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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Bonome defende o fim do Consórcio
Por Vitor Lima
Nilson Bonome, 44 anos, é uma figura conhecida dos moradores do ABC, especialmente aos mais atentos ao cenário político regional. Após anos no MDB, Bonome migrou ao PRB, no início deste ano, para se candidatar-se a deputado federal.
Natural de Mauá, Bonome já esteve nas urnas em outras ocasiões, sem sucesso. Sua trajetória é lembrada, principalmente, devido a sua atuação nos governos de Aidan Ravin (2009-2012), em Santo André, e Paulo Pinheiro (2013-2016), em São Caetano do Sul.
Em ambas ocasiões, Bonome era um dos membros mais poderosos dos governos e fazia parte do clã responsável pelas principais tomadas de decisões nas gestões. Ganhou o status de “super secretário”: em Santo André, chegou a ocupar três pastas, simultaneamente; em São Caetano, passou por seis secretarias. Nenhum dos governos conseguiu a reeleição, mas Bonome continuou prestigiado nos bastidores políticos e passou por outros cargos públicos.
O último deles foi na cidade de Paulínia, interior de São Paulo, onde o candidato teve rápida passagem (cerca de seis meses) pelas Secretarias de Administração e Turismo. Mesmo com o curto período, Bonome avalia como positiva a passagem pelo município e afirma que deixou um “grande legado”, com o destravamento de obras importantes.
O postulante à Câmara recebeu a reportagem do Ponto Final em seu escritório político, em Santo André, na última segunda-feira (13), para adiantar seus planos para um possível mandato. Entre outros assuntos abordados, Bonome foi contra o discurso da maioria dos candidatos da região e defendeu a extinção do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Um órgão desnecessário e ineficiente, na opinião do candidato. A “educação cultural” e o resgate de valores familiares serão as prioridades de Bonome, caso eleito.
Sobre os insucessos eleitorais nos planos de reeleição nos governos em que participou, em Santo André e São Caetano, Bonome crê que não teve responsabilidade direta nos maus resultados. Pelo contrário. No caso andreense, ele avalia que o governo não se reelegeu, justamente, pelo fato dele ter saído da administração de Aidan, no último ano de mandato. Em São Caetano, ele comenta que a gestão de Pinheiro era “péssima” e que só melhorou após sua chegada. Confira:
Ponto Final (PF): Caso eleito, quais as principais bandeiras do seu mandato?
Nilson Bonome (NB): A principal bandeira é a educação cultural. Acho que o cidadão precisa ter uma educação cultural no sentido de preservar a vida, preservar os bons costumes. A questão da educação perdeu várias ações que se antigamente se faziam nas escolas, como por exemplo, cantar o hino nacional na entrada. É fundamental que a gente faça um trabalho de reconciliação da família.
PF: Uma questão comportamental, então.
NB: Exatamente.
PF: E como o senhor fará isso? Por meio de projetos, de debates?
NB: Olha, em um primeiro momento por meio de debates e depois por meio de projetos. Até porque tem algumas ações que se perderam ao longo do tempo, e que não tinha nenhuma lei que obrigava. Por exemplo, essa questão cultural que estou dizendo. Não é uma questão obrigatória a criança cantar o hino nacional, mas era um bom costume que se tinha. Dava muito certo. Não é só pelo hino, o que eu estou querendo dizer é uma questão cultural. Bons costumes. Uma criança que prática esportes depende menos de remédio, uma criança que tem uma alimentação saudável, depende menos de remédio. Uma criança que tem uma cultura diferenciada, ou seja, uma educação mais aprimorada, ela precisa de menos segurança, porque provavelmente nós não vamos perder ela para as drogas, para criminalidade. É este tipo de bandeira que eu quero defender, a reconciliação da família.
PF: Todas as prefeituras do ABC estão com grandes dificuldades de investimentos. O senhor tem andado pelo litoral, pelo interior também. Caso eleito, o seu foco será o ABC para a destinação das emendas?
NB: Eu vou priorizar o ABC. Aqui é o meu quintal eleitoral, mas eu serei deputado do Estado de São Paulo e do País. Portanto, aonde houver a necessidade nós vamos dar a devida atenção.
PF: Alguns candidatos têm defendido a questão da regionalidade com muita força e dizem que, se eleitos, destinarão todas as emendas para o ABC. Então, este não será o seu caso?
NB: Eu diria que 90% das minhas emendas parlamentares serão para o ABC. Mas, por exemplo, a cidade de Aparecida do Norte é uma cidade que eu tenho tido uma atuação, junto com o prefeito. O prefeito de Santa Fé do Sul tem nos apoiado bastante e feito uma grande gestão. O prefeito de Boituva também tem apoiado o nosso projeto, no Guarujá nós temos uma parceria grande. Enfim, 90% do foco do meu mandato será no ABC e os outros 10% eu tenho que deixar subdividido nas parcerias que nós temos ao longo do Estado.
PF: O senhor ficou por muitos anos no MDB e neste ano migrou para o PRB. Por quê?
NB: Houve uma divergência na conduta das ações do MDB. Acabei tendo alguns desentendimentos partidários, a ideologia se mudou e eu fui para o partido Republicano. Foi uma questão pessoal, por acreditar que no PRB a gente consegue fazer um trabalho muito maior.
PF: Mas o que te incomodou no MDB?
NB: O partido tomou algumas decisões que eu não concordei. Por exemplo, o fator previdenciário. O Michel Temer, do MDB, quis aprovar. Eu sou contrário ao fator previdenciário. Algumas ações eu não concordei e por isso acabei trocando de partido.
PF: O último cargo que o senhor ocupou foi na Prefeitura de Paulínia (secretário de Turismo e de Administração), por seis meses. Deu tempo de deixar algum legado para a cidade?
