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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Ministério da Saúde estima que 135 mil brasileiros desconhecem que estão com HIV

Redação

O Brasil conseguiu evitar 2,5 mil mortes por aids, entre 2014 e 2018. Nos últimos cinco anos, o número de mortes pela doença caiu 22,8%, de 12,5 mil em 2014 para 10,9 mil em 2018. Os dados são positivos, no entanto, o Ministério da Saúde acredita que 135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e não sabem. Com base nessa estimativa, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou a Campanha de Prevenção ao HIV/Aids, nesta sexta-feira (29), em Brasília.

Nova campanha contra HIV/aids estimula público jovem a realizar a testagem | Foto: Erasmo Salomão/ASCOM MS

A campanha tem como objetivo incentivar pessoas, que não se preveniram em algum momento da vida, a procurar uma unidade de saúde e realizar o teste rápido. Com o tratamento adequado, o vírus HIV fica indetectável, ou seja, não pode ser transmitido por relação sexual, e a pessoa não irá desenvolver aids.

Vale lembrar que o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é celebrado neste sábado (1º). Assim como registrado nos últimos anos, a infecção por HIV cresce mais entre os jovens. A maioria dos casos de infecção no País é registrada na faixa etária de 20 a 34 anos, com 18,2 mil notificações (57,5%). Em 2018, 43,9 mil casos novos de HIV foram registrados no Brasil. A notificação para infecção pelo HIV passou a ser obrigatória em 2014, assim como o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV, independente do comprometimento imunológico. A medida trouxe mais acesso ao tratamento e aumento de diagnósticos. Com isso, nos últimos cinco anos, a tendência de queda na taxa de aids foi maior.

“Uma das forças que move o ser humano é o medo. E ver ídolos morrerem trouxe impacto para a minha geração e temor em contrair a doença. Quando os primeiros casos foram identificados no Brasil e no mundo, não tínhamos o tratamento que temos hoje. Mas os jovens entre 20 e 34 anos não conhecem a cara do inimigo, não entendem que a doença mata. A gente antevê várias lutas contra o preconceito, contra a doença e precisamos trabalhar para que jovens parem de se infectar com o HIV. Precisamos trabalhar mecanismos de mobilização para conscientizar esse público e informar das consequências da doença, da necessidade de fazer o teste e buscar tratamento. É uma luta da ciência pela vida”, enfatiza Mandetta.

Dados 
Em relação aos casos de aids, quando a pessoa desenvolve a doença, o Ministério da Saúde estima que 12,3 mil casos foram evitados no país, no período de 2014 a 2018. O dado foi calculado com base na taxa de casos de aids em 2014, caso ela se mantivesse ao longo desse período até 2018. Nesse mesmo período houve queda de 13,6% na taxa de detecção de casos de aids, sendo 37 mil casos registrados em 2018 e 41,7 mil em 2014. Em toda série histórica, a maior concentração de casos de Aids também está entre os jovens, em pessoas de 25 a 39 anos, de ambos os sexos, com 492,8 mil registros. Os casos nessa faixa etária correspondem a 52,4% dos casos do sexo masculino e, entre as mulheres, a 48,4% do total de casos registrados.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Santo André tem “Dia D” de vacinação contra o sarampo neste sábado

Redação

 A Prefeitura de Santo André realizará neste sábado (20) o Dia D de vacinação contra o sarampo. Todas as unidades de saúde estarão abertas, das 8h às 17h, para imunização e atualização da carteirinha de vacinação de jovens de 15 a 29 anos de idade. Além das unidades de saúde, a Rua Coronel Oliveira Lima receberá um posto avançado, na esquina com a Rua Doutor Albuquerque Lins.

O público-alvo da campanha são jovens de 15 a 29 anos de idade | Foto: Alex Cavanha/PSA

O objetivo da campanha – que vai até 16 de agosto - é aumentar a cobertura vacinal do grupo prioritário, que é considerado mais vulnerável às infecções, devido à menor procura pela segunda dose da vacina.

A diretora do Departamento de Vigilância à Saúde, Ana Lucia Ferreira Oliveira Meira, ressalta a importância da vacinação. “Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir com o aumento da circulação de doenças. Tomar vacina é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte”, alerta.

Vale destacar que ainda não há um tratamento específico para a doença e a melhor forma de prevenção continua sendo a imunização. A vacina tríplice viral garante a proteção contra sarampo, rubéola e caxumba e é contraindicada para gestantes e imunodeprimidos, como pessoas submetidas ao tratamento de leucemia e pacientes oncológicos.

Transmissão e sintomas
Transmitido de pessoa para pessoa, por meio de gotículas de saliva eliminadas pelo espirro ou pela tosse, o sarampo é uma doença altamente contagiosa. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias, mas a transmissão da doença pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e se estender até o quarto dia depois que surgiram as manchas avermelhadas na pele.

Os sintomas mais comuns da doença são manchas avermelhadas na pele, que começam no rosto e progridem em direção aos pés, febre, tosse persistente, mal-estar, irritação nos olhos, coriza, perda de apetite, manchas brancas na parte interna das bochechas, pneumonia, otite (infecção no ouvido) e encefalite (inflamação no cérebro).     

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Em Santo André, Maurici defende políticas metropolitanas e nega atrito com candidatura local

Por Vitor Lima 

Mario Maurici Morais, 57 anos, é candidato a deputado estadual. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), desde a década de 1980, Maurici é formado em Jornalismo e, em 1992, foi eleito prefeito de Franco da Rocha, cargo que ocupou até 1996 – antes, havia sido vereador no município.

Após a experiência no Executivo da cidade, Maurici foi convidado pelo então prefeito de Santo André, Celso Daniel, a compor o primeiro escalão de seu governo, como secretário de Comunicação, na gestão 2000-2004. Foi a partir daí que o postulante à Assembleia Legislativa se tornou conhecido da população do ABC.

Em 2002, em meio ao traumático sequestro e posterior assassinato de Celso, Maurici foi realocado na Secretaria de Governo. No exercício da função, o petista tornou-se o homem forte do novo prefeito, João Avamileno, que foi reeleito, em 2004, e cumpriu mandato até 2008.

Maurici já foi prefeito de Franco da Rocha e homem forte
de gestões petistas em Santo André; neste pleito, tentará
se eleger deputados estadual | Foto: Divulgação

Contudo, no fim da gestão de Avamileno, Maurici já não fazia parte do governo. Após conturbadas prévias no PT, para definir o nome que sucederia Avamileno nas urnas – na qual Vanderlei Siraque foi escolhido em detrimento a Ivete Garcia, esposa de Maurici – o hoje candidato e outros secretários deixaram o governo.

