Mostrando postagens com marcador deputado estadual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deputado estadual. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Oswaldo Dias volta às urnas como candidato a deputado estadual

Por Vitor Lima

Político experiente e protagonista do jogo eleitoral no ABC há décadas, Oswaldo Dias (PT), 76 anos, voltará às urnas neste ano, para pleitear uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo. Dias estava há 10 anos sem disputar eleições.

Na última vez em que se dispôs a concorrer, em 2008, foi eleito prefeito de Mauá, cargo que ocupou até 2012. Anteriormente, Dias havia chefiado a Prefeitura mauaense em outros dois mandatos, entre 1997 e 2004.

Em 2006, o petista também tentou eleger-se deputado estadual. Na ocasião, obteve pouco mais de 84 mil votos – uma votação expressiva, mas que não foi suficiente para que seu objetivo fosse alcançado.

O ex-prefeito conta que decidiu concorrer novamente após pedidos de seu grupo político. A avaliação é de que a imagem negativa das últimas gestões de Mauá e sua atuação no passado cacifam Dias a obter uma boa votação em outubro. Petistas projetam que quem deseja vencer as eleições a deputado estadual deve obter, no mínimo, 60 mil votos.

Prefeito de Mauá três vezes, desta vez, Dias tentará eleger-se deputado estadual | Foto: Giovana Peres
Dias visitou a redação do Ponto Final em 18 de julho, ocasião em que concedeu entrevista para detalhar seus planos para um possível mandato. Eleições presidenciais, a crise mauaense e a atuação do Consórcio Intermunicipal também pautaram o bate-papo. Confira:

Ponto Final (PF): O senhor estava há dez anos afastado das urnas. O que te motivou a abandonar a “aposentadoria” e concorrer novamente?
Oswaldo Dias (OD): Nós temos pessoas mais próximas, militantes, amigos, que acabaram conversando com a gente. Na política, na vida de luta, a gente não tem aposentadoria. Estive afastado das urnas, mas nunca tive afastado da militância. Sempre estive atento, acompanhando todos os movimentos sociais, de reivindicação, de luta, sempre estive ativo. Fui eleito prefeito três vezes, não vou negar que eu tenha qualidades, mas fui eleito pela garra da militância e pela população que votou. Não me sinto tranquilo ao abandonar as pessoas, quando elas reivindicam que eu seja candidato. E nas urnas vamos ver se o eleitor corresponde ao que a militância está defendendo.

PF: Caso eleito, quais serão as principais bandeiras do seu mandato? 
OD: A defesa da Saúde e da Educação é quase uma obrigação, são as políticas sociais mais necessárias. Ainda ontem (17) estive conversando com algumas pessoas e elas comparavam o salário dos professores com o salário de juízes. Que bom (seria) se o professor ganhasse um quarto do que ganha um juiz. Não adianta você querer ter professores bons ganhando R$ 2 mil. Não vai conseguir ter professor qualificado, adequado, com R$ 2 mil, não tem cabimento. Então é lutar por Educação e pela questão da valorização do professor. Na Saúde, lutar para que a cidade tenha repasse necessário pelo atendimento que faz. Outra prioridade, inclusive com as possíveis dobradas, é a integração regional.

PF: O Consórcio tem sido motivo de muitas discussões. Diadema já deixou o órgão, alguns outros municípios indicaram que poderiam seguir o mesmo rumo. A percepção que a gente tem aqui de fora é de que divergências políticas têm atrapalhado a atuação do órgão. Como o senhor avalia o atual papel do Consórcio e o aparente enfraquecimento por qual a instituição passa? 
OD: Estamos em parceria, entre outros, com o Filippi (José Filippi Júnior, ex-prefeito de Diadema também por três vezes e que estará nas urnas este ano para se eleger deputado federal), e a gente vai defender que Diadema reintegre o Consórcio. Acho que cada município sabe o que faz, mas acho que lá em Diadema o Filippi vai defender que a cidade retorne. E nós vamos batalhar para que não haja a ideia de saída do Consórcio, pelo contrário. Nós podemos até mudar a política do Consórcio, talvez levar para uma articulação política, acho que é possível. Mas abandonar a ideia da regionalidade, não.

PF: Sua cidade passa por um momento, também, muito delicado. Como senhor recebeu a notícia da prisão do Átila?
OD: Com bastante tristeza. É duro você ter uma cidade com o prefeito preso. Agora não está preso, mas também não está em exercício. Para a cidade não é bom, independente de posição política. A população fica com baixo astral. É lamentável.

Foto: Giovana Peres 
PF: A dona Alaíde assumiu e mudou boa parte do secretariado, implementou uma nova gestão dentro da Prefeitura e decretou calamidade financeira. Como o senhor avalia a atuação política dela nesse período à frente da Prefeitura? 
OD: Ainda não senti modificação significativa. Pelo menos eles estão levantando a real situação de Mauá, que trabalha com déficit orçamentário muito alto. O governo do Átila é coloca os recursos de quatro anos em dois anos. Como é que se faz isso? Com déficit orçamentário. Vai realizando serviços e vai deixando sem pagar. Isso é lamentável, porque chega um momento que vai estourar mesmo. É uma gestão irresponsável. Neste aspecto, é uma gestão irresponsável, gastando aquilo que não tem para gastar, em todas as áreas.

