quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Fundação Santo André prorroga inscrições do concurso público para dia 14

Da Redação

A Fundação Santo André (FSA) prorrogou para segunda-feira (14) as inscrições do concurso público para o preenchimento de seis vagas e formação de cadastro reserva para cargos de professor de nível superior para graduação. A execução está sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação – IBFC. Interessados devem se inscrever no endereço eletrônico do IBFC (www.ibfc.org.br), mediante taxa de R$ 150,00.


Prova será aplicada em 27 de janeiro na FSA | Foto: Freepik
Já a prova será objetiva de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório, e está marcada para 27 de janeiro (domingo), no Centro Universitário da FSA (Av. Príncipe de Gales, 821 – Santo André – SP).

As oportunidades são para as áreas de Filosofia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, História, Nutrição, Psicologia, Comunicação Social, Química, Serviço Social, Gestão da Tecnologia da Informação, Sistemas de Informação, Ciência ou Engenharia de Computação, Engenharia de Software, Ciências Econômicas, Engenharia de Materiais, Ciências Biológicas e/ou Química, Administração ou Comunicação, Letras, Física ou Engenharia de qualquer área, Administração ou Engenharia de Produção, Geografia, Direito, História, entre outras.

Para participar o candidato deve ter diploma registrado de curso superior na área em que concorrerá, acrescido de especialização ou 50% dos créditos em programas de mestrado recomendado pela CAPES ou, ainda, preferencialmente, mestrado ou doutorado na área escolhida. A contratação será regida pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.


Dados revelam que PM só usa metade da tropa no patrulhamento

Da Redação

Do efetivo total da Polícia Militar do Estado de São Paulo, somente a metade, aproximadamente, está nas ruas realizando patrulhamento preventivo/ostensivo. É isso o que mostram dados obtidos pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) junto ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil. A informação veio de uma análise do Registro Digital de Ocorrências (RDO), selecionando-se os RGs de condutores e/ou testemunhas, nos boletins de ocorrências criminais registrados nos distritos policiais (pessoalmente) e na Delegacia Eletrônica (via internet).

Em 2017, 2.587.988 ocorrências criminais e não criminais foram registradas nas delegacias do estado de São Paulo (sem contabilizar as ocorrências registradas pela Delegacia Eletrônica). Dessas ocorrências, 123.054 foram autos de prisões em flagrante. Desses, a PM apresentou 80.781, sendo 37.325 por policiais distintos, que figuram como condutor ou testemunha. A Polícia Civil registrou 23.240 e outros condutores constam em 19.033 flagrantes.
Dados são do Sindpesp, entidade presidida
 por Raquel Kobashi Gallinati | Foto: Divulgação

No mesmo ano, das ocorrências criminais e não criminais apresentadas nos distritos policiais (2 milhões, 587 mil e 988 ocorrências), a PM apresentou cerca de 10%, ou seja, 268.537 ocorrências, em que figuraram como condutores 39.242 policiais distintos, podendo cada um deles ter apresentado uma ou mais ocorrências (flagrante ou não) dentro do número total de apresentações pela corporação militar.

Como condutores ou testemunhas, figuraram 47.305 policiais militares distintos em todas as ocorrências apresentadas no ano de 2017 pela Polícia Militar em todo o estado de São Paulo. Eles apresentaram ou estiveram presentes em todos os tipos de ocorrências, criminais e não criminais, nas delegacias físicas.

Finalmente, no mesmo ano da pesquisa, o total de boletins de ocorrência registrados (tanto nas delegacias físicas quanto na delegacia eletrônica) foi de 3 milhões, 882 mil e 282. Desses, 1 milhão, 791 mil e 760 foram de natureza não criminal e 2.090.522 de natureza criminal.

A princípio, a iniciativa do sindicato em solicitar números ao Dipol tinha como objetivo descobrir o número de delegados que estavam realizando sua atividade fim, porém, o levantamento acabou por apontar esse preocupante panorama do policiamento ostensivo do estado de São Paulo, indicando uma grande ausência de parte da tropa nas delegacias.

