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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Paulo Serra realiza balanço do mandato, comenta polêmicas e planeja ações

Por Vitor Lima

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), recebeu a equipe do Ponto Final para comentar os dois anos de seu mandato. O tucano realizou balanço das ações dessa primeira metade da gestão e projetou as prioridades para os próximos dois anos.

Entre os assuntos abordados, Serra reconheceu que houve equívocos na tentativa de atualização da Planta Genérica de Valores referentes ao IPTU. De acordo com o prefeito, a atualização deverá ser feita de maneira “escalonada”. 

Foto: Giovana Peres
Sobre o recente aumento nas tarifas de ônibus, o prefeito justificou a elevação por conta da alta porcentagem de gratuidades concedidas na cidade. Ele adiantou à reportagem que pretende rediscutir as gratuidades ainda neste ano. De acordo com ele, se após os debates com a sociedade, houver o entendimento de que é possível diminuir as gratuidades, é possível, inclusive, diminuir o valor das tarifas. 

Ao comentar outro momento crítico de sua gestão, a crise do fechamento dos postos de saúde, o prefeito se mostrou confiante e ressaltou que sempre teve a certeza de que os planos da administração, apesar das críticas, dariam certo. 

Serra, que se elegeu presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC recentemente, também comentou os desafios que lhe esperam à frente da entidade. O prefeito já trabalha nos bastidores para a volta dos municípios insatisfeitos com a atuação do órgão. 

O tucano também adiantou planos para ampliar o monitoramento via câmeras na cidade, planos para zerar as filas das creches, entre outros diversos outros assuntos. Confira: 




terça-feira, 9 de outubro de 2018

Prefeitos tucanos do ABC batem cabeça em relação a Alckmin

Por Vitor Lima

Os prefeitos de Santo André e São Caetano do Sul, Paulo Serra e José Auricchio, respectivamente, saíram em defesa de Geraldo Alckmin, candidato derrotado na disputa presidencial do último domingo (7). Todos são do PSDB. Em nota divulgada à imprensa, os prefeitos do ABC pregaram cautela sob o argumento de que "não é o momento de acharmos culpados".

Alckmin, que é presidente nacional do partido, sofreu uma derrota significativa e ficou apenas na quarta colocação nas eleições para à Presidência. Parte do tucanato defende que o ex-governador entregue o cargo.
Principais lideranças tucanas no ABC divergem sobre futuro de Alckmin; Morando se isola.
Da esquerda para a direita: Morando, Alckmin, Auricchio e Serra | Foto: Arquivo

O documento afirma que a "história fará justiça" ao candidato e prega o "integral apoio e solidariedade" ao presidente do partido. "Defendemos a permanência de Geraldo Alckmin na Presidência nacional do PSDB", ressaltam em outro trecho.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, também do PSDB, não assina a nota. Publicamente, ele já criticou o desempenho de Alckmin e do partido nas eleições presidenciais.

Grupo rachado

Embora Morando e Serra tenham subido juntos em palanques durante a última campanha eleitoral, informações dão conta que o clima entre os dois não é dos melhores - já há algum tempo.

O racha é mais claro entre Morando e Auricchio. O tucano de São Caetano do Sul elegeu seu filho, Thiago Auricchio (PR), deputado estadual no último domingo. Em São Bernardo do Campo, Morando também obteve vitória, ao eleger a esposa, Carla Morando (PSDB), para o mesmo cargo.

Contudo, o descompasso entre os dois fica nítido ao observamos a disputa a deputado federal. Morando apoiou Fabio Palacio ao cargo, inimigo político do clã de Auricchio em São Caetano do Sul. Os dois disputaram a Prefeitura da cidade em 2016 - e, ao que tudo indica, disputarão novamente em 2020.

Auricchio, por sua vez, acertou todos os pontos para uma dobrada bem-sucedida entre seu filho e Alex Manente (PPS), que foi reeleito deputado federal. Manente é inimigo histórico de Morando em São Bernardo.

Vereadores da base de Auricchio chegaram a pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de Palacio como secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, com claros objetivos de prejudicar sua candidatura à Câmara Federal. Palacio ocupou o cargo por, aproximadamente, dois anos por indicação de Morando, que é o presidente do órgão.

Abaixo, confira a nota divulgada por Auricchio e Serra em defesa de Alckmin:

"Nota oficial sobre Geraldo Alckmin na Presidência do PSDB nacional

Passadas apenas 48 horas do resultado das eleições, não é o momento de acharmos culpados e, muito menos, expor negativamente em praça pública nossos principais líderes.

O momento é de reflexão e de buscar entender o recado dado pela sociedade brasileira, cidadãos e cidadãs do nosso País.

Um partido político não se constrói do dia para noite, e, suas lideranças, que foram vitoriosas até aqui, não podem ser descartadas diante de um insucesso eleitoral.

Temos certeza que a história fará justiça ao nosso sempre governador Geraldo Alckmin, que pelos valorosos serviços prestados até aqui, conta com nosso integral apoio e solidariedade.