Após aproximadamente dez anos com moradia em Santo André, Maurici voltou a residir em Franco da Rocha. Seu filho, Kiko Celeguim (PT), é o atual prefeito da cidade, em segundo mandato.

Ontem (18), Maurici esteve em Santo André, onde passou todo o dia para cumprir compromissos de campanha. Pelo ABC, Maurici tem dobradas consolidas com Eduardo Leite, Ana do Carmo e Vicentinho, todos do PT.

A sua decisão de candidatar-se a deputado estadual desfalcou o grupo político do deputado estadual Luiz Turco (PT), de Santo André, que busca a reeleição. Alguns petistas da cidade, especialmente após a derrota de Carlos Grana na busca da reeleição para a Prefeitura, em 2016, se uniram ao projeto de Maurici e deixaram o grupo de Turco, que é muito próximo do ex-prefeito. “Eu não quero tirar votos dele (Turco), quero tirar votos da direita”, minimiza o candidato em entrevista ao Ponto Final, sobre suposto mal-estar criado por suas agendas políticas na cidade.

Durante o bate-papo, Maurici explicou as motivações de sua candidatura, defendeu a formulação de políticas públicas metropolitanas, o diálogo entre municípios e diz querer contribuir com o processo de reorganização do PT de Santo André. Confira os principais pontos da entrevista:

Ponto Final (PF): O que te motivou a buscar um cargo público novamente?

Mario Maurici (MM): Vou tentar resumir em três questões. Primeiro, a situação do País. A sensação que eu tenho é nós estamos retomando a agenda de antes dos governos do presidente Lula e da presidente Dilma. Agravada pelo fato de que nós estamos vivendo hoje um outro momento do capitalismo mundial. Momento em que os empregos cada vez mais de forma acelerada estão desaparecendo, inclusive algumas profissões. Essa nova agenda pede que quem acumulou mais experiência, quem tem compromissos mais firmes com a população mais pobre deste País, atue.

Outra razão é a própria situação vivida pelo PT. E não é só o desgaste que se manifestou de forma muito expressiva nas eleições de 2016. Nem o Brasil, nem os próprios quadros políticos do PT são os mesmos de 30 anos atrás, estamos num momento de transição geracional. Contribuir com esse processo também me atrai bastante.

E a terceira razão, é que eu acho que tem um aspecto que a cada dia se torna mais importante e que não está na agenda do Estado, não está na agenda dos políticos, que é a questão da metropolização do País. Você tem hoje um processo contínuo e avançado de metropolização e você não tem instâncias nem de governança, nem de formulação de políticas públicas de âmbito metropolitano. Os municípios têm se mostrado numa estrutura insuficiente para determinadas políticas, por exemplo, de mobilidade, saneamento integrado, destinação de resíduos sólidos, drenagem urbana. Os municípios têm se mostrado insuficientes para isso, porque essas questões não respeitam limite geográficos. E o Estado vê isso de uma forma muito distanciada.

PF: Eleito, como o senhor pretende trabalhar nisto?

MM: Trabalhar no debate junto à sociedade para acordar, despertar para esse tema. Junto as prefeituras para estimular a organização de consórcios, associação de municípios e agências de desenvolvimento regional.

PF: Aqui no ABC, o senhor deve ter acompanhado, Diadema saiu do Consórcio Intermunicipal e outras cidades estão se articulando para isso. O que a gente vê aqui, na verdade, é o enfraquecimento dessa postura que o senhor prega. O senhor, caso eleito, trabalhará para unir os municípios? 

MM: Eu tenho a sensação de que essa visão aqui no ABC é uma visão muito tacanha de achar que a discussão da regionalidade é uma discussão do PT, de governos petistas. Alguns gestores saem, mas com que compromisso, qual o propósito? Qual o argumento? É não ter mais uma discussão de planejamento regional?

PF: Eles argumentam que o Consórcio traz poucos resultados concretos para as cidades. O argumento é de que o órgão "pensa" muito e executa pouco. 

MM: Trazer pouco resultado é falta de empenho. Tem muita coisa que avançou aqui no ABC em função dessa discussão regional. A minha sensação é que alguns gestores municipais do ABC entendem que fortalecer o Consórcio é fortalecer uma visão mais ligada ao PT da sociedade. É uma represália e dane-se a população, os objetivos da coletividade.

PF: Uma das funções importantes dos parlamentares é o envio de verbas, especialmente agora, momento em que os municípios estão em situação financeiras delicadas. Aqui no ABC, algumas entidades se uniram e criaram a campanha "Quem é do ABC, vota no ABC", para que aumente o número de representantes daqui e o envio de verbas seja maior. O seu maior reduto eleitoral é Franco da Rocha e região. Caso eleito, o senhor vai se comprometer em enviar verbas para cá? Como funcionará essa questão da distribuição de verbas?

MM: Muito da minha formação eu devo a Santo André. Eu vivi 10 anos da minha vida aqui. Fiquei 7, 8, quase 9 anos na Prefeitura Municipal de Santo André. Tenho relação aqui com pessoas, tenho referências culturais, políticas, de amizade aqui na região.

Agora, mandar recursos de emenda é uma questão menor. Vamos mandar? Vamos, mas é uma questão menor. A questão maior é interferir na direção do governo do Estado para que ele olhe para a região do ABC com os olhos de quem precisa revigorar essa região.

Maurici cumpriu agendas de campanha durante todo o dia em Santo André | Foto: Reprodução
PF: Na sua opinião, quais as maiores demandas do ABC?

MM: É preciso encontrar um novo caminho de desenvolvimento. Nós já estamos entrando na quarta revolução industrial. A região do ABC é uma região de ponta neste aspecto no Brasil e ela precisa, de novo, continuar na ponta.

PF: O senhor tentaria impulsionar o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia?

MM: Exatamente. Em especial Santo André que deve a sua industrialização a fase inclusive anterior, porque São Bernardo vem com a indústria automobilística e, em Santo André, a matriz é anterior, com fertilizantes, com química. Muita coisa mudou na estruturação produtiva destes setores. Agora, você tem aqui uma mão-de-obra altamente especializada, a presença de universidades. Aliás, a própria Universidade Federal do ABC (UFABC), claro que foi criada pelo presidente Lula, mas foi um sonho acalentado e desenvolvido no conceito de regionalidade. Então nós temos aqui uma série de recursos que precisam ser aproveitados. É aqui que nós temos as melhores condições de educação, de formação, para entrar nesta quarta revolução industrial.

