sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Tucanos recebem Dória em Santo André

Por Vitor Lima

Ex-prefeito de São Paulo e candidato ao governo do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB) foi recebido por correligionários no clube Primeiro de Maio, em Santo André, na noite da última terça-feira (14).

Auricchio, Dória e Serra, antes de plenária no Primeiro de Maio | Foto: Reprodução

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, foi o anfitrião do evento, que também contou com a presença dos prefeitos de São Caetano do Sul, José Auricchio, e de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (todos do PSDB). Mara Gabrilli, candidata do partido ao Senado e natural de Santo André, também prestigiou a agenda.

Em sua fala, Dória atacou Lula e o PT, enalteceu o juiz Sérgio Moro e afirmou que, caso eleito, trabalhará para destravar as obras do monotrilho que atenderá o ABC.

Coincidentemente, no mesmo horário e em local próximo, petistas também realizavam evento, liderados por Luiz Marinho (PT), concorrente direto de Dória na disputa pelo governo estadual.


Prefeito vai a Brasília em busca de financiamento

Por Vitor Lima

O prefeito de Santo André, Paulo Serra, embarcou rumo à Brasília, no último dia 8, para tratar de uma importante agenda para o município. Serra foi participar de uma reunião na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

Piscinão será construído sob o Parque da Juventude,
na avenida Capitão Mário de Toledo | Foto: Reprodução/Google
Em pauta, uma proposta de financiamento de US$ 50 milhões junto à Corporação Andina de Fomento (CAF), banco que empresta dinheiro a administrações públicas sul-americanas.
Serra apresentou ao Cofiex detalhes dos projetos que serão viabilizados caso o financiamento seja aprovado. Essa é a segunda barreira que precisa ser ultrapassada para que o prefeito consiga êxito nas tratativas – a primeira foi a aprovação do próprio CAF.

O Cofiex deve aprovar, ou não, a proposta até o fim de agosto, de acordo com previsões otimistas do próprio prefeito. Caso consiga ultrapassar esta etapa, a próxima – e última – aprovação dependerá do Senado. Essas questões burocráticas precisam ser cumpridas pois, como se trata de uma transação internacional, a União será fiadora.

Os projetos

A Prefeitura pleiteia a verba para viabilizar diversas intervenções estruturais na cidade. Estão nos planos: a construção de um piscinão embaixo do Parque Ana Brandão (conhecido como Parque da Juventude); reformas no próprio parque; canalização do Córrego Guarará, que corre junto a Avenida Capitão Mário de Toledo; canalização do Córrego Cassaquera, que margeia a Avenida Professor Inácio de Anhaia Melo, na região do Centreville; intervenções viárias no cruzamento entre a avenida Giovanni Battista Pirelli e a Anhaia Melo; além da construção de 20 Ecopontos.


Bonome defende o fim do Consórcio

Por Vitor Lima

Nilson Bonome, 44 anos, é uma figura conhecida dos moradores do ABC, especialmente aos mais atentos ao cenário político regional. Após anos no MDB, Bonome migrou ao PRB, no início deste ano, para se candidatar-se a deputado federal.

Natural de Mauá, Bonome já esteve nas urnas em outras ocasiões, sem sucesso. Sua trajetória é lembrada, principalmente, devido a sua atuação nos governos de Aidan Ravin (2009-2012), em Santo André, e Paulo Pinheiro (2013-2016), em São Caetano do Sul.

Em ambas ocasiões, Bonome era um dos membros mais poderosos dos governos e fazia parte do clã responsável pelas principais tomadas de decisões nas gestões. Ganhou o status de “super secretário”:  em Santo André, chegou a ocupar três pastas, simultaneamente; em São Caetano, passou por seis secretarias. Nenhum dos governos conseguiu a reeleição, mas Bonome continuou prestigiado nos bastidores políticos e passou por outros cargos públicos.

