Mostrando postagens com marcador Almir Cicote. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Almir Cicote. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Vavá ainda não foi convocado para assumir vaga na Câmara

Por Vitor Lima

A Câmara Municipal de Santo André ainda não convocou o suplente Vavá da Churrascaria (Solidariedade) para assumir a vaga de vereador, no lugar no Elian Santana, do mesmo partido, presa desde segunda-feira (26) por suspeita de partipar de uma quadrilha que fraudava a Previdência Social.
Empresário assumirá por 180 dias
a vaga de Elian Santana,
afastada pela Justiça | Foto: Arquivo

Com a prisão de Elian, a Justiça determinou o afastamento da vereadora por 180 dias e a imediata convocação do primeiro suplente, Vavá. A determinação chegou à Casa ontem (28), mas até o fim da tarde de hoje (29) o suplente ainda não foi convocado.

Ao Ponto Final, Vavá esclareceu que não procurou o presidente da Câmara, Almir Cicote (Avante), para tratar do assunto e que segue aguardando os trâmites para assumir sua vaga.

Durante o período de 180 dias, caso Elian seja cassada, o suplente assume a vaga até o fim do mandato.

Em 2016, Vavá obteve 1734 votos (o empresário já havia se candidato ao cargo em 2012, pelo então PMDB, ocasião em que recebeu a confiança de 1404 eleitores). Na Casa, a tendência é que Vavá trabalhe por melhorias no 2º Subdistrito, seu reduto eleitoral.

Na eleição, em entrevista ao Ponto Final, o então candidatou manifestou o desejo de trabalhar, também, para viabilizar a implantação do Parque Tecnológico de Santo André, sua “menina dos olhos”, como o próprio definiu na época.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Lula é condenado e políticos do ABC divergem sobre o assunto

Por Vitor Lima

O juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, condenou na última quarta-feira (12) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação é relativa ao processo que investigou a compra e a reforma de um apartamento triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. No entanto, Moro não decretou a prisão de Lula, que pode recorrer da sentença em liberdade. 

Na decisão, juiz afirma que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente. Segundo Moro, ficou provado nos autos que Lula e sua esposa eram os proprietários de fato do apartamento. 

“Nem é necessário, por outro lado, depoimento de testemunhas para se concluir que reformas, como as descritas, não são, em sua maioria, reformas gerais destinadas a incrementar o valor do imóvel, mas sim reformas dirigidas a atender um cliente específico e que, servindo aos desejos do cliente, só fazem sentido, quando este cliente é o proprietário do imóvel", diz o juiz.

Defesa de Lula afirma não haver provas e que sentença é fruto de perseguição política | Foto: Ricardo Stuckert

Em declaração à imprensa realizada na manhã ontem (13), Lula disse que a sentença tem componente político e que provará sua inocência. “A única prova que existe nesse processo é a da minha inocência”, afirma o ex-presidente. “Eu acho que o Moro tem que prestar contas à história, que vai dizer quem está certo e errado”, completa.

Para Lula, a condenação é uma tentativa de tirá-lo do cenário político. Ele disse que continua candidato à presidência do País nas eleições de 2018 e voltou a pedir a apresentação de provas: “Queria desafiar os meus inimigos e donos de meios de comunicação que fizessem um esforço incomensurável para apresentar uma única prova”.

Decisão não é consenso 

A sentença fez com que diversos políticos do ABC se manifestassem. Nas redes sociais, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), disse que a “decisão fortalece a minha crença na justiça e na independência dos poderes. Vivemos um momento histórico na democracia recente”. Ainda na publicação, o tucano afirma que a “impunidade, independente de partido ou ideologias, não pode vencer a esperança de dias melhores principalmente após o desastre ético, econômico e social que o PT trouxe ao Brasil”. 

De acordo com o deputado estadual Luiz Turco (PT), “a condenação já era esperada”. Contudo, Turco defende que não existem provas para condenar o ex-presidente e avalia que a condenação foi proferida com o objetivo de inviabilizar a candidatura de Lula nas eleições presidenciais do ano que vem. 

“O tempo mostrará que Lula é inocente e que a perseguição sistemática que sofre é o preço de ter sido aquele que governou para o povo pobre desse País. Estamos atentos e vigilantes ao desenrolar da operação Lava-Jato. E seguiremos confiantes que a Justiça cumprirá com seu papel e irá, por fim, inocentar o ex-presidente”, aposta.