PF: A gente vê a Prefeitura rachada, os dois grupos políticos trocando farpas e um clima de muita incerteza em relação ao futuro da cidade. O que fazer para tirar o município dessa crise? 
OD: Acho que tem que colocar em debate a situação da cidade. O município está muito endividado, por várias razões, e é muito difícil encontrar um caminho. Eu disse isso lá em 1996, quando a cidade também estava num quadro muito ruim. Eu recebi a Prefeitura em 1997, onde não tinha nem crédito para comprar material na papelaria. A gente conseguiu colocar ordem e tocar, mas talvez hoje esteja pior ainda, graças a essa forma de administrar de deixar rolando dívida. Se Mauá fosse uma empresa, fecharia. Só com debate, discussão e compreensão da população (para a cidade sair dessa situação). Em 1997, quando, nós assumimos, nós fomos para as ruas e fizemos uma bateria de atividades, seis meses de atividades nos bairros, para ouvir a população e passar para a realidade que Mauá tinha. A população precisa saber qual é a realidade de Mauá, independente de quem são os culpados.

PF: Existe a possibilidade do Oswaldo Dias voltar a ser prefeito de Mauá?
OD: Eu torço para que não. Eu torço para que a gente encontre outros caminhos. Agora, tem um chavão que a gente usa: somos um soldado na luta. A gente está sempre à disposição da luta. Se a luta indicar isso não vou fugir, mas espero que a gente tenha outros caminhos. Não é o meu desejo.

PF: Boa parte da arrecadação de Mauá vem do setor químico e petroquímico. Caso eleito, o senhor atuará no fortalecimento deste setor para o desenvolvimento econômico de Mauá e do ABC? Como? 
OD: Como deputado, se eleito, a gente tem que colocar na mesa algumas questões. Tem uma questão básica que eu não consegui enquanto prefeito e como deputado eu vou tentar levantar. Que é onde o ICMS deve ser cobrado. Em todos os outros casos, você produz um objeto aqui e recolhe o imposto aqui. No entanto, em Mauá, a refinaria produz o combustível e o ICMS vai ser cobrado em outros municípios. Mauá não fica com o ICMS do combustível. Mas a nafta, o gás que é produzido na refinaria é vendido em Mauá. Ali você tem o ICMS. Mas o diesel e a gasolina não rendem o ICMS em Mauá. A ideia seria articular a contratação de um advogado constitucionalista para poder fazer essa interpretação, porque o produto é produzido aqui e transportado para outro lugar. A diferença é que não vai em caminhão, vai em tubulação. Qual a diferença de você transportar de um caminhão cargueiro ou por tubulação? Essa é uma pauta que a gente pretende levantar. Onde produz é onde deveria ter a cobrança do ICMS. Essa será uma das prioridades do meu mandato.

Outra coisa que eu pretendo trabalhar é a questão do transporte coletivo. Existia uma promessa do governo de que até 2015 já teria uma nova estação de trem em Mauá e a ideia era transformar o leito da CPTM em um metrô de superfície, o que é fácil, pois o custo é baixo. É só isolar uma linha para o trem de carga e colocar duas para o transporte coletivo e colocar qualidade nela para diminuir o tempo de percurso. Se colocar qualidade igual ao do metrô você vai de Mauá ao Brás em 20 minutos. É uma coisa que nós temos que trabalhar. E a questão do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que iria ligar São Caetano a Diadema. Nós temos que levantar a importância disso.

PF: Falta força política para a região destravar esses projetos? 
OD: É muito difícil a relação com a CPTM e os órgãos do governo do Estado. Eu acho que o Consórcio é um bom caminho para fazer esse diálogo, a partir de uma reunião com todos os prefeitos da região.

PF: Levando em consideração que a maior liderança do seu partido está presa há mais de 100 dias, como o senhor avalia o momento político do PT? 
OD: Eu tenho defendido que Lula preso é a classe trabalhadora presa. A condenação dele é política, não existe comprovação nenhuma de que ele é dono do triplex. Nós avaliamos que é uma prisão política e que existe uma perseguição simplesmente porque o Lula defende o povo trabalhador.

PF: A indefinição em relação à candidatura de Lula não enfraquece as candidaturas do partido? 
OD: Não, pelo contrário. Nós temos circulado e as pessoas que a gente aborda são majoritariamente pró-Lula. Nós vamos trabalhar com o Lula até o limite e eu espero que as pessoas que estão mais próximas dessa discussão tenham a solução adequada, no momento adequado.

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2018. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final devem entrar em contato pelo e-mail: redacao@pfinal.com.br.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Bahia tem como principal bandeira a área da Saúde

Por Vivian Silva 
 
Atualmente, Bahia é vereador em Santo André | Foto: Divulgação
Evilásio Santana Santos, mais conhecido como Bahia, é candidato a deputado estadual pelo partido Democratas (DEM). Natural de Conceição do Almeida (BA), ele reside em Santo André há 41 anos, município onde é vereador e, em janeiro de 2013, foi eleito vice-presidente da Câmara Municipal de Santo André. Sua principal bandeira nesta campanha é a construção de um hospital público em Santo André, que deve custar cerca de R$ 250 milhões, de acordo com projeto do candidato.