E justamente por não acreditarmos em extremismos e soluções simples para problemas complexos, é que defendemos a permanência de Geraldo Alckmin na Presidência Nacional do PSDB, para que, internamente, com sua experiência possamos fazer nossa autocrítica e, unidos, oferecermos novamente ao Brasil uma alternativa exitosa de boas práticas em políticas públicas.

Paulo Serra – Prefeito de Santo André

José Auricchio Junior – Prefeito de São Caetano do Sul"



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Marinho irá adotar o “Planejamento Participativo” para definir Orçamento do Estado

Da Redação

O candidato da coligação “São Paulo do Trabalho e de Oportunidades - PT/PC do B”, Luiz Marinho, declarou nesta segunda-feira (24), em Osasco, que as prefeituras e a população irão participar da elaboração do Orçamento do Estado. Para Marinho, trata-se de “fazer o planejamento a partir da lógica de territórios regionais, fortalecendo a governança regional”. “É o Planejamento Participativo”.

Marinho explicou sua proposta ao ser questionado por um dos participantes de entrevista concedida à ConecTV, ao Diário da Região e à Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (Adjori-SP) sobre o fato de que boa parte dos impostos arrecadados não fica nos municípios, e sim vai para o Estado e União.

Candidato do PT defende a indicação das prioridades dos investimentos pelos territórios regionais, por meio dos prefeitos e moradores das cidades, juntos com o governador | Foto: Cesar Ogata/Divulgação
O candidato do PT afirmou ser importante cada região do Estado se enxergar no Orçamento. “Vamos dividir o Estado por territórios e, neles, os prefeitos poderão sinalizar quais são as prioridades nos quatro anos de mandato do nosso governo.”

Marinho explicou: “Vejam no caso da saúde. O Hospital Regional de Osasco tem 50% de sua capacidade ociosa. Portanto, fazendo o diagnóstico por região, teremos condições de saber o que está faltando e o que precisa ser implementado. Temos que partilhar a gestão”.

Para o petista, o Planejamento Participativo faz avançar a democracia participativa. Ele citou a experiência do Orçamento Participativo, que adotou em São Bernardo do Campo em suas duas gestões. Nesse modelo, a população da cidade apontava as prioridades que, em seguida, passavam a integrar o Orçamento do município.

Pedágios

Marinho voltou a falar do preço do pedágio cobrado pelas concessionárias de rodovias no Estado ao ser questionado por um dos entrevistadores sobre assunto. O candidato reafirmou sua disposição de reavaliar os contratos, independentemente do período de vencimento.

O petista disse que “é preciso rever o conceito de como fazer essas concessões”, pois o alto custo do pedágio tira a eficiência da economia paulista. “O preço dos produtos que você compra é impactado pelo exagero no preço do pedágio”, afirmou Marinho, que, depois, participou de uma caminhada na cidade de Osasco, com a presença de eleitores, militantes e simpatizantes.



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Em Santo André, Maurici defende políticas metropolitanas e nega atrito com candidatura local

Por Vitor Lima 

Mario Maurici Morais, 57 anos, é candidato a deputado estadual. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), desde a década de 1980, Maurici é formado em Jornalismo e, em 1992, foi eleito prefeito de Franco da Rocha, cargo que ocupou até 1996 – antes, havia sido vereador no município.

Após a experiência no Executivo da cidade, Maurici foi convidado pelo então prefeito de Santo André, Celso Daniel, a compor o primeiro escalão de seu governo, como secretário de Comunicação, na gestão 2000-2004. Foi a partir daí que o postulante à Assembleia Legislativa se tornou conhecido da população do ABC.

Em 2002, em meio ao traumático sequestro e posterior assassinato de Celso, Maurici foi realocado na Secretaria de Governo. No exercício da função, o petista tornou-se o homem forte do novo prefeito, João Avamileno, que foi reeleito, em 2004, e cumpriu mandato até 2008.

Maurici já foi prefeito de Franco da Rocha e homem forte
de gestões petistas em Santo André; neste pleito, tentará
se eleger deputados estadual | Foto: Divulgação

Contudo, no fim da gestão de Avamileno, Maurici já não fazia parte do governo. Após conturbadas prévias no PT, para definir o nome que sucederia Avamileno nas urnas – na qual Vanderlei Siraque foi escolhido em detrimento a Ivete Garcia, esposa de Maurici – o hoje candidato e outros secretários deixaram o governo.

Após aproximadamente dez anos com moradia em Santo André, Maurici voltou a residir em Franco da Rocha. Seu filho, Kiko Celeguim (PT), é o atual prefeito da cidade, em segundo mandato.

Ontem (18), Maurici esteve em Santo André, onde passou todo o dia para cumprir compromissos de campanha. Pelo ABC, Maurici tem dobradas consolidas com Eduardo Leite, Ana do Carmo e Vicentinho, todos do PT.