Na visão do presidente da Câmara Municipal de Santo André, Almir Cicote (PSB), a condenação de Moro não foi equivocada. “Ele se baseou nas provas que foram reunidas ao longo do processo e deve proceder com o mesmo rigor com todos os investigados pela Lava Jato”, defende. O presidente afirma também que o “País precisa de uma restauração ética e política para recuperar a credibilidade” e que o combate à corrupção e à impunidade “devem ser uma constante”. 

Próximos capítulos

O processo envolvendo o ex-presidente irá agora para a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável pelos processos da Operação Lava Jato, que julgará em segunda instância a matéria. Os desembargadores, sediados em Porto Alegre, têm levado em média um ano para julgar os casos da operação.


Se for condenado em segunda instância até 15 de agosto do ano que vem, quando se encerra o prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula não poderá concorrer a cargo eletivo. Isso porque a sentença de Moro prevê que Lula fique interditado para o exercício de cargo ou função pública por 19 anos.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Almir Cicote tem apoio da candidata Marina Silva

Por Marianna Fanti 

Cicote é advogado na Associação de Aposentados Metalúrgicos
Foto: Divulgação
Candidato a deputado estadual pelo PSB e pelo movimento Rede Sustentabilidade de Marina Silva, Almir Cicote, vem despontando como uma das lideranças na política do ABC. Cicote é advogado na Associação de Aposentados Metalúrgicos e ex-líder estudantil. Atualmente, ele exerce seu segundo mandato de vereador na cidade de Santo André, reeleito com quase seis mil votos.

O parlamentar também é autor do projeto de lei Ficha Limpa Municipal, além de ser membro do diretório Nacional do Movimento Rede Sustentabilidade. Como deputado estadual pretende, junto com Marina Silva, mudar a forma de fazer política destacando entre suas propostas de campanha temas como a mobilidade urbana e questões ambientais.

Jornal Ponto Final – De que forma o apoio da candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB), tem influído na sua candidatura?
Almir Cicote –
A trágica morte do nosso candidato à Presidência, Eduardo Campos, trouxe uma nova perspectiva ao cenário político, em particular para minha candidatura, que deu uma guinada total. Até então nós tínhamos uma campanha modesta, com a entrada da Marina no ‘jogo’ as pessoas entenderam que sou o representante dela aqui no ABC. As pessoas veem na nossa candidatura um espelho da Marina. Ainda estamos fazendo uma campanha modesta, devido à falta de recursos financeiros, mas muita gente tem nos procurado para colaborar com a campanha fazendo o ‘boca a boca’.

JPF – Cite algumas propostas de campanha.   
AC –
Temos propostas na área de mobilidade urbana e questão ambiental. Mas também acreditamos que o estado tem que criar mecanismo para melhorar a capacitação das pessoas, gerando mais emprego e renda. Em segundo lugar, entendemos que nosso problema não é a falta de água, mas a falta de água potável, por isso, defendemos maior atenção e investimento ao saneamento básico. E, por último, mas não menos importante, vamos de encontro à proposta da nossa candidata, Marina Silva, de que o Estado deve oferecer educação em tempo integral.

JPF – Muito tem se comentado a respeito de sua possível candidatura ao Paço andreense em 2016, fato que você não nega quando questionado a respeito. Acredita que o apoio e destaque da candidata Marina Silva podem ajudá-lo se optar por esta decisão?
AC –
Com certeza, o apoio da Marina influi positivamente no nosso nome, mas sinceramente procuro pensar no próximo ‘jogo’, e o próximo ‘jogo’ será no dia cinco de outubro de 2014, quando iremos ganhar a eleição para deputado estadual. Prefiro deixar uma possível discussão sobre minha candidatura a prefeito para depois.

JPF – Como está o processo de construção do Movimento Rede Sustentabilidade no ABC? Quantas assinaturas faltam para a homologação do TRE-SP?
AC –
Os militantes da Rede, eu me incluo nesse grupo, continuam coletando assinaturas. Inclusive aqui em Santo André estamos com um ponto fixo de coleta na Oliveira Lima. Achamos importante a construção desse novo modelo partidário, no nosso entendimento já temos número suficiente de assinaturas, mas queremos chegar ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com um número impactante para que não restem dúvidas. Gostaria de coletar mais de um milhão de assinaturas.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 828 do Ponto Final.