Bonome concorre a deputado federal pelo PRB | Foto: Divulgação

O último deles foi na cidade de Paulínia, interior de São Paulo, onde o candidato teve rápida passagem (cerca de seis meses) pelas Secretarias de Administração e Turismo. Mesmo com o curto período, Bonome avalia como positiva a passagem pelo município e afirma que deixou um “grande legado”, com o destravamento de obras importantes.

O postulante à Câmara recebeu a reportagem do Ponto Final em seu escritório político, em Santo André, na última segunda-feira (13), para adiantar seus planos para um possível mandato. Entre outros assuntos abordados, Bonome foi contra o discurso da maioria dos candidatos da região e defendeu a extinção do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Um órgão desnecessário e ineficiente, na opinião do candidato. A “educação cultural” e o resgate de valores familiares serão as prioridades de Bonome, caso eleito.

Sobre os insucessos eleitorais nos planos de reeleição nos governos em que participou, em Santo André e São Caetano, Bonome crê que não teve responsabilidade direta nos maus resultados. Pelo contrário. No caso andreense, ele avalia que o governo não se reelegeu, justamente, pelo fato dele ter saído da administração de Aidan, no último ano de mandato. Em São Caetano, ele comenta que a gestão de Pinheiro era “péssima” e que só melhorou após sua chegada. Confira:

Ponto Final (PF): Caso eleito, quais as principais bandeiras do seu mandato?
Nilson Bonome (NB): A principal bandeira é a educação cultural. Acho que o cidadão precisa ter uma educação cultural no sentido de preservar a vida, preservar os bons costumes. A questão da educação perdeu várias ações que se antigamente se faziam nas escolas, como por exemplo, cantar o hino nacional na entrada. É fundamental que a gente faça um trabalho de reconciliação da família.

PF: Uma questão comportamental, então. 
NB: Exatamente.

PF: E como o senhor fará isso? Por meio de projetos, de debates?
NB: Olha, em um primeiro momento por meio de debates e depois por meio de projetos. Até porque tem algumas ações que se perderam ao longo do tempo, e que não tinha nenhuma lei que obrigava. Por exemplo, essa questão cultural que estou dizendo. Não é uma questão obrigatória a criança cantar o hino nacional, mas era um bom costume que se tinha. Dava muito certo. Não é só pelo hino, o que eu estou querendo dizer é uma questão cultural. Bons costumes. Uma criança que prática esportes depende menos de remédio, uma criança que tem uma alimentação saudável, depende menos de remédio. Uma criança que tem uma cultura diferenciada, ou seja, uma educação mais aprimorada, ela precisa de menos segurança, porque provavelmente nós não vamos perder ela para as drogas, para criminalidade. É este tipo de bandeira que eu quero defender, a reconciliação da família.

PF: Todas as prefeituras do ABC estão com grandes dificuldades de investimentos. O senhor tem andado pelo litoral, pelo interior também. Caso eleito, o seu foco será o ABC para a destinação das emendas?
NB: Eu vou priorizar o ABC. Aqui é o meu quintal eleitoral, mas eu serei deputado do Estado de São Paulo e do País. Portanto, aonde houver a necessidade nós vamos dar a devida atenção.

PF: Alguns candidatos têm defendido a questão da regionalidade com muita força e dizem que, se eleitos, destinarão todas as emendas para o ABC. Então, este não será o seu caso?
NB: Eu diria que 90% das minhas emendas parlamentares serão para o ABC. Mas, por exemplo, a cidade de Aparecida do Norte é uma cidade que eu tenho tido uma atuação, junto com o prefeito. O prefeito de Santa Fé do Sul tem nos apoiado bastante e feito uma grande gestão. O prefeito de Boituva também tem apoiado o nosso projeto, no Guarujá nós temos uma parceria grande. Enfim, 90% do foco do meu mandato será no ABC e os outros 10% eu tenho que deixar subdividido nas parcerias que nós temos ao longo do Estado.