A sua decisão de candidatar-se a deputado estadual desfalcou o grupo político do deputado estadual Luiz Turco (PT), de Santo André, que busca a reeleição. Alguns petistas da cidade, especialmente após a derrota de Carlos Grana na busca da reeleição para a Prefeitura, em 2016, se uniram ao projeto de Maurici e deixaram o grupo de Turco, que é muito próximo do ex-prefeito. “Eu não quero tirar votos dele (Turco), quero tirar votos da direita”, minimiza o candidato em entrevista ao Ponto Final, sobre suposto mal-estar criado por suas agendas políticas na cidade.

Durante o bate-papo, Maurici explicou as motivações de sua candidatura, defendeu a formulação de políticas públicas metropolitanas, o diálogo entre municípios e diz querer contribuir com o processo de reorganização do PT de Santo André. Confira os principais pontos da entrevista:

Ponto Final (PF): O que te motivou a buscar um cargo público novamente?

Mario Maurici (MM): Vou tentar resumir em três questões. Primeiro, a situação do País. A sensação que eu tenho é nós estamos retomando a agenda de antes dos governos do presidente Lula e da presidente Dilma. Agravada pelo fato de que nós estamos vivendo hoje um outro momento do capitalismo mundial. Momento em que os empregos cada vez mais de forma acelerada estão desaparecendo, inclusive algumas profissões. Essa nova agenda pede que quem acumulou mais experiência, quem tem compromissos mais firmes com a população mais pobre deste País, atue.

Outra razão é a própria situação vivida pelo PT. E não é só o desgaste que se manifestou de forma muito expressiva nas eleições de 2016. Nem o Brasil, nem os próprios quadros políticos do PT são os mesmos de 30 anos atrás, estamos num momento de transição geracional. Contribuir com esse processo também me atrai bastante.

E a terceira razão, é que eu acho que tem um aspecto que a cada dia se torna mais importante e que não está na agenda do Estado, não está na agenda dos políticos, que é a questão da metropolização do País. Você tem hoje um processo contínuo e avançado de metropolização e você não tem instâncias nem de governança, nem de formulação de políticas públicas de âmbito metropolitano. Os municípios têm se mostrado numa estrutura insuficiente para determinadas políticas, por exemplo, de mobilidade, saneamento integrado, destinação de resíduos sólidos, drenagem urbana. Os municípios têm se mostrado insuficientes para isso, porque essas questões não respeitam limite geográficos. E o Estado vê isso de uma forma muito distanciada.

PF: Eleito, como o senhor pretende trabalhar nisto?

MM: Trabalhar no debate junto à sociedade para acordar, despertar para esse tema. Junto as prefeituras para estimular a organização de consórcios, associação de municípios e agências de desenvolvimento regional.

PF: Aqui no ABC, o senhor deve ter acompanhado, Diadema saiu do Consórcio Intermunicipal e outras cidades estão se articulando para isso. O que a gente vê aqui, na verdade, é o enfraquecimento dessa postura que o senhor prega. O senhor, caso eleito, trabalhará para unir os municípios? 

MM: Eu tenho a sensação de que essa visão aqui no ABC é uma visão muito tacanha de achar que a discussão da regionalidade é uma discussão do PT, de governos petistas. Alguns gestores saem, mas com que compromisso, qual o propósito? Qual o argumento? É não ter mais uma discussão de planejamento regional?

PF: Eles argumentam que o Consórcio traz poucos resultados concretos para as cidades. O argumento é de que o órgão "pensa" muito e executa pouco. 

MM: Trazer pouco resultado é falta de empenho. Tem muita coisa que avançou aqui no ABC em função dessa discussão regional. A minha sensação é que alguns gestores municipais do ABC entendem que fortalecer o Consórcio é fortalecer uma visão mais ligada ao PT da sociedade. É uma represália e dane-se a população, os objetivos da coletividade.

PF: Uma das funções importantes dos parlamentares é o envio de verbas, especialmente agora, momento em que os municípios estão em situação financeiras delicadas. Aqui no ABC, algumas entidades se uniram e criaram a campanha "Quem é do ABC, vota no ABC", para que aumente o número de representantes daqui e o envio de verbas seja maior. O seu maior reduto eleitoral é Franco da Rocha e região. Caso eleito, o senhor vai se comprometer em enviar verbas para cá? Como funcionará essa questão da distribuição de verbas?

MM: Muito da minha formação eu devo a Santo André. Eu vivi 10 anos da minha vida aqui. Fiquei 7, 8, quase 9 anos na Prefeitura Municipal de Santo André. Tenho relação aqui com pessoas, tenho referências culturais, políticas, de amizade aqui na região.

Agora, mandar recursos de emenda é uma questão menor. Vamos mandar? Vamos, mas é uma questão menor. A questão maior é interferir na direção do governo do Estado para que ele olhe para a região do ABC com os olhos de quem precisa revigorar essa região.

Maurici cumpriu agendas de campanha durante todo o dia em Santo André | Foto: Reprodução
PF: Na sua opinião, quais as maiores demandas do ABC?

