medicina brasileira, Srougi é professor titular de Urologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), autor ou coautor de 514 artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais, e 188 capítulos em livros nacionais e internacionais.

Para a presidente do 41º Comuabc, a aluna Flávia Yumi Ataka, o congresso reflete o comprometimento dos alunos. “Com 40 anos de história e experiência, o Comuabc tem mostrado, a cada ano, a dedicação e o comprometimento dos alunos da Faculdade de Medicina do ABC com seu objetivo: oferecer uma semana de atividades capaz de promover reflexões que ultrapassem a sala de aula, atualizando seus participantes com o que há de mais recente em pesquisa e atuação médica”, garante.

A edição 2016 do Comuabc terá como “Professora Homenageada” a Davimar Miranda Maciel Borducchi – docente da disciplina de Oncologia e Hematologia. Já o “Presidente de Honra” será o professor titular da FMABC e atual Secretário de Estado da Saúde, David Everson Uip. 

Na programação estão palestras com profissionais renomados, cursos teóricos, workshops, painéis e mesas redondas, além da apresentação de trabalhos científicos. Para mais informações acesse www.comuabc.com.br.



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Servidores do ABC recebem reajuste salarial

Da Redação

Na última sexta-feira (5), 21.396 mil servidores da Educação do Estado de São Paulo receberam reajuste salarial de até 35%. No ABC, foram 1.589 profissionais contemplados. A promoção representa um acréscimo de R$ 19 milhões na folha de pagamento deste mês. Têm direito ao benefício professores, diretores, supervisores de ensino e funcionários do quadro de apoio. Todos foram aprovados nas últimas edições da Prova de Valorização do Mérito para os quadros do magistério de apoio escolar. O mecanismo integra a política salarial implantada na rede em 2011.
A promoção por mérito é aplicada aos educadores que atuam no mesmo cargo ou função há, no mínimo, três anos e na mesma unidade há pelo menos 876 dias. É exigido ainda 1.728 pontos de assiduidade.

O aumento concedido aos professores e outros profissionais do quadro do magistério – como diretores e supervisores de ensino – é de 10,5%. Para os agentes de serviços escolares a evolução salarial é de 20% e para agentes de organização escolar e secretários de escola, o aumento é de 35%. 


Conscientização sobre violência psicológica é conquista da Lei Maria da Penha

Da Redação 

A Lei Maria da Penha completou dez anos neste último domingo (7). Um dos principais avanços foi à conscientização sobre a violência psicológica, avalia Marisa Sanematsu, diretora de Conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, organização social sem fins lucrativos que atua no direito das mulheres. Porém ainda faltam políticas públicas mais efetivas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Ato na Paulista ocorreu neste último domingo (7) | Foto: Jú Simões 

Na última semana, a ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero, o Instituto Maria da Penha e o Consórcio de Organizações Não Governamentais Feministas pela Lei Maria da Penha divulgaram nota pública em defesa da lei e da institucionalização das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres. No documento, a ONU diz que o aniversário da Lei Maria da Penha traz à tona “o desafio urgente de implementar de maneira mais efetiva as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres com perspectiva de gênero”.

Para Marisa, a lei é bem formulada e completa, uma vez que define claramente as formas de violência doméstica como moral, sexual ou patrimonial. “Muita gente nem sabia que violência psicológica era um crime enquadrado, passou a saber com a divulgação da lei. Antes, a sociedade só considerava a violência contra a mulher aquela violência física. E não bastava ser simples, tinha que deixar a mulher com muitas marcas para as pessoas aceitarem que, dessa vez, o marido exagerou”, afirma.

Levantamento da Secretaria estadual de Desenvolvimento Social aponta que 36.925 mulheres no estado de São Paulo foram vítimas de diferentes formas de violência física, psicológica ou sexual no ano passado. Desse total, 3 mil foram encaminhadas para os centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS). O estado mantém 41 abrigos institucionais de mulheres, ao custo de R$ 1,8 milhão por ano.