PF: Vamos falar de política. O senhor era muito ativo em Santo André na época dos governos do Celso Daniel e do João Avamileno. O último governo petista aqui, do Carlos Grana, teve uma derrota histórica, a maior derrota da história do partido na cidade. O prefeito eleito, Paulo Serra, obteve 80% dos votos. Eu sei que senhor não estava na cidade no período, mas com certeza acompanhou o que aconteceu. Na sua opinião, o que deu errado na gestão do PT para ter uma derrota tão significativa?

MM: Você reparou em como você formulou a pergunta? Houve uma derrota do PT e que 80% dos votos foram para o Paulinho. Quem perdeu foi o partido, mas quem ganhou foi a pessoa, o Paulinho. É um cacoete que nós todos temos ao discutir o PT. Eu diria o seguinte: a bancada do PT na Câmara Municipal não diminuiu, continuou com cinco vereadores. Por que a gente atribui a derrota ao PT local e não ao quadro nacional que a gente viveu? O PT continua vivo com o mesmo nível de representação. Perdeu o governo, é verdade. Agora, nós perdemos em todos os lugares, com exceção de um, Franco da Rocha. Eu acho que a situação de fragilidade que o PT viveu naquele momento, da qual ele já está se recuperando, foi o que se abateu sobre Santo André.

PF: O senhor tem um grupo de apoiadores em Santo André que na outra eleição apoiaram o deputado Luiz Turco e seria natural que eles continuassem com ele, que tenta a reeleição, até pelo fato dele ser da cidade. Mas alguns militantes foram para o seu lado, e não há nada de errado nisso. Mas houve uma conversa, antes da eleição, para que o senhor não viesse, entre aspas, tirar votos do Turco em Santo André? 

MM: Olha, eu tenho uma excelente relação com o Turco. E eu não quero tirar votos dele, quero tirar votos da direita.

PF: Mas o fato do grupo dele ter sido desfalcado com apoios ao senhor e o fato do senhor vir para cá, fazer campanha em Santo André, não prejudica a candidatura dele, mesmo que indiretamente?

MM: Veja só: na eleição passada, praticamente todo o PT de Santo André, apoiou o Luiz Turco. Era impossível ter uma outra candidatura. Naquele momento a gente tinha o governo, era importante para o governo ter uma candidatura muito ligada a ele, tinha toda uma razão nesse sentido, e hoje eu não sei se há.

Minha ideia é contribuir com o PT de Santo André. Não é um momento fácil. O momento que sucede uma derrota eleitoral é sempre um momento difícil, de rearticulação, de reorganização, e eu quero contribuir com este processo. Eu não acho, honestamente, que eu vá tirar votos do Luiz Turco.

PF: Perguntei isso porque na década passada, e o senhor viveu muito intensamente isso, o PT teve uma grande crise na cidade, uma grande fragmentação, que deixou cicatrizes até hoje. Vanderlei Siraque, que era um quadro importante na cidade, mudou de partido. Não há um risco de fragmentar novamente o partido, de fato que ele chegue na próxima eleição mais fraco? 

MM: Essa fragmentação que você fala, não foi exatamente uma fragmentação. Foi uma disputa interna que resultou numa divisão e nós perdemos a eleição, mas rapidamente no momento seguinte nós retomamos o governo com o Grana. São coisas da política.

Com relação a essa história de ser ou não daqui, eu acho que é uma maneira muito complicada de ver isso. Não é por aí que você mede o compromisso dos mandatos com as regiões. Eu, por exemplo, quando assumi a Secretaria de Governo, em 2002, uma semana antes do assassinato do prefeito Celso Daniel, assumi com responsabilidade de ajudar o então vice-prefeito João Avamileno a manter o grupo reunido pelo prefeito Celso Daniel junto e levar o programa de governo adiante. E, além disso, ainda responder a suspeitas sobre a morte do Celso e a maneira de como se geria a Prefeitura.

Naquele momento ninguém reclamou que eu não era daqui. O que que eu preciso fazer para ser daqui? Qual é o problema? Você vive dez anos aqui, constrói política aqui, ajuda na gestão, mantém relações locais... qual é o problema? Para mim isso não é determinante. Pode ser determinante numa região como a de Franco da Rocha, que nunca elegeu um deputado, que nunca teve uma representação. Aquela é uma região sub-representada, mas não é o caso do ABC.

PF: Sobre o cenário nacional, como o senhor avalia a estratégia do PT de levar a candidatura do Lula até a última possibilidade?

MM: Ontem saiu a pesquisa (de intenção de votos) e o processo de transferência de intenção de votos do presidente Lula segue firme em direção ao Haddad. Já dá para imaginar, se nada de muito absurdo acontecer nos próximos 20 dias, o segundo turno será entre o candidato do PSL (Jair Bolsonaro) e o Fernando Haddad.

PF: E o senhor avalia que o PT sairá vencedor? 

MM: Acho que sim, mas não acho que haverá uma agenda fácil para depois das eleições. Eu acho que só vale a pena voltar a governar no País se for para aprofundar a radicalização de algumas coisas. Vou te dar um exemplo. A reforma do sistema eleitoral. O nosso sistema eleitoral é que promove essa coisa de caixa 2, de venda de votos e de apoio, essa corrupção que está posta. Não está posta nos últimos 10, 20 anos. Está posta desde sempre. Se nós, PT, erramos, erramos em não denunciar esse modelo, em não brigar para mudar esse modelo. E nós precisamos fazer isso agora. Não dá para manter do jeito que está.

PF: Mas o PT não denunciou porque era beneficiado também. 

MM: Passou a se beneficiar. Pois é... tinha uma opção a ser feita: denuncia ou se beneficia. Acho que fizemos a segunda opção. Errada, incorreta. Temos que rever isto. E como é que nós vamos fazer isso? Acho que vamos ter que usar os mecanismos de democracia direta, referendo, plebiscito.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Educação, mulheres e juventude são prioridades de Ana Lídia

Por Vitor Lima

Uma candidatura jovem, feminista, a serviço da classe trabalhadora e socialista. São sob esses motes que Ana Lídia (PT), 30 anos, tentará assegurar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Quando a gente fala de socialismo, estamos falando que queremos uma Educação e Saúde pública de qualidade para todo mundo, de salários justos e mais igualitários”, explica.

A candidata, nascida e criada em São José dos Campos, atualmente mora na Capital. Ana também morou em Guarulhos, período em que estudou na Unifesp e filiou-se ao PT, aos 20 anos de idade.
Aos 30 anos, Ana tentará uma cadeira
na Assembleia Legislativa | Foto: Reprodução 
Professora da rede pública estadual, a candidata revela que em um possível mandato priorizará a Educação e trabalhará pela valorização dos docentes. Pensar políticas públicas voltadas à juventude e fortalecer o trabalho contra a violência de gênero também serão prioridades.