MM: É preciso encontrar um novo caminho de desenvolvimento. Nós já estamos entrando na quarta revolução industrial. A região do ABC é uma região de ponta neste aspecto no Brasil e ela precisa, de novo, continuar na ponta.

PF: O senhor tentaria impulsionar o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia?

MM: Exatamente. Em especial Santo André que deve a sua industrialização a fase inclusive anterior, porque São Bernardo vem com a indústria automobilística e, em Santo André, a matriz é anterior, com fertilizantes, com química. Muita coisa mudou na estruturação produtiva destes setores. Agora, você tem aqui uma mão-de-obra altamente especializada, a presença de universidades. Aliás, a própria Universidade Federal do ABC (UFABC), claro que foi criada pelo presidente Lula, mas foi um sonho acalentado e desenvolvido no conceito de regionalidade. Então nós temos aqui uma série de recursos que precisam ser aproveitados. É aqui que nós temos as melhores condições de educação, de formação, para entrar nesta quarta revolução industrial.

PF: Vamos falar de política. O senhor era muito ativo em Santo André na época dos governos do Celso Daniel e do João Avamileno. O último governo petista aqui, do Carlos Grana, teve uma derrota histórica, a maior derrota da história do partido na cidade. O prefeito eleito, Paulo Serra, obteve 80% dos votos. Eu sei que senhor não estava na cidade no período, mas com certeza acompanhou o que aconteceu. Na sua opinião, o que deu errado na gestão do PT para ter uma derrota tão significativa?

MM: Você reparou em como você formulou a pergunta? Houve uma derrota do PT e que 80% dos votos foram para o Paulinho. Quem perdeu foi o partido, mas quem ganhou foi a pessoa, o Paulinho. É um cacoete que nós todos temos ao discutir o PT. Eu diria o seguinte: a bancada do PT na Câmara Municipal não diminuiu, continuou com cinco vereadores. Por que a gente atribui a derrota ao PT local e não ao quadro nacional que a gente viveu? O PT continua vivo com o mesmo nível de representação. Perdeu o governo, é verdade. Agora, nós perdemos em todos os lugares, com exceção de um, Franco da Rocha. Eu acho que a situação de fragilidade que o PT viveu naquele momento, da qual ele já está se recuperando, foi o que se abateu sobre Santo André.

PF: O senhor tem um grupo de apoiadores em Santo André que na outra eleição apoiaram o deputado Luiz Turco e seria natural que eles continuassem com ele, que tenta a reeleição, até pelo fato dele ser da cidade. Mas alguns militantes foram para o seu lado, e não há nada de errado nisso. Mas houve uma conversa, antes da eleição, para que o senhor não viesse, entre aspas, tirar votos do Turco em Santo André? 

MM: Olha, eu tenho uma excelente relação com o Turco. E eu não quero tirar votos dele, quero tirar votos da direita.

PF: Mas o fato do grupo dele ter sido desfalcado com apoios ao senhor e o fato do senhor vir para cá, fazer campanha em Santo André, não prejudica a candidatura dele, mesmo que indiretamente?

MM: Veja só: na eleição passada, praticamente todo o PT de Santo André, apoiou o Luiz Turco. Era impossível ter uma outra candidatura. Naquele momento a gente tinha o governo, era importante para o governo ter uma candidatura muito ligada a ele, tinha toda uma razão nesse sentido, e hoje eu não sei se há.

Minha ideia é contribuir com o PT de Santo André. Não é um momento fácil. O momento que sucede uma derrota eleitoral é sempre um momento difícil, de rearticulação, de reorganização, e eu quero contribuir com este processo. Eu não acho, honestamente, que eu vá tirar votos do Luiz Turco.

PF: Perguntei isso porque na década passada, e o senhor viveu muito intensamente isso, o PT teve uma grande crise na cidade, uma grande fragmentação, que deixou cicatrizes até hoje. Vanderlei Siraque, que era um quadro importante na cidade, mudou de partido. Não há um risco de fragmentar novamente o partido, de fato que ele chegue na próxima eleição mais fraco? 

MM: Essa fragmentação que você fala, não foi exatamente uma fragmentação. Foi uma disputa interna que resultou numa divisão e nós perdemos a eleição, mas rapidamente no momento seguinte nós retomamos o governo com o Grana. São coisas da política.

Com relação a essa história de ser ou não daqui, eu acho que é uma maneira muito complicada de ver isso. Não é por aí que você mede o compromisso dos mandatos com as regiões. Eu, por exemplo, quando assumi a Secretaria de Governo, em 2002, uma semana antes do assassinato do prefeito Celso Daniel, assumi com responsabilidade de ajudar o então vice-prefeito João Avamileno a manter o grupo reunido pelo prefeito Celso Daniel junto e levar o programa de governo adiante. E, além disso, ainda responder a suspeitas sobre a morte do Celso e a maneira de como se geria a Prefeitura.