NB: Deixei um grande legado para a cidade. Consegui destravar várias ações que estavam paradas. Por exemplo: lá uma obra de suma importância para a cidade, era a ponte da Rhodia. Eu consegui destravar junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, consegui licitar e consegui dar a ordem de serviço para o início da obra. Consegui junto ao governador Geraldo Alckmin três transposições da rodovia Zeferino Vaz, uma carência muito grande da região. As pessoas têm que pagar pedágio para poder acessar sua casa e com essas três transposições, que eu consegui junto ao governador, foi um grande ganho. Conseguimos destravar licitação de uniforme escolar, material escolar, reforma das escolas. Eu consegui fazer um grande trabalho lá ao longo dos seis meses. Dizem que em quatro, cinco não foi feito nem a metade.
PF: O senhor cita que fez parte de grandes gestões também em Santo André e São Caetano. Mas o fato é que os dois governos não foram reeleitos. A população, então, não aprovou essas gestões. Por quê?
NB: Vamos por partes. A questão de Santo André: até janeiro de 2012, o governo estava muito bem avaliado, numa posição muito tranquila, quando houve o rompimento do meu trabalho junto ao prefeito Aidan Ravin, no qual, na sequência, foi colocado minha candidatura a prefeito. Eu estava à frente de três secretárias de Gabinete, de Finanças e de Saúde, onde eu consegui fazer um grande trabalho.
Na Saúde, na minha gestão, construí três UPA's e dois hospitais. Pegamos a fila de espera com, aproximadamente, seis horas, entreguei com uma hora. Fizemos o Remédio em Casa. Nas Finanças, dei 44% de aumento para os servidores. Comecei a pagar os precatórios. Na Secretaria de Gabinete foram aprovados 100% dos projetos que eu estava fazendo a interlocução com a Câmara Municipal. Aqui (em Santo André) não dava material e uniforme escolar e passamos a dar, a merenda foi reconhecida com a melhor do Brasil na nossa época.
Eu diria que (a não reeleição) foi um erro de estratégia. Existia uma composição partidária que acabou não se concretizando quando eu tive que deixar o governo e aí o prefeito Aidan não foi reeleito, mas eu não estava no governo no último ano.
PF: O senhor acha que sua participação não teve influência negativa para o governo? Não há culpa sua na não reeleição?
NB: De forma alguma. A não reeleição pode até ter sido culpa minha, porque eu deixei o governo e não tinha quem estava tocando o comando, após a minha saída. Isso é reconhecido até pelo prefeito Aidan. Em janeiro de 2012, nós tínhamos 19 partidos nos apoiando e a tendência era ampliar isso e eu tenho a certeza de que o prefeito Aidan seria reeleito.
As pessoas questionam muito a questão da obra do estádio Bruno Daniel, mas se a gente voltar um pouquinho lá atrás, quando secretário de Finanças, reservei dinheiro, R$ 5 milhões, para a obra do estádio. Acabou que por algum motivo o secretário de Obras não conduzindo a obra. Mas aí é uma questão que eu fazia gestão nas pastas que eu estava nomeado.
PF: Mas o senhor era o homem forte do governo. Houve falta de força, uma falta de articulação da sua parte (para dar andamento na obra)?
NB: Olha, na minha opinião, não.
PF: O senhor tinha três secretarias.
NB: Tinha três secretárias e é o que disse para você, eu fiz jus as três secretárias. Na secretária de Saúde eu fiz uma grande gestão, e não é eu que estou falando, é o povo, por onde eu passo as pessoas reconhecem isso. Na Secretaria de Finanças eu fiz uma grande gestão. Na Secretaria de Gabinete eu fiz uma grande gestão. Não tinha oposição na Câmara Municipal.
PF: E em São Caetano, o que houve?
NB: Em São Caetano, quando eu cheguei, o governo era muito mal avaliado. O governo era péssimo. O governo do Paulo Pinheiro, que é meu amigo, meu parceiro, mas infelizmente era muito mal avaliado. As pesquisas diziam que o percentual de rejeição do governo chegava a 60% e nós perdemos a eleição por 2%.
Fui secretário de Saúde, de Educação, secretário de Governo, de Planejamento, de Serviços Urbanos e de Segurança. Comprei viatura, comprei farda, comprei colete (à prova de balas), comprei arma.
Conseguimos dar 14% de aumento para o servidor, nas unidades de Saúde não faltavam remédios, conseguimos reduzir o atendimento na fila de espera, os índices de segurança eram os melhores possíveis. O resultado está aí: o governo tinha 65%, 70% de avaliação negativa e nós perdemos a eleição por 2%. Lá nós aprovamos 100% dos projetos na Câmara e eu que fazia a interlocução.
Eu acredito que quando eu cheguei lá o governo voltou a andar para frente e não para trás, que era o que estava acontecendo.
PF: Uma pergunta que eu faço a todos os candidatos é sobre a questão da regionalidade e do Consórcio. Diadema saiu, outras cidades se articularam para isso. Como o senhor avalia a atuação do Consórcio?
NB: Existe uma divergência de opinião muito grande. Eu, sinceramente, confesso a você que sou contrário ao Consórcio.
PF: Por quê?
NB: Qual foi o benefício que o Consórcio trouxe ao ABC até hoje?
PF: O senhor acha que o Consórcio não traz benefícios concretos à população?
NB: Por exemplo, foi criada a casa do ABC em Brasília. O que veio de Brasília até agora? Para fazer a questão da liberação do recurso do BID eu ajudei o prefeito Paulo Serra. Eu intercedi em Brasília para ajudar que o financiamento viesse. Teve uma demanda de Ribeirão Pires, que eu intercedi junto ao governo federal para que fosse liberado. Em Santo André, foram US$ 25 milhões e, em Ribeirão, se não me engano R$ 9 milhões.