Ana Lídia conversou com a reportagem do Ponto Final em 22 de julho, ocasião em que cumpriu agenda com apoiadores do ABC, em Santo André. Confira a entrevista:

Ponto Final (PF): Por gentileza, conte um pouco de sua trajetória política. Quando a senhora começou a militar politicamente e quando decidiu se filiar ao Partido dos Trabalhadores? 

Ana Lídia (AL): A política sempre foi muito presente na minha vida por conta da trajetória da minha família. Minha mãe e meu pai são operários. Um tio da minha mãe foi o primeiro sindicalista da família, no Sindicato dos Têxteis de São José dos Campos. Fui criada nesse ambiente. Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, comecei a me aproximar mais da vida partidária, por conta de um mandato de um vereador lá na cidade.

Quando eu vou morar em Guarulhos, que eu ingresso numa universidade pública federal, que foi criada pelos governos do PT, é quando eu decido me filiar ao Partido dos Trabalhadores, com 20 anos, em 2008. Muito por entender todo o processo, do que o PT significa para a classe trabalhadora, como um dos principais instrumentos, ainda, de disputa da classe trabalhadora.

Outro pela própria história do partido, por aquilo que o PT defende e porque eu saio de uma cidade que há 12 anos vinha sendo administrada pelo PSDB e vou morar na periferia de Guarulhos, no fim da gestão do Elói Pietá (PT) e passo a compreender o que era uma gestão de trabalhadores para trabalhadores. Foi nessa gestão, e durante os governos Lula, que uma universidade pública federal vai ser colocada na periferia e junto com ela vem um hospital.

PF: Caso eleita, quais serão as principais bandeiras defendidas por seu mandato?

AL: Nossas prioridades, e eu vou falar ‘nossas’ porque essa pré-candidatura é um processo de construção coletiva, são baseadas em alguns eixos fundamentais.

Pelo fato de eu ser professora da rede pública estadual a gente sente o que são esses 20 anos de governos do PSDB para Educação. Não só do ponto de vista da carreira do professor, que sofre um processo de desmonte e de desmantelamento muito forte. Eu tenho dito que a reforma trabalhista que o governo golpista aplica, os governos do PSDB já aplicam na Educação aqui em São Paulo há muito tempo.

A questão da juventude, colocar outras perspectivas de vida para juventude, criar projetos que estejam ligadas ao desenvolvimento profissional, cultural dessa juventude, que hoje luta contra o Estado para sobreviver, que é uma juventude que não vê o Estado mais como referência de vida.

E a questão das mulheres. Eu trabalho com mulheres prostitutas, sou alfabetizadora, dou aula de alfabetização, de reforço escolar e formação política para mulheres prostitutas mais velhas. A gente tem que criar projetos voltados para o desenvolvimento delas sob uma perspectiva de acolhimento na questão da violência doméstica.

PF: Como educadora, qual a avaliação da senhora em relação a qualidade do ensino ofertado pelo governo de São Paulo? Concorda com a progressão continuada? 

AL: A progressão continua seria interessante, mas o que a gente vê agora não é uma progressão. O que significa uma progressão? É o aluno que está progredindo para poder atingir os outros níveis educacionais. Hoje há uma promoção automática. O aluno não tem progressão, qualificação educacional e ele vai sendo aprovado sem ter os pré-requisitos para conseguir ingressar em um outro nível. Para nós é fundamental que se crie outro modelo de escola e aí não vamos falar só da promoção automática.

É outro modelo de escola, com outro currículo, com plano de carreira para o professor, com valorização profissional, com cumprimento do Plano Estadual de Educação, da meta 17 do Plano, que diz respeito a equiparação salarial do professor.

É importante a gente pensar em uma Educação que esteja relacionada com a perspectiva de vida do aluno, uma Educação que dialoga com a realidade dele. O que não é colocado hoje. E na rede estadual muitos deles são alunos trabalhadores e hoje o estado de São Paulo visa um processo de fechamento de salas de aula do ensino noturno. O estado está com uma política de Parceria Público-Privada tentando entregar o ensino médio e o ensino básico para os setores privados e para as OS's. Isso é um ataque à educação pública.

Foto: Reprodução 
PF: Vemos um movimento muito intenso de negação à política, especialmente por parte dos jovens. A senhora também observa este movimento? Como dialogar com esta parcela da população?

AL: O jovem sabe o que ele quer. Essa negação da política é uma disputa que a gente passa junto aos meios de comunicação, que ficam pregando a antipolítica para essa juventude. O resultado disso é a eleição do Dória, por exemplo. O jovem, quando ele fala que não gosta de política, ele está negando, na verdade, as antigas práticas políticas que trouxeram o Brasil a essa atual condição.

Para dialogar com a juventude a gente tem que mostrar que a política é a solução e mostrar outras práticas. Ano passado, por exemplo, eu levei os meus alunos da rede estadual para assistir uma reunião da Comissão de Educação e Cultura na Assembleia Legislativa e ali eles puderam perceber como que absolutamente tudo que diz respeito a política está vinculado a vida deles. Ali eles perceberam o quanto é importante praticar a política e uma outra forma de política.

PF: Nas redes sociais da senhora a defesa dos direitos das mulheres está muito presente. Quais políticas a senhora defenderá na Assembleia Legislativa para que as pautas feministas sejam contempladas?

AL: A gente precisa ter um trabalho que combata de fato a violência doméstica ou qualquer tipo de violência de gênero no nosso estado e, por isso, é fundamental  a gente voltar a discutir dentro dos planos estaduais, dos planos municipais de educação, gênero e sexualidade, porque desde criança a gente tem que fazer uma educação que seja contrária ao machismo  e todas as formas de opressão. Esse é um ponto fundamental. Outro ponto é a gente conseguir promover políticas públicas que estejam voltadas, de fato, ao acolhimento das mulheres que sofrem tanto com violência doméstica ou com violências de gênero de uma maneira geral.

A gente tem que fazer com que a Lei Maria da Penha funcione aqui. A lei foi um grande avanço, mas tem as suas limitações pelo fato de a gente não ter, por exemplo, casas de acolhimento que estejam voltadas a essas demandas e parte das casas que a gente tem estão fechadas. A gente precisa ter delegacias que tenham estrutura de fato voltadas para esse acolhimento porque muitas das delegacias, mesmo as das mulheres, não têm preparo suficiente.

PF: Levando em consideração que a maior liderança do seu partido está presa há mais de 100 dias, como a senhora avalia o momento político do PT? 