Naquele momento ninguém reclamou que eu não era daqui. O que que eu preciso fazer para ser daqui? Qual é o problema? Você vive dez anos aqui, constrói política aqui, ajuda na gestão, mantém relações locais... qual é o problema? Para mim isso não é determinante. Pode ser determinante numa região como a de Franco da Rocha, que nunca elegeu um deputado, que nunca teve uma representação. Aquela é uma região sub-representada, mas não é o caso do ABC.

PF: Sobre o cenário nacional, como o senhor avalia a estratégia do PT de levar a candidatura do Lula até a última possibilidade?

MM: Ontem saiu a pesquisa (de intenção de votos) e o processo de transferência de intenção de votos do presidente Lula segue firme em direção ao Haddad. Já dá para imaginar, se nada de muito absurdo acontecer nos próximos 20 dias, o segundo turno será entre o candidato do PSL (Jair Bolsonaro) e o Fernando Haddad.

PF: E o senhor avalia que o PT sairá vencedor? 

MM: Acho que sim, mas não acho que haverá uma agenda fácil para depois das eleições. Eu acho que só vale a pena voltar a governar no País se for para aprofundar a radicalização de algumas coisas. Vou te dar um exemplo. A reforma do sistema eleitoral. O nosso sistema eleitoral é que promove essa coisa de caixa 2, de venda de votos e de apoio, essa corrupção que está posta. Não está posta nos últimos 10, 20 anos. Está posta desde sempre. Se nós, PT, erramos, erramos em não denunciar esse modelo, em não brigar para mudar esse modelo. E nós precisamos fazer isso agora. Não dá para manter do jeito que está.

PF: Mas o PT não denunciou porque era beneficiado também. 

MM: Passou a se beneficiar. Pois é... tinha uma opção a ser feita: denuncia ou se beneficia. Acho que fizemos a segunda opção. Errada, incorreta. Temos que rever isto. E como é que nós vamos fazer isso? Acho que vamos ter que usar os mecanismos de democracia direta, referendo, plebiscito.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Marinho cumpre agenda no ABC e critica gestões do PSDB

Por Vitor Lima

O candidato ao governo do Estado de São Paulo, Luiz Marinho (PT), cumpriu diversas agendas no ABC nesta terça-feira (14). Nas atividades, o petista criticou as gestões tucanas no governo do Estado nos últimos 24 anos, lembrou a falta de compromisso com o ABC e ressaltou iniciativas que nunca saíram do papel, como o chamado “Metrô do ABC”.

Militância petista se reuniu no Sindicato dos Rodoviários no fim do dia | Foto: Divulgação
Marinho iniciou as atividades cedo: participou de duas assembleias em empresas químicas em São Bernardo do Campo e terminou a manhã em reunião com empresários da região na sede da Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa). Pela tarde, o candidato realizou caminhadas pela Vila Luzita e atendeu diversos veículos de comunicação regionais – entre eles, o Ponto Final. As agendas foram encerradas no Sindicato dos Rodoviários, em Santo André, em plenária que reuniu a militância e diversas lideranças petistas da região.

“Qual planejamento o governo do Estado tem para o ABC? Do ponto de vista de mobilidade, propostas ao vento, promessas vazias, como a do monotrilho. Promessas de 20 anos de modernização dos trens, das estações. A Avenida dos Estados, se tivesse sido modernizada e tivesse melhores condições, poderia induzir o processo de desenvolvimento do eixo do Tamanduateí, que era o sonho do Celso Daniel. O Estado pode, se planejado, ajudar o desenvolvimento da região do ABC”, afirma.

A respeito de sua candidatura, que ainda não emplacou, conforme apontam as pesquisas eleitorais, Marinho projeta que este quadro mudará conforme a campanha avance. “Nós temos que fazer o nosso papel como fizemos em 2008 (ocasião em que Marinho foi eleito prefeito de São Bernardo do Campo). A construção da campanha com a militância, no Estado inteiro, é o que levará ao crescimento da nossa campanha, gradativamente”, almeja.

Sobre o cenário eleitoral, o candidato reafirmou que o PT levará a candidatura de Lula até as últimas consequências. “Temos a certeza do seu direito jurídico e político de ser candidato. Vamos brigar até as últimas possibilidades de recursos. Espero que as cortes superiores ajam com o rigor da lei, da constituição e da jurisprudência. Se seguir o rigor da lei, da constituição e da jurisprudência, o Lula terá a homologação da sua candidatura”.



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Ailton Lima defende regionalidade e desenvolvimento econômico

Por Vitor Lima

Nas eleições deste ano, abrigado pelo PSD, Ailton Lima, 53 anos, participará de sua sexta corrida eleitoral. Pernambucano de Manarí, Lima vive em Santo André há décadas e tentará uma vaga na Câmara Federal.

Concorreu a vereador em três ocasiões e saiu vitorioso em duas delas (2008 e 2012, com 4,1 e 5,7 mil votos, respectivamente). Em 2014 tentou ser deputado federal, mas não obteve êxito.