PF: O senhor ficou por muitos anos no MDB e neste ano migrou para o PRB. Por quê?
NB: Houve uma divergência na conduta das ações do MDB. Acabei tendo alguns desentendimentos partidários, a ideologia se mudou e eu fui para o partido Republicano. Foi uma questão pessoal, por acreditar que no PRB a gente consegue fazer um trabalho muito maior.

PF: Mas o que te incomodou no MDB?
NB: O partido tomou algumas decisões que eu não concordei. Por exemplo, o fator previdenciário. O Michel Temer, do MDB, quis aprovar. Eu sou contrário ao fator previdenciário. Algumas ações eu não concordei e por isso acabei trocando de partido.

Foto: Divulgação
PF: O último cargo que o senhor ocupou foi na Prefeitura de Paulínia (secretário de Turismo e de Administração), por seis meses. Deu tempo de deixar algum legado para a cidade?
NB: Deixei um grande legado para a cidade. Consegui destravar várias ações que estavam paradas. Por exemplo: lá uma obra de suma importância para a cidade, era a ponte da Rhodia. Eu consegui destravar junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, consegui licitar e consegui dar a ordem de serviço para o início da obra. Consegui junto ao governador Geraldo Alckmin três transposições da rodovia Zeferino Vaz, uma carência muito grande da região. As pessoas têm que pagar pedágio para poder acessar sua casa e com essas três transposições, que eu consegui junto ao governador, foi um grande ganho. Conseguimos destravar licitação de uniforme escolar, material escolar, reforma das escolas. Eu consegui fazer um grande trabalho lá ao longo dos seis meses. Dizem que em quatro, cinco não foi feito nem a metade.

PF: O senhor cita que fez parte de grandes gestões também em Santo André e São Caetano. Mas o fato é que os dois governos não foram reeleitos. A população, então, não aprovou essas gestões. Por quê?
NB: Vamos por partes. A questão de Santo André: até janeiro de 2012, o governo estava muito bem avaliado, numa posição muito tranquila, quando houve o rompimento do meu trabalho junto ao prefeito Aidan Ravin, no qual, na sequência, foi colocado minha candidatura a prefeito. Eu estava à frente de três secretárias de Gabinete, de Finanças e de Saúde, onde eu consegui fazer um grande trabalho.

Na Saúde, na minha gestão, construí três UPA's e dois hospitais. Pegamos a fila de espera com, aproximadamente, seis horas, entreguei com uma hora. Fizemos o Remédio em Casa. Nas Finanças, dei 44% de aumento para os servidores. Comecei a pagar os precatórios. Na Secretaria de Gabinete foram aprovados 100% dos projetos que eu estava fazendo a interlocução com a Câmara Municipal. Aqui (em Santo André) não dava material e uniforme escolar e passamos a dar, a merenda foi reconhecida com a melhor do Brasil na nossa época.

Eu diria que (a não reeleição) foi um erro de estratégia. Existia uma composição partidária que acabou não se concretizando quando eu tive que deixar o governo e aí o prefeito Aidan não foi reeleito, mas eu não estava no governo no último ano.

PF: O senhor acha que sua participação não teve influência negativa para o governo? Não há culpa sua na não reeleição? 
NB: De forma alguma. A não reeleição pode até ter sido culpa minha, porque eu deixei o governo e não tinha quem estava tocando o comando, após a minha saída. Isso é reconhecido até pelo prefeito Aidan. Em janeiro de 2012, nós tínhamos 19 partidos nos apoiando e a tendência era ampliar isso e eu tenho a certeza de que o prefeito Aidan seria reeleito.

As pessoas questionam muito a questão da obra do estádio Bruno Daniel, mas se a gente voltar um pouquinho lá atrás, quando secretário de Finanças, reservei dinheiro, R$ 5 milhões, para a obra do estádio. Acabou que por algum motivo o secretário de Obras não conduzindo a obra. Mas aí é uma questão que eu fazia gestão nas pastas que eu estava nomeado.