AL: Se consolidado a impugnação da candidatura do Lula ela mostra a concretização de uma fraude. Essa Justiça prende o Lula justamente porque sabe que o Lula é a única liderança capaz de vencer as eleições e, vencendo as eleições, de derrotar todas essas medidas golpistas que foram colocadas. O nosso candidato é Lula e vamos com ele até o fim, porque se a gente assume qualquer outra possibilidade a gente assume a fraude do processo.

PF: Considerações finais.

AL: Quero destacar a questão da representatividade. A juventude que não vê a política como uma alternativa, porque não se faz política para a juventude, assim como não se faz políticas para as mulheres. As mulheres e negros, embora sejam a maior parcela da população, têm uma sub-representação em todos os espaços de poder.

Nossa candidatura é uma candidatura jovem, feminista, a serviço da classe trabalhadora e socialista. E quando a gente fala de socialismo a gente não fala assim de um jargão ou um conceito esvaziado. Quando a gente fala de socialismo, estamos falando que queremos uma Educação e Saúde pública de qualidade para todo mundo, de salários justos e mais igualitários. O eixo do socialismo para nós também é um eixo importante. Apesar das dificuldades, a gente tem de colocar isso em pauta.

PF: Não é prejudicial à candidatura defender essa bandeira?

AL: A gente trata a campanha, o processo eleitoral, como um processo de disputa da consciência de classe. É uma ideologia e a gente não abre mão das nossas ideologias. É com elas que a gente vai fazer essa disputa.

Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2018. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final devem entrar em contato pelo e-mail: redacao@pfinal.com.br.



terça-feira, 24 de julho de 2018

Entidades lançam campanha para incentivar votos em políticos do ABC

Por Vitor Lima

Representantes de aproximadamente 15 entidades, entre sindicatos, associações e clubes, prestigiaram na manhã de hoje (24) o lançamento da campanha “Quem é do ABC vota pelo ABC”. Iniciativa da agência de comunicação Octopus, de Santo André, e da Associação Comercial e Industrial de Santo André (ACISA), a campanha buscar conscientizar os eleitores das sete cidades a votarem em candidatos a deputados estaduais e federais que tenham domicílio eleitoral no ABC.

Por meio de campanha publicitária gratuita e apoiada pelas entidades e pelos veículos de comunicação regionais, os organizadores pretender gerar engajamento nos eleitores e evitar os votos nos “estrangeiros” (candidatos com domicílio eleitoral fora do ABC).

Pedro Cia Junior, da ACISA, e Paulo César Ferrari, da Octopus | Foto: Divulgação
Ao explicar o mote da campanha, o diretor da Octopus, Paulo César Ferrari, lembrou que a região já contou com iniciativa semelhante, durante as eleições de 1994. Na ocasião, quando a região contava com aproximadamente 1,4 milhão de eleitores, foram eleitos quatro deputados estaduais e sete federais. Para o pleito deste ano, o ABC dispõe de mais de 2,1 milhões de eleitores.

Ferrari destacou também, além do aumento do número de votantes, o nível de insatisfação da população com a política ao analisar as diferenças entre as duas campanhas. O nível de abstenções da próxima eleição deve bater recordes, o que se configura como mais um desafio do projeto.

Segundo o manifesto da campanha, a região perdeu representantes do Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de São Paulo nas últimas eleições, o que dificulta a resolução das demandas do ABC devido a falta de representatividade nas Casas. O envio de verbas para as Prefeituras, via emendas parlamentares, também é citado.

Durante o evento alguns executivos questionaram os organizadores sobre como cobrar os candidatos, caso eleitos. Na visão de alguns deles, a campanha de 1994, por exemplo, foi bem-sucedida ao eleger um número recorde de parlamentar do ABC, mas não trouxe frutos concretos à região, devido a atuação descompromissada dos políticos.

Por conta disso, os organizadores se comprometeram a formular um termo de compromisso a ser apresentados aos políticos eleitos e reafirmaram que após as eleições haverá acompanhamento dos mandatos e intensas cobranças, caso necessário.

O presidente da ACISA, Pedro Cia Júnior, acredita que eleger 12 deputados estaduais é um “número factível”, mas que, a depender do sucesso da campanha, pode chegar até a 15 nomes eleitos. Para deputados federais, o executivo tem projeção mais modesta: acredita que a região possa ter até seis nomes eleitos.

Em 2006, ao todo, eram 13 políticos do ABC nas Casas parlamentares (quatro deputados federais e nove estaduais). De lá para cá este número caiu: atualmente, são apenas dois representantes na Câmara Federal – Vicentinho (PT) e Alex Manente (PPS) – e quatro na Assembleia Legislativa – Luiz Turco, Ana do Carmo, Luiz Fernando Teixeira, Teonilio Barba (todos do PT).

É bom lembrar que na eleição de 2014 foram sete candidatos do ABC eleitos a deputados estaduais – contudo, três deles não exercem mais o mandato: Orlando Morando (PSDB, eleito prefeito de São Bernardo do Campo), Átila Jacomussi (PSB, eleito prefeito de Mauá) e Vanessa Damo (MDB, por problemas com a Justiça).

O site da campanha está no ar e pode ser acessado aqui. Por lá, é possível encontrar, gratuitamente, materiais de divulgação em diversos formatos (anúncios para diversas mídias, camisetas, adesivos, vídeo e jingle da campanha).


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Campanha de multivacinação para crianças e adolescentes ocorre neste mês

Da redação

 A Secretaria de Saúde de Santo André promoverá de 11 a 22 de setembro (segunda a sexta-feira), na rede básica de saúde do município,  a campanha de multivacinação, uma oportunidade para atualizar as vacinas pendentes na caderneta de crianças e adolescentes. Para os responsáveis que não conseguem levar os menores durante a semana, o dia D para imunização será no sábado, 16 de setembro, das 8h às 17h. A meta é resgatar a população não vacinada ou com esquemas incompletos. As coberturas vacinais são importantes para controlar, eliminar ou erradicar as doenças imunopreviníveis no Brasil, como aconteceu com a varíola e a poliomielite.

Dia D para imunização será em 16 de setembro (sábado) | Foto: Divulgação/PSA
No dia D serão vacinadas apenas crianças com menos de 30 dias de idade e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias. O restante da população poderá procurar as unidades de saúde ao longo do ano. Serão aplicadas doses para a prevenção de: Tuberculose (BCG), Rotavírus (Rotavirose), Poliomielite, Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo B-Hib), Pneumococica 10 valente, Meningocócica conjugada C, Febre Amarela, SCR (sarampo, caxumba e rubéola), Influenza (gripe), Varicela (catapora), Hepatite A,  HPV, Dupla Adulto (maiores de 7 anos) e DTPa (difteria, tétano e coqueluche) para gestantes maiores de 9 anos.