Jornal Ponto Final - Estamos quase nas vésperas das eleições. Como está a sua campanha?
Bahia -
A todo vapor, estamos nas ruas com o material de campanha e também fazendo visitas por toda cidade de Santo André, em especial no 2º Subdistrito, local onde moro (Parque das Nações) e mantenho o maior número de conhecidos. Com o apoio do deputado federal Rodrigo Garcia está sendo possível levar meu nome em mais pontos da cidade de Santo André.

JPF- Qual é a sua maior dificuldade nesta campanha?   
Bahia -
Manter o material da campanha nas ruas, seja por determinação da prefeitura ou mesmo por vândalos que quebram cavaletes e placas, então, temos que repor constantemente. Outra questão encontrada nas ruas é a falta de confiança da população nos políticos, por isso, é difícil falar de nossas propostas quando outros políticos sem credibilidade comprometem a todos.

JPF - Quais são as suas principais propostas se eleito deputado estadual pelo DEM?
Bahia -
Quero ser o deputado estadual de Santo André, aquele que busca e traz benefícios para a cidade, a minha principal proposta é viabilizar a construção de um novo hospital público na cidade, pois acompanho de perto a carência da nossa cidade na área da saúde, falta de atendimento, demora na marcação de consultas e exames, porque quem sofre de problemas de saúde não pode esperar.

JPF - Em relação a construção do hospital no 2º Subdistrito andreense, você já tem um projeto elaborado sobre isso? Qual estimativa de orçamento? A verba seria municipal ou estadual?   
Bahia -
Ainda não há um local certo, mas temos muito espaço em Santo André, lugar não vai faltar! Já tenho em discussão um projeto sobre a construção do hospital, e em minhas pesquisas o valor estimado para ter um novo hospital aqui é de R$ 250 milhões entre obra e infraestrutura. A ideia é que essa verba venha do Governo do Estado de São Paulo.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 829 do Ponto Final.

Marcelo Reina defende 10% do PIB para Educação

Por Marianna Fanti

Marcelo Reina é presidente do PSOL de Santo André | Foto: Divulgação
Marcelo Reina é fisioterapeuta e professor universitário na Universidade Santa Cecília (UNISANTA) e Faculdades Integradas de Santo André (FEFISA), além de ser presidente do diretório municipal do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Santo André. Aos 34 anos destaca-se como um dos mais ativos militantes do PSOL na área da Saúde e um dos protagonistas na luta pela redução das passagens dos ônibus (R$3,30 para R$3,00), por meio dos movimentos populares de rua, que se iniciaram no ABC e culminaram com o grande levante de junho de 2013. Filiado ao PSOL desde 2008, Reina que já disputou uma cadeira na Assembleia Legislativa, em 2010, e foi candidato a prefeito de Santo André em 2012 (obtendo 1.769 e 4.364 votos, respectivamente) concorre novamente ao cargo de deputado estadual. O candidato afirma que, se eleito, sua primeira ação na Assembleia será lutar contra o aumento das passagens de ônibus e metrô. Reina ainda defende 10% do Produto Interno Bruto (PIB) somente para Educação pública, a desmilitarização e unificação das polícias no Estado de São Paulo.

Jornal Ponto Final – Você militou no movimento negro, feminista e pela educação. De que forma iniciou sua militância?
Marcelo Reina -
Participei e participo de diversos movimentos sociais como o Comitê Regional Unificado Contra os Aumentos das Passagens de Ônibus no ABC, o Espaço Coletivo Luiza Mahin (Movimento Negro), o Fórum Popular de Saúde do ABCDMRR‏, entretanto, minha militância nos movimentos sociais começou no início do século quando comecei a participar de manifestos como o Grito dos Excluídos e mais tarde dos organizados pelo Movimento Passe Livre, porém, minha ação na política partidária só aconteceu em 2008, quando me filiei ao PSOL.

JPF – Você defende propostas para o transporte público e para a Saúde. Fale a respeito.
MR
- Defendemos um transporte público, gratuito e de qualidade. Para conseguirmos isso lutamos para obrigar as empresas de ônibus a comprovarem seus gastos declarados nas planilhas, já que a atual planilha (GEIPOT) é facilmente manipulável, encarecendo demais a passagem de ônibus. Alterar ainda o modelo de concessão dos transportes públicos, com modelos alternativos como o “fretamento” e estatização do sistema, que poderia reduzir a tarifa para um custo justo (tarifa social), buscando sempre o fim das tarifas para o transporte público coletivo (passe livre para toda população). Defendo também um SUS 100% público, que não seja refém do capital ligado aos controladores de planos de saúde e das indústrias de equipamentos e farmacêutica (lutamos pelo fim do modelo de gestão por Organizações Sociais na Saúde).

JPF – Fale sobre a decisão de sair candidato a deputado estadual?
MR -
Foi uma decisão coletiva, decisão minha, da minha namorada, família, militantes do PSOL e apoiadores, mas foi fundamentada na necessidade de termos um representante da região do ABC ligado aos movimentos sociais, das lutas populares, especialmente dos protestos de junho de 2013, um verdadeiro representante da maioria, a maioria da população, a classe trabalhadora, ou seja, um candidato necessário para se contrapor a maioria das candidaturas da região que são representantes das grandes empresas e empresários.            