PF: Mas o senhor era o homem forte do governo. Houve falta de força, uma falta de articulação da sua parte (para dar andamento na obra)?
NB: Olha, na minha opinião, não.

PF: O senhor tinha três secretarias. 
NB: Tinha três secretárias e é o que disse para você, eu fiz jus as três secretárias. Na secretária de Saúde eu fiz uma grande gestão, e não é eu que estou falando, é o povo, por onde eu passo as pessoas reconhecem isso. Na Secretaria de Finanças eu fiz uma grande gestão. Na Secretaria de Gabinete eu fiz uma grande gestão. Não tinha oposição na Câmara Municipal.

PF: E em São Caetano, o que houve?
NB: Em São Caetano, quando eu cheguei, o governo era muito mal avaliado. O governo era péssimo. O governo do Paulo Pinheiro, que é meu amigo, meu parceiro, mas infelizmente era muito mal avaliado. As pesquisas diziam que o percentual de rejeição do governo chegava a 60% e nós perdemos a eleição por 2%.

Foto: Divulgação
Fui secretário de Saúde, de Educação, secretário de Governo, de Planejamento, de Serviços Urbanos e de Segurança. Comprei viatura, comprei farda, comprei colete (à prova de balas), comprei arma.

Conseguimos dar 14% de aumento para o servidor, nas unidades de Saúde não faltavam remédios, conseguimos reduzir o atendimento na fila de espera, os índices de segurança eram os melhores possíveis. O resultado está aí: o governo tinha 65%, 70% de avaliação negativa e nós perdemos a eleição por 2%. Lá nós aprovamos 100% dos projetos na Câmara e eu que fazia a interlocução.

Eu acredito que quando eu cheguei lá o governo voltou a andar para frente e não para trás, que era o que estava acontecendo.

PF: Uma pergunta que eu faço a todos os candidatos é sobre a questão da regionalidade e do Consórcio. Diadema saiu, outras cidades se articularam para isso. Como o senhor avalia a atuação do Consórcio?
NB: Existe uma divergência de opinião muito grande. Eu, sinceramente, confesso a você que sou contrário ao Consórcio.

PF: Por quê?
NB: Qual foi o benefício que o Consórcio trouxe ao ABC até hoje?

PF: O senhor acha que o Consórcio não traz benefícios concretos à população?
NB: Por exemplo, foi criada a casa do ABC em Brasília. O que veio de Brasília até agora? Para fazer a questão da liberação do recurso do BID eu ajudei o prefeito Paulo Serra. Eu intercedi em Brasília para ajudar que o financiamento viesse. Teve uma demanda de Ribeirão Pires, que eu intercedi junto ao governo federal para que fosse liberado. Em Santo André, foram US$ 25 milhões e, em Ribeirão, se não me engano R$ 9 milhões.

Acho que nós temos que pensar no nosso Grande ABC independente do partido. Temos que pensar no melhor para as pessoas que vivem aqui e o melhor para as cidades do ABC. O prefeito Kiko (de Ribeirão Pires) é do PSB, o prefeito Serra (de Santo André) é do PSDB. Todos os prefeitos que pediram para que eu intercedesse, foi intercedido e graças a Deus nós conseguimos ter êxito. Portanto, eu diria que o Consórcio precisa, efetivamente, fazer gestão. A casa do ABC lá em Brasília: eu não vi nenhuma grande obra ou nenhum grande resultado que tivesse chegado aqui através da Casa do ABC.

PF: Então, para você, o Consórcio é um órgão desnecessário? Deveria extinguir-se? 
NB: Na minha opinião, sim. O Consórcio não traz resultado nenhum para as cidades do ABC. Em São Caetano eu trouxe uma emenda para fazer um campo de grama sintética. Eu fui pedir para o ministro. O recurso está parado aí, o prefeito não recebeu até agora. Era para fazer o campo do Abrev. Nós precisamos é que os governantes tenham equipes para criar projetos e buscar recursos, tanto no governo do Estado, quanto no governo Federal, independente do Consórcio.