Acho que nós temos que pensar no nosso Grande ABC independente do partido. Temos que pensar no melhor para as pessoas que vivem aqui e o melhor para as cidades do ABC. O prefeito Kiko (de Ribeirão Pires) é do PSB, o prefeito Serra (de Santo André) é do PSDB. Todos os prefeitos que pediram para que eu intercedesse, foi intercedido e graças a Deus nós conseguimos ter êxito. Portanto, eu diria que o Consórcio precisa, efetivamente, fazer gestão. A casa do ABC lá em Brasília: eu não vi nenhuma grande obra ou nenhum grande resultado que tivesse chegado aqui através da Casa do ABC.
PF: Então, para você, o Consórcio é um órgão desnecessário? Deveria extinguir-se?
NB: Na minha opinião, sim. O Consórcio não traz resultado nenhum para as cidades do ABC. Em São Caetano eu trouxe uma emenda para fazer um campo de grama sintética. Eu fui pedir para o ministro. O recurso está parado aí, o prefeito não recebeu até agora. Era para fazer o campo do Abrev. Nós precisamos é que os governantes tenham equipes para criar projetos e buscar recursos, tanto no governo do Estado, quanto no governo Federal, independente do Consórcio.
PF: Nesta eleição, é mais difícil tirar votos dos seus adversários ou das pessoas que descrentes com a política e que não querem votar?
NB: Eu não estou querendo tirar votos dos meus concorrentes, não. Estou querendo convencer as pessoas que estão indecisas e que não têm a definição de ir para urna ainda. Mas eu não tenho encontrado muita dificuldade. Por onde eu passo e consigo conversar com as pessoas, e eu tenho feito muito isso, eu tenho conseguido convencer. Eu tenho tido uma receptividade muito boa.
PF: Considerações finais.
NB: Eu acho que a população tem que ter essa conscientização, de que o não votar é pior. O cara que não vai votar paga multa e a multa vai ser revertida para o fundo partidário. Ela vai ser revertida para os políticos. As pessoas têm que ir à urna.
Nilson Bonome, 44 anos, é uma figura conhecida dos moradores do ABC, especialmente aos mais atentos ao cenário político regional. Após anos no MDB, Bonome migrou ao PRB, no início deste ano, para se candidatar-se a deputado federal.
Natural de Mauá, Bonome já esteve nas urnas em outras ocasiões, sem sucesso. Sua trajetória é lembrada, principalmente, devido a sua atuação nos governos de Aidan Ravin (2009-2012), em Santo André, e Paulo Pinheiro (2013-2016), em São Caetano do Sul.
Em ambas ocasiões, Bonome era um dos membros mais poderosos dos governos e fazia parte do clã responsável pelas principais tomadas de decisões nas gestões. Ganhou o status de “super secretário”: em Santo André, chegou a ocupar três pastas, simultaneamente; em São Caetano, passou por seis secretarias. Nenhum dos governos conseguiu a reeleição, mas Bonome continuou prestigiado nos bastidores políticos e passou por outros cargos públicos.
| Bonome concorre a deputado federal pelo PRB | Foto: Divulgação |
O último deles foi na cidade de Paulínia, interior de São Paulo, onde o candidato teve rápida passagem (cerca de seis meses) pelas Secretarias de Administração e Turismo. Mesmo com o curto período, Bonome avalia como positiva a passagem pelo município e afirma que deixou um “grande legado”, com o destravamento de obras importantes.
O postulante à Câmara recebeu a reportagem do Ponto Final em seu escritório político, em Santo André, na última segunda-feira (13), para adiantar seus planos para um possível mandato. Entre outros assuntos abordados, Bonome foi contra o discurso da maioria dos candidatos da região e defendeu a extinção do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Um órgão desnecessário e ineficiente, na opinião do candidato. A “educação cultural” e o resgate de valores familiares serão as prioridades de Bonome, caso eleito.
Sobre os insucessos eleitorais nos planos de reeleição nos governos em que participou, em Santo André e São Caetano, Bonome crê que não teve responsabilidade direta nos maus resultados. Pelo contrário. No caso andreense, ele avalia que o governo não se reelegeu, justamente, pelo fato dele ter saído da administração de Aidan, no último ano de mandato. Em São Caetano, ele comenta que a gestão de Pinheiro era “péssima” e que só melhorou após sua chegada. Confira:
Ponto Final (PF): Caso eleito, quais as principais bandeiras do seu mandato?
Nilson Bonome (NB): A principal bandeira é a educação cultural. Acho que o cidadão precisa ter uma educação cultural no sentido de preservar a vida, preservar os bons costumes. A questão da educação perdeu várias ações que se antigamente se faziam nas escolas, como por exemplo, cantar o hino nacional na entrada. É fundamental que a gente faça um trabalho de reconciliação da família.
PF: Uma questão comportamental, então.
NB: Exatamente.
PF: E como o senhor fará isso? Por meio de projetos, de debates?
NB: Olha, em um primeiro momento por meio de debates e depois por meio de projetos. Até porque tem algumas ações que se perderam ao longo do tempo, e que não tinha nenhuma lei que obrigava. Por exemplo, essa questão cultural que estou dizendo. Não é uma questão obrigatória a criança cantar o hino nacional, mas era um bom costume que se tinha. Dava muito certo. Não é só pelo hino, o que eu estou querendo dizer é uma questão cultural. Bons costumes. Uma criança que prática esportes depende menos de remédio, uma criança que tem uma alimentação saudável, depende menos de remédio. Uma criança que tem uma cultura diferenciada, ou seja, uma educação mais aprimorada, ela precisa de menos segurança, porque provavelmente nós não vamos perder ela para as drogas, para criminalidade. É este tipo de bandeira que eu quero defender, a reconciliação da família.
PF: Todas as prefeituras do ABC estão com grandes dificuldades de investimentos. O senhor tem andado pelo litoral, pelo interior também. Caso eleito, o seu foco será o ABC para a destinação das emendas?
NB: Eu vou priorizar o ABC. Aqui é o meu quintal eleitoral, mas eu serei deputado do Estado de São Paulo e do País. Portanto, aonde houver a necessidade nós vamos dar a devida atenção.