JPF - Você foi candidato a deputado estadual (2010) com 1.769 votos e candidato a prefeito de Santo André (2012) obtendo 4.364 votos. Qual a expectativa para esta eleição?
MR -
Utilizarmos a campanha para discutirmos com a população modelos alternativos de organização da sociedade, uma sociedade socialista, angariar apoio popular para as lutas populares que não se encerram nas eleições como direito à cidade, mobilidade urbana, reforma agrária, entre outras.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 829 do Ponto Final.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Morando aponta metrô no ABC como sua principal bandeira

Por Marianna Fanti

Morando está no 3º mandato como deputado estadual
Foto: Divulgação
Orlando Morando Júnior está no seu terceiro mandato como deputado estadual pelo PSDB, eleito com 138.630 votos, ele concorre novamente ao cargo nestas eleições. Natural de São Bernardo do Campo, município onde se concentra sua maior base eleitoral, o empresário do ramo varejista e atual vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) está há mais 20 anos na vida pública.

Dedicação, empenho e muito trabalho fizeram de Morando um dos deputados mais votados do estado. Autor da emenda constitucional que impede a nomeação de pessoas inelegíveis a cargos públicos dos Três Poderes (também conhecido como Ficha Limpa Paulista), o tucano também é autor do projeto de financiamento da Linha 18 – Bronze do Metrô que liga São Paulo ao ABC Paulista.

Jornal Ponto Final - Qual a expectativa de votos para esta campanha?
Orlando Morando -
A expectativa é sempre buscar o maior número possível de votos. Nossa campanha está espalhada por todo ABC, com maior densidade na capital e interior. Se eu conseguir repetir o mesmo número de votos da última eleição ficarei feliz, por se tratar de um número muito expressivo. Pretendo colher neste ano os frutos do trabalho que venho desenvolvendo ao longo dos últimos quatro anos

JPF - A decisão de concorrer novamente a uma cadeira na Assembleia foi pessoal ou do partido? Por que não concorrer a outros cargos nesta eleição?
OM –
A decisão de concorrer novamente a Assembleia Legislava foi por conta dos projetos que iniciamos e que precisam do acompanhamento de um deputado estadual. Sei da necessidade de fiscalizar e acompanhar de perto aquilo que começamos, a exemplo do rodoanel no ABC e agora com a Linha 18 – Bronze do Metrô.

JPF - Diria que São Bernardo é o município onde se concentra a maior parte de sua base eleitoral? Quais propostas tem para são Bernardo e para a região do ABC?
OM –
Com certeza, São Bernardo é minha maior base eleitoral. Por isso, quero dar continuidade aos trabalhos que já iniciamos em São Bernardo como o hospital infantil, a fábrica de cultura, e trazer mais uma Fatec para o município. Para a região do ABC vou lutar por um hospital veterinário público, dar continuidade na modernização dos trens e estações da CPTM e a ampliação de mais Fatecs.

JPF - Você é relator do Projeto de Financiamento do Metrô ABC. No último dia 22, participou da assinatura do contrato para a implantação e operação dos 14,9 quilômetros da Linha 18 – Bronze, o monotrilho que vai ligar São Paulo ao ABC Paulista. Fale um pouco sobre o impacto regional do projeto e seus benefícios para a região.
OM –
A chegada do metrô ao ABC mudará toda a característica de mobilidade da região. Esperamos que o transporte público sobre trilhos de qualidade na região seja um estimulo para a população usar mais este meio, diminuindo o volume de carros nas ruas. Obviamente, com a chegada do metrô falamos em uma valorização da região, e na inevitável valorização imobiliária que ocorrerá. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 828 do Ponto Final.

Almir Cicote tem apoio da candidata Marina Silva

Por Marianna Fanti 

Cicote é advogado na Associação de Aposentados Metalúrgicos
Foto: Divulgação
Candidato a deputado estadual pelo PSB e pelo movimento Rede Sustentabilidade de Marina Silva, Almir Cicote, vem despontando como uma das lideranças na política do ABC. Cicote é advogado na Associação de Aposentados Metalúrgicos e ex-líder estudantil. Atualmente, ele exerce seu segundo mandato de vereador na cidade de Santo André, reeleito com quase seis mil votos.

O parlamentar também é autor do projeto de lei Ficha Limpa Municipal, além de ser membro do diretório Nacional do Movimento Rede Sustentabilidade. Como deputado estadual pretende, junto com Marina Silva, mudar a forma de fazer política destacando entre suas propostas de campanha temas como a mobilidade urbana e questões ambientais.

Jornal Ponto Final – De que forma o apoio da candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB), tem influído na sua candidatura?
Almir Cicote –
A trágica morte do nosso candidato à Presidência, Eduardo Campos, trouxe uma nova perspectiva ao cenário político, em particular para minha candidatura, que deu uma guinada total. Até então nós tínhamos uma campanha modesta, com a entrada da Marina no ‘jogo’ as pessoas entenderam que sou o representante dela aqui no ABC. As pessoas veem na nossa candidatura um espelho da Marina. Ainda estamos fazendo uma campanha modesta, devido à falta de recursos financeiros, mas muita gente tem nos procurado para colaborar com a campanha fazendo o ‘boca a boca’.