Tudo leva a crer, pelos dados, que apenas 47.305 policiais militares estão nas ruas. E os demais? O policiamento ostensivo é o que tem como obrigação prevenir o crime, transmitir a sensação de proteção e segurança à população. É o policiamento preventivo que vai evitar que o crime ocorra para que, assim, a Polícia Judiciária possa se dedicar à investigação de quadrilhas e ao encarceramento de criminosos.

A grande quantidade de ocorrências criminais 2.090.522 - registradas nas delegacias físicas e na delegacia eletrônica - revela que a PM não evita a prática de crime de forma eficaz, e na relação de crimes ocorridos versus a situação vivenciada pela Polícia Judiciária paulista, com apenas 2.207 delegados na atividade fim, as autoridades policiais teriam que investigar 1.172 crimes por ano ou mais de três crimes por dia, se trabalhassem sem descanso por 360 dias. A conta não fecha. E ainda há que se considerar as subnotificações de milhares de casos.

É preciso investir num policiamento inteligente, visando a diminuição da criminalidade, aponta a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati. “Diante da situação de insegurança em que vive o estado de São Paulo, é inaceitável que cerca de metade do efetivo da Polícia Militar não esteja realizando sua função primeira, que é basicamente o patrulhamento. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo aponta essa discrepância na expectativa de que a situação seja urgentemente revista pelo atual governador, pois o que está caracterizado através desses dados é que não está havendo correta aplicação do material humano de mais de 90 mil homens e mulheres, implicando diretamente no aumento da criminalidade e na sensação de insegurança da população paulista”, comenta.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Uma semana de governo Bolsonaro

*Rodrigo Augusto Prando

Faz, exatamente, uma semana do início do Governo Bolsonaro. Nunca, antes, haviam me solicitado um artigo de avaliação de sete dias de mandato, geralmente, escreve-se sobre os 100 primeiros dias. Penso, aqui, que essa pressa em sopesar o atual governo seja fruto de suas próprias escolhas.

Bolsonaro decidiu por centrar sua comunicação, como candidato e como presidente, por meio das redes sociais e neste universo prevalece a velocidade de informações e ideias, bem como uma linguagem pobre em seu conteúdo e forma. Sempre quando alguém quer ser mais profundo em uma postagem, começa com a advertência: "lá vem textão". Bolsonaro e os seus – filhos, ministros e auxiliares mais próximos – não parecem ser afeitos aos textos mais robustos e tampouco teóricos.

Com isso, obviamente, vale enfatizar que pouco se pode avaliar de concreto em uma semana de atividade governamental, mas essa ânsia por essas ponderações são, essencialmente, fruto da própria dinâmica que o presidente assumiu ao escantear a mídia tradicional e a burocracia estatal em benefício da linguagem "lacradora" das redes.

Um dos pontos, após eleito, era de que Bolsonaro abandonasse o discurso de palanque, com ataque aos adversários e afirmações esdrúxulas como "libertar o país do socialismo" ou "nossa bandeira jamais será vermelha". Afirmações de ótima força para campanhas e sem sentido para um presidente eleito. Assim, seus discursos iniciais, no Congresso Nacional e, depois, no parlatório foram fracos, ruins mesmo, em forma e conteúdo. Nos dias que se seguiram, outros elementos são passíveis de considerações. Bolsonaro bateu boca com Haddad, candidato derrotado, pelas redes sociais. Mais problemático, contudo, foram afirmações do presidente que foram, em seguida, desmentidas por subordinados, como, por exemplo, a de aumento de impostos.

As especulações sobre a sintonia entre Paulo Guedes e Bolsonaro nunca cessaram, visto que são valores e trajetórias bem distintas, mas, nos dias que correm, são intensificadas. Já, em relação aos ministros, Sérgio Moro determina medidas urgentes de combate à escalada da violência no Ceará, cujos resultados ainda não podem ser verificados. Noutro ministério, da Mulher, Família e Direitos Humanos, com a Ministra Damares, surgiu um dos temas mais inflamados da semana, pois, segundo afirmação da ministra: "menino veste azul e menina veste rosa". Em que pese ter sido uma fala metafórica para, em suas palavras, combater a "ideologia de gênero".