PF: Alguns candidatos têm defendido a questão da regionalidade com muita força e dizem que, se eleitos, destinarão todas as emendas para o ABC. Então, este não será o seu caso?
NB: Eu diria que 90% das minhas emendas parlamentares serão para o ABC. Mas, por exemplo, a cidade de Aparecida do Norte é uma cidade que eu tenho tido uma atuação, junto com o prefeito. O prefeito de Santa Fé do Sul tem nos apoiado bastante e feito uma grande gestão. O prefeito de Boituva também tem apoiado o nosso projeto, no Guarujá nós temos uma parceria grande. Enfim, 90% do foco do meu mandato será no ABC e os outros 10% eu tenho que deixar subdividido nas parcerias que nós temos ao longo do Estado.
PF: O senhor ficou por muitos anos no MDB e neste ano migrou para o PRB. Por quê?
NB: Houve uma divergência na conduta das ações do MDB. Acabei tendo alguns desentendimentos partidários, a ideologia se mudou e eu fui para o partido Republicano. Foi uma questão pessoal, por acreditar que no PRB a gente consegue fazer um trabalho muito maior.
PF: Mas o que te incomodou no MDB?
NB: O partido tomou algumas decisões que eu não concordei. Por exemplo, o fator previdenciário. O Michel Temer, do MDB, quis aprovar. Eu sou contrário ao fator previdenciário. Algumas ações eu não concordei e por isso acabei trocando de partido.
| Foto: Divulgação |
NB: Deixei um grande legado para a cidade. Consegui destravar várias ações que estavam paradas. Por exemplo: lá uma obra de suma importância para a cidade, era a ponte da Rhodia. Eu consegui destravar junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, consegui licitar e consegui dar a ordem de serviço para o início da obra. Consegui junto ao governador Geraldo Alckmin três transposições da rodovia Zeferino Vaz, uma carência muito grande da região. As pessoas têm que pagar pedágio para poder acessar sua casa e com essas três transposições, que eu consegui junto ao governador, foi um grande ganho. Conseguimos destravar licitação de uniforme escolar, material escolar, reforma das escolas. Eu consegui fazer um grande trabalho lá ao longo dos seis meses. Dizem que em quatro, cinco não foi feito nem a metade.
PF: O senhor cita que fez parte de grandes gestões também em Santo André e São Caetano. Mas o fato é que os dois governos não foram reeleitos. A população, então, não aprovou essas gestões. Por quê?
NB: Vamos por partes. A questão de Santo André: até janeiro de 2012, o governo estava muito bem avaliado, numa posição muito tranquila, quando houve o rompimento do meu trabalho junto ao prefeito Aidan Ravin, no qual, na sequência, foi colocado minha candidatura a prefeito. Eu estava à frente de três secretárias de Gabinete, de Finanças e de Saúde, onde eu consegui fazer um grande trabalho.
Na Saúde, na minha gestão, construí três UPA's e dois hospitais. Pegamos a fila de espera com, aproximadamente, seis horas, entreguei com uma hora. Fizemos o Remédio em Casa. Nas Finanças, dei 44% de aumento para os servidores. Comecei a pagar os precatórios. Na Secretaria de Gabinete foram aprovados 100% dos projetos que eu estava fazendo a interlocução com a Câmara Municipal. Aqui (em Santo André) não dava material e uniforme escolar e passamos a dar, a merenda foi reconhecida com a melhor do Brasil na nossa época.
Eu diria que (a não reeleição) foi um erro de estratégia. Existia uma composição partidária que acabou não se concretizando quando eu tive que deixar o governo e aí o prefeito Aidan não foi reeleito, mas eu não estava no governo no último ano.
PF: O senhor acha que sua participação não teve influência negativa para o governo? Não há culpa sua na não reeleição?
NB: De forma alguma. A não reeleição pode até ter sido culpa minha, porque eu deixei o governo e não tinha quem estava tocando o comando, após a minha saída. Isso é reconhecido até pelo prefeito Aidan. Em janeiro de 2012, nós tínhamos 19 partidos nos apoiando e a tendência era ampliar isso e eu tenho a certeza de que o prefeito Aidan seria reeleito.
As pessoas questionam muito a questão da obra do estádio Bruno Daniel, mas se a gente voltar um pouquinho lá atrás, quando secretário de Finanças, reservei dinheiro, R$ 5 milhões, para a obra do estádio. Acabou que por algum motivo o secretário de Obras não conduzindo a obra. Mas aí é uma questão que eu fazia gestão nas pastas que eu estava nomeado.
PF: Mas o senhor era o homem forte do governo. Houve falta de força, uma falta de articulação da sua parte (para dar andamento na obra)?
NB: Olha, na minha opinião, não.
PF: O senhor tinha três secretarias.
NB: Tinha três secretárias e é o que disse para você, eu fiz jus as três secretárias. Na secretária de Saúde eu fiz uma grande gestão, e não é eu que estou falando, é o povo, por onde eu passo as pessoas reconhecem isso. Na Secretaria de Finanças eu fiz uma grande gestão. Na Secretaria de Gabinete eu fiz uma grande gestão. Não tinha oposição na Câmara Municipal.
PF: E em São Caetano, o que houve?
NB: Em São Caetano, quando eu cheguei, o governo era muito mal avaliado. O governo era péssimo. O governo do Paulo Pinheiro, que é meu amigo, meu parceiro, mas infelizmente era muito mal avaliado. As pesquisas diziam que o percentual de rejeição do governo chegava a 60% e nós perdemos a eleição por 2%.
| Foto: Divulgação |
Conseguimos dar 14% de aumento para o servidor, nas unidades de Saúde não faltavam remédios, conseguimos reduzir o atendimento na fila de espera, os índices de segurança eram os melhores possíveis. O resultado está aí: o governo tinha 65%, 70% de avaliação negativa e nós perdemos a eleição por 2%. Lá nós aprovamos 100% dos projetos na Câmara e eu que fazia a interlocução.