É necessário levar a caderneta de vacinação e documento de identificação como certidão de nascimento ou RG. Crianças e adolescentes que tiveram sua caderneta extraviada deverão procurar a unidade onde foram vacinadas para solicitar segunda via. Todas as vacinas passaram por estudo prévio e são indicadas dentro da faixa etária estabelecida pelo Ministério da Saúde. Por este motivo, cada vacina tem sua faixa etária específica. Há apenas algumas contra indicações como febre ou uso de grande volume de corticoides no dia da vacinação, por conta do risco de perda da efetividade da vacina nesses casos.






segunda-feira, 15 de maio de 2017

Público-alvo da vacinação contra a gripe é ampliado

Da redação

O governador Geraldo Alckmin anunciou, na última sexta-feira (12), a ampliação do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe deste ano. Terão direito à vacina policiais civis e militares, bombeiros e profissionais que atuam na Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público Estadual (MPE), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Defensoria Pública. 

A campanha de vacinação vai até 26 de maio | Foto: Beto Garavello/PSA
O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria da Saúde e responsável pela produção da vacina, disponibilizou 600 mil doses extras para vacinação desses novos grupos. 

Serão 36,1 mil profissionais da saúde mobilizados em 5.402 postos de saúde fixos e volantes em todo estado de São Paulo, com funcionamento das 8h às 17h. Somente na capital, há 479 fixos e 55 volantes. Nas cidades da Grande São Paulo, interior e litoral há outros 3.538 postos fixos e 1.330 volantes. Além disso, haverá suporte de 2.436 veículos, três barcos, 18 ônibus e outras formas de transporte disponibilizadas como apoio dos municípios paulistas. 

A diretora de Imunização da Secretaria de Saúde, Helena Sato, explica que não há motivo para ter medo de tomar a vacina. “A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia, otites e sinusites. A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, explica

Desde 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação, para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais e professores. A campanha de vacinação segue até 26 de maio.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Hospital da Mulher arrecada brinquedos para crianças carentes

Da Redação

O Dia das Crianças costuma ser sinônimo de ganhar brinquedo. Porém, muitas crianças carentes não têm oportunidade de viver a alegria de receber um presente nessa data. Pensando nesses pequenos mais necessitados que o Hospital da Mulher de Santo André realiza até 31 de outubro a terceira edição da campanha “Desafio Solidário”. A ação social em comemoração ao mês das crianças mobilizará funcionários e a comunidade para arrecadação de brinquedos, que serão destinados a entidades filantrópicas do município.

Interessados em participar podem deixar as doações na recepção central do hospital, que fica na Rua América do Sul, 285, no Parque Novo Oratório, em Santo André. São aceitos brinquedos novos e também usados, desde que em bom estado.

De acordo com a diretora geral do Hospital da Mulher, Dra. Rosa Maria Pinto de Aguiar, são muitas as vantagens para quem ganha um brinquedo. “O brinquedo é um objeto que nos traz várias possibilidades de aprendizagem e ganhos nos aspectos sensoriais, motores, cognitivos, afetivo-emocionais e sociais. Sem contar que é sempre gratificante ver o sorriso no rosto de uma criança quando é presenteada”, completa gestora, que também é pediatra.

Na segunda edição da campanha, em 2015, foram arrecadados cerca de 500 brinquedos – todos destinados à entidade filantrópica Cidade dos Meninos “Maria Imaculada”, localizada no Parque Novo Oratório.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

‘Dia D’ da Multivacinação ocorre neste sábado

Da Redação

As 33 unidades de saúde da rede de atenção básica de Santo André abrirão as portas neste sábado (24), das 8h às 17h, no chamado ‘Dia D’ de mobilização nacional da Multivacinação. O objetivo é a atualização da carteira de vacinação dos menores de cinco anos, além de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos incompletos. A campanha prossegue até o dia 30.
Objetivo da ação é atualizar carteira de vacinação de crianças e adolescentes |Foto: Anderson Pedro/PSA
No total, são 14 tipos de vacinas gratuitas disponíveis pelo SUS, entre elas, contra o HPV (Papilona Vírus Humano) para prevenção do câncer de colo de útero nas meninas, além de tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), hepatite A, rotavírus, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções), febre amarela e VOP (Vacina Oral Poliomielite) – a pólio é destinada para bebês de seis meses a crianças menores de cinco anos.

Não há meta a ser alcançada, uma vez que a campanha ocorre de forma seletiva ao público-alvo. A recomendação é que o pai leve a caderneta do filho na unidade de saúde mais próxima da sua casa para avaliação da equipe de enfermagem. Caso esteja em atraso, a vacinação será atualizada. Em caso de documento perdido ou extraviado, o responsável deve solicitar segunda via no posto onde a criança costuma tomar as vacinas. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Com estoque baixo no CHM, Escola da Saúde faz campanha de doação de sangue

Da Redação

O Banco de Sangue do CHM (Centro Hospitalar Municipal), equipamento público de Santo André porta aberta dos casos de urgência e emergência, vive situação atípica neste mês e opera com apenas 57% da capacidade. Até a última quarta-feira (17), somente 478 pessoas, maiores de 16 até 69 anos, haviam feito doação, quando a média mensal gira em torno de 1,2 mil a 1,3 mil doadores. 

Para aumentar o estoque e atrair bons corações para a causa nobre, a Escola da Saúde Dr. Eduardo Nakamura, vinculada à Secretaria da Saúde do município, promoverá campanha de 22 de agosto até o dia 16 de setembro. 
Atletas da Secretaria de Esporte e Lazer doa sangue no CHM | Foto: Miguel Denser
Quem quiser aderir à campanha, basta se dirigir ao CHM, ex-Santa Casa, localizado na Avenida João Ramalho, 326, na Vila Assunção – o banco de sangue funciona no subsolo do hospital, próximo ao Laboratório de Análises Clínicas. O horário é de segunda-feira a sábado, das 8h às 13h. O interessado deve pesar acima de 50 quilos, estar em boas condições de saúde – inclusive alimentado – e deve portal um documento oficial com foto – menores de 18 anos, autorização dos pais e/ou responsável.