No campo familiar, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, postou, em suas redes sociais, que os professores do Ensino Médio deveriam evitar ensinar sobre o feminismo aos seus alunos. Sem autoridade para tal, o filho do presidente se coloca à frente do ministro da Educação neste caso e, anteriormente, já havia, também, se colocado na condição de chanceler em recente viagem aos EUA.

Afirmei, alhures, que o maior desafio de Bolsonaro seria deixar a lógica de campanha e assumir a condição de líder político e a liturgia do cargo. Nessa semana, isso ainda não se deu. Urgente que se entenda a lógica formal da burocracia estatal e que não se pode comunicar apenas pelas redes sociais. Há necessidade de um porta voz oficial e que os ruídos de comunicação sejam, paulatinamente, eliminados. Em síntese, caberá ao Presidente Bolsonaro assumir, efetivamente, a condução de sua equipe na forma de líder, apresentando capacidade intelectual, técnica e moral para tal exercício. Aguardemos e torçamos para que consiga e, com isso, o país melhore. Um ótimo ano a todos!

*Rodrigo Augusto Prando é cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp/FCLAr.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

São Bernardo terá unidade do restaurante Bom Prato Dia e Noite

Da Redação

Por determinação do novo governador, João Doria, o Bom Prato de São Bernardo do Campo será um dos primeiros em todo o Estado a servir três refeições completas ao público em vulnerabilidade social, com oferta de café da manhã, almoço e janta. A unidade tem data de inauguração prevista para a próxima quinta-feira (10/01), passando a disponibilizar imediatamente alimentação balanceada, nutritiva e a preços populares, café a R$ 0,50, almoço e jantar a R$ 1. O restaurante está localizado em área anexa ao Poupatempo, na região central, próximo ao terminal de ônibus João Setti e às principais linhas de ônibus do município.

A implantação do restaurante foi iniciada durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, passando por modificações no projeto assim que Doria assumiu o comando do governo estadual, com alinhamento de melhorias junto ao prefeito Orlando Morando. Além de servir alimentação no período noturno, uma nova comunicação visual será implantada, em modelo pioneiro, de serviços ofertados, intitulado pela atual gestão estadual como “dia e noite”. Outra novidade é a disponibilização de cursos sobre alimentação saudável, reaproveitamento de alimentos, entre outros.

Prefeito Orlando Morando (direita) inaugura
 o espaço nesta quinta-feira (10) | Foto: Ricardo Cassin

Para o prefeito Orlando Morando, o programa é uma das melhores ferramentas de inclusão social para pessoas de baixa renda. “É digno que todo cidadão tenha o direto de ter uma alimentação. Com este modelo, nos sentimos com a missão cumprida, sabendo que o cidadão terá três refeições diárias de qualidade. O governador já inicia sua gestão com total clareza que as pessoas mais humildes serão prioridades em sua gestão, mostrando sensibilidade e permitindo que os pobres tenham o direito de se alimentar bem, inclusive no jantar”, destacou. A entrega oficial do espaço contará com a presença de Doria, marcando uma das agendas do novo governador após sua posse no cargo, no último dia 1.

O chefe do Executivo também reforçou seu otimismo em relação à nova gestão estadual sobre as demais áreas do governo, considerando que a cidade foi escolhida para receber o primeiro Centro de Operações Integradas (COI) do Estado, nas dependências da secretaria de Assistência Social, no Centro. O espaço abrangerá as operações do Batalhão Especial da Polícia Militar (Baep), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, além de Guarda Civil Municipal (GCM) e Defesa Civil.

Funcionamento

A unidade do Bom Prato em São Bernardo do Campo terá capacidade para oferecer 1,5 mil almoços diários, por R$ 1, e 300 cafés da manhã, a custo de R$ 0,50. A quantidade de jantares está sendo definido pelo Estado, porém a expectativa é de que sejam disponibilizadas de 400 a 500 refeições diárias a custo de R$ 1. Crianças de até seis anos de idade terão alimentação gratuita, a exemplo do modelo vigente nas demais unidades do programa. Todas as refeições passam por rigoroso controle do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

A unidade funcionará de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 9h, no café da manhã, das 10h30 às 14h, no almoço, e das 17h30 às 19h no jantar. Todos os serviços serão desempenhados pelo Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância do ABCD (Crami), entidade vencedora de chamamento público para gerenciamento do espaço. Inicialmente, foram investidos R$ 4,1 milhões no local – sendo R$ 2,2 milhões do Estado (R$ 1 milhão para implantação do restaurante e R$ 1,2 milhão para custeio de refeições ao longo de dez meses) e outros R$ 1,9 milhão de contrapartida do município.



Juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, afirma presidente da Caixa

Da Redação com Reuters

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira que os juros do crédito habitacional para classe média serão de mercado, e que as taxas não subirão no programa habitacional Minha Casa Minha Vida para “quem é pobre”.

"Quem é classe média tem que pagar mais", afirma Guimarães | Foto: Marcelo Camargo/ABr 
Questionado se os custos do financiamento à casa própria serão elevados, ele respondeu que “depende”. “Juro não vai subir para Minha Casa Minha Vida...Juro de Minha Casa Minha Vida é para quem é pobre. Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar acima de tudo mercado. Lei da oferta e da demanda”, diz o novo presidente da Caixa.

Guimarães afirmou ainda que o banco vai vender carteiras de crédito imobiliário e que a Caixa “vai passar a ser uma originadora imobiliária, mais do que reter crédito no balanço”. Segundo ele, o objetivo é que a Caixa, nos próximos 10 anos, passe a originar 70 por cento do crédito imobiliário, mas venda uma parte relevante, que pode chegar a 100 bilhões de reais.

Segundo o presidente da Caixa, a securitização irá permitir que a Caixa expanda o crédito num cenário em que os recursos do FGTS e da poupança têm limites.

Ele também afirmou que o banco pode fazer até três aberturas de capital de unidades neste ano, com a área de seguridade sendo a mais adiantada. Ele mencionou como alvos de abertura, além de seguridade, as áreas de cartões, operações de loterias e gestão de fundos.

A operação com a asset management da Caixa é a que demandará mais tempo, porque será necessário criar uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), o que demanda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse Guimarães.

Os recursos levantados nas operações ajudarão a Caixa a pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs).


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A República do Maniqueísmo

*Por Ana Paula Caodaglio

No âmbito da Operação Lava Jato e seus desdobramentos, muitas ações criminais são movidas pelo Ministério Público tendo como base o tráfico de influência de autoridades em benefício próprio, de grupos ou partidos. Trata-se, de fato, de uma prática a ser combatida, por meio de rigorosa investigação e sanção legal dos envolvidos, se comprovados o dolo e o ônus ao erário.

No entanto, o tema merece profunda reflexão, sendo necessária detida análise sobre as diversas facetas da "influência " e os limites nos quais ela se configura como crime ou simplesmente uma prática comum, também a ser debatida e questionada, no universo do setor público, na interação entre os Três Poderes e destes com a iniciativa privada e os múltiplos segmentos da sociedade. Lobby é influência? Sim! É crime? Sim, se houver propina ou quaisquer ganhos materiais ilícitos. É ético? Nem sempre!

Ao debater a questão no evento Desburocratização do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dia 28 de novembro, em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, manifestou-se contrário à regulamentação do lobby, entendendo que "só vai criar mais burocracia e excluir aqueles mais pobres do acesso ao Estado e aos serviços públicos. O Estado tem de interagir com a sociedade de maneira direta e transparente".

Contudo, a ausência de regras e parâmetros claros para a prática de lobby e/ou uso da "influência" vêm deixando o País em situações no mínimo delicadas. A experiência mostra que, na prática, a interação direta entre Estado e Sociedade torna-se ambígua e abre espaço para questionamentos.

Nesse contexto, há outra questão, esta mais recente e de grande impacto na mídia, nas redes sociais e na opinião pública: as gestões e negociações relativas à aprovação do reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Congresso Nacional e à sanção do presidente da República podem ser caracterizadas como "influência"? Se foram, poderiam ser investigadas no contexto de um inquérito policial, à medida que os ônus para os cofres públicos serão imensos, considerando o efeito em cascata em toda a administração, pois os vencimentos da Corte são referências salariais? Foram éticas, levando-se em conta, principalmente, a grave crise fiscal do Estado?