JPF – Cite algumas propostas de campanha.   
AC –
Temos propostas na área de mobilidade urbana e questão ambiental. Mas também acreditamos que o estado tem que criar mecanismo para melhorar a capacitação das pessoas, gerando mais emprego e renda. Em segundo lugar, entendemos que nosso problema não é a falta de água, mas a falta de água potável, por isso, defendemos maior atenção e investimento ao saneamento básico. E, por último, mas não menos importante, vamos de encontro à proposta da nossa candidata, Marina Silva, de que o Estado deve oferecer educação em tempo integral.

JPF – Muito tem se comentado a respeito de sua possível candidatura ao Paço andreense em 2016, fato que você não nega quando questionado a respeito. Acredita que o apoio e destaque da candidata Marina Silva podem ajudá-lo se optar por esta decisão?
AC –
Com certeza, o apoio da Marina influi positivamente no nosso nome, mas sinceramente procuro pensar no próximo ‘jogo’, e o próximo ‘jogo’ será no dia cinco de outubro de 2014, quando iremos ganhar a eleição para deputado estadual. Prefiro deixar uma possível discussão sobre minha candidatura a prefeito para depois.

JPF – Como está o processo de construção do Movimento Rede Sustentabilidade no ABC? Quantas assinaturas faltam para a homologação do TRE-SP?
AC –
Os militantes da Rede, eu me incluo nesse grupo, continuam coletando assinaturas. Inclusive aqui em Santo André estamos com um ponto fixo de coleta na Oliveira Lima. Achamos importante a construção desse novo modelo partidário, no nosso entendimento já temos número suficiente de assinaturas, mas queremos chegar ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) com um número impactante para que não restem dúvidas. Gostaria de coletar mais de um milhão de assinaturas.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 828 do Ponto Final.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Deputado estadual José Bittencourt tenta reeleição

Bittencourt foi eleito deputado com 35.573, em 2002
Foto: Divulgação
Por Vivian Silva 

José Bittencourt, 57 anos, tenta reeleição para o quarto mandado como deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Ele foi eleito ao cargo, pela primeira vez, em 2002 com 35.573 votos pelo extinto Partido Geral dos Trabalhadores (PGT).

O candidato, pós-graduado em Direito Constitucional, preside também o Instituto Teológico Betel do ABC. Natural de Tobias Barreto (Sergipe), atualmente, ele reside no bairro de Utinga, em Santo André, local onde é pastor presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Bittencourt tem como bandeira o respeito ao eleitor e o cumprimento das atribuições do cargo de deputado.

Jornal Ponto Final - O senhor é advogado. Quando e por que decidiu seguir à carreira política?
José Bittencourt -
Estou na atividade de representação política por determinação Superior e cumprindo uma missão no Legislativo Estadual e, por isso, como advogado, preparado para a defesa dos interesses da sociedade.

JPF- Como está estruturada a sua campanha?
JB
- A nossa campanha se baseia no nosso trabalho desenvolvido ao longo do cumprimento do mandato. Entendo que está indo bem para o fim proposto.

JPF - Quais são as principais propostas de sua candidatura?
JB -
Sem dúvida, a minha principal proposta é o respeito ao eleitor. Mostrando ao cidadão e a cidadã que é importante a participação no processo eletivo, sabendo escolher candidatos que tenham história, ficha limpa, caráter, trabalho e defesa intransigente dos mais necessitados. Ainda cumprir fielmente com as atribuições do cargo que é: legislar e fiscalizar o Executivo.

JPF - O senhor é deputado estadual, desde 2002. Além de ser autor da CPI dos Desaparecidos, quais leis foram de sua autoria que merecem destaque?
JB -
A lei da obrigatoriedade da retirada do capacete em estabelecimentos comerciais, a Lei da Proibição da Taxa por Emissão de Boletos Bancários, a Lei de Discriminação de Qualquer Natureza, a Lei de Conscientização dos Malefícios das Drogas e a aprovação do projeto que acaba com a revista íntima vexatória nos presídios do Estado.

JPF - Quais são os planos para um possível quarto mandato?   
JB
- O planejamento é simples: trabalho e eficiência na participação do processo legislativo e fiscalizatório dos atos do Executivo. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 825 do Ponto Final.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Bahia defende a construção de um hospital no 2º Subdistrito

Atualmente, Bahia é vereador em Santo André
Foto: Arquivo
Por Marianna Fanti
 
Vereador pelo segundo mandato consecutivo, Evilasio Santana Santos, mais conhecido como “Bahia”, foi eleito em 2008 pelo Democratas (DEM), com 2388 votos. Na última eleição (2012) foi o 10º vereador mais votado da cidade, com 4295 votos. Em 2013, foi eleito vice-presidente da Câmara Municipal de Santo André, onde pretende continuar seu trabalho visando o bem-estar social e o desenvolvimento de Santo André. Pela primeira vez o parlamentar arrisca uma candidatura como deputado estadual, ao lado do colega de partido e candidato a deputado federal, Rodrigo Garcia.
 