Delegacias da mulher
Ontem (7), a Avenida Paulista foi palco para uma mobilização, organizada pela rede Minha Sampa, que reivindica Delegacias de Defesa da Mulher com funcionamento 24h, sete dias por semana. Atualmente, as delegacias da mulher fecham a partir das 18h, e aos finais de semana. 

Disque-denúncia
Dados do Disque-denúncia nacional (pelo telefone 180) indica aumento de 44,7% no número total de registros relacionados à violência contra a mulher. Foram 76.651 ligações em 2015 e 42.388 em 2014. Para a especialista, esse aumento tem mais a ver com a conscientização das vítimas, que dispõem hoje de mais informações, do que com um efetivo aumento no número de casos.

Origem da lei 
A Lei 11.340 foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006 com o objetivo de coibir a violência doméstica e familiar no país. A legislação foi batizada em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha, que ficou paraplégica após levar um tiro do marido, pai de suas três filhas, em sua segunda tentativa de homicídio contra ela, em 1983.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Aylton Affonso defende a ampliação do planejamento participativo

Por Vitor Lima

Arquiteto urbanista formado em 1987 na Universidade Católica de Santos, mestrado em Planejamento e Gestão de Território concluído em 2013 na Universidade Federal do ABC. Casado, pai de uma filha e funcionário público da Prefeitura de Santo André há 27 anos. Esta é uma breve apresentação de Aylton Affonso, 52 anos, que pela segunda vez tentará ocupar um cargo na Câmara de Vereadores andreense pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - no primeiro pleito, quatro anos atrás, o arquiteto recebeu o voto de 733 eleitores.

Se eleito, Aylton pretende levar à Câmara discussões sobre políticas públicas de “alto nível”, o que dificilmente ocorre, segundo o próprio. Ele defende o aumento da participação popular nas decisões sobre o rumo da cidade, almeja baratear o custo da terra para que a população de menor renda tenha acesso à habitação e demonstra grande preocupação com os rumos do País, caso o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff seja consumado. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva de Aylton Affonso ao Ponto Final e suas considerações sobre esses e outros temas.

Ponto Final (PF): O que te motivou a ser candidato a vereador?    
Aylton Affonso (AA): Eu tenho uma vida de militância política. O que me motiva a ser vereador é defender o que eu penso, defender as minhas ideias para a cidade, defender meu ideário de sociedade. Eu acho que isso você pode fazer sem um mandato de vereador, é fato, mas como vereador, isso amplia. Você tem a oportunidade de discutir as políticas em outro patamar do que na militância fora de uma Câmara.

O fato de eu querer ser candidato tem a ver com uma história minha de militância anterior, de poder defender uma cidade mais justa, mais democrática, de defender a ampliação da participação popular. Ou seja, fazer da Câmara um espaço de discussão de políticas publicas de alto nível, como dificilmente tem acontecido. No geral, o legislativo no Brasil tem se apequenado muito. Tem feito a pequena política e não a grande política. Então essas coisas me motivam a disputar uma vaga na Câmara. 

Foto: Divulgação
PF: O que o senhor define como “pequena política”?   
AA: Pequena política é aquela coisa de troca de favor, de coisa pequena, de toma lá da cá, de você virar um simples encaminhador de pedidos de coisas que o próprio governo tinha que fazer. O vereador tem que discutir a política pública da cidade, não tem que discutir simplesmente o serviço que a Prefeitura deveria fazer independente da Câmara. Não que a pequena política esteja ausente. Você muitas vezes vai ter que fazer esse tipo de trabalho. Mas a grande política em nível municipal é discutir as estratégias de desenvolvimento, discutir a política urbana, discutir o crescimento da cidade, as grandes linhas estratégicas... Eu acho que falta isso, hoje, na Câmara de Vereadores.