Outro exemplo de "influência", este recorrente no Brasil, refere-se às negociações entre Poder Executivo e o Legislativo, voltadas a garantir que o primeiro tenha maioria no Parlamento (isso ocorre nos municípios, nos estados e na União). Tal modelo, em nome da governabilidade, há muito tempo vem campeando à solta e sem pudor na troca de apoio político por cargos em todos os escalões do governo. Em termos práticos, não há muita diferença entre o tráfico de influência tipificado juridicamente como doloso, o hábito fisiologista e o "toma lá dá cá", que geram elevadas despesas, incham o Estado com cargos em comissão e reduzem drasticamente a sua produtividade, em prejuízo da população.

Discutir essas questões de modo aprofundado, sereno e isento seria muito pertinente para os objetivos de combate à corrução e o dimensionamento mais preciso do que é ou não crime e/ou antiético. Afinal, "influência" é uma palavra de múltiplas variações semânticas no Brasil. Será impossível o aperfeiçoamento do Estado e a depuração moral da política sem um amplo debate da questão pela sociedade, a mídia e as instituições.

Infelizmente, porém, tem sido muito difícil o estabelecimento de um diálogo civilizado no País, a começar pela imprensa, que, resguardadas honrosas exceções, elegeu bandeiras, nomes e legendas e entrou no jogo exaltado dos políticos, partidos, seus correligionários e eleitores. Há uma disputa retórica compulsiva e sem regras, travada nas redes sociais, nos ambientes profissionais e nas famílias. Independentemente das causas, o adversário é sempre sumariamente culpado, mesmo que a denúncia seja infundada ou fake.

O Brasil perdeu a razão! Em decorrência, reduziu muito sua capacidade analítica, crítica e os espaços de diálogo. Daí a dificuldade de se conceituar de modo adequado e isento, o certo e o errado, o crime e a inocência, o ético e o antiético. Vivenciamos a "República do Maniqueísmo", onde o bom sou sempre "eu" e o mau é sempre o "outro", não importando se ambos estejam errados. Perde o país, perde a sociedade!

*Ana Paula Caodaglio é sócia-titular da Caodaglio & Reis Advogados Associados.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Detran.SP disponibiliza licenciamento antecipado de 2019 para todos os veículos

Da Redação

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) disponibiliza, nesta quinta-feira (3) até o fim de março, o licenciamento antecipado 2019, por meio do sistema bancário.

Os motoristas podem também esperar pelo calendário anual | Foto: divulgação 
Quem optar por essa modalidade, deve quitar todos os débitos –IPVA, seguro obrigatório, multas e outros valores— antes de solicitar o licenciamento antecipado.

O valor para 2019 é de R$ 90,20. Para pagar, basta informar o número do Renavam do veículo no banco, caixa eletrônico ou internet banking (se disponível o serviço).

A taxa de entrega dos Correios é de R$ 11. O motorista deve assegurar que o seu cadastro junto ao Detran.SP está atualizado, para que a correspondência possa ser entregue corretamente.
Todos os veículos podem aderir. O licenciamento é obrigatório, independente do ano do veículo, e a falta dele pode gerar remoção ao pátio, multas e pontos na habilitação.

Motoristas cadastrados no portal do Detran.SP e que usam o aplicativo para smartphohes e tablets estão sendo avisados do licenciamento antecipado via SMS e push.

No total, existem cerca de 29,6 milhões de veículos registrados no Estado de São Paulo. Só na Capital são 8,7 milhões.

Calendário
Quem não optar pelo licenciamento antecipado 2019 pode esperar pelo calendário anual. Ele começa em 1º de abril e vai até dezembro, exceto para caminhões e tratores, cujos prazos vão de setembro a dezembro.

Para o licenciamento pelo calendário, a regra é a mesma: todos os débitos do veículo, incluindo IPVA, seguro obrigatório e multas, devem estar quitados. Caso contrário, o documento não é emitido.

O proprietário pode optar pela entrega pelos Correios ou então retirar em qualquer unidade do Detran.SP ou posto Poupatempo. Para retirada, é necessário apresentar um documento pessoal com foto.