Todo material coletado será encaminhado à Colsan, entidade que abastece os nove hospitais públicos do Grande ABC, a partir de quatro postos de coleta – dois em Santo André (além do CHM, o Hospital Estadual Mário Covas), um em São Bernardo e um em São Caetano –, fora dois na Baixada santista. No entanto, por se tratar de campanha pontual em um dos locais de doação, a maior parte será destinada ao CHM, segundo Solange Rios, gerente administrativa da Colsan na região. “Até porque o estoque deles está bem baixo”, apontou, ao exemplificar que fechou julho, mês de férias, com 913 doadores, que representaram 73% da capacidade do banco do centro hospitalar.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

“Vou abrir mão de todo tipo de regalia que onere os cofres municipais”, afirma Márcio Colombo

Por Vivian Silva

O andreense Márcio Colombo, 38 anos, estreia na política municipal como pré-candidato a vereador pelo Democratas (DEM). Ele é um dos idealizadores do movimento “Força do Bem, Santo André do Bem”, que busca auxiliar na formação de cidadãos mais conscientes e ativos na sociedade, além de combater privilégios dos políticos como, por exemplo, o número elevado de assessores e auxilio financeiro para diversas despesas.  

Em entrevista exclusiva ao Ponto Final, o pré-candidato conta o que o motivou a sair como candidato, fala da esperança em construir uma nova política e ressalta o papel do vereador, que entre os atributos está o de “exercer o papel de fiscal dos contratos firmados pela prefeitura”, além de “trabalhar pelo bem comum”. 

Colombo estreia na política municipal | Foto: Alexandre Machado
Ponto Final: O que ou quem te motivou a sair como candidato a vereador em Santo André?
Márcio Colombo: Estou entrando para a política agora, nunca ocupei cargo público algum. Faço parte de um movimento chamado Força do Bem, movimento de conscientização política, que leva a sociedade o conhecimento de seus direitos e, principalmente, de seus deveres. Este movimento também se opõe a qualquer tipo de regalia e gasto desnecessário no poder político ou público, de maneira geral, defendemos que o dinheiro público deve ser utilizado de forma que devolva aos contribuintes e pagadores de impostos serviços públicos essenciais de qualidade e não para sustentar privilégios descabidos. Por estar num movimento de moralização que almeja resgatar a ética e implantar uma nova política voltada, exclusivamente, aos interesses de nossa sociedade, a minha maior motivação é a situação pela qual nosso país vem passando, uma crise política e de valores, que esta afetando todas as esferas do poder, desde o municipal até o governo federal. A política perdeu sua essência, a de trabalhar pelo bem comum, pelo desenvolvimento de nosso povo e de nossa pátria, ao contrário vem sendo usada por pessoas mal intencionadas que colocam seus interesses particulares à frente dos interesses da coletividade. Eu tenho muita esperança na renovação, eu acredito que através de pessoas novas na política, pessoas do bem e honestas que queiram entrar para trabalhar pelo bem estar social, pelo desenvolvimento das pessoas e em consequência de nossa cidade, e que tenham coragem para implantar um novo modelo de gestão pública voltado na eficiência, cortar todos os gastos desnecessários e maximizar o valor de cada centavo em impostos recolhidos em retorno ao cidadão. Eu acredito que esta mudança esta em cada um de nós, e a construção de uma nova Santo André está na esperança e coragem da renovação. 

PF: Por que escolheu o Democratas para iniciar na política?
MC: O Democratas defende que a mudança começa por cortar os gastos desnecessários que, hoje, oneram os cofres públicos e prejudicam o potencial de investimento da cidade, também tem em seu plano de governo instituir um novo modelo de gestão, um modelo mais técnico do que político, que busca a eficiência e a melhoria continua dos serviços públicos prestados, a desburocratização e enxugamento da máquina. O projeto do Democratas busca recuperar a atratividade que Santo André já teve como polo  produtivo e de desenvolvimento de novos negócios, potencializar as oportunidades da cidade em conjunto com toda a região. O que me chamou a atenção no Democratas é que sua base é quase na totalidade composta de novos políticos,  um partido novo e independente em Santo André, que não faz parte dos grupos que passaram pelos últimos governos municipais. O partido para ter coerência com o compromisso de firmar uma nova força política na cidade, esta lançando como pré-candidato a prefeito o Fabio Picarelli, que foi presidente da OAB de Santo Andre, por dois mandatos e é sócio de um dos mais tradicionais escritórios advocatícios da cidade, uma figura respeita por todos os segmentos andreenses.  Por tudo isto escolhi o Democratas que abriu a legenda ao movimento Força do Bem e nos deu liberdade para trabalhar nossa causa, que esta em consonância com os interesses do Democratas e os da cidade.

PF: Atualmente, como o senhor analisa Santo André?
MC: Em Santo Andre, especificamente, o cenário esta muito ruim, hoje temos uma Prefeitura endividada com a Sabesp, dívidas com precatórios, atraso nos vencimentos dos servidores públicos, uma cidade mal cuidada com ruas remendadas, praças públicas sem o devido serviço de jardinagem, falta de água que impacta grande parte dos bairros por toda cidade, saúde muito aquém do atendimento ideal, com filas que podem passar de um ano para uma consulta com um especialista, ou um exame mais elaborado, a educação, em pleno mês de julho, com falta de material didático, de uniforme e merenda reduzida, a segurança também deixam os munícipes alertas. A cidade vem perdendo empresas, deixando de ser atrativa para manter as que aqui estão, ou trazer novos negócios, o que diretamente impacta no comércio e serviços. Santo André é uma cidade rica, cheia de oportunidades, deve buscar voltar a ser um viveiro industrial, incentivar o empreendedorismo, a geração de novos negócios, aproveitar a qualidade e capacitação de sua população para gerar riquezas na própria cidade. Temos muitas universidades aqui em Santo André, esta juventude que se forma, a cada ano, precisa de incentivo para empreender e gerar trabalho dentro dos limites andreenses. O turismo também pode ser uma nova indústria por aqui, cabe na cidade um moderno centro de convenções que aqueceria o setor hoteleiro, táxis, alimentação, empregos diretos e indiretos, além de potencializar as regiões de Paranapiacaba e Parque do Pedroso, por exemplo. A cidade vem crescendo, mas nossa infraestrutura básica não vem acompanhando, hoje temos um trânsito muito intenso e não temos nenhum projeto de mobilidade em discussão. Nossos rios estão poluídos, a cidade não recicla nem 20% do lixo em potencial. Enfim, dentre tantos outros assuntos para serem tratados e cada um deles merece muita atenção e aprofundamento. O que quero transmitir é que estamos com uma política pública ausente das ruas, de costas aos reais anseios e necessidades da população, uma política que deixou de trabalhar.  Eu tenho muita esperança na renovação, eu acredito que através de pessoas novas na política, pessoas do bem que queiram entrar para trabalhar pelo bem estar social, pelo desenvolvimento das pessoas e em consequência de nossa cidade, honestas e que tenham coragem para implantar um novo modelo de gestão pública voltada à eficiência, cortar todos os gastos desnecessários e maximizar o valor de cada centavo em impostos recolhidos em retorno ao cidadão. 