PF: Atualmente, qual o maior desafio para a cidade de Santo André?
AA: O maior desafio que temos no atual momento é garantir o financiamento da cidade em patamares suficientes para manter e aprimorar as políticas públicas necessárias à população. Digo isso porque vivemos um momento muito grave do ponto de vista dos recursos municipais, por causa tanto da diminuição da arrecadação, decorrente da crise econômica, mas principalmente por causa da perspectiva, que diria trágica, de termos cortes violentos nos repasses de recursos federais em várias áreas, por conta da política de desmonte das políticas públicas por parte do Governo Temer. Vemos isso, por exemplo, em áreas essenciais como a Saúde e a Educação, pois com a desvinculação de recursos pela PEC 241, podemos perder vultosos recursos que sustentam programas como o Mais Médicos, o SAMU, a ampliação das creches e outros. Ou na Habitação, com cortes no Minha Casa, Minha Vida na faixa de mais baixa renda, que é a principal fonte de recursos para a construção de habitações de interesse social na cidade, se confirmados, praticamente inviabilizarão diversos projetos. Em paralelo à luta que devemos travar contra essa PEC, assim como contra a PEC 257 - que vincula a renegociação de dívidas dos municípios com a União à obrigação, pelos governos municipais, em congelar salários dos servidores, cortar benefícios, proibir novos concursos públicos, impedindo de fato que a cidade possa ampliar o alcance de suas políticas - devemos também pensar formas de ampliar as receitas municipais, numa perspectiva socialmente justa e redistributiva. Os muito ricos devem contribuir mais que os mais pobres.

PF: Sua candidatura defende uma bandeira específica, alguma área em especial?
AA: Vereador não pode simplesmente se ater uma área específica. Uma vez que você assume o papel de vereador você vai ter que se capacitar minimamente para discutir tudo o que vier, em todas as áreas. Você não pode simplesmente dizer ‘ah, isso não é minha área, não vou discutir’, ou simplesmente ‘sigo o governo’ ou ‘sigo a oposição e meu voto está fechado’. Não, você tem que se capacitar para todas. Eu diria o seguinte: eu defendo que na cidade de Santo André a gente amplie os espaços de participação popular, de capacitação popular, para influir nos números da cidade.

A proposta minha de planejamento participativo de bairros se insere nisso. Eu entendo que é uma forma de radicalizar a democracia na cidade essa proposta de planejamento participativo, de tal forma que os cidadãos possam discutir junto com a Prefeitura os projetos específicos do seu bairro, da sua região, fazer o diagnóstico conjunto. Acho que essa proposta que articula, inclusive, as várias políticas que vão incidir sobre o bairro. Essa é uma das questões. Do ponto de vista da minha área especifica de atuação como arquiteto, como urbanista, como planejador urbano, eu defendo que a cidade de Santo André aplique efetivamente os instrumentos do estatuto da cidade, que construa uma cidade mais harmônica, menos desigual. Que a gente consiga baratear o acesso a terra para a população de menor renda para a sua habitação, que a gente privilegie o espaço público em detrimento do crescimento apenas do espaço privado. Eu acho que essas seriam as grandes questões sim que eu defenderia em meu mandato.

PF: A conjuntura política pode influenciar nas eleições municipais?
AA: O quadro nacional vai influencia bastante. Existe um quadro de descrédito na política que em boa medida ele foi insuflado pelos meios de comunicação que montaram na cabeça da população que política é uma coisa suja, que política é corrupção, etc e tal. Ao mesmo tempo em que isso tá acontecendo, tem o outro lado da história que é a emergência de vários movimentos de mobilização política também – como foi o movimento dos estudantes que ocuparam as escolas estaduais – que justamente apontam o sentido contrário: apontam o processo de politização da juventude que nós temos que apostar nisso como uma possibilidade de resgatar a política do ponto de vista dos interesses coletivos e não do modo como é montado esse ideário pelos meios de comunicação e os setores das elites brasileiras. As elites têm o interesse de tirar o povo trabalhador da política, de mostrar a política como algo sujo, algo corrupto, algo indigno. E acho que nós temos que desmontar essa ideia e mostrar que política não é somente eleição, que política é luta do povo. Tomando como exemplo a mobilização dos estudantes que ocuparam as escolas estaduais e conseguiram fazer o governador reverter uma posição tomada, conseguiram defender a continuidade das escolas que iam ser fechadas. Isso é política. Muito além de simplesmente eleições.