PF: Nesta eleição, é mais difícil tirar votos dos seus adversários ou das pessoas que descrentes com a política e que não querem votar?
NB: Eu não estou querendo tirar votos dos meus concorrentes, não. Estou querendo convencer as pessoas que estão indecisas e que não têm a definição de ir para urna ainda. Mas eu não tenho encontrado muita dificuldade. Por onde eu passo e consigo conversar com as pessoas, e eu tenho feito muito isso, eu tenho conseguido convencer. Eu tenho tido uma receptividade muito boa.

PF: Considerações finais.
NB: Eu acho que a população tem que ter essa conscientização, de que o não votar é pior. O cara que não vai votar paga multa e a multa vai ser revertida para o fundo partidário. Ela vai ser revertida para os políticos. As pessoas têm que ir à urna.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Projeto no Jardim Santo André orienta moradores sobre problemas do descarte irregular de lixo

Da Redação

O Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) iniciou esta semana o projeto Cidadania Ambiental e Consumo Sustentável, no Jardim Santo André. O objetivo é esclarecer e sensibilizar moradores do bairro em relação aos problemas ambientais relacionados à produção, destinação e disposição final de resíduos sólidos e, assim, reduzir o acúmulo irregular de lixo nas vias.

Iniciativa desenvolvida com o apoio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), responsável pela urbanização do Jardim Santo André, o projeto de educação ambiental pretende formar diversos moradores do bairro para que eles se tornem multiplicadores das informações na região.

Objetivo é gerar engajamento na população | Foto: Divulgação
“Aqui no Jardim Santo André nós temos um grupo de agentes comunitários que trouxe a demanda de que há muito resíduo descartado nas ruas e animais abandonados. Os encontros com o Semasa são muito importantes para aproximar o trabalho do poder público com a população, trazendo mais informação e conscientização ambiental para todos”, afirma Ângela Maria Estevam, assistente social e coordenadora técnica do Consórcio Habitar Melhor, que atua na urbanização no bairro.

De acordo com os moradores, os descartes irregulares de resíduos são comuns no bairro por causa da falta de informações, como dia correto da coleta seletiva. “Sou síndica de um prédio da CDHU e vejo muitas pessoas colocando os sacos plásticos de lixo abertos, não separando os resíduos e descartando tapetes, gavetas e outros objetos no espaço para colocar o lixo comum. Alerto os moradores, mas essa formação vai me ajudar ainda mais a conversar com eles”, disse a aposentada Sônia Maria Alves, de 61 anos.

Serão três encontros com os agentes ambientais do Semasa ao longo do mês de agosto. O primeiro foi realizado na última quarta-feira (8), no escritório da CDHU no bairro. A formação ocorre por meio de atividades lúdicas, palestras, vídeos educativos e de uma visita ao Aterro Sanitário Municipal de Santo André, gerenciado pelo Semasa.

No primeiro encontro, os participantes receberam informações sobre a geração de resíduos em Santo André, como quantidade, destinação do lixo e importância da coleta seletiva.



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Coronel Nishikawa é candidato a deputado estadual

Por Vitor Lima

Após uma vida inteira dedicada à Segurança Pública, Paulo Nishikawa, 69 anos, decidiu continuar sua luta por uma sociedade mais segura de outra forma. Ele é candidato a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, pelo PSD, mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro.

Foto: Divulgação
O candidato à Presidência, aliás, foi determinante na decisão de Nishikawa de concorrer nas eleições de outubro. A candidatura de Bolsonaro é "uma luz no fim do túnel", classifica o candidato a deputado estadual.

Nishikawa nasceu em Vera Cruz, no interior de São Paulo, e candidatou-se para soldado da Força Pública (que depois passou a se chamar Polícia Militar do Estado de São Paulo), em 1968. De lá para cá, o candidato passou por diversos cargos militares.