Há 40 anos na cidade, o vereador reside no Parque das Nações, onde tornou-se referência pelo envolvimento com causas sociais, como o combate ao aumento abusivo do IPTU e a “indústria das multas”. Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, o parlamentar destaca que, se eleito, sua primeira medida será pleitear, junto ao futuro governador do Estado, um hospital para o 2º Subdistrito de Santo André.
 
Jornal Ponto Final – Qual a sua expectativa para esta eleição?
Bahia
- Espero ser eleito deputado estadual para contribuir cada vez mais com a cidade de Santo André, mesmo com mais de 600 mil habitantes a cidade ainda não tem um representante na Assembleia Legislativa de São Paulo, quero mudar essa situação e ser o deputado estadual de Santo André. Senti essa necessidade ao perceber a falta de representantes de Santo André na Assembleia Legislativa.
 
JPF – Sua principal bandeira é a área da Saúde, especificamente a construção de um Hospital para o 2º Subdistrito de Santo André. Fale mais sobre essa proposta, e quais medidas tomará se eleito a deputado estadual.
Bahia
- Sempre trabalhei diretamente na área da Saúde, ajudando a população de Santo André, seja no atendimento em hospitais ou unidades básicas. Ao perceber essa carência da falta de atendimento, ou mesmo na superlotação, abracei essa causa de trazer um hospital completo para o 2º Subdistrito de Santo André, para atender aos moradores da região e desafogar o atendimento do Centro Hospitalar Municipal (CHM), e evitar também que os moradores se desloquem para o centro da cidade ou mesmo para outros municípios. Pretendo como deputado estadual levar ao futuro governador as necessidades da cidade de Santo André.
 
JPF - Como está conciliando o trabalho de vereador e a campanha para deputado? De que forma sua experiência no Legislativo andreense pode auxiliar, se eleito, nos trabalhos na Assembleia Legislativa?
Bahia -
Continuo exercendo o cargo de vereador na Câmara Municipal de Santo André, estou na casa todas as terças e quintas nas sessões e atendendo a população de uma forma geral, nos outros dias, minha equipe de assessores atende a todos que passam no gabinete. Minha experiência como vereador mostrou que a cidade de Santo André ainda depende de outros municípios e acaba perdendo por isso. Acredito que ter um representante da cidade na Assembleia Legislativa é fundamental, ter uma voz que fale por Santo André. A cidade não pode ficar dependente de deputados de São Bernardo. Precisamos de deputados de Santo André e eu sou daqui.

JPF – Você está fazendo uma “dobradinha” com seu colega de partido e candidato a deputado federal, Rodrigo Garcia (DEM). Fale sobre essa parceria?
Bahia -
O deputado federal Rodrigo Garcia é um homem de total confiança do governador Alckmin. Foi o Rodrigo Garcia quem me convidou pessoalmente para concorrer a deputado, após verificar que Santo André não tinha representante na Assembleia. Ele é um político que trabalha muito pelo estado de São Paulo, é o “menino de ouro” do Alckmin. Admiro muito o trabalho sério e honesto que desempenha. Minha dobrada será exclusiva com ele, por toda essa admiração.
 
Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.

Segurança pública é prioridade para o Capitão Castropil

Este mês, Castropil recebeu o título de cidadão sulsancaetanense
Foto: Divulgação
Por Vivian Silva
 
Robinson Castropil, mais conhecido como Capitão Castropil, 48 anos, é candidato a deputado estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A segurança pública é o principal mote da campanha dele. O postulante também tem propostas nas áreas da Educação e Saúde.
 
Atualmente, Castropil é capitão da Polícia Militar licenciado. Ele ingressou na corporação como soldado, em 1985. Este mês, ele recebeu o título de cidadão sulsancaetanense em sessão solene do Legislativo de São Caetano do Sul, em homenagem aos serviços prestados ao município, onde atuou na 3ª Companhia do 6º Batalhão da Polícia Militar, desde 1997.

Jornal Ponto Final - Esta é a primeira vez que o senhor se candidata a um cargo político? O que o motivou?
Capitão Castropil
- A principal motivação para disputar o pleito foi a possibilidade de poder ajudar e auxiliar ainda mais nossa população como deputado estadual. Tudo isso levei em consideração quando recebi o convite do prefeito Paulo Pinheiro, para ingressar no PMDB e buscar uma vaga na Assembleia Legislativa.

JPF - Como está estruturada a sua campanha?
CC -
Minha campanha é focada em São Caetano do Sul e no ABC, mas também estou viajando para todas as regiões de São Paulo, me apresentando e levando minha mensagem aos meus amigos policiais e à população em geral.

JPF - Quais são as principais propostas de sua candidatura?
CC
- Tenho propostas concretas para Segurança, Educação e Saúde. Claro que, por ser policial militar, tenho como prioridade a segurança pública. Trabalharei na questão da valorização do policial. Seja na questão de condições de trabalho ou do ponto de vista salarial. Nós, não temos um aumento efetivo de salário desde 1994, por exemplo. Outra bandeira que pretendo levantar na Assembleia Legislativa é o aumento do efetivo policial e a implantação da Atividade Delegada na Polícia Civil.