PF: Em quais áreas o senhor pretende promover ações e debates, que possam gerar benefícios diretos para a população?
MC: Quero aproveitar a pergunta e dizer que o meu maior compromisso com a população é garantir que o gabinete esteja presente nas ruas e interagindo com a cidade durante todos os dias do eventual mandato. Volto a repetir, hoje, a política está muito distante das ruas, das reais necessidades da cidade. Isto precisa mudar, pois o político nada mais é que um representante do povo, por isto deve por obrigação se fazer presente para poder identificar demandas, prestar satisfações, ser cobrado e também cobrar apoio da sociedade, para eventuais dificuldades dentro da Câmara. Em respeito ao movimento Força do Bem vou abrir mão de todo tipo de privilégio e regalia que onere os cofres municipais, e incentivar os demais colegas a implantar esta nova cultura. Temos que entender que política não é se servir e sim servir! Respondendo diretamente a pergunta, eu chamarei debates nas áreas do comportamento político e papel do vereador, pois entendo que hoje o vereador não esta cumprindo com suas responsabilidades de forma plena, sobre bom uso do dinheiro público e fim das regalias e privilégios desnecessários, educação, saúde, segurança, mobilidade urbana, fiscalização de contratos firmados pela Prefeitura em termos de qualidade e onerosidade, de acordo com os níveis contratados, integração regional, desburocratização e incentivo ao setor de produção industrial, comércio e serviços, meio ambiente, turismo e tecnologia. 

PF: Se eleito, qual será o primeiro projeto que irá propor? Por quê?  
MC: O primeiro projeto seria propor um curso obrigatório que explicasse a cada vereador eleito quais são suas funções e responsabilidades, de forma a prepará-los antes de assumirem a operação de suas atribuições, pois entendo que a partir do momento que a vereança compreenda quais são suas obrigações e as pratiquem a cidade e cada cidadão ganhará muito, pois passaremos a ser representados de fato. Eu observo que hoje a política se apequenou e cuida de assuntos  micros de situações, que não resolvem o problema, mas apenas aliviam o sintoma. O vereador precisa ter interesse em fazer a cidade funcionar e não em se aproveitar das dificuldades para vender facilidades e bondades. Este mesmo curso seria inserido na grade das escolas municipais, pois a partir do momento que a sociedade tomar conhecimento do importante papel do vereador e de todas as responsabilidades e obrigações que o cargo envolve por certo a vereança será mais cobrada e a Câmara será muito mais produtiva a Santo Andre. 

PF: Em sua opinião, como o atual ambiente político nacional e estadual afetará as eleições municipais?
MC: Penso que de forma significativa, a política do jeito que vem sendo praticada se desgastou. Grande parte da sociedade percebeu que precisamos virar a página. Eu venho acompanhando alguns críticos políticos, que apontam para grandes renovações, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Desejo, de fato, que a sociedade exerça seu poder de voto com muita consciência e demonstre nas urnas o desejo de um novo rumo.

PF: Como pretende trabalhar sua candidatura, por meio do “Força do Bem, Santo André do Bem”? 
MC: Foi através do movimento que eu fui impulsionado a entrar na política, uma das bandeiras do movimento é incentivar todas as pessoas de bem a participarem da política,
seja de forma indireta, por meio da cobrança dos nossos representantes, como de forma direta como eu estou fazendo saindo como pré-candidato a vereador. O movimento ressalta que quanto mais pessoas de bem entrarem na política mais espaço tomaremos daqueles que querem apenas se beneficiar e pouco contribuir com a sociedade. E com a participação e tomando o espaço que a mudança que tanto precisamos ocorrerá. O movimento tem o objetivo de crescer, se expandir para outras cidades, estados e até para o Distrito Federal, para que isso ocorra precisamos do apoio da sociedade. 


Obs.: Espaço aberto a todos os candidatos aos cargos eletivos de 2016. Interessados em apresentar suas ideias e propostas aos leitores do Ponto Final escrevam para redacao@pfinal.com.br. 



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Marina Silva (PSB) mostra popularidade na Oliveira Lima

Por Montero Netto

Defesa da infância e terceira idade são bandeiras da campanha de Marina 
Marina Silva, candidata a vice-presidente da República pelo PSB, cumpriu agenda de campanha na tarde desta última quinta-feira (17), em Santo André, onde percorreu a tradicional Oliveira Lima, ao lado de candidatos a deputado estadual e federal da sua coligação e correligionários. Muito assediada por populares, os quais passavam no local, Marina entrou nas lojas do boulevard andreense, falou com comerciantes e funcionários, tirou fotos com admiradores e orientou um mendigo que pedia esmolas no local, lembrando que o mesmo deveria procurar o setor de assistência social da Prefeitura, para garantir seus direitos básicos.

A parceira de chapa do presidenciável Eduardo Campos (PSB), garantiu publicamente apoio a candidatura do senador Eduardo Suplicy (PT), que busca este ano a reeleição contrariando decisão de seu partido que apoia em São Paulo a candidatura do tucano José Serra (PSDB). “Se eu votasse em São Paulo, votaria no Suplicy, porque ele é uma pessoa comprometida com a democracia, com a ética na política e tem dado uma contribuição para que o Brasil seja melhor durante toda vida. Essa discussão ainda não foi feita na Rede, mas eu conheço o Suplicy há muito”, declara.

Marina, que disputou a Presidência da República em 2010 pelo PV (Partido Verde), não concorda com a decisão do seu atual partido em apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Para governador em São Paulo, infelizmente, eu não tenho um candidato. Existe uma discussão que está sendo feita na Rede de como vai ser feita a liberação da militância para votar nas candidaturas, que tenham comprometimento com a sustentabilidade, com a renovação da política, com a quebra da polarização e a alternância do poder”, diz.

Marina disse em entrevista coletiva, ao final da caminhada, que o eleitor quer ver no debate nacional as ideias que ela representa. Sobre seu plano de governo, a vice de Campos destacou a defesa da infância e da terceira idade como bandeiras. “Um país que não é capaz de respeitar suas crianças, quando não tem creche, não tem escola de qualidade, e também não tem respeito pelos seus idosos, que já deram uma boa contribuição para chegarmos onde chegamos, não vai a lugar nenhum”, destaca.

Sobre a importância do ABC na campanha presidencial, a candidata foi direta: “É um polo importante no Estado de São Paulo que tem uma grande contribuição econômica, social, cultural e, obviamente, nós queremos fazer a campanha enraizada em todo o País, em todos os segmentos”, finaliza.

Entre os candidatos que acompanharam Marina Silva estavam o vereador Almir Cicote, e o ex-prefeito, Aidan Ravin, respectivamente candidatos a deputado estadual e federal pelo PSB.