Em sua última disputa eleitoral, em 2016, tentou ser prefeito de Santo André. Tido como azarão no início do certame, Lima não venceu as eleições, mas saiu fortalecido do pleito: angariou quase 50 mil sufrágios.

Lima é candidato a deputado
federal pelo PSD  | Foto: Ricardo Trida/PSA
No segundo turno, apoiou o candidato eleito, Paulo Serra (PSDB). A aliança resultou na indicação de seu nome para ser o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, cargo que deixou no início deste ano para figurar nas urnas em outubro.

A reportagem do Ponto Final conversou com o candidato na última quinta-feira (26), durante o anúncio oficial da reabertura do Moinho Santo André, agora administrado por um grupo argentino (mais detalhes aqui). Embora não faça mais parte do governo, Lima foi convidado para a solenidade por ter feito parte da equipe que ajudou nas articulações para a reabertura do local.

Lima garantiu que, independente do resultado de outubro, não concorrerá à Prefeitura da cidade em 2020. Revelou que nutre um sentimento de “gratidão” pelo prefeito. Embora existam outros candidatos do bloco governista, a expectativa é de que Serra também peça votos para Lima.

Durante o bate-papo, o candidato revelou que, caso eleito, destinará todas suas emendas parlamentares ao ABC e que trabalhará para o desenvolvimento econômico das sete cidades.

Ponto Final (PF): Caso os eleitores escolham o senhor como um dos representantes na Câmara Federal, haverá alguma área que o senhor priorizará? 

Ailton Lima (AL): Eu tenho certeza de que um mandato nosso será voltado, principalmente, à regionalidade e a retomada do desenvolvimento econômico. Hoje foi um dia simbólico, você viu a direção do Moinho agradecendo reiteradas vezes toda a equipe do prefeito Paulo Serra e na realidade foi a equipe que nós montamos na Secretaria de Desenvolvimento. Criamos um acolhimento às pessoas que geram fomento e desenvolvimento econômico.

São por volta de R$ 14 milhões que um deputado federal tem direito em emendas diretas. No governo do Estado tem um complemento também. Só de emendas, um deputado bem relacionado consegue por volta de R$ 20 milhões de emendas ao ano, são R$ 80 milhões em um mandato. Isso é dinheiro que certamente virá aqui para a nossa região.

Nós temos uma região autossuficiente, inclusive para nos eleger. O ABC é muito forte conjuntamente, são mais de 2,5 milhões pessoas e um colégio eleitoral absurdo. Então, basicamente, você fica aqui dentro, faz a campanha aqui e fica devendo seu mandato à região. Será um mandato com forte vínculo à região.

A gente não vê um deputado lá em Brasília, infelizmente, nos últimos 10, 15, quase 20 anos, que tenha a imagem dele voltada ao compromisso com nossa região, principalmente com a questão do desenvolvimento econômico. Em pouco tempo nosso mandato, em caso de vitória, será reconhecido como alguém em Brasília trabalhando para o Grande ABC.

PF: De fato, o número de eleitores da região é alto, mas o número de candidatos também é elevado. Existem outras candidaturas postas à Câmara Federal, inclusive de Santo André, como é o caso do vereador Eduardo Leite (PT), por exemplo. Há espaço para todos?

AL: Há espaço, sim. Só Santo André, ao meu ver, consegue eleger quatro deputados federais, mais quatro estaduais. Se a cidade tiver esse sentimento, e aí cabe a quem está na disputa fazer esse sentimento acontecer, nós temos por volta de 400 mil votos válidos. Um deputado se elege tranquilamente com 100 mil votos, há alguns partidos em que não precisa nem de tantos votos assim.

Nós tivemos um evento essa semana, e quero parabenizar a Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), a Octopus e todas as entidades que estão promovendo isso, onde a gente viu um colégio eleitoral que já teve quatro deputados federais encolheu para dois, já tivemos nove deputados estaduais e hoje encolheu para sete (mais detalhes aqui: Entidades lançam campanha para incentivar votos em políticos do ABC). Na minha opinião, o Grande ABC poderia ter 20 deputados com facilidade, porque nós temos cociente eleitoral para isso.

PF: O senhor esteve por um ano e dois meses no comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Santo André. Como o senhor avalia sua atuação na Pasta e qual legado o senhor deixou para a cidade? 

AL: Nós tivemos uma mostra disso aqui. A retomada deste moinho se deve exatamente pela filosofia que o prefeito Paulo Serra nos pediu, coincidentemente era tudo o que eu havia pregado também enquanto candidato à prefeito. Retomada de desenvolvimento econômico criando um clima acolhedor e a equipe que nós montamos na Secretaria entendeu isso perfeitamente. Todos os números nossos foram muito bons, inclusive refletiu até no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho). Santo André foi a cidade do Grande ABC que mais gerou empregos. Nós geramos mais do que demitimos. Isso foi um legado que nós deixamos lá na Secretaria.

PF: Qual o maior desafio desta eleição: vencer os concorrentes ou o movimento do não voto?