Na Educação, tenho como proposta ampliar o ensino integral, intermediar junto ao governo do Estado o fim da aprovação automática e a criação de um eficaz plano de cargos e salários para os profissionais da área.

Acredito que é fundamental, na Saúde, a criação de clínicas especializadas e a construção de hospitais regionais. Assim, a demanda das localidades é absorvida por ela mesma, evitando a superlotação e os transtornos causados pelos deslocamentos.
 
Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dennis Ferrão destaca o planejamento como ferramenta para o sucesso

Ferrão trabalha há 20 anos com segurança pública
Foto: Divulgação
Por Marianna Fanti

Dennis Russo Ferrão disputa pela segunda vez uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, desta vez pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil), partido ao qual está filiado desde 2011. Sua primeira eleição foi em 2010 pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro) ocasião em que Ferrão conquistou aproximadamente 1.600 votos como candidato a deputado estadual.

Formado em Educação Física e Direito, Ferrão trabalha há 20 anos com segurança pública - 12 anos no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Santo André e há mais de dez anos integra a Polícia Federal.

Entre suas propostas, o candidato destaca sua posição contra o financiamento privado de campanha, apontando-o como a principal causa da corrupção na política, e diz que, se eleito, será um defensor da Segurança dentro da Assembleia Legislativa.

Jornal Ponto Final - Você aponta o financiamento privado de campanha como um dos facilitadores da corrupção em nosso país. Fale a respeito. 
Dennis Ferrão – Sou contra altos gastos para eleger um candidato. Hoje somos avessos aos políticos e a política por conta da corrupção. Mas a porta de entrada para essas irregularidades praticadas no meio político é o financiamento privado, e consequentemente a troca de favores. Muita gente reclama, mas poucas pessoas se propõem a sair candidato com propostas diferenciadas.

JPF – Você já disputou uma vaga na Assembleia Legislativa em 2010. Porque decidiu concorrer novamente, e qual a expectativa dessa vez?
DF – Me candidatei novamente a convite do deputado federal Protógenes Queiroz, que é candidato a reeleição. Minha vontade maior é que o Protógenes se reeleja. Mesmo que eu não consiga me eleger continuarei trabalhando para 2016 (quando sairá candidato a vereador na cidade de Santo André). Meus projetos são de longo prazo. Acredito que a história de vida reflete o potencial e caráter de um candidato.

JPF – Sua campanha adquiriu um tom mais discreto, baseada na distribuição de cartões de visita e pelas redes sociais. Você coloca o planejamento como fator preponderante para o sucesso de uma ação. Acha que dessa forma conseguirá superar o número de votos da sua última eleição e se consagrar como deputado estadual?
DF - Adotei uma postura de campanha mais discreta também em função de estarmos insatisfeitos com a forma tradicional de campanha. Este ano, os compartilhamentos via web foram bem maiores, justamente, pelo fato de cada um entregar ao seu “hall” de amigos uma indicação mais confiável. Na Polícia Federal trabalho em um setor especializado em planejamento operacional, minha experiência de vida me ensinou que não existem operações mal sucedidas, mas mal planejadas. Por isso acredito que o planejamento é a principal ferramenta para o sucesso de qualquer ação.

JPF - Você defende deixar a “rincha partidária” de lado e tocar em frente projetos benéficos para sociedade. Se eleito, quais propostas irá encampar de fato na Assembleia? 
DF - Tenho um projeto de Participação Pública de Gestão, que consiste em captar prioridades dentro do contexto social e desenvolver um planejamento que seja aplicado, começando principalmente com o que já existe. Muitos projetos que já existem podem ser aprimorados, independente do partido ou pessoa que os criou. Devemos atender os anseios da comunidade independente do partidarismo. Acredito que toda estrutura existente passa por um replanejamento. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 822 do PF. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Candidato andreense disputa cadeira na Assembleia Legislativa

“Vim para fazer a diferença!” é o slogan de Jatobá
Foto: Divulgação 
Por Marianna Fanti 

Sergio Alves dos Santos, mais conhecido como Jatobá, é comerciante autônomo (vendedor ambulante de doces e salgados). Nascido e criado em Santo André, após militar por mais de dez anos no PPS (Partido Popular Socialista), há um ano filiou-se ao PRP (Partido Republicano Progressista), partido pelo qual disputa, pela primeira vez, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Seguindo seu slogan de campanha: “Vim para fazer a diferença!”, o republicano afirma não ter medo de concorrer com grandes nomes. Como deficiente visual suas principais bandeiras serão a inclusão social e a luta contra a violência doméstica. “Quero ser o representante dos portadores de deficiência na Assembleia Legislativa”, afirma o comerciante.

Jornal Ponto Final - O PRP ainda é um partido de pouca expressividade, atualmente não tem nenhum represente na Assembleia Legislativa, qual sua expectativa nessa eleição?
Jatobá - Apesar de ser pequeno o PRP é um partido com 25 anos de história que vem crescendo cada vez mais. Acho que temos condições e propostas para elegermos um deputado estadual e outro federal pela legenda. Na esfera federal estamos apoiando Eduardo Campos (PSB) para presidente.