Eu acredito que quando eu cheguei lá o governo voltou a andar para frente e não para trás, que era o que estava acontecendo.
PF: Uma pergunta que eu faço a todos os candidatos é sobre a questão da regionalidade e do Consórcio. Diadema saiu, outras cidades se articularam para isso. Como o senhor avalia a atuação do Consórcio?
NB: Existe uma divergência de opinião muito grande. Eu, sinceramente, confesso a você que sou contrário ao Consórcio.
PF: Por quê?
NB: Qual foi o benefício que o Consórcio trouxe ao ABC até hoje?
PF: O senhor acha que o Consórcio não traz benefícios concretos à população?
NB: Por exemplo, foi criada a casa do ABC em Brasília. O que veio de Brasília até agora? Para fazer a questão da liberação do recurso do BID eu ajudei o prefeito Paulo Serra. Eu intercedi em Brasília para ajudar que o financiamento viesse. Teve uma demanda de Ribeirão Pires, que eu intercedi junto ao governo federal para que fosse liberado. Em Santo André, foram US$ 25 milhões e, em Ribeirão, se não me engano R$ 9 milhões.
Acho que nós temos que pensar no nosso Grande ABC independente do partido. Temos que pensar no melhor para as pessoas que vivem aqui e o melhor para as cidades do ABC. O prefeito Kiko (de Ribeirão Pires) é do PSB, o prefeito Serra (de Santo André) é do PSDB. Todos os prefeitos que pediram para que eu intercedesse, foi intercedido e graças a Deus nós conseguimos ter êxito. Portanto, eu diria que o Consórcio precisa, efetivamente, fazer gestão. A casa do ABC lá em Brasília: eu não vi nenhuma grande obra ou nenhum grande resultado que tivesse chegado aqui através da Casa do ABC.
PF: Então, para você, o Consórcio é um órgão desnecessário? Deveria extinguir-se?
NB: Na minha opinião, sim. O Consórcio não traz resultado nenhum para as cidades do ABC. Em São Caetano eu trouxe uma emenda para fazer um campo de grama sintética. Eu fui pedir para o ministro. O recurso está parado aí, o prefeito não recebeu até agora. Era para fazer o campo do Abrev. Nós precisamos é que os governantes tenham equipes para criar projetos e buscar recursos, tanto no governo do Estado, quanto no governo Federal, independente do Consórcio.
PF: Nesta eleição, é mais difícil tirar votos dos seus adversários ou das pessoas que descrentes com a política e que não querem votar?
NB: Eu não estou querendo tirar votos dos meus concorrentes, não. Estou querendo convencer as pessoas que estão indecisas e que não têm a definição de ir para urna ainda. Mas eu não tenho encontrado muita dificuldade. Por onde eu passo e consigo conversar com as pessoas, e eu tenho feito muito isso, eu tenho conseguido convencer. Eu tenho tido uma receptividade muito boa.
PF: Considerações finais.
NB: Eu acho que a população tem que ter essa conscientização, de que o não votar é pior. O cara que não vai votar paga multa e a multa vai ser revertida para o fundo partidário. Ela vai ser revertida para os políticos. As pessoas têm que ir à urna.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
“Aidan de 2016 é bem diferente do de 2008”, diz ex-prefeito
Por Carla de Gragnani do Diário Regional
O ex-prefeito e candidato do PSB ao comando do Paço de Santo André, Aidan Ravin, criticou em entrevista ao Diário Regional a gestão do atual prefeito Carlos Grana (PT) e acusou a legenda de seu adversário na eleição de domingo (2) pelo impasse envolvendo a dívida junto à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que já atinge R$ 3,2 bilhões. O pessebista também destacou seu “amadurecimento” político desde a vitória majoritária nas urnas, em 2008, e prometeu o resgate do sistema de saúde, além do “redimensionamento” da máquina pública, com corte de secretarias, contratos e cargos comissionados.
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| “Em tempos de crise temos de apertar o cinto, mas isso não foi feito” | Foto: Arquivo |
Qual é a principal diferença da sua candidatura hoje para as disputas de 2008 e 2012?
Em 2008, fui candida¬to após ser o vereador mais votado da cidade (em 2004). Hoje, sou ex-prefeito e tenho um trabalho que as pessoas conhecem. Porém, ainda me posiciono contra a máquina, por conta dos escândalos e da má gestão da atual administração. A comunidade consegue enxergar o que a gente tinha no passado e hoje já não tem. Tive de aprender e conhecer mais o cotidiano do gestor. Vejo o Aidan de 2008 bem diferente do de 2016. Houve aprendizado, amadurecimento no nível administrativo. Passamos a conhecer mais a cidade e as pessoas.
Quem é seu principal adversário no domingo?
Meu principal adversário, e da cidade, é o PT. É o que a gente ouve em cada canto do município. Se o PT não for para o segundo turno, já será uma vitória para a cidade. A gente anda nas ruas e as pessoas falam que essa administração foi muito ruim. Não é só aqui. A cada hora surge mais uma denúncia em nível nacional, como a recente prisão do Antônio Palocci (ex-ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda no governo Lula). Estão cercando cada vez mais o partido por erros absurdos que nunca deveriam ter acontecido.
Como resolver o problema da falta de água existente em alguns bairros de Santo André?
Água é um bem comum e não deveria faltar em Santo André. Houve um desequilíbrio entre a prefeitura e a Sabesp. Não temos crise e sim uma dívida que foi criada em 1997, devido ao não pagamento da conta de água da cidade. A Companhia de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) recebeu esse dinheiro, por isso, há briga de Justiça. Essa equação pode ser resolvida, porque o Semasa recebe quase R$ 800 milhões por ano e possui ativos. Temos de buscar o melhor jeito de resolver isso. Infelizmente, houve um erro do governo do PT, que ficou dois anos sem pagar a conta de água completa. O restante deveria ser depositado em juízo, o que não aconteceu. Houve evasão desse dinheiro, que sumiu. Por isso, cheguei a denunciar o Semasa no Ministério Público (MP).