Destaque para sua trajetória no Corpo de Bombeiros, no qual foi comandante de diversos postos do ABC, e sua atuação à frente do 6º Batalhão da Polícia Militar (que na época abrangia os municípios de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) durante a década de 1990. Neste período, Nishawaka participou das articulações responsáveis por trazer o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) para o ABC. Atualmente, o candidato atua ativamente no Conselho de Segurança (Conseg) do Centro de São Bernardo do Campo.

Confira a entrevista que o candidato concedeu à reportagem do Ponto Final:

Ponto Final (PF): O que motivou o senhor a se lançar candidato à Assembleia Legislativa? 

Paulo Nishikawa (PN): A situação caótica do nosso País despertou o meu interesse em envolver-me com a política, principalmente, em virtude de ter surgido uma luz no fim do túnel, com a candidatura do deputado federal Jair Messias Bolsonaro. A mobilização se deu porque acredito que ele vai reconduzir o País, novamente, ao progresso nos livrando paulatinamente dos políticos corruptos.

 PF: Caso eleito, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?

PN: Combate à corrupção e o resgate das instituições de Segurança Pública, que vêm sendo sucateadas ao longo dos anos sem reposição de efetivo e de equipamento essencial à atividade. A Educação e a Saúde também sucateadas terão atenção especial.

PF: Na sua opinião, quais as principais demandas do ABC e o que o senhor pretende fazer para mudar este quadro? 

PN: Transporte público também não acompanhou o crescimento populacional dificultando a vida dos moradores da nossa progressista região. (Vou) Cobrar do governo estadual a instalação do metrô de superfície que não saiu do papel.

Na área da Segurança, priorizar a implantação do policiamento aéreo através do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, para melhor policiar a extensa área urbana conurbadas reunindo sete municípios de vital importância para o Estado, sem contar ainda com a área de Proteção de Mananciais, bem como uma das maiores, se não a maior, malha viária do País em movimento, constituídas pela rodovia Anchieta, Imigrantes, trecho sul do Rodoanel e ainda a rodovia Índio Tibiriçá.

Descentralização da distribuição do remédio de alto custo, que até agora ninguém fez nada, vivendo só de promessas.

PF: A questão das drogas é um problema latente em todo o estado de São Paulo. Na Assembleia, como o senhor pode atuar para coibir o tráfico de drogas? 

PN: O tráfico de drogas em princípio cabe à área federal, entretanto, é (importante) implementar programas de combate às drogas nas escolas, como o Proerd ministrado por instrutores da Polícia Militar, desde a década de 90, quando trouxemos para a região do ABC, pioneiramente, quando comandávamos o 6º BPM/M São Bernardo do Campo.

PF: Qual estratégia deve ser usada para “proteger” os nossos jovens do contato com as drogas? 

PN: Como dito anteriormente, pela Educação. Não há outro caminho. Introduzir matérias curriculares de combate às drogas nas escolas de ensino fundamental. Ao meu ver qualquer outra medida será um paliativo.

PF: Pesquisa do Ipea divulgada recentemente indica que, pela primeira vez na história, o Brasil atingiu patamar de 30 homicídios por 100 mil habitantes. Diante disso, como o senhor encara o fato de alguns candidatos serem favoráveis a liberação do porte de armas no Brasil? O senhor é a favor da liberação? 

PN: Sou favorável a liberação de aquisição de armas, por cidadãos preparados para defesa da própria vida. Com ressalvas às pessoas que se submetem a exame psicológico e serem reprovados. Como diz o professor Bene Barbosa: "a arma não atira sozinho".

PF: Como o senhor avalia atuação da Polícia Militar de São Paulo? 

PN: A atuação da Polícia Militar é heroica, onde policial é alvo de bandidos só pelo fato de estar fardado. É a última barreira entre o bem e o mal.