JPF - Se eleito, qual será a primeira medida pela qual lutará efetivamente dentro do Legislativo Estadual?
Jatobá – Pretendo começar quebrando o preconceito que existe dentro dos órgãos públicos para com os deficientes. Temos uma lei que obriga qualquer empresa a preencher ao menos 5% de suas vagas com cargos para deficientes, mas onde menos temos deficiente trabalhando é nos órgãos públicos. Porque ao invés de fiscalizar os empresários eles não arrumam a casa primeiro? Eu defendo que cada representante eleito pelo povo, seja nas esferas municipais, estaduais ou federais, empreguem ao menos um deficiente.

JPF – Entre suas propostas você defende a inclusão social e educacional de pessoas que sofrem de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O que propõe nesse sentido?
Jatobá - O governo não oferece muito recurso para a educação de pessoas, principalmente crianças e adolescentes, com TDAH. Eu defendo o direito integral de ir e vir, ou seja, a inclusão social. Acho que um dos caminhos seria professores capacitados trabalhando em conjunto com profissionais da área da saúde (psicólogos) assistindo nossas crianças.

JPF – Você ainda defende projetos na causa animal, inclusive se posiciona contrário ao sacrifício dos animais de ruas. Fale mais sobre suas propostas nessa área.
Jatobá - Não podemos esquecer dos animais de rua, que também necessitam de atenção pública. Os animais abandonados são esquecidos pela sociedade e pelo poder público; eles precisam de um abrigo apropriado, cuidados com a saúde, alimentação e higiene. Vamos garantir os direitos dos nossos animais de rua, implantando postos veterinários gratuitos. Ainda devemos pensar na segurança desses animais para que não sejam sacrificados e maltratados pela sociedade.

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Barba quer mandato voltado para trabalhadores na Alesp

Por Montero Netto

Barba tem apoio de políticos da região / Divulgação 
O sindicalismo do ABC tem candidato a deputado estadual nesta eleição, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba (PT), diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disputa pela primeira vez uma eleição proporcional. Mineiro de Água Boa, o sindicalista que é morador de São Bernardo do Campo desde a infância, conta com o apoio de políticos da região como o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e o vereador andreense Alemão Duarte. Formado em Ciências Econômicas, pela Universidade Metodista, o petista que foi metalúrgico da Volkswagen, Ford e Autolatina, define como prioridades de um possível mandato questões como a economia solidária e o direito dos trabalhadores.

Jornal Ponto Final – Quais são as principais características da sua campanha e como ela foi estruturada?
Barba – Será uma eleição muito dura, disputada por projetos antagônicos. Defendemos a continuação do PT, com a reeleição da presidente Dilma, o que significa garantir cada vez mais políticas sociais e públicas. Qualquer expectativa de derrota interromperia o desenvolvimento que adotamos para o Brasil. Nosso projeto para melhorar cada vez mais as condições de vida do povo, a participação popular e a valorização da política. Quanto a São Paulo, o Estado precisa sair dessa fadiga. Acredito que São Paulo tem que ter a oportunidade de conhecer o modelo do PT governar. Quanto a minha campanha, nosso projeto é defender os interesses da classe trabalhadora e o Estado de São Paulo. Mesmo sendo o Estado mais rico da nação, se fosse um país seria a 18º economia do mundo, São Paulo perdeu quatro mil empresas nos últimos anos. Defendemos o fortalecimento do desenvolvimento no estado e a melhoria dos sistemas de serviço público. Nossa candidatura é de combate a um projeto de direita. Vamos combater o tempo todo o PSDB, DEM e PPS.

JPF – Quais são as principais propostas e projetos de sua candidatura?
Barba – Desenvolvimento econômico e valorização do trabalho, com foco na geração de empregos, na qualificação profissional e na educação pública de qualidade. Fortalecimento dos movimentos sociais e de participação popular em defesa da igualdade racial, de gênero e de combate à intolerância religiosa. Políticas públicas de incentivo à Economia Solidária através do associativismo e cooperativismo.

JPF – Em caso de vitória qual será sua atuação na Assembleia Legislativa voltada para nossa região?
Barba – O ABC é uma região de aproximadamente três milhões de habitantes, com dois milhões de eleitores, é decisivo no rumo das eleições. E uma região extremamente forte, mas que vem sofrendo um grande impacto por conta da inércia do governo estadual. Precisamos aproveitar as oportunidades que estão aparecendo, como o polo tecnológico e de universidades que está se construindo no ABC. Temos aqui um centro que é referência no sindicalismo, na organização da sociedade civil, nossa intenção é desenvolver uma campanha forte aqui.

JPF – Em um possível mandato como será sua ação voltada para a classe trabalhadora?
Barba – Minha proposta de mandato é totalmente voltada aos trabalhadores e trabalhadoras. Toda a minha trajetória foi construída na luta sindical. Minhas reivindicações e ideais são as mesmas da CUT, a minha pauta é a dos trabalhadores. Quero aproveitar a experiência como líder sindical para a articulação de projetos na Assembleia em nome desses movimentos, sindical e social. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br.