Houve polêmica envolvendo uma fala sua sobre o Morro do Kibon, em que o senhor teria criticado as intervenções feitas pela prefeitura no local. Houve erro de interpretação?
Não pegaram minha fala completa. Questionei, a um grupo de empresários, o fato de o PT fazer benfeitorias em um lugar particular. O governo não pode fazer isso. Coloquei para eles que está errado esse modo de gerir. As benfeitorias têm que ser feitas, mas lá é um local invadido, particular, e a prefeitura não pode simplesmente passar por cima. Primeiro, é preciso regularizar aquele espaço. Existem impostos atrasados daquele terreno e é possível trocá-los com a prefeitura, regularizando a área e cedendo-a às pessoas. Fazendo isso, elas terão o direito da moradia e o dever de (pagar o) imposto. Eu fui ao Morro do Kibon e conversei com os moradores de lá. Mostrei o que de fato tinha falado. Quando se coloca remédios nos postos, dá-se dignidade e atendimento público. Quando se coloca uniforme e merenda para as crianças, estamos atendendo aos pobres e não aos ricos. Foi isso que fiz quando governei a cidade. Querem inverter a situação. Quando o PT tira o remédio dos postos está prejudicando os ricos ou os pobres? É a forma que têm de fazer política.
Fale sobre seu plano de governo e sobre as prioridades de sua gestão.
A maior queixa na cidade é a Saúde, que virou um caos muito grande, com falta de medicamentos, postos que perderam a qualidade e demora muito grande para atendimento. Quando isso acontece, a chance de uma doença de instalar é muito grande também. Não se trabalha na prevenção e sim no fim, o que gera mais gastos. Vamos ter de fazer esse resgate na Saúde. A educação caiu muito também. O material escolar e o uniforme para as crianças não vieram e a merenda é de péssima qualidade. Isso causa a evasão das crianças. Não tem alimentação, não tem uniforme e material escolar e as crianças não conseguem se manter na escola. Temos de pensar nisso com muito carinho. Nos quatro anos de minha gestão, ganhamos o prêmio de segunda melhor merenda do Estado.
Como o senhor esperar herdar a prefeitura financeiramente?
Temos uma dívida ativa muito grande provocada pela administração, que chegou a R$ 1,1 bilhão em abril deste ano. Imagino que vai chegar a R$ 1,5 bilhão ou R$ 1,8 bilhão até o final do ano. Isso porque houve queda de receita e mau direcionamento dos recursos. Quando se ganha R$ 10 mil não se pode gastar R$ 20 mil por mês e foi isso o que aconteceu em Santo André: mau uso do dinheiro público. Não há recursos para fazer o básico e não adianta querer sair do básico. Em tempos de crise, temos de apertar o cinto e reduzir gastos, mas nada disso foi feito. Não foi cortada nenhuma secretaria e nenhum cargo comissionado. Vamos ter de redimensionar essa administração a partir do ano que vem.
O senhor projeta fazer cortes de secretarias e de comissionados?
Obrigatoriamente teremos de cortar. Não é isso que vai resolver o problema econômico de Santo André, mas vai ajudar. É uma questão moral. Será um enxugamento total, não só de cargos, mas de ações desnecessárias e contratos. Não adianta projetar arrecadação, temos de trabalhar com a realidade, com o que está entrando e com a programação que se tem. Alguns pontos da cidade são fundamentais e precisam ser equilibrados, como é o caso da Saúde. Temos de apertar os cintos, fechar os buracos e as torneiras para conseguir redimensionar isso. Não vai ser fácil, mas não é impossível caminhar nesse sentido.
Que ações o senhor projeta para elevação das receitas da prefeitura?
A queda da receita é reflexo das empresas que estão fechando, lojas que não conseguem se manter, enfim. Acredito que, no ano que vem, o mercado vai voltar a aquecer. Ainda como pré-candidato, fui a Brasília e protocolei vários projetos para trazer para cá em 2017. Há muita verba e projetos parados em Brasília. Além disso, o vice-governador de São Paulo (o Márcio França) é do nosso partido (PSB) e temos porta aberta no Estado para trazer projetos a Santo André.
Em um primeiro momento, temos de transformar os impostos que pagamos à União e ao Estado em projetos para a cidade. A crise é no país e não apenas em Santo André, mas podemos começar a trabalhar com as pequenas empresas e tentar fomentar o Parque Tecnológico para torná-lo, de fato, algo real. Deixamos isso estruturado, mas nos últimos quatro anos nada foi feito na cidade. Santo André já foi uma cidade “top” e temos de fazer o município voltar ao que era antes. Temos a quinta maior arrecadação do Estado de São Paulo, só precisamos ter pulso firme a partir do ano que vem.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
PEN oficializa apoio a Aidan Ravin
Da Redação
O Partido Ecológico Nacional (PEN) oficializou apoio ao pré-candidato à prefeitura de Santo André, Aidan Ravin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O anúncio foi feito ontem (18) durante encontro realizado na sede municipal do PEN. A expectativa é de que a sigla ocupe alguma vaga no legislativo andreense.
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| Anúncio foi feito ontem (18) durante encontro do pré-candidato com dirigentes do partido | Foto: divulgação |
Este é o segundo partido a confirmar, oficialmente, apoio ao ex-prefeito para as eleições deste ano – o primeiro foi o Partido Social Democrático Cristão (PSDC), que oficializou o posicionamento durante evento com a participação de José Maria Eymael, presidente da sigla e candidato à Presidente em 2014. Recentes pesquisas apontam que Aidan Ravin lidera as intenções de voto dos andreenses.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Juiz considera improcedente ação de Ainda Ravin
Vivian Silva e Vitor Lima
Nesta última quarta-feira (27), o ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin (PSB) perdeu a ação movida contra o prefeito Carlos Grana (PT), na qual ele acusava o chefe do Executivo de contratar empresa de telemarketing para realizar ligações, durante a madrugada, solicitando votos nas vésperas das Eleições de 2012. A ação teria contribuído para a derrota de Aidan nas urnas.
| Juiz Eleitoral julgou que acusações contra Carlos Grana não procedem | Foto: arquivo |
De acordo com informações sobre a sentença publicadas no portal do Tribunal Superior Eleitoral, as acusações não foram provadas. “Diante do exposto, julgo improcedente a representação apresentada por Aidan Antonio Ravin e Partido Trabalhista Brasileiro - PTB de Santo André contra Carlos Alberto Grana e Oswana Maria Fernandes Fameli”.