Eu diria o seguinte: essas eleições vão ocorrer em um quadro muito complicado para o País. A gente está correndo um sério risco de comprometer e de limitar a capacidade de atuação do Estado brasileiro. A política do governo interino e golpista do Michel Temer é de desmontar a esfera pública, é de desmontar o Estado. É forçar a retomada das privatizações, das terceirizações e isso pode afetar seriamente os municípios, inclusive Santo André. Pelo corte de recursos, pela limitação do repasse dos recursos federais nas diversas áreas. Então acho que nesta eleição nós temos que ter um olho nas discussões dos problemas da cidade e um olho para a disputa política nacional, para que se evite que esse golpe de consuma. Porque se ele se concluir com a saída da Dilma nós vamos ter um prejuízo sério para toda a administração pública do Brasil, inclusive em Santo André. Então nós temos que combinar as das coisas no processo eleitoral: a luta contra golpe e a luta aqui em Santo André para que a gente continue o projeto democrático popular encaminhado pelo prefeito Carlos Grana.

PF: Como o senhor avalia a gestão do prefeito Carlos Grana?
AA: Acho que ele conseguiu fazer numa conjuntura política complicada, uma conjuntura política econômica complicada, nós conseguimos tirar leite de pedra. A gente fez muita coisa, a gente procurou investir nas áreas mais fundamentais, nas áreas mais sentidas pela população, na Saúde, da Educação, na questão, por exemplo, do abastecimento de água que nós estamos construindo uma estação de tratamento própria, fazendo frente à crise hídrica e a falta de investimento do governo estadual. E acho importante dizer o seguinte: nós estamos indo na contramão daquilo que hoje está se construindo no estado de São Paulo com o governo Alckmin e no Brasil com o governo Temer. Enquanto esse pessoal procura fechar escola nós estamos ampliando e criando novas escolas, enquanto esse pessoal diminui investimento na Saúde nós estamos ampliando o investimento na saúde... Então, eu vejo que numa situação econômica difícil que o País viveu nesses anos o governo Carlos Grana se saiu muito bem.

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2016. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.



Congresso médico-universitário ocorre nesta semana

Da Redação

Alunos da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, realizam de 8 a 13 de agosto a 41ª edição do Congresso Médico Universitário do ABC (Comuabc), considerado o maior do gênero no País. O evento tem como objetivo complementar a formação acadêmica e desenvolver a pesquisa científica na graduação.

Para a presidente do 41º Comuabc, a aluna Flávia Yumi Ataka, o congresso reflete o comprometimento dos alunos. “Com 40 anos de história e experiência, o Comuabc tem mostrado, a cada ano, a dedicação e o comprometimento dos alunos da Faculdade de Medicina do ABC com seu objetivo: oferecer uma semana de atividades capaz de promover reflexões que ultrapassem a sala de aula, atualizando seus participantes com o que há de mais recente em pesquisa e atuação médica”, garante.

A edição 2016 do Comuabc terá como “Professora Homenageada” a Davimar Miranda Maciel Borducchi – docente da disciplina de Oncologia e Hematologia. Já o “Presidente de Honra” será o professor titular da FMABC e atual Secretário de Estado da Saúde, David Everson Uip.

Na programação estão palestras com profissionais renomados, cursos teóricos, workshops, painéis e mesas redondas, além da apresentação de trabalhos científicos. Para mais informações acesse www.comuabc.com.br.