AL: A gente sempre teve nas nossas campanhas a preocupação com o nosso eleitor, é isso que mostra o nosso sucesso. Na primeira eleição foram 2 mil votos e na última 50 mil. Houve um crescimento sempre constante, porque eu nunca me preocupei nem com os concorrentes nem com um clima adverso, porque eu tenho serviço para mostrar, eu tenho vida pública que mostra uma aprovação.

Como candidato a prefeito,
Lima obteve 50 mil votos | Foto: Ricardo Trida/PSA
Evidentemente que nós temos nesse ano um clima da sociedade com bastante intenção de não votar, mas eu acho que quando começa a campanha esse sentimento diminui bastante porque o bom eleitor, esse que neste momento não está querendo votar, ele é responsável. E ele sabe que quando ele deixa de participar alguém vai escolher por ele e quando alguém escolhe pela gente, a escolha geralmente desagrada. Então eu acho que quando começar a campanha nas ruas, no tempo normal, este eleitor que hoje está com falta de apetite para votar vai ser imbuído da responsabilidade, ele sabe que para melhorar ele vai continuar tendo que participar do processo de escolha.

PF: As novas regras eleitorais e a campanha mais curta não prejudicam todo este processo que o senhor está projetando?

AL: A pré-campanha permite você trabalhar bastante. Então o candidato que está ali aguardando sair o número para fazer seu nome conhecido, este candidato corre um sério risco de não se tornar conhecido a tempo. No nosso caso, a gente já vem numa boa sequência de exposição pública com essas disputas que nós fizemos. Foram três disputas para Câmara Municipal, uma para a Prefeitura e uma para a Câmara Federal. Isso tudo já deixou o nosso nome bem visto. Então esses 45 dias eu vejo que eles são para você fazer a parte legal e o seu número chegar até as pessoas. Mas o trabalho já está feito.

PF: No início da nossa conversa o senhor citou a questão da regionalidade. Diadema deixou o Consórcio Intermunicipal e outras cidades ameaçaram fazer o mesmo. Como o senhor vê a atuação do órgão?

AL: Eu vejo que o Consórcio passou por alguma dificuldade de relacionamento que eu entendo que o prefeito Orlando Morando (também presidente do Consórcio) vai conseguir equalizar. O Consórcio é importante, ele precisa ser fortalecido, defendido. E o que acontece ali, pelo menos que a gente percebeu, são momentos de relacionamento. A vida relacional não é fácil.

Assumiram todos prefeitos novos, a maioria deles, cada um com seus desafios nas suas cidades. Todas as cidades quase sem exceção passando por muitas dificuldades financeiras e às vezes você tem que administrar sua cidade e tem que vir para uma outra entidade, dependendo de como você saiu da sua cidade, das reuniões que você teve, você pode chegar ali um pouco agitado. A gente percebeu que nesse ano que passou a relação foi acima da temperatura. Mas eu entendo que Orlando Morando está fazendo uma boa gestão lá em São Bernardo e conforme a situação das cidades fiquem mais controladas, isso vai refletir em uma boa unidade no Consórcio.



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Em Santo André, Dória ataca Lula e PT

Por Vitor Lima

O prefeito de São Paulo, João Dória, esteve em Santo André na manhã de hoje (9) para participar do 1° Meeting Empresarial do munícipio. O evento, que ocorreu no Teatro Municipal da cidade, contou com a presença de empresários de diversos segmentos e autoridades regionais. O objetivo do encontro era discutir investimentos e o futuro da cidade. 

Em sua fala, ao lado do prefeito de Santo André, Paulo Serra, Dória pouco disse a respeito do tema central e focou sua explanação para ataques ao PT. Logo no início, ao relembrar sua trajetória, o tucano afirmou: “Vencer o PT me deu uma satisfação pessoal enorme. Essa foi minha motivação para sair da minha zona de conforto para a vida pública”. 

Dória participou de evento na cidade hoje (9); tom politico marcou sua participação | Foto: Reprodução 

Dória tem seu nome ventilado para a disputa presidencial do ano que vem. Embora negue publicamente, informações dão conta que o prefeito da capital disputa, nos bastidores, a vaga de candidato tucano à Presidência com o governador de São Paulo e seu padrinho político, Geraldo Alckmin. E sua estratégia para isso parece clara: dominar o campo “anti-PT” e firma-se como principal opositor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tom político – e as críticas aos adversários – continuou sendo a tônica de sua fala: “Eles são mestres em fazer o mal feito” e “trabalhei muito para chegar aqui, ao contrário de você, viu, Lula?” foram outros ataques do prefeito. 

Recado aos opositores

Na última segunda-feira (7), em visita à Salvador, na Bahia, o tucano foi alvo de protestos e acabou atingido por um ovo. Ao mencionar o episódio – sem citar claramente a ovada –, Dória reprovou a atitude dos manifestantes e disse: “Às pessoas raivosas eu ofereço meu abraço e meu trabalho, que é aquilo que eles não sabem fazer”. 