Por meio da fanpage, Grana comemora o resultado da sentença. “Após nova colheita de provas e do exame meticuloso das 3.989 páginas dos autos de 21 volumes, o Juiz Eleitoral da 156ª Zona Eleitoral de Santo André afirmou na sentença que inexistem provas que confirmem as acusações de Aidan Ravin, não justificando desse modo, a cassação do meu mandato e inelegibilidade por oito anos”, afirma. Até o fechamento desta matéria, o ex-prefeito não foi localizado para comentar a decisão.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Pré-candidato Aidan Ravin recebe apoio do PRTB de Santo André
Por Vivian Silva
O pré-candidato a prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PSB), deve contar com o apoio do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), para disputar as eleições deste ano. O anúncio foi realizado, nesta última terça-feira (8), em Santo André, durante encontro realizado no Fran's Café com diversas autoridades, entre eles, um dos líderes do PRTB, Marcos Thomazini, e o presidente do PRTB em Santo André, Ricardo Flaquer.
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| Pré-candidatos Alexandre Flaquer e Aidan Ravin durante encontro | Foto: Eduardo Bonelli |
Na ocasião, Ravin expôs suas ideias a Thomazini, que deve conversar com o presidente do PRTB, Levy Fidelix, nesta sexta-feira (11), para então dar andamento a empreitada política. “É a minha primeira conversa com ele (Aidan), mas não posso definir nada agora, tenho que passar tudo que eu ouvi (a Fidelix), a partir do momento que eu tiver essa conversa com ele e decidir o caminho, nós voltamos a conversar”, comenta.
A coligação partidária é vista com muito entusiasmo pelo pré-candidato a chefe do Executivo e ex-prefeito de Santo André, na gestão 2009 – 2012. “É muito importante para a gente ter parcerias, a gente sabe da história política não só do PRTB, mas da história política do PRTB em Santo André, então, passa por uma pessoa como o Levy Fidelix, que é respeitado e tem um trabalho já de anos em cima do partido, assim como a família Flaquer que tem uma notoriedade na cidade muito boa, em uma caminhada que já participou com a gente também. Isso é muito emblemático e muito positivo”, analisa Ravin.
Entre as bandeiras políticas de Ravin – que também é médico – está a melhoria da Saúde no município. “A saúde na cidade está destruída, infelizmente! Então, a bandeira da saúde tem que ter, mas como eu já fui gestor, eu não posso deixar de pensar na cidade toda, em todos os pontos, mas o maior será na saúde”, afirma.
Márcio França em Santo André
O presidente do PSB de Santo André, Donay Neto - presente no encontro – anunciou ato pluripartidário marcado para 2 de abril, às 10h, na Câmara Municipal de Santo André, com a presença do vice-governador de São Paulo e presidente estadual do PSB, Márcio França. “Será um ato pluripartidário com essa frente que nós estamos formando. Até o dia 2 de abril, provavelmente, a gente já terá mais partidos anunciados, então, o PRTB vai estar com a gente nisso, provavelmente, a gente vai acertar com o Tomazini a vinda do Levy para estar junto, será um negócio importante”, ressalta.
Tradição familiar
Bisneto do ex-senador José Luiz Flaquer (1854 – 1924), Alexandre Flaquer, disputará o cargo de vereador em Santo André nas próximas eleições. O pré-candidato do PRTB – que disputou o cargo de prefeito em 2012 – pretende levantar a bandeira do esporte, como um instrumento capaz de retirar a criança/jovem da rua e das drogas, mas sem esquecer áreas prioritárias no município. “Eu vou levantar bastante a bandeira do esporte. Mas volto a falar, nunca deixando os principais itens para trás: Saúde, Segurança, Educação e Esporte, acho que são os quatro itens que eu vou focar, pelo menos, nesses primeiros quatro anos”, ressalta. A construção de um Hospital Veterinário também é um dos projetos do pré-candidato a vereador.
O primeiro turno das eleições municipais de 2016 – que elegerão prefeitos e vereadores - será realizado em 2 de outubro em todo o País.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Aidan Ravin é acusado por formação de quadrilha
Por Vivian Silva
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| Ex-prefeito nega acusação | Foto: Divulgação |
O ex-prefeito de Santo André, Ainda Ravin, é acusado pelo Ministério Público (MP) de ser o mentor de uma quadrilha, que cobrava valores indevidos para emissão de licenças ambientais, emitidas pelo Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa), no período entre novembro de 2011 a março de 2012. A denúncia, formalizada no último dia 5, atualmente tramita pela 1ª Vara Criminal de Santo André e deve ser julgada até o fim de 2015 ou meados do próximo ano.
De acordo com o promotor, Roberto Wider Filho, “ele (Ravin) tinha um operador, que é o Calixto (Calixto Antonio Junior), esse operador não era funcionário da autarquia (Semasa), mas ele que autoriza os pagamentos e a emissão das licenças, a função dele era fazer cobrança de vantagem indevida”, explica.
Segundo o promotor, a propina para emissão das licenças ambientais variava conforme o valor do empreendimento. No inquérito é citado R$ 300 mil para obtenção de uma licença, mas há valores superiores a R$ 1 milhão que não foram incluídos no inquérito, pois das 15 empresas investigadas, apenas duas colaboraram com o MP.