Eduardo Leite discute ações para fortalecer o comércio de bairro

Da Redação

Ouvir os pequenos comerciantes para formular propostas de políticas públicas para o setor será o objetivo da roda de conversa que o vereador por Santo André, Eduardo Leite (PT), promoverá na próxima segunda-feira (13).

Arte: Divulgação

"Precisamos fortalecer o comercio local. É vital para o desenvolvimento sustentável da cidade. E nada melhor do que ouvir quem vive essa realidade para nos ajudar a propor melhorias", observa o parlamentar. "Segurança pública, manutenção de vias e calçadas, soluções para estacionamento, iluminação e até ajustes do ISS (Imposto Sobre Serviços) são ações que o município deve se empenhar", comenta.

A roda de conversa com comerciantes será realizada na rua Francisco Amaro, 44, no Centro de Santo André, a partir das 18 horas.


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

São Paulo ganha pontos de apoio 24h para ciclistas

Da Redação

Cada vez mais as bicicletas conquistam novos adeptos e mudam o cenário urbano. O trânsito e a necessidade de encaixar uma atividade física no meio da rotina fazem das bikes ótimas ferramentas no quesito qualidade de vida. Mas só quem pedala pela cidade sabe como um pneu furado ou lanterna quebrada pode ser um problema difícil em horários alternativos. Para não deixar o ciclista na mão, e a pé, a Byke Station (https://www.bykestation.com.br/) chega à capital paulista em oito pontos de apoio 24h para reparos rápidos e venda de produtos.

Estações da Byke Station estão localizadas na ciclovia do Rio Pinheiros
 e outros sete pontos também oferecem ferramentas gratuitas e venda de produtos | Foto: Divulgação 
Em formato de vending machine, a estação é completa. “Nela é possível calibrar os pneus ou fazer pequenas manutenções com as chaves disponibilizadas gratuitamente, além da venda de kits remendo, câmaras e luz de emergência para as bicicletas. E, para recarregar a bateria dos ciclistas: bebidas, alimentos e suplementos. Tudo isso de modo fácil e acessível, nos locais e no momento que todos mais precisam”, destaca Sandro Wuicik, CEO da empresa.

A ideia surgiu a partir de uma demanda do próprio criador, que participa de Triathlon de longa distância e tinha dificuldade para encontrar ajuda quando ocorria algum imprevisto. “Era um contrassenso muito grande ter que sair da minha rota justamente para ter acesso aos produtos corriqueiros que precisava”, comenta.

Fundada para facilitar e atender as necessidades de quem utiliza a bicicleta, seja como meio de transporte, lazer ou esporte, a Byke Station escolheu os pontos estrategicamente. Em São Paulo, um projeto junto com a CPTM instalou duas unidades dentro da Ciclovia Rio Pinheiros e nas estações da Vila Olímpia e Vila Lobos/Jaguaré. O Pátio Victor Malzoni, sede do Google Brasil, também possui uma Station que gera comodidade para quem vai de bicicleta ao trabalho.

Expansão e chegada em São Paulo

O projeto de Wuicik já está conquistando as cidades brasileiras, com sete espaços no Paraná, um em Santa Catarina e outros oito no estado de São Paulo. “Neste momento, a nossa expansão está focada na capital paulista, onde podemos ajudar os locais a aumentarem o fluxo de ciclistas, pois se tornam realmente um local bike friendly”, comenta Wuicik.

A iniciativa chamou a atenção da aceleradora Plug and Play, do Vale do Silício (EUA), e da seguradora Porto Seguro, com que realizou um aporte de US$ 50 mil. “Esse investimento foi fundamental para trazermos a operação para a capital paulista e também aprimorarmos ainda mais o produto. A Porto tem sido uma grande parceira, pois além do incentivo, recebemos mentoria dos seus executivos”, disse o CEO, que pretende continuar com o crescimento a todo vapor.