O prefeito encerrou sua participação no evento ao dizer que o “verdadeiro Brasil não é vermelho, é verde e amarelo”. Enquanto retirava-se do palco muito aplaudido pelos presentes, o sistema de som do Teatro tocava o tema da vitória, melodia sempre executada após as vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PTB apoia Paulinho Serra em Santo André

Vereador Luiz Zacarias será o vice-prefeito na chapa

Na última sexta-feira (26), o pré-candidato a prefeito do PSDB em Santo André, Paulinho Serra, recebeu o apoio do PTB nas eleições municipais deste ano. O aval foi dado pelo líder estadual do partido e deputado, Campos Machado, juntamente com a presidente municipal do PTB, Dinah Zekcer, e os vereadores petebistas Luiz Zacarias, Edson Sardano e Roberto Rautenberg.

Paulinho Serra (terno preto) ao lado dos petebistas | Foto: Divulgação

De acordo com Machado, “ficou decidido, pela maioria absoluta do PTB andreense, apoiarmos a candidatura do Paulinho Serra a prefeito em Santo André, com a indicação do vereador Zacarias como vice-prefeito na chapa”, afirma. 

Já o pré-candidato comemorou o apoio. “Ficamos muito contentes com a chegada do PTB. E o que mais nos motiva é a razão pela qual o partido optou em caminhar conosco: o projeto de governo que estamos construindo”, enfatiza Serra. 

Para o vereador Zacarias, a decisão foi tomada levando em consideração a ideia de renovação. “Abrimos mão de uma candidatura própria e majoritária para unir forças e mostrarmos para a cidade algo novo. O PTB fará a sua parte para sair vencedor e governar Santo André junto com o Paulinho Serra”.

O primeiro turno das eleições municipais de 2016 – que elegerão prefeitos e vereadores - será realizado em 2 de outubro em todo o País.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Morando aponta metrô no ABC como sua principal bandeira

Por Marianna Fanti

Morando está no 3º mandato como deputado estadual
Foto: Divulgação
Orlando Morando Júnior está no seu terceiro mandato como deputado estadual pelo PSDB, eleito com 138.630 votos, ele concorre novamente ao cargo nestas eleições. Natural de São Bernardo do Campo, município onde se concentra sua maior base eleitoral, o empresário do ramo varejista e atual vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS) está há mais 20 anos na vida pública.

Dedicação, empenho e muito trabalho fizeram de Morando um dos deputados mais votados do estado. Autor da emenda constitucional que impede a nomeação de pessoas inelegíveis a cargos públicos dos Três Poderes (também conhecido como Ficha Limpa Paulista), o tucano também é autor do projeto de financiamento da Linha 18 – Bronze do Metrô que liga São Paulo ao ABC Paulista.

Jornal Ponto Final - Qual a expectativa de votos para esta campanha?
Orlando Morando -
A expectativa é sempre buscar o maior número possível de votos. Nossa campanha está espalhada por todo ABC, com maior densidade na capital e interior. Se eu conseguir repetir o mesmo número de votos da última eleição ficarei feliz, por se tratar de um número muito expressivo. Pretendo colher neste ano os frutos do trabalho que venho desenvolvendo ao longo dos últimos quatro anos

JPF - A decisão de concorrer novamente a uma cadeira na Assembleia foi pessoal ou do partido? Por que não concorrer a outros cargos nesta eleição?
OM –
A decisão de concorrer novamente a Assembleia Legislava foi por conta dos projetos que iniciamos e que precisam do acompanhamento de um deputado estadual. Sei da necessidade de fiscalizar e acompanhar de perto aquilo que começamos, a exemplo do rodoanel no ABC e agora com a Linha 18 – Bronze do Metrô.

JPF - Diria que São Bernardo é o município onde se concentra a maior parte de sua base eleitoral? Quais propostas tem para são Bernardo e para a região do ABC?
OM –
Com certeza, São Bernardo é minha maior base eleitoral. Por isso, quero dar continuidade aos trabalhos que já iniciamos em São Bernardo como o hospital infantil, a fábrica de cultura, e trazer mais uma Fatec para o município. Para a região do ABC vou lutar por um hospital veterinário público, dar continuidade na modernização dos trens e estações da CPTM e a ampliação de mais Fatecs.

JPF - Você é relator do Projeto de Financiamento do Metrô ABC. No último dia 22, participou da assinatura do contrato para a implantação e operação dos 14,9 quilômetros da Linha 18 – Bronze, o monotrilho que vai ligar São Paulo ao ABC Paulista. Fale um pouco sobre o impacto regional do projeto e seus benefícios para a região.
OM –
A chegada do metrô ao ABC mudará toda a característica de mobilidade da região. Esperamos que o transporte público sobre trilhos de qualidade na região seja um estimulo para a população usar mais este meio, diminuindo o volume de carros nas ruas. Obviamente, com a chegada do metrô falamos em uma valorização da região, e na inevitável valorização imobiliária que ocorrerá. 

Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2014. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. Matéria publicada na edição 828 do Ponto Final.