Além do ex-prefeito, que nega a acusação, mais nove pessoas estão envolvidas no esquema e foram indiciadas pelos crimes de corrupção passiva.
Envolvidos no esquema de corrupção
Aidan Ravin
Calixto Antonio Junior
Angelo Luiz Pavin
Dovílio Ferrari Filho
Eugênio Voltarelli Júnior
Maicol Vizacri
Lineu Carlos Cunha Mattos
Carla Adriana Basseto da Silva
Walter Roberto Constantino Torrado
Antonio Feijó
Obs.: Matéria publicada originalmente no jornal Ponto Final, edição 855.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Aidan faz campanha em defesa da família
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| Aidan foi prefeito de Santo André | Foto: Divulgação |
Jornal Ponto Final – Como está planejada sua campanha?
Aidan Ravin - Minha campanha está baseada no povo, na estrutura de gente na rua, de gente que gosta e participa, que faz o trabalho na rua com a gente. Então, estou falando com todos os amigos, as pessoas que querem mudar, realmente, e estão participando ativamente para conquistarmos uma cadeira na Câmara Federal.
Aidan Ravin - Minha campanha está baseada no povo, na estrutura de gente na rua, de gente que gosta e participa, que faz o trabalho na rua com a gente. Então, estou falando com todos os amigos, as pessoas que querem mudar, realmente, e estão participando ativamente para conquistarmos uma cadeira na Câmara Federal.
JPF – Como tem sido o contato com a população nesta campanha?
AR - Vários eleitores vêm me falar do trabalho que realizamos na prefeitura, que estão sentindo falta, e mais ainda pela credibilidade como médico, pois há 28 anos atuo nesta cidade em que nasci, cresci e construí minha família. Assim a turma vem realmente desejar o apoio, dizer que quer participar ativamente da campanha, chamando a família. E como hoje deputado federal é o voto do Estado, todo estamos conseguindo a adesão das famílias de fora daqui também, o que é muito bom. Percebi que a população está mais ativa e mais participante na política.
AR - Vários eleitores vêm me falar do trabalho que realizamos na prefeitura, que estão sentindo falta, e mais ainda pela credibilidade como médico, pois há 28 anos atuo nesta cidade em que nasci, cresci e construí minha família. Assim a turma vem realmente desejar o apoio, dizer que quer participar ativamente da campanha, chamando a família. E como hoje deputado federal é o voto do Estado, todo estamos conseguindo a adesão das famílias de fora daqui também, o que é muito bom. Percebi que a população está mais ativa e mais participante na política.
JPF – Quais são seus principais projetos e propostas de campanha?
AR - Eu defendo que o jovem volte a trabalhar com 14 anos, porque ele na rua dos 14 aos 18 não aprende coisa boa. Não deu certo, está todo mundo vendo a destruição das famílias. Não é prendê-lo no emprego, e sim orientá-lo para o futuro. Queremos abrir ‘portas’ para que o jovem seja orientado por gente de bem. Também escola em tempo integral. Sesi, ETEC e Senai, o modelo já existe. Buscamos para nossas escolas a qualificação. Existe trabalho, o que não temos é mão de obra especializada e isso complica muito para todos. Outra grande defesa abrangerá as mulheres. Já falei com muitas e proponho que a mulher deve trabalhar meio período, sem perda salarial, porque a mulher trabalha período integral e fica distante da família, do marido e dos filhos. Trabalhando meio período, mantendo o salário, a economia vai aumentar gerando mais emprego, e gerando mais emprego a firma ganha mais, vai faturar mais e vai pagar mais imposto. Então eu consigo recuperar impostos, recuperar a economia e dar qualidade de vida. A mãe vai voltar a ter aquele contato com o filho, perceber se ele está bem, se não está estranho, perceber o que está acontecendo, dando o resgate da relação mãe e filho.
AR - Eu defendo que o jovem volte a trabalhar com 14 anos, porque ele na rua dos 14 aos 18 não aprende coisa boa. Não deu certo, está todo mundo vendo a destruição das famílias. Não é prendê-lo no emprego, e sim orientá-lo para o futuro. Queremos abrir ‘portas’ para que o jovem seja orientado por gente de bem. Também escola em tempo integral. Sesi, ETEC e Senai, o modelo já existe. Buscamos para nossas escolas a qualificação. Existe trabalho, o que não temos é mão de obra especializada e isso complica muito para todos. Outra grande defesa abrangerá as mulheres. Já falei com muitas e proponho que a mulher deve trabalhar meio período, sem perda salarial, porque a mulher trabalha período integral e fica distante da família, do marido e dos filhos. Trabalhando meio período, mantendo o salário, a economia vai aumentar gerando mais emprego, e gerando mais emprego a firma ganha mais, vai faturar mais e vai pagar mais imposto. Então eu consigo recuperar impostos, recuperar a economia e dar qualidade de vida. A mãe vai voltar a ter aquele contato com o filho, perceber se ele está bem, se não está estranho, perceber o que está acontecendo, dando o resgate da relação mãe e filho.
JPF – Na ação política como será seu mandato, caso eleito, na busca de recursos para a região do ABC?
AR – Santo André precisa ter um representante em Brasília, que busque recursos para a cidade, que batalhe pela solução dos problemas da região. Em caso de vitória nas urnas meu mandato terá ‘portas abertas’ para a população. Estarei à disposição também dos prefeitos, líderes de instituições sérias, que trabalhem pelo bem das famílias. Serei um deputado acessível a todos que precisarem do meu mandato.
AR – Santo André precisa ter um representante em Brasília, que busque recursos para a cidade, que batalhe pela solução dos problemas da região. Em caso de vitória nas urnas meu mandato terá ‘portas abertas’ para a população. Estarei à disposição também dos prefeitos, líderes de instituições sérias, que trabalhem pelo bem das famílias. Serei um deputado acessível a todos que precisarem do meu mandato